Páginas

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Precisamos de apoio para voltar ao trabalho e amamentar

http://maesdepeito.blogosfera.uol.com.br/2015/07/29/mae-que-volta-ao-trabalho-precisa-de-apoio-para-seguir-amamentando/ Voltar a trabalhar e seguir com o aleitamento materno é uma tarefa árdua e, infelizmente, para poucas mulheres. A maioria acaba introduzindo leite de fórmula precocemente pois não tem apoio para seguir fazendo a ordenha para o seu leite ser oferecido ao bebê na sua ausência. O apoio precisa vir desde o companheiro e do pediatra que precisa orientar essa mãe sobre como tirar o leite, a quantidade necessária para o bebê, como armazená-lo, etc. Mas não para por aí. O chefe e os colegas de trabalho também precisam entender que aquela mulher tem um bebê pequeno em casa e que precisa tirar intervalos para retirar o leite. Afinal, ninguém olha torto para o colega que vive saindo da mesa para fumar. Mas, a mulher que tira intervalos para fazer a ordenha acaba sendo mal vista. Tirar o leite durante o expediente é importante não apenas para ela garantir o estoque do filho que está na creche, mas para evitar também que ela tenha mastite (inflamação que ocorre quando a mama está muito cheia). A doença deixa a mulher com febre, dor no corpo, mal estar e o seio vermelho e muitas vezes o tratamento só ocorre com o uso de antibióticos. Para tirar o leite, a mulher precisa estar tranquila pois em situações de estresse ela não conseguirá tirar uma grande quantidade. É natural também que no começo ela não consiga tirar muito e, por isso, é preciso começar um estoque dias antes de voltar ao trabalho. Veja dicas de como fazer a ordenha. Sim, a curta licença maternidade que para a maioria é de apenas quatro meses dificulta e atrapalha a mulher a manter o leite materno exclusivamente até o sexto mês de vida. É difícil, mas com apoio e informação não é impossível. Para orientar as lactantes e alertar sobre a importância deste apoio à mãe que trabalha e amamenta acontece a SMAM (Semana Mundial de Aleitamento Materno) na primeira semana de agosto. Organizada em todo o mundo pela WABA (World Alliance for Breastfeeding Action), o tema deste ano é “Amamentação e trabalho – para dar certo o compromisso é de todos”. O evento, que acontece em agosto desde 1992, tem a intenção de conscientizar a sociedade sobre a importância do aleitamento materno e estimular as mulheres a continuar a amamentação após o fim da licença maternidade. Em São Paulo, a abertura da SMAM acontecerá no sábado (1º) na praça das Artes, no centro de São Paulo com várias oficinas e atividades gratuitas (veja a programação completa abaixo). No final de semana, mais de 50 cidades também farão a chamada Hora do Mamaço. O evento é idealizado pela comunidade do Facebook “Aleitamento Materno Solidário” e está na sua quarta edição. Em São Paulo, o evento vai acontecer no parque da Aclimação. Já no Rio, será no Caminho Niemeyer. A programação completa das cidades pode ser conferida no blog do evento. Qualquer mulher pode organizar o evento em sua cidade, ou seja, basta reunir algumas amigas em um ponto turístico, cadastrar os dados no blog oficial e depois enviar fotos para as organizadoras. A IMPORTÂNCIA DAS SALAS DE AMAMENTAÇÃO A SMAM deste ano quer enfatizar também a importância das salas de amamentação para a mulher tirar o leite. Apesar de ser um espaço simples, com uma poltrona, tomada, pia e geladeira para armazenar o leite, há poucas empresas que oferecem esse benefício para as suas funcionárias. No Brasil, são cerca de cem grandes empresas que oferecem salas de apoio às mães que amamentam. De acordo com consultores de amamentação, após o bebê completar seis meses, a mulher precisará de menos intervalos para fazer a ordenha. Quando a criança completar um ano, será possível parar de tirar leite no trabalho e manter o leite materno somente quando a mãe estiver com o bebê. DIREITOS TRABALHISTAS As mães trabalhadoras precisam conhecer seus direitos sobre a lactação. As leis trabalhistas permitem que a mãe que amamenta tire dois intervalos de 30 minutos cada, durante sua jornada de trabalho, para fazer a ordenha ou alimentar o filho na escolinha se essa for próxima ou no local de trabalho da mãe. Esses intervalos podem ser tirados até a criança completar seis meses de vida. Após esse período, vale conversar com a chefia para tentar uma negociação caso a mulher continue fazendo a ordenha. Esses intervalos não podem ser descontados da remuneração nem do horário de almoço. No caso das mães que não têm como amamentar em uma creche próxima ou preferem não fazer a ordenha no local de trabalho, é possível antecipar em uma hora a saída do trabalho. A mulher também pode solicitar duas semanas para prolongar a licença caso ainda esteja amamentando. O pediatra é o profissional responsável em fornecer esse atestado que deve ser entregue com antecedência para a empresa.

Nenhum comentário: