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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Funchicórea: fitoterápico para cólicas perdeu o registro da Anvisa

Muitas mamães estão desesperadas por não encontrar a funchicória nas farmácias, saiba o que aconteceu:

Tradicional para o combate da dor dos bebês, o remédio não tem eficácia comprovada

Luiza Tenente

  shutterstock
O que você costuma fazer para aliviar a cólica do seu bebê? Se a resposta for Funchicórea, vai ter de encontrar outra alternativa. O remédio fitoterápico, que combateria a prisão de ventre e as cólicas nos primeiros meses de vida da criança, teve seu registro cancelado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), recentemente. Em 2005, a renovação do registro do Funchicórea foi indeferida, porque a empresa fabricante do produto, Laboratório Melpoejo, não havia cumprido as exigências técnicas e apresentara documentação em desacordo com as normas da época. Segundo a Anvisa, não houve comprovação da eficácia e da segurança do fitoterápico. Mas o laboratório, na época, recorreu e conseguiu que ele continuasse sendo comercializado.

A CRESCER apurou que o medicamento, tradição há 72 anos, finalmente, está desaparecendo das maiores redes de farmácia de São Paulo (SP). Mas, se mergulhar a chupeta no famoso pozinho não surte efeito, por que há algumas mães reclamando da decisão da Anvisa? O pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP), explica que os bebês podem até se acalmar, mas isso não significa que a cólica passou. Ele apenas se distraiu. Isso porque um dos componentes do remédio é a sacarina, um tipo de adoçante artificial, que, como toda substância doce, desperta aquela sensação de prazer. A mesma que você sente ao comer chocolate. “Não é recomendado que a criança consuma açúcar no primeiro ano de vida, muito menos adoçante”, alerta Reibscheid. Essa substância é artificial e desnecessária para o bebê.

Caso seu filho já tenha tomado Funchicórea, não se preocupe. "O efeito do remédio é agudo, ou seja, o bebê elimina o que ingeriu rapidamente", afirma Moisés Chencinski, pediatra e homeopata. Não há efeitos colaterais. A questão do concelamento do registro na Anvisa é mesmo técnica, já que a eficácia não é comprovada cientificamente. 

        Mas é claro que existem outras formas de amenizar as cólicas do bebê. O mais importante é manter a calma. “Vale lembrar que o sintoma é fisiológico e diminui após os três meses de vida", tranquiliza Marcelo. Como os sistemas digestório e neurológico ainda estão imaturos, os movimentos peristáticos (aqueles do intestino) são desordenados e causam desconforto. "Se os pais ficam menos ansiosos, passam a tranquilidade para o bebê", explica Moisés.
A seguir, algumas dicas para ajudar a diminuir o sofrimento do seu filho, sem o uso de remédios.

Massagem
A shantala, técnica indiana, é uma boa forma de acalmar o bebê. Você pode fazer movimentos circulares, com uma leve pressão, que também aquecerão a barriga dele. Usar óleo de bétula ou de amêndoa é outra dica para fazer a massagem ficar mais prazerosa.
Ginástica

O famoso exercício da bicicletinha estimula a eliminação de gases. Flexione e estique as pernas do seu filho, para que ele solte puns e arrote.



Banho ou bolsa de água quente

Aquecer a região dolorida é uma ótima forma de amortecer a dor. Um banho morno, duas a três vezes ao dia, é indicado pelo pediatra Marcelo para acalmar a criança. No caso da bolsa, sempre a embrulhe em uma toalha, para não queimar a barriga do bebê.


Alimentação

Há mitos quanto à influência da alimentação da mãe que amamenta na produção de gases da criança. “Não existem privações na dieta”, diz Reibscheid. No entanto, evite exageros e bebidas que fermentem, como as alcoólicas e as gasosas, enquanto estiver no período de aleitamento.


Colo

Além do carinho, você contribuirá para aquecer a barriga do bebê e aliviar a cólica. Alguns pais gostam de segurar o bebê deitado de bruços em seu antebraço. A posição também pode ajudar no alívio das dores.

Teste da orelhinha tem mais chances de falhar em bebês nascidos de cesárea, diz pesquisa

Especialitas acreditam, no entanto, que falha no exame está mais ligada à gestação

Cami Oliveira

 Shutterstock
Se o seu bebê nascer de cesárea, ele terá três vezes mais probabilidade de receber um resultado negativo no teste da orelhinha, alertam pesquisadores israelenses. Mas, calma! Não há razão para desespero – o primeiro diagnóstico é temporário e pode ser refeito, avisa o estudo publicado na revista científica Pediatrics deste mês.

A explicação para a ausência de respostas durante o primeiro exame de audição é o acúmulo de líquido da gestação no conduto auditivo. Ao optar pelo parto normal, com a força para empurrar o bebê, a mulher facilita também a saída dessa secreção da criança, o que não acontece durante a cesárea.

Mas, não responder aos primeiros sinais sonoros não significa que seu filho tenha algum tipo de deficiência. O teste pode ser refeito após 72 horas, quando os fluidos são eliminados por completo, e aí, sim, ele terá um diagnóstico mais preciso.

Os pesquisadores avaliaram 1.653 recém-nascidos com até 48 horas de vida - 1.171 nascidos de parto normal e 483, de cesárea. Destes, 21% falharam no primeiro exame comparado a pouco mais de 7% nos bebês que nasceram de parto normal.

Segundo a neonatologista Vera Valverde, do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP), essa é a primeira vez que o resultado do teste da orelhinha aparece relacionado com o tipo de parto. “A criança pode apresentar algum tipo de deficiência caso a mãe passe por alguma infecção, por rubéola ou herpes, durante a gestação. Mas não acredito que o parto influencie no resultado do teste”, diz ela.

        A pediatra Alessandra Cavalcante, do Hospital e Maternidade São Luís (SP), também não vê essa ligação. Para ela, é normal o acúmulo de secreção (no conduto auditivo do bebê) nos dois tipos de parto. Se repetir o teste e continuar negativo, o melhor é fazer o exame Bera, teste de última geração utilizado para avaliar a audição quando testes rotineiros não são suficientes.

Se for detectado algum problema, o bebê deve ser encaminhado a um otorrinolaringologista para indicar o melhor tipo de tratamento, que deve ser iniciado imediatamente.
Como é o teste da orelhinha?
O teste da orelhinha, ou a triagem auditiva neonatal, é um exame indolor e obrigatório realizado gratuitamente nas primeiras 48 horas de vida do bebê em todos os hospitais do país.
Por meio de um pequeno fone na parte externa do ouvido, acoplado a um computador, um fonoaudiologista emite sons ao bebê por um tempo que varia de 3 a 5 minutos para avaliar sua resposta auditiva.
Evitando futuros problemas

A principal causa de distúrbios auditivos em crianças é a higiene incorreta. Para limpar o ouvido do seu bebê, basta limpar delicadamente a área externa. “Nada de introduzir cotonete”, alerta Vera.

“Não há como usar (cotonete) de maneira segura. Ele vai ser sempre prejudicial, já que você empurra a cera e qualquer tipo de secreção para dentro e assim, facilita o aparecimento de infecções”, alerta.

        Se você chama seu bebê pelo nome, deixa cair algo por perto ou faz qualquer tipo de ruído e ele não reage até os 3 meses, procure um pediatra. Com essa idade, além de reconhecer a voz da mãe e das pessoas mais próximas, ele deve emitir sons comuns da idade, como balbuciar palavras. Aquele "ma-ma", "da-da", "ne-ne", que as crianças dizem como se estivesse conversando.


Entrevista para a revista Studiobox

Este mês, demos uma entrevista para a Revista Studiobox falando sobre o trabalho das Doulas e um pouquinho das gestações de uma querida amiga e doulanda Juliana Pires Barbosa Franco, que contou como se preparou para seus partos normais.
Muito obrigado pela oportunidade!

Pra quem quiser conferir, estamos nas páginas 68, 69 e 70! :)
 http://revistastudiobox.com.br/30-odilinha-hoehne/

Chez Tutu loja virtual

Acho que tudo que é bom deve ser compartilhado. Por isso resolvi escrever aqui no blog sobre uma loja virtual de uma querida amiga Carol Monteiro.
Hoje em dia temos muitas opções de lojas, mas faltava um bucadinho de carinho.
A Chez Tutu é uma loja virtual que vende roupas, sapatinhos e acessórios para crianças e bebês. Eles possuem televenda ou você pode optar por comprar pela internet mesmo.
Fiz uma compra e fiquei impressionada! Desde o atendimento, as etiquetas e sem falar nas embalagens  feitas com tecido pet, tudo idealizado e feito com muito amor.
Aí esta o endereço do site: www.cheztutu.com.br