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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

chupetas... usar ou não usar?

Antigamente eu era contra o uso das chupetas, até começar a ter mais contato com mães e bebês. Agora depois de sentir na pele, sou a favor do uso das chupetas. Quero deixar bem claro, que esta é minha opinião!
A Agatha mama muito bem, mas como todo bebê sente necessidade de sugar. Muitas das vezes não é fome! O x da questão é que sempre tive muito leite e ela queria ficar sugando, sugando e depois passava mal de tanto ter mamado. No começo realmente fiquei com medo de dar a chupeta e ela confundir o bico e atrapalhar na amamentação. Então, por isso fui adiando.
Perto do 20 dia de vida, tentei dar a chupeta da MAM, que é uma gracinha! mas ela recusou e ainda ameaçou vomitar. Tentei dar a da Avent, às vezes ela aceitava, mas normalmente recusava.
Comecei a pesquisar à respeito. Achei uma toda de silicone da marca First Years, modelo Gumdrop Ela é indicada para prematuros nos EUA já no hospital. Pois ela não pega a região do nariz como as outras.
Ela aceitou muito bem, mas só pega mesmo para dormir e após pegar no sono despreza.
Em uma consulta com a pediatra contei para ela e ela falou que normalmente não indicava , mas em casos como este foi bom para evitar o refluxo, pois de tanto mamar ficava voltando leite.


Cólica

Agora além da teoria estou vivenciando tudinho na prática!
Minha bebê, quase não teve cólica, mas a primeira vez que aparece ela estava com 15 dias de vida.
A pediatra indicou um remedinho chamado Mylicon, além de compressinha quente e massagem. Mas sinceramente na crise mesmo o Mylicon não ajudava muito. 
Na minha última viagem os EUA comprei um remedinho homeopático chamado Colic Calm. Comprei de xereta, ninguém tinha me indicado.
E foi numa dessas crises de cólica da Agatha que no desespero após tentar de tudo, demos esse "Santo Remédio".
Parecia mágica... eu e meu marido ficamos um olhando para o outro boquiabertos. Demos menos que a dose indicada e assim que ela engoliu se acalmou, soltou pum e dormiu.
Mas só utilizei nas crises em que nada resolvia.
Antes tentava, banho de balde (que ajuda muito) e após o banho fazia massagem.
Para quem não tem como comprar o colic calm, pois só vende lá. Voltou a vender a funchicória, mas com uma mudança na formulaçao e o novo nome é funchicol! Testei também e ajuda bastante.
Mas um ponto importantíssimo, é manter-se calma! Seu bebê ainda está conectado a você e se você fica nervosa ele sente e chora mais.
A única forma de comunicação deles inicialmente é o choro, então com calma vá tentando alternativas de alívio.
E lembrem-se sempre que tudo passa....

Saudades....

Vocês não imaginam a saudade que eu estava de escrever, mas sabem como é nossa vida muda muito depois da chegada de um bebê.
Prometo que vou me organizar! 
Tenho muitas novidades... 
Minha bebê nasceu, ela é um doce de criança! Depois volto aqui para contar sobre meu parto. Tenho certeza que tem muita gente curiosa rsrsr.
Voltei a trabalhar! Estou atendendo à domicílio e acompanhando os partos. O consultório fica fechado de 15\12\12 a 04\01\13. Qualquer dúvida estou no celular e no email. Mas em Janeiro voltamos com força total!

Grande beijo à todas!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Promoção de Drenagem Linfática e aula de pilates

Logo, logo estarei me afastando do dia a dia do consultório e em meu lugar ficará uma amiga fisioterapeuta.
Por isso, resolvemos fazer uma promoção no pacote com 10 sessões de drenagem linfática, com pagamento facilitado.


Além disso, ela é especializada em pilates. Para as gestantes que querem um atendimento individualizado é bem legal.


Para mais informações ligue 13-32244127 ou por e-mail paulaylsampa@hotmail.com

O que esperar quando se está esperando



O livro que virou filme!

Inspirado pelo eterno bestseller do New York Times de mesmo nome e o primeiro livro em uma série a vender mais de 35 milhões de exemplares em todo o mundo O QUE ESPERAR QUANDO VOCÊ ESTÁ ESPERANDO é uma comédia hilária e profunda sobre cinco casais cujas vidas viram de cabeça pra baixo por causa dos desafios de virarem pais de família.


 Na trama do longa a personagem de Diaz é uma mulher de 42 anos que comanda um programa de TV sobre perda de peso. Morrison vive seu marido. Rock será Vic, um futuro pai. Kendrick vive Rosie, grávida após passar uma noite com o ex. Decker viverá a esposa de um idoso (Quaid), que está muito assustadoramente tranquila em relação a parir gêmeos. Santoro vive o marido da personagem de Lopez, uma mulher que quer adotar uma criança, mesmo sabendo que o marido não está preparado.

No elenco temos, Cameron Diaz, Elizabeth Banks, Jennifer Lopez, Brooklyn Decker, Anna Kendrick, Joe Manganiello, Chace Crawford, Matthew Morrison, Chris Rock, Rodrigo Santoro.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Funchicórea: fitoterápico para cólicas perdeu o registro da Anvisa

Muitas mamães estão desesperadas por não encontrar a funchicória nas farmácias, saiba o que aconteceu:

Tradicional para o combate da dor dos bebês, o remédio não tem eficácia comprovada

Luiza Tenente

  shutterstock
O que você costuma fazer para aliviar a cólica do seu bebê? Se a resposta for Funchicórea, vai ter de encontrar outra alternativa. O remédio fitoterápico, que combateria a prisão de ventre e as cólicas nos primeiros meses de vida da criança, teve seu registro cancelado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), recentemente. Em 2005, a renovação do registro do Funchicórea foi indeferida, porque a empresa fabricante do produto, Laboratório Melpoejo, não havia cumprido as exigências técnicas e apresentara documentação em desacordo com as normas da época. Segundo a Anvisa, não houve comprovação da eficácia e da segurança do fitoterápico. Mas o laboratório, na época, recorreu e conseguiu que ele continuasse sendo comercializado.

A CRESCER apurou que o medicamento, tradição há 72 anos, finalmente, está desaparecendo das maiores redes de farmácia de São Paulo (SP). Mas, se mergulhar a chupeta no famoso pozinho não surte efeito, por que há algumas mães reclamando da decisão da Anvisa? O pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP), explica que os bebês podem até se acalmar, mas isso não significa que a cólica passou. Ele apenas se distraiu. Isso porque um dos componentes do remédio é a sacarina, um tipo de adoçante artificial, que, como toda substância doce, desperta aquela sensação de prazer. A mesma que você sente ao comer chocolate. “Não é recomendado que a criança consuma açúcar no primeiro ano de vida, muito menos adoçante”, alerta Reibscheid. Essa substância é artificial e desnecessária para o bebê.

Caso seu filho já tenha tomado Funchicórea, não se preocupe. "O efeito do remédio é agudo, ou seja, o bebê elimina o que ingeriu rapidamente", afirma Moisés Chencinski, pediatra e homeopata. Não há efeitos colaterais. A questão do concelamento do registro na Anvisa é mesmo técnica, já que a eficácia não é comprovada cientificamente. 

        Mas é claro que existem outras formas de amenizar as cólicas do bebê. O mais importante é manter a calma. “Vale lembrar que o sintoma é fisiológico e diminui após os três meses de vida", tranquiliza Marcelo. Como os sistemas digestório e neurológico ainda estão imaturos, os movimentos peristáticos (aqueles do intestino) são desordenados e causam desconforto. "Se os pais ficam menos ansiosos, passam a tranquilidade para o bebê", explica Moisés.
A seguir, algumas dicas para ajudar a diminuir o sofrimento do seu filho, sem o uso de remédios.

Massagem
A shantala, técnica indiana, é uma boa forma de acalmar o bebê. Você pode fazer movimentos circulares, com uma leve pressão, que também aquecerão a barriga dele. Usar óleo de bétula ou de amêndoa é outra dica para fazer a massagem ficar mais prazerosa.
Ginástica

O famoso exercício da bicicletinha estimula a eliminação de gases. Flexione e estique as pernas do seu filho, para que ele solte puns e arrote.



Banho ou bolsa de água quente

Aquecer a região dolorida é uma ótima forma de amortecer a dor. Um banho morno, duas a três vezes ao dia, é indicado pelo pediatra Marcelo para acalmar a criança. No caso da bolsa, sempre a embrulhe em uma toalha, para não queimar a barriga do bebê.


Alimentação

Há mitos quanto à influência da alimentação da mãe que amamenta na produção de gases da criança. “Não existem privações na dieta”, diz Reibscheid. No entanto, evite exageros e bebidas que fermentem, como as alcoólicas e as gasosas, enquanto estiver no período de aleitamento.


Colo

Além do carinho, você contribuirá para aquecer a barriga do bebê e aliviar a cólica. Alguns pais gostam de segurar o bebê deitado de bruços em seu antebraço. A posição também pode ajudar no alívio das dores.

Teste da orelhinha tem mais chances de falhar em bebês nascidos de cesárea, diz pesquisa

Especialitas acreditam, no entanto, que falha no exame está mais ligada à gestação

Cami Oliveira

 Shutterstock
Se o seu bebê nascer de cesárea, ele terá três vezes mais probabilidade de receber um resultado negativo no teste da orelhinha, alertam pesquisadores israelenses. Mas, calma! Não há razão para desespero – o primeiro diagnóstico é temporário e pode ser refeito, avisa o estudo publicado na revista científica Pediatrics deste mês.

A explicação para a ausência de respostas durante o primeiro exame de audição é o acúmulo de líquido da gestação no conduto auditivo. Ao optar pelo parto normal, com a força para empurrar o bebê, a mulher facilita também a saída dessa secreção da criança, o que não acontece durante a cesárea.

Mas, não responder aos primeiros sinais sonoros não significa que seu filho tenha algum tipo de deficiência. O teste pode ser refeito após 72 horas, quando os fluidos são eliminados por completo, e aí, sim, ele terá um diagnóstico mais preciso.

Os pesquisadores avaliaram 1.653 recém-nascidos com até 48 horas de vida - 1.171 nascidos de parto normal e 483, de cesárea. Destes, 21% falharam no primeiro exame comparado a pouco mais de 7% nos bebês que nasceram de parto normal.

Segundo a neonatologista Vera Valverde, do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP), essa é a primeira vez que o resultado do teste da orelhinha aparece relacionado com o tipo de parto. “A criança pode apresentar algum tipo de deficiência caso a mãe passe por alguma infecção, por rubéola ou herpes, durante a gestação. Mas não acredito que o parto influencie no resultado do teste”, diz ela.

        A pediatra Alessandra Cavalcante, do Hospital e Maternidade São Luís (SP), também não vê essa ligação. Para ela, é normal o acúmulo de secreção (no conduto auditivo do bebê) nos dois tipos de parto. Se repetir o teste e continuar negativo, o melhor é fazer o exame Bera, teste de última geração utilizado para avaliar a audição quando testes rotineiros não são suficientes.

Se for detectado algum problema, o bebê deve ser encaminhado a um otorrinolaringologista para indicar o melhor tipo de tratamento, que deve ser iniciado imediatamente.
Como é o teste da orelhinha?
O teste da orelhinha, ou a triagem auditiva neonatal, é um exame indolor e obrigatório realizado gratuitamente nas primeiras 48 horas de vida do bebê em todos os hospitais do país.
Por meio de um pequeno fone na parte externa do ouvido, acoplado a um computador, um fonoaudiologista emite sons ao bebê por um tempo que varia de 3 a 5 minutos para avaliar sua resposta auditiva.
Evitando futuros problemas

A principal causa de distúrbios auditivos em crianças é a higiene incorreta. Para limpar o ouvido do seu bebê, basta limpar delicadamente a área externa. “Nada de introduzir cotonete”, alerta Vera.

“Não há como usar (cotonete) de maneira segura. Ele vai ser sempre prejudicial, já que você empurra a cera e qualquer tipo de secreção para dentro e assim, facilita o aparecimento de infecções”, alerta.

        Se você chama seu bebê pelo nome, deixa cair algo por perto ou faz qualquer tipo de ruído e ele não reage até os 3 meses, procure um pediatra. Com essa idade, além de reconhecer a voz da mãe e das pessoas mais próximas, ele deve emitir sons comuns da idade, como balbuciar palavras. Aquele "ma-ma", "da-da", "ne-ne", que as crianças dizem como se estivesse conversando.


Entrevista para a revista Studiobox

Este mês, demos uma entrevista para a Revista Studiobox falando sobre o trabalho das Doulas e um pouquinho das gestações de uma querida amiga e doulanda Juliana Pires Barbosa Franco, que contou como se preparou para seus partos normais.
Muito obrigado pela oportunidade!

Pra quem quiser conferir, estamos nas páginas 68, 69 e 70! :)
 http://revistastudiobox.com.br/30-odilinha-hoehne/

Chez Tutu loja virtual

Acho que tudo que é bom deve ser compartilhado. Por isso resolvi escrever aqui no blog sobre uma loja virtual de uma querida amiga Carol Monteiro.
Hoje em dia temos muitas opções de lojas, mas faltava um bucadinho de carinho.
A Chez Tutu é uma loja virtual que vende roupas, sapatinhos e acessórios para crianças e bebês. Eles possuem televenda ou você pode optar por comprar pela internet mesmo.
Fiz uma compra e fiquei impressionada! Desde o atendimento, as etiquetas e sem falar nas embalagens  feitas com tecido pet, tudo idealizado e feito com muito amor.
Aí esta o endereço do site: www.cheztutu.com.br

sábado, 12 de maio de 2012

Dia das mães

Mãe é o amigo mais verdadeiro que temos quando a dificuldade dura e repentinamente cai sobre nós; quando a adversidade toma o lugar da prosperidade; quando os amigos que se alegram conosco nos bons momentos nos abandonam; quando os problemas complicam-se ao nosso redor, ela ainda estará junto de nós, e se esforçará através de seus doces preceitos e conselhos para dissipar as nuvens de escuridão, e fazer com que a paz volte aos nossos corações. Washington Irving Este será meu primeiro dia das mães e para comemorar acabei de chegar do Ultrasom! Como minha bebê está saudável, linda e perfeita! Não para um minuto! Desejo que ela seja tão companheira como sou da minha mãe. Um grande beijo à todas mamães e é importante lembrar que dia das mães é todo dia! Você que é mãe, e para voce que ainda será, um dia maravilhoso!! Que Deus ilumine as mães do mundo, pois elas são o princípio de tudo! FELIZ DIA DAS MÃES

Minha experiência com enxoval nos EUA

No final do ano passado antes mesmo de estar grávida passei vinte dias de férias nos EUA. Antes de ir comecei a pesquisar as lojas de bebês disponíveis na ultima cidade que eu ficaria hospedada. Entrei na internet, fiz um cálculo das coisas que eu iria comprar e o valor do frete.
No meu caso, como eu ficaria em Nova York compensava mais comprar pelo site da amazon. Eu anteriormente já havia efetuado algumas compras por este site e indico! Eles são super corretos! Você consegue rastrear aonde seu produto está, eles cumprem prazo e quando por algum motivo dá alguma coisa errada você consegue falar com eles facilmente pelo chat. Ah! E se ocorre algum problema eles devolvem seu dinheiro com tranqüilidade. A única coisa mais chatinha é que sua encomenda vem normalmente separada, então chega vários pacotes no local de entrega. Antes de comprar vale a pena entrar em contato com o hotel que você irá ficar hospedada e perguntar se é cobrado taxa por recebimento e avisar que irá chegar encomendas em seu nome. Para nada dar errado, na compra aonde você coloca o destinatário você coloca Guest (hóspede) antes do nome. Porque o hotel não sabe quem você é. Tentei fazer compras em outros sites e não indico. Um deles é a Baby R US que demorou muito para chegar, e a minha última compra que foi na Carters.
Nesta, eu efetue o pagamento e paguei para ser entregue em três dias para ter uma folga para a entrega e acabou chegando depois de dez dias. Por pouco (uma hora) não ficamos sem as roupinhas, pois nosso amigo que ficou de trazer, iria fazer o checkout para voltar para o Brasil. Mas tirando esse acontecimento, as roupas da nenêm chegaram certinhas. Tudo que eu comprei chegou, no tamanho certo, na cor...

O que eu acho que vale a pena comprar nos EUA:
- Carrinho de passeio com o bebê conforto - chupetas, mamadeiras, bomba de amamentação
- tapete de atividades da Fisher Price
- cadeirinha (swinger ou bouncer) um treme e o outro balança
- roupinhas - manta de algodão (a carters tem modelos lindo e ótima qualidade)
- berço desmontável para levar em viagens
- Pomada para seio Lansinoh (comprar 1 a 2 tubos) somente
- pomada para assadura AD+ (pote grande) ou tubos da Densitin
- Babá eletrônica com câmera ( eu comprei da sansung)
- móbile para o berço

O que não vale a pena:
- roupas íntimas, porque você não sabe o tamanho exato que você vai usar
- cinta pós parto
- decoração, pois é tudo bem diferente
- creme para evitar estria, porque no Brasil já tem alguns muito bons.
Comprei um da Mustela e não suportei o cheiro, além do valor alto.

Nos surpreendemos com a facilidade na volta. Voltamos pela Delta Airlines e tínhamos direito a trazer duas malas cada um. Eu estava com uma mala e a caixa enorme do carrinho lotada de roupinhas e meu marido estava com uma mala e a caixa do bebê conforto.
O rapaz que nos atendeu no aeroporto de NY queria cobrar pelo excesso de tamanho da caixa do carrinho, mas ele perguntou para a supervisora dele e ela viu que era coisas de bebê e liberou. Não pagamos nenhum excesso. E dependendo do que você irá trazer, acho que mesmo pagando o excesso de bagagem é vantagem! Só pelo fato que você já gastou com a viagem e não sabe quando você voltará.

Espero ter ajudado, qualquer dúvida estou à disposição pelo e-mail.
Beijos!
Paula

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Vai para o exterior fazer o enxoval?

Fique atenta aos limites permitidos pela Receita Federal

Ana Paula Pontes e Cíntia Marcucci
Fonte: www.revistacrescer.globo.com
Guto Seixas
O número de casais que decide pegar um avião e fazer as compras em solo norte-americano é cada vez maior. Os motivos vão desde a busca por peças diferentes das vendidas por aqui até os preços que, para muitas coisas, são bem mais em conta, mesmo depois da conversão da moeda. Com a estabilidade econômica e a valorização do real em relação ao dólar, as viagens e as compras ficaram mais possíveis para todos os brasileiros. Mas é preciso ficar atento aos limites permitidos pela Receita Federal do que você não precisa declarar e da quantidade do que você pode trazer.

Segundo André Luiz Martins, auditor da Receita Federal, em um levantamento prévio, cerca de 30% das retenções de mercadorias são de vestuários. Não há um número específico para o enxoval, mas ele faz parte dessa porcentagem. Para você entender melhor como funciona, existem dois limites de bagagem: o financeiro e o quantitativo. Isto é, dentro do limite de US$ 500 em compras (que você não precisa declarar), você pode trazer até 20 itens abaixo de US$ 10 e 20 itens acima desse valor, totalizando 40 itens. E mais: nos itens abaixo de US$ 10 são permitidos até 10 idênticos e acima desse valor não mais que 3.

Se você vai trazer diversos bodies para o seu filho, por exemplo, mas eles são de modelos diferentes, não há problema. E uma dica: o que vem em kits, como aqueles que trazem três chupetas, cinco culotes, jogo de cama com lençol de baixo, de cima e fronha, por exemplo, é contabilizado como um único item de compra. Assim, é melhor mantê-los em suas embalagens originais.

Agora, se você ultrapassou o limite financeiro, mas respeitou as cotas de itens, é preciso declarar e pagar o imposto (50% do que excedeu os US$ 500). Já, se você comprou 100 peças, por exemplo, e o total de sua compra ficou abaixo do valor permitido, você precisa declarar. Mas ainda assim não vai poder levar todos os itens para casa na hora. “O que passar dos 40 itens vai para o armazém virar carga e há uma série de trâmites para retirar a mercadoria depois. Se ultrapassou a quantidade e não declarou, aí a pessoa vai perder o excedente mesmo”, disse André.

Vale lembrar que dentro dessa conta de itens, além do enxoval que você vai comprar, entra tudo o que adquirir fora do país, exceto o que é de uso pessoal, como algumas roupas que precisou comprar para usar enquanto viajava. Um exemplo é se você ficou 20 dias fora do país e precisou comprar dois ou três vestidos porque sua barriga cresceu durante esse período. “É preciso bom senso”, reforça André.
Vale a pena comprar o enxoval no exterior?

O carrinho sai mais barato, a babá eletrônica então, nem se fala. Realmente, comparar preços de eletrônicos e outras utilidades no Brasil e nos Estados Unidos é covardia. E a lista completa de um enxoval básico vai sair, sim, mais barata lá se for feita com produtos das mesmas marcas ou de qualidade similares. Só não se esqueça de levar em conta também a quantidade do que você pode trazer e o imposto a ser pago caso ultrapasse o valor de US$ 500 por pessoa.

Calcule, ainda, o quanto vai gastar de passagem (se tiver milhas, muito melhor), hospedagem, aluguel de carro e alimentação. A partir dos seus custos, você consegue avaliar a vantagem de sair do país com esse único objetivo. É preciso pensar também que, além do quanto as compras saem mais baratas, essa pode ser uma oportunidade gostosa para o casal viajar, passear e curtir. Caso seja o primeiro filho, vale aproveitar ainda os momentos a dois, que vão demorar um pouquinho para voltar.

O que levar em conta para se decidir pela viagem

- a fase da gravidez: médicos não recomendam viagens longas após a 36ª semana. E depois disso também fica muito cansativo "bater perna" em shoppings e outlets;

- a época do ano: na alta temporada (dezembro, janeiro, julho e agosto) passagens e estadia são mais caras;

- parcelamento: enquanto no Brasil dá para fazer o enxoval aos poucos, na viagem você terá de dispor de dinheiro para pagar muita coisa de uma só vez;

- o controle: os preços baixos e a sensação de que é a sua única chance de ter uma determinada coisa são um perigo para o bolso. É fácil perder o controle e comprar mais do que se precisa e coisas pouco úteis;

- as alternativas: muitos sites, como a Amazon, entregam no Brasil. Alguns produtos, mesmo depois de acrescido o frete, saem por bons preços.
Onde ir
Carter’s - a preferida para comprar roupas para os bebês. Aproveite para comprar também peças para quando o seu filho ficar mais velho, mas fique atenta às coleções e estações do ano, que são invertidas aqui e no hemisfério norte;

Babies R us - é um shopping com tudo que um bebê precisa e tudo o que ele não precisa, mas os pais sonham e querem!

Target - também é um daqueles shoppings com tudo (de roupas a eletrônicos), nesse caso não só para bebês e crianças. É recomendado pela maioria dos viajantes.

Será que você vai ter APP (ansiedade pré-parto)?

Os últimos dias que antecedem o parto podem parecer eternos, e os incômodos, junto com a vontade de ver a carinha do bebê, deixam você ansiosa além da conta. Veja aqui dicas preciosas para relaxar e esperar – com calma – seu filho nascer

Cristiane Rogerio

Westend61/gettyimages
Dizem que a gravidez dura, na verdade, oito meses e um ano, tamanha é a ansiedade que a mulher pode sentir nesse finalzinho da fase tão especial que é a espera de um filho. Se parou de trabalhar, então... A partir da 37ª semana, o bebê não é considerado mais prematuro, mas ainda assim é preciso aguardar até o final, em geral, a 40ª semana de gestação, para reduzir qualquer possibilidade de problema. Será que essa aflição toda pode prejudicar o bebê? “Não, ela sozinha não causa nenhum tipo de problema, nem mesmo antecipa o dia do parto”, afirma Lucila Evangelista, obstetra do Hospital Albert Einstein (SP). “A ansiedade também não pode ser motivo para desistir do parto normal. Deve ser uma decisão pelas condições de saúde da mãe e do bebê”, diz a ginecologista Carolina Ambrogini, da Unifesp. De qualquer maneira, esperar a tão sonhada hora H vai exigir paciência. Para você, aqui estão 12 dicas para curtir ao máximo esses últimos dias com o bebê aí na sua barriga.
1. Confira mais uma vez
Sim, você tem tudo pronto – da mala da maternidade à decoração do quarto –, mas foi na base da correria, certo? Então, eis o momento para retomar tudo com calma, conferir os itens mais importantes, curtir os detalhes... E ainda há tempo para uma aquisição de última hora.

2. Desvende a amamentação
Informe-se mais sobre o assunto, deixe de lado mitos, converse com outras mães, leia relatos para se sentir segura e proporcionar o melhor para seu filho.

3. Organize as fotos
Ótimo momento para arrumar aquela quantidade enorme de fotos digitais que você tem. Vale fazer álbum, ver o que vai para a parede ou montar uma exposição online.

4. Fuja das histórias trágicas
À essa altura você já sabe que o que não falta é alguém para contar uma história bem horrível sobre o parto. Corra! Não é hora mesmo de você listar na mente tudo de ruim que pode acontecer: pelo contrário. Até mesmo para sentir algo diferente na sua gravidez, é preciso estar calma e confiante.

5. Curta o primeiro filho
Veja só, são os últimos dias de filho único! Procure ficar bastante tempo com ele, fazer seus programas ou brincadeiras preferidas – será ótimo para os dois.

6. Um programa diferente por dia
Um para o cinema com as amigas; outro para um jantar romântico com o marido; uma visita à casa da mãe ou outro parente; um show em um barzinho calmo do tipo voz e violão: varie o cardápio de passeios na semana e divirta-se!

7. Relaxe no spa
Se você ainda não se deu ao luxo, é o momento. Ofurôs e banhos de imersão não são recomendados (a pressão pode cair), mas esfoliamentos e drenagens estão liberados.

8. Flutue
Sim, um dos maiores incômodos na gravidez é o de se sentir pesada demais. Um tempinho boiando na água de uma piscina, com a ajuda de um espaguete, por exemplo, com certeza fará você se sentir melhor.

9. Chás e sucos
Comer tudo que vê pela frente vai ser uma tentação. Mas, como durante toda a gravidez, a alimentação adequada conta do mesmo jeito. Chás de erva-doce, erva-cidreira e camomila, e suco de maracujá – além da velha e boa força de vontade – são ótimas alternativas para segurar a ansiedade.

10. Compartilhe nas redes sociais
Um dos sentimentos possíveis de qualquer grávida nesses últimos dias é o da solidão. Afinal, você está em casa, mas seu marido, a família e os amigos mantêm o mesmo ritmo de sempre. Contar o que está pensando ou fazendo pode ajudar muito. Afinal, vão chover comentários!

11. Mexa-se
O seu corpo está prestes a viver a experiência mais incrível de todas e é ótimo cuidar de cada pedacinho dele. Ioga, caminhadas leves diariamente e exercícios de alongamento são boas pedidas. Movimentações do ombro para trás, por exemplo, corrigem a postura e dão a sensação de alívio. É possível também pegar uma bolinha de tênis e circular sobre o ombro, com pressão suave. Peça para o seu marido!

12. Escolha um filme
Que tal um clássico como Cantando na Chuva para se desligar totalmente do assunto? No musical, humor e romance na medida certa para garantir duas horas de relaxamento. Outro imperdível é Meia-Noite em Paris, em que Woody Allen oferece uma viagem no tempo pela Cidade Luz. Fuja apenas dos dramas e tragédias.

FONTES: Carolina Ambrogini, ginecologista da Unifesp; Débora Araújo, criadora do Personal Bebê; Gizele Monteiro, diretora e idealizadora do Mais Vida Gestantes; Lucila Evangelista, obstetra do Hospital Albert Einstein (SP); Ivani de Souza Manzzo, fisiologista e personal coach especializada em gestação; Luis Alberto Nogueira, diretor de redação da revista Monet Agradecimentos às mães: Fernanda Leão; Natacha Ribeiro e Letícia Volponi .

Chegou a minha vez!!! Vou ter um bebê!

Trabalho com gestantes há pelo menos 6 anos, mas como doula (acompanhando partos há quase 4 anos) e sempre tive o sonho de ser mãe. Cada parto que eu acompanhava fazia com que essa vontade crescesse ainda mais.
Desconfiei que algo estava diferente, quando quase desmaiei, antes mesmo de atrasar a menstruação fiz um betaHCG e então, numa sexta -feira 13 recebi o resultado positivo.
Nossa... mesmo me achando super preparada, bateu um friozinho na barriga. Foi um misto de alegria e medo! Eu chorava sem saber se era de alegria, de alívio, de pavor...
Fiz uma surpresa para meu marido, comprei um pijaminha e um body juntamente com o resultado do exame entreguei para ele. Foi emocionante!
Meus primeiros três meses foram difíceis. Não eram os enjôos,mas o vômito que acabava comigo.
Confesso que fiquei deprimida. Não era nada fácil todo dia passar mal, quando me perguntavam como estava me sentindo com a minha "tão sonhada gravidez" eu dizia: estou me sentindo doente. Como se eu estivesse com uma virose que não passava.
Por estar me sentindo assim me isolei, não queria sair de casa para nada.
Ao mesmo tempo vinha a culpa, como pode você desejar tanto uma coisa e quando ela acontece você fica desse jeito?
Atendi muitas mulheres que passaram mal, eu tentava ajudá-las dando dicas (que comigo não funcionaram rsrsr) e dizia à elas que tudo isso passava e passa mesmo! Hoje nem me lembro mais!
Por conta desse turbilhão de emoções me ausentei um pouco do blog, mas agora estou de volta!
É de extrema importância você ter alguém do seu lado nessa hora, mesmo que seja só para te ajudar com as tarefas de casa, para fazer uma sopinha, para te ajudar a levantar do vaso sanitário. Como meu marido foi incrível!
Hoje, vejo que foi importante passar por tudo isso, pois consigo entender melhor as gestantes e os maridos, que sofrem com as nossas transformações.
Uma coisa que me surpreendeu foi a falta de ética e compreensão de alguns profissionais da área que para se promoverem quando descobriram da minha gravidez falavam para as gestantes que por eu estar grávida eu não conseguiria atendê-las. Triste né?
Antigamente, juro que isso me afetava,mas como a maternidade te faz ver as coisas com outros olhos e se preocupar com coisas e pessoas que realmente te importam.
Atualmente só faço as coisas que me dão prazer e mantenho contato com quem me faz bem!
Continuo aqui para ajudá-las!!

Gostaria de agradecer de coração à todas minhas queridas amigas por se preocuparem comigo, por todo carinho e pela força!

Carinhosamente,
Paula e Agatha





terça-feira, 17 de abril de 2012

Sexo na gravidez do ponto de vista do homem

 
homem-sexo-gravidez
Getty Images


A preparação para a chegada de um filho mexe com o futuro pai quase tanto quanto com a futura mãe – e o sexo pode acabar ficando de lado. Mas não precisa ser assim
O casal está grávido, mas, apesar da empolgação com o bebê que está por vir, o sexo esfriou. O que fazer? A comunicação é a ferramenta mais importante para manter a vida sexual saudável durante a gestação. Não ter medo de abrir o jogo e deixar o companheiro a par de como você está se sentindo, física e emocionalmente, evita mal-entendidos que podem causar um distanciamento – como aconteceu com o advogado Alexandre Lucena, de 32 anos. “Como nos primeiros meses ela ficou bastante indisposta, achei que não teria vontade de transar, e que seria incômodo para ela se eu tentasse alguma coisa. Então, me afastei”, conta ele. A esposa de Alexandre, sem entender, ficou se sentindo rejeitada. “Só lá pelos 5 meses da gestação ela me perguntou o que estava acontecendo, e ficou claro que nosso problema era falta de comunicação. Daí pra frente, nos entendemos e tivemos muito prazer”, lembra o advogado.
E se o problema não for apenas falta de conversa? Especialistas apontam que é perfeitamente normal passar por períodos em que a libido esteja mais baixa durante a gestação – e isso vale tanto para a mulher quanto para o homem. “É a mulher quem passa por todas as transformações físicas, mas o homem também passa por uma fase estranha, em que começa a pensar nas responsabilidades que estão chegando. Ele precisa ser um bom pai, ganhar dinheiro o bastante para sustentar a família, proteger a esposa e o filho...”, explica o terapeuta sexual Théo Lerner, de São Paulo. “Os medos são enormes, e é bastante comum que isso afete o desejo sexual”, completa a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, coordenadora do Projeto AmbSex, de São Paulo.
Período de adaptação
Outra questão que normalmente mexe com a cabeça do futuro papai é que, a partir do momento que a gravidez é confirmada, ele fica em terceiro lugar na relação. "A mulher só fala e pensa no bebê; se eles saem, ela não bebe; frequentemente, está indisposta... É difícil acompanhar o ritmo, e por isso acaba surgindo um distanciamento natural", explica Carla. O ideal, então, é que o pai participe ativamente de todo o processo – que acompanhe a futura mamãe nas consultas médicas, na compra do enxoval, nas leituras e em toda a preparação para a chegada do bebê. “É essencial que o homem sinta-se incluído, senão, pode sofrer até crises de ciúmes, e isso causa problemas em todos os campos do relacionamento, especialmente no sexual”, aponta a sexóloga.
Ainda há muitos homens com receio de que, durante a penetração, o pênis possa machucar o bebê. "Isso é um grande mito. O bebê está devidamente protegido dentro do útero e, a não ser que o médico recomende, por motivos específios, não há problema nenhum em transar durante a gravidez", explica Carla. Mas, mesmo sem esse receio, o sexo fica um pouquinho mais difícil. Nos primeiros meses, a mulher tende a ficar bastante indisposta. No segundo trimestre, ela já começa a voltar ao normal, mas a barriga já está crescendo, e cada vez menos posições são confortáveis na hora de transar, o que também pode prejudicar o prazer do homem. "Tem os que não gostam que a mulher fique por cima, por exemplo, que é uma das melhores posições para gestantes. Aí, broxam", diz Carla.

  Questão de olhar
Há também homens que, conforme a barriga da companheira cresce, passam a enxergá-la como mãe, e não mais como amante. "Mãe não é uma pessoa sexuada na nossa sociedade", aponta Théo Lerner. Nessas situações, pode não ser a libido que diminui, e sim o desejo sexual pela própria esposa. E aí, como lidar com isso? "Minha dica é se esforçar para manter o romantismo na relação. Olhar, tocar, elogiar o outro, para fortalecer o vínculo", indica o terapeuta sexual.Mas não é só o homem que precisa vigiar sua atitude em relação à gestação. "É importante, também, que a própria mulher se enxergue como um ser sexual", continua Théo. Afinal, o corpo da gestante muda drasticamente, e é comum que ela sinta-se pouco atraente. No entanto, segundo Carla Cecarello, muitos homens se excitam com o novo corpo da companheira. E dar uma passadinha no sex-shop para apimentar a relação, se necessário, será que vale? "Qualquer incentivo é válido", diz a sexologa. Isso inclui ir atrás de uma lingerie ou camisola mais bacana, ou mesmo de apetrechos como óleos de massagem e vibradores. “Se o período for de desconforto para a penetração, o casal pode se focar em outras práticas, como o sexo oral, por exemplo”, indica.
Após o nascimento
O segredo é não ter medo de conversar e nem de procurar alternativas ao que o casal está acostumado a fazer na cama. A chegada de um bebê traz muitas mudanças à dinâmica dos pais, e pode demorar até que as coisas voltem a ser como eram antes do pequeno. "Em alguns casos, a mulher leva até um ano e meio para se estabilizar e voltar a lidar com o sexo como antes, já que, além de cuidar do bebê, há a volta ao trabalho e toda uma reestruturação na vida da nova mãe", diz Carla. E se o bebê nasceu e a vida sexual está demorando para voltar ao normal? “Pode ser interessante buscar acompanhamento profissional", diz Théo Lerner. Talvez o casal esteja apenas precisando apenas um pouquinho a sintonia, e conversar com um terapeuta capacitado, além de manter o canal de diálogo fluído dentro de casa, pode ser uma maneira saudável de restabeler a ordem na cama. “É importante, acima de tudo, que um esteja completamente aberto ao outro”, finaliza Carla

Fontes

Terapeuta sexual Théo Lerner, de São Paulo.
Psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, coordenadora do Projeto AmbSex, de São Paulo.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Perguntas e respostas sobre o banho do bebê

Perguntas e respostas sobre o banho do bebê
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Um time de especialistas esclarece as principais dúvidas sobre esse momento de tanta intimidade entre pais e filho

1) Por que começar o banho lavando a cabeça? O bebê não passará frio?
O banho do bebê começa pelos cabelos por uma questão de higiene. O couro cabeludo é um dos lugares onde a sujeira mais gosta de ficar. Ao lavá-lo por último, ela passará pelo corpo do bebê, que já está limpo. Começando pelos cabelos, você não corre esse risco. Antigamente, era recomendado embrulhar o bebê em uma toalha, lavar o rosto e o cabelo e só depois colocá-lo na banheira. Algumas maternidades e alguns especialistas notaram que isso é muito trabalhoso, principalmente para os pais de primeira viagem. A sugestão é iniciar pela cabeça, mas já com o bebê na banheira. Mantendo o local do banho aquecido - portas e janelas fechadas -, o bebê não passará frio. Não demore para retirá-lo da banheira.
2) É preciso lavar a cabeça do bebê todos os dias?
Como os recém-nascidos ainda podem ter fragmentos do parto, sim, o indicado é lavar todos os dias. Crostinhas que costumam aparecer no couro cabeludo também precisam ser eliminadas. Passe um pouco de óleo antes do banho para amolecer e ela saíra na lavagem. Pode demorar alguns dias para sair tudo, o é normal. Depois do primeiro mês, em dias muito frios, você até pode deixar o cabelo fora do ritual. Mas apenas se observar que ele está limpo, sem restos de leite, comidinhas, pomada...
3) Faz mal não trocar a água da banheira durante o banho?
Para os médicos, não há problema em deixar o bebê sem enxágue. A explicação é simples: eles não possuem tanta sujeira a ponto de comprometer a água do banho, mesmo levando em conta os cabelos. Isso só vale se os pais fizerem uma boa higiene nas partes genitais antes de colocar o bebê na banheira. O objetivo é não contaminar a água com restos de fezes e urina. Sobras de leite e papinhas também devem desaparecer. Outra dica é usar pouco sabonete. Se a criança regurgitar, defecar ou urinar durante o banho, nada de preguiça: limpe-a, troque a água da banheira e inicie tudo novamente.
Quando o bebê começa a engatinhar e tiver acesso a toda a sujeira do chão, o banho muda: você deixa o chuveirinho ligado e o ralo da banheira aberto, assim a água é trocada. No fim, pode enxaguar o bebê.
4) Que tipo de sabonete usar?
Os mais populares são os dois em um, específicos para bebês, usados como sabonete e xampu. Eles são suaves, têm cheiros deliciosos e são oferecidos por várias marcas de produtos infantis. Mas não são uma unanimidade. Os dermatologistas preferem os sabonetes neutros de glicerina, pois apresentam menos riscos de alergia. Você pode usar um ou outro para ver qual é o melhor. Atenção: use apenas produtos específicos para bebês. Continuar com o mesmo que foi usado na maternidade pode ser uma boa ideia. Afinal, seu filho já tomou, pelo menos, dois banhos com ele. Converse com as enfermeiras: se não ocorreu nenhuma alergia, vá em frente.
5) Qual o melhor lugar para dar banho?
É aquele em que você consegue montar a banheira, tem espaço de manobra para o banho e, se possível, ainda consegue organizar todo o material de troca de roupa. Pode ser no próprio banheiro. Principalmente a banheira for do tipo que vem com trocador - você tira o bebê da água, enrola ele em uma toalha e abaixa a tampa. Ou improvisa um trocador em cima de um armário baixo ou sobre a pia - e tome muito cuidado com o recém-nascido! Outra opção, um pouco mais trabalhosa, é levar a banheira para o quarto. Você também pode limpá-lo no banheiro e trocá-lo no quarto, dependendo da temperatura do dia. O importante é observar se os locais escolhidos não exigirão que você fique curvada, o que prejudicará sua coluna ao longo do tempo. No frio, e se o bebê tiver mais de dois meses, é possível usar um aquecedor. Espere o ambiente atingir 24, 25 ºC e desligue-o.
6) Qual o melhor momento para o bebê tomar banho?
O horário em que os pais estão mais disponíveis e descansados é sempre o melhor. O banho é um momento de interação da família, de grande prazer para o pequeno e até de checagem geral, já que você poderá observar todo o seu corpinho. Precisa ser delicioso. Escolha uma hora calma, sem compromissos agendados. Isso vale para qualquer pessoa que vá fazer a higiene, incluindo parentes, babás e empregadas. Deve-se tentar dar o banho no horário mais quente do dia e por volta do meio-dia nas épocas mais frias. Em outros meses, você escolhe. Deixar o banho para noite é uma boa opção, já que o bebê se acalma e dorme tranquilo.
7) É possível dar mais de um banho por dia?
Não há uma regra, principalmente no Brasil, onde a temperatura muda muito conforme a região. É necessário apenas um, mas em locais muito quentes, como o Nordeste, pode ser necessário um segundo e até um terceiro banho. Dependendo da quantidade de regurgitadas da criança, da bagunça com a papinha e do tempo em que ele ficou se arrastando/engatinhando no chão, pode ser preciso voltar para a banheira. Atenção: dê apenas um banho com sabonete para não correr o risco de ressecar a pele. Os outros são apenas água e carinho. Banhos fazem milagres com bebês irritados...
8) É necessário dar banho todos os dias?
Não somos europeus. Com nossa temperatura média, o ideal é tomar banho todos os dias. Como recém-nascidos não se sujam, não suam, em dias muito frios - e também naqueles mais atrapalhados -, não há nenhum perigo em pular o banho desde que você faça uma versão de gato antes de dormir: limpe os genitais, passe lenço umedecido ou algodão com água nos pezinhos, nas mãozinhas, no pescoço e coloque uma roupa limpa. Bebês maiores também podem passar por isso se não foi um dia muito sujo...
9) Qual é a temperatura correta para a água do banho?
O ideal é que ela esteja entre 36 e 37 ºC. Como saber? Ou você compra um termômetro específico para banheiras ou faz como a maioria dos pais: coloca o antebraço na água e calcula se está adequada, isto é, morna. Esse "adequada" pode variar conforme a temperatura do dia, ser mais quente em dias frios e vice-versa. Com o tempo, você descobrirá que seu bebê tem preferências. É só observar em qual temperatura ele parece mais calmo. Não se preocupe, pois o pequeno avisa o que sente: se a água estiver muito quente, ele vai chorar assim que molhar os pezinhos - você deve colocar o bebê na banheira começando pelos pés e não pelo bumbum. Quando a água está muito fria, sua boquinha ficará acinzentada. Atenção: verifique sempre a temperatura da água antes de colocar o bebê na banheira e não faça banhos longos, pois a água esfria.
10) Qual a quantidade ideal de água?
Esse é um assunto capaz de deixar os pais tensos. Água demais pode fazer o bebê se assustar e você perder o controle em manter sua cabecinha fora de perigo. Enquanto que água de menos pode fazê-lo passar frio. O ideal é colocar água até que, com o bebê deitado em seus braços, ela fique na altura do umbigo. Com o tempo e conforme o bebê crescer, você ficará mais seguro e pode achar outro nível mais agradável para os dois.
11) Como devo lavar a banheira?
Depois de alguns banhos, a banheira pode apresentar uma crostinha de gordura. Isso é normal, mas se organize para lavar esse acessório uma vez por semana, pelo menos. Use a parte amarela da esponja, sabonete neutro ou detergente. Não utilize álcool, que pode comprometer o material da banheira.
12) Colocar brinquedos na banheira é permitido?
Como o banho é uma hora divertida, eles são ótimos acessórios. Podem entrar em cena lá pelo quarto mês, quando o bebê já é capaz de brincar com eles. Bichinhos, livros e copinhos fazem o maior sucesso. Mas fique de olho na segurança e na higiene. Nada de peças pequenas. Os objetos devem ser de plástico, com selos de segurança e de fabricantes conhecidos.
13) Quando começar a usar o chuveirinho?
Não há nenhum problema em usar o chuveirinho já na banheira. Com recém-nascidos, isso requer segurança dos pais e espaço para manobras. O bebê pode adorar ou ficar muito assustado. Teste antes a temperatura da água - lembre-se de que um jato de água é diferente da água parada da banheira. Se possível, regule a potência do jato para ficar mais agradável para a pele sensível do pequeno. Para agradar a criançada, existem bocais de chuveirinhos em formatos divertidos, como bichinhos.
14) A partir de quando é possível usar xampu e condicionador?
Não há a necessidade de usar esses produtos em recém-nascidos. Os sabonetes específicos para crianças são capazes de higienizar de maneira correta o corpo e o cabelo do bebê. Nessa fase, quanto menos química entrar em contato com ele, melhor. O xampu pode ser usado depois dos 6 meses. Deve ser destinado ao público infantil, neutro e com o mínimo de corantes e perfumes. Use bem pouquinho. Condicionadores ficam para mais tarde, com cerca de 2 anos, quando o cabelo crescer e se realmente necessitar de um produto para deixá-lo mais maleável. Outra opção, também para mais tarde, são os xampus dois em um, que contêm uma quantidade de condicionador e, por isso, são uma ótima ideia para crianças que não gostam de lavar a cabeça - o ritual fica mais rápido.
15) é permitido usar secador no cabelo do bebê?
A tentação de usar esse acessório quando o dia está frio é muito grande. Seja para ajudar o ambiente a ficar mais aquecido - ele atua como um aquecedor -, seja para realmente secar o cabelo do bebê. Nem pense nisso antes dos 6 meses. O ar quente pode agredir a pele do seu filho e você nem notará isso. Depois, ele pode ser usado para secar o cabelo, sempre com a temperatura morna e a distância entre um e outro, maior do que 50 centímetros. O processo precisa ser muito rápido, apenas para tirar o excesso de água dos fios.
16) é necessário usar um tapete antiderrapante ou acessórios de apoio na banheira?
Precisar mesmo, não precisa. Basta segurar o bebê da maneira correta durante o banho e ele estará bem. Enquanto algumas pessoas acham que é mais um item para atrapalhar as manobras do banho, outras preferem utilizar acessórios dentro da banheira para aumentar a sensação de segurança. O tapete antiderrapante, como diz o nome, é um tapetinho geralmente de borracha, cheio de relevos, que impede o bebê de escorregar no fundo liso da banheira. O apoio é feito de plástico e possui uma inclinação imitando a posição que o bebê ficaria em seus braços. Pode ter um fundo antiderrapante e ventosas nos pés. Os dois devem ser higienizados com sabonete ou detergente neutro para evitar o acúmulo de sujeira. Usá-los ou não é uma questão de gosto.

Fontes

Dermatologista Francisca Estrela Dantas Maroja, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em São Paulo;
Pediatra Hamilton Robledo, do Hospital São Camilo, em São Paulo;
Enfermeira Natália Turano Monteiro, da Maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
www.bebe.abril.com.br

Visitas na maternidade: o jeito certo de se comportar

Visitas na maternidade: o jeito certo de se comportar!
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O nascimento exige protocolos que vão além das lembrancinhas e presentes. Bom senso e respeito são as palavras de ordem. Se você está prestes a ganhar um bebê, que tal enviar esta reportagem, “despretensiosamente”, aos seus familiares?

Seja breve! Essa é a recomendação mais básica para os visitantes. Vale lembrar que o bom senso prega não visitar nenhuma família de recém- nascido se estiver com febre, resfriado, doença respiratória ou contagiosa. E, acrescenta-se nesta listinha: não levar crianças menores agitadas, daquelas que correm e gritam pelos corredores da maternidade.

Bem, essas dicas soam óbvias demais, mas especialistas garantem que elas ainda são muito valiosas. Sim, há muitas pessoas que não se preocupam com o tempo de permanência e, na ânsia por conhecer o bebê, esquecem-se dos malefícios daquele resfriadinho, tão comum nos dias de hoje.

Num país como Brasil, onde tudo acaba em festa, o nascimento muitas vezes entra na tradição cultural para tudo começar, também, em uma grande festa. Por isso, todo cuidado é pouco na hora de pensar em quem convidar, logo no pós-parto. Ser breve, por exemplo, pode ser impensável para amigos muito calorosos, alegres e acostumados aos velhos cafezinhos do interior, onde os filhos nasciam em casa.

A pediatra Clery Bernardi Gallacci, do Hospital e Maternidade Santa Joana, esclarece que ser breve significa ficar no máximo 15 minutos dentro da maternidade. E, detalhe, caso haja alguma intervenção da equipe médica, a orientação é se retirar do quarto. “Esse período é de recuperação do parto. Os informes médicos são importantes e a presença de uma visita pode dispersar a atenção da mãe. É preferível a pessoa se ausentar do e, na saída do profissional, despedir-se da família”, recomenda Dra. Clery.

Preparando as visitas
É válido dedicar um tempinho para descobrir como a nova família deseja ser recebida. E, para os novos papais, mesmo que desejem festejar, vale pensar na seleção e quantidade dos convidados. Lembre-se: a maternidade é um lugar para a recuperação. Portanto, para poucos e com bom senso.

Pessoas com as quais a mãe tem mais intimidade e liberdade para dizer, por exemplo, que tem sono e precisa dormir são sempre bem-vindas à maternidade. Já colegas de trabalho e parentes mais distantes podem conhecer o bebê pela internet e visitar a família somente após o primeiro mês de rotina em casa, aconselha a doula Ana Paula Garbulho, que atende vários casais grávidos no curso de Cuidados com Bebê e Pós-parto, que ela ministra na cidade de São Paulo.

Ela conta que não conheceu nenhum casal que tivesse o desejo de receber todo mundo na maternidade. O desafio é sempre inverso: como comunicar à família, amigos e colegas que a mãe e o bebê precisam de repouso?

“Eu sempre jogo essa responsabilidade nas costas do pai, que geralmente entende seu papel de proteger a nova família dos parentes, amigos e colegas mais distantes ou inconvenientes”, responde Ana Paula. Já para aqueles mais incompreensivos, a doula indica usar a recomendação médica como justificativa para evitar a visita. “Ninguém vai ficar com raiva do médico”, brinca. Outra sugestão é enviar um email aos colegas de trabalho, amigos e parentes com a foto do bebê e um recadinho de que a família estará com as portas abertas para receber a todos, depois do primeiro mês de vida em casa.

Palpites e Amamentação
Prepare-se! As opiniões indesejadas virão de todos os lados. Mas, elas podem e precisam ser filtradas “Digo sempre que palpites não são pedidos, mas oferecidos de graça. É importante a mãe fazer uma seleção daquilo que lhe faz bem e descartar aquilo que lhe é destrutivo”, ensina a doula.

A pediatra do Hospital e Maternidade Santa Joana diz que parentes mais próximos, como mãe e sogra, devem esclarecer suas dúvidas ou sugestões com a equipe médica, no interior do quarto, na frente da família, antes de recomendar suas vivências. Ana Paula ressalta que uma boa maneira de ajudar é respeitar o aprendizado da nova mãe.

“Cada um tem seu momento de criar o filho e o aprendizado deve ser natural. Cada mulher precisa descobrir pela própria experiência qual vai ser o jeito de amamentar, trocar, brincar e me comunicar”, observa Ana Paula.
A amamentação é um dos alvos prediletos das visitas palpiteiras. O que pode ser muito bom para mãe e o bebê, se elas souberem dar apoio. Lígia Moreiras Senas, doutoranda em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina, diz que palavras de incentivo, amorosas e muita paciência são atitudes que contribuem muito, na hora da amamentação. “É bom ressaltar, também, que uma mãe precisa de exemplos. Não vai ajudar em nada o palpite de uma pessoa que não amamentou seus filhos e se vangloria de que eles sobreviveram”, exemplifica Ligia.

10 Regrinhas básicas para visitas na maternidade
1-Não vá à maternidade se estiver resfriado, com febre, doenças respiratórias ou contagiosas. Não visite o bebê, enquanto não estiver são.

2- Pergunte ao casal quando e onde eles preferem receber sua visita.

3- Seja breve. Não ultrapasse 15 minutos na maternidade e visite a família em casa somente após primeiro mês de vida por, no máximo, meia hora.

4- Antes de comprar flores, verifique com pai se a mãe gosta de recebê-las ou se há alguma contraindicação médica na maternidade.

5- Não leve crianças muito agitadas, que correm e gritam pelos corredores.

6- Não dê palpites sobre o jeito certo de criar o recém-nascido. Suas palavras de incentivo devem contribuir para mãe descobrir um jeito próprio de criar o filho.

7- Visitas íntimas, como mãe e sogra, devem dar suas sugestões ou esclarecer dúvidas diante da equipe médica.

8-Lave as mãos ou passe álcool com gel na hora em que entrar no quarto da. Resista à tentação de pegar o bebê no colo.

9- Retire-se do quarto, caso haja uma intervenção da equipe médica.

10 – Tire foto somente com a permissão dos pais.

Fonte: Celia Santos
www.bebe.abril.com.br

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Quando é necessário fazer uma cesariana?

Saiu no site do IG :

Conheça os principais motivos alegados pelos médicos – e entenda porque nem todos eles significam que a cesárea seja, de fato, a única opção



Livia Valim, especial para o iG São Paulo | 02/02/2011 12:30


O Brasil é recordista mundial em número de cesarianas. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 15% dos partos sejam feitos desta forma, na rede médica particular brasileira este número chega a 84%, segundo dado da Agência Nacional de Saúde. As razões são muitas: desde remuneração insuficiente por parte dos convênios aos médicos que fazem parto natural até o medo das dores do parto. No entanto, o parto normal tem várias vantagens, como recuperação mais rápida e menos dolorida da mãe, menor risco de infecções e hemorragias e menor risco de dificuldade respiratória no bebê. O mais importante é que a escolha seja feita pela principal personagem desta história: a mãe.

“Como donos da informação, muitos obstetras não admitem questionamentos”, diz a ginecologista e obstetra Melania Amorim. “É difícil argumentar quando não se tem essas informações. Afinal de contas, quem está dizendo isso é o médico em quem a mulher confia e que acompanhou todo o pré-natal”, completa a obstetra Andrea Campos.

Os argumentos listados abaixo são comumente ouvidos pelas gestantes, mas nem sempre significam que à mãe só resta a opção da cesárea. Use toda informação a seu favor – até para encontrar um obstetra alinhado com seus objetivos. O ideal é que, em cada caso abaixo, o médico seja claro em relação às porcentagens reais de risco e ofereça informações completas para a escolha da mãe.


“O bebê está com o cordão enrolado”
“A ocorrência é muito comum e acomete até 40% dos partos”, conta Melania. Só que o diagnóstico de circular de cordão – quando o cordão umbilical está enrolado em qualquer parte do corpo do bebê – não é determinante, porque ele se mexe dentro da barriga o tempo todo. A ultrassonografia pode mostrar uma circular que irá se desfazer e o bebê nascer sem circular – ou, ao contrário, o bebê pode não apresentar circular no ultrassom e nascer com circular. “O bebê não ‘respira’ como nós, ele está em um meio líquido, seu pulmão é fechado e sua oxigenação é através do cordão umbilical. Ao nascer e observar a presença de circular, apenas retira-se, como um ‘cachecol’, pela cabeça ou corpinho”, explica a obstetra Mariana Simões.
“Você está com a pressão alta” ou “Você está com a pressão baixa”
A pressão baixa é comum na gravidez, não requer nenhuma medida drástica. Já a pressão alta pode levar a uma interrupção da gestação – não necessariamente cirúrgica. “Isso pode ser feito através da indução de um parto normal”, explica a Andrea Campos. Os obstetras podem se utilizar de hormônios ou procedimentos mecânicos, como o rompimento artificial da bolsa ou exames de toque vigorosos.
“O bebê não está encaixado”
O posicionamento correto do bebê pode acontecer só durante o trabalho de parto. São as contrações efetivas que fazem com que ele “desça” e se encaixe.
“O bebê passou do tempo”
“Bebês não ‘passam do tempo’, apenas têm um tempo diferente de maturidade. Segundo estudos mais recentes, após 41 semanas e 1 dia deve haver acompanhamento, mas não interrupção com cesárea”, diz Mariana. De qualquer forma, mesmo nestes casos a solução não é só a cesárea – também dá para acelerar ou induzir o trabalho de parto.
“Os batimentos do bebê estão acelerados”
Bebês dormem e se movimentam. Como nós, se dormimos ou estamos em repouso, há uma queda do batimento. Se nos agitamos, os batimentos se aceleram. Agora, se há uma aceleração persistente e foram excluídas causas fisiológicas – como taquicardia ou febre da mãe – pode ser indício de sofrimento fetal. “Neste caso, a cesariana pode ser necessária”, alerta Andrea.
“A cabeça do bebê é muito grande”
A desproporção céfalo-pélvica é um motivo real para escolher pela cesariana, mas o problema está no diagnóstico. “Muitas vezes usa-se esta desculpa antes do trabalho de parto, mas só dá para saber que existe a desproporção durante o trabalho de parto”, conta Melania. O problema acontece quando a cabeça do bebê não consegue passar pela parte mais estreita da bacia da mãe, mesmo quando a dilatação do colo uterino já é total. Por isso, é recomendável que mesmo quem opta pelo parto normal tenha uma estrutura de hospitalar à disposição.
“O bebê é muito grande”
A ultrassonografia não é precisa para determinar o peso do bebê. Mesmo assim, bebês com mais de 4 kg ainda podem nascer de parto normal. “Desde que a mãe não tenha uma diabetes descompensada, isso não é problema. O bebê geralmente tem o tamanho que passaria pela pelve”, conta Andrea.
“Você já fez uma cesárea anteriormente”
Muitas mulheres ficam surpresas e não acreditam que, mesmo depois de terem passado por uma cesárea, podem ter o segundo filho de parto normal. “Com até duas cesáreas anteriores, os riscos reais em trabalho de parto natural (sem indução farmacológica) é de cerca de 0,5%. Já com três cesáreas anteriores, pode-se haver até 5% de riscos de ruptura uterina e esse número para a medicina é considerado um valor alto”, descreve Mariana.
“Você não tem dilatação”
Antes do trabalho de parto, é normal não haver dilatação. Em geral, o colo só se dilata significativamente durante o processo. O que caracteriza o trabalho de parto são as contrações regulares a cada três minutos, com duração de em média três minutos. Antes disso, não há razão para esperar uma dilatação.
“Você está constipada”
“A constipação intestinal não exerce nenhuma influência sobre o parto”, garante Andrea. Nesses casos, complicações da cesárea podem agravar o quadro, já que o intestino pode ficar paralisado por algum tempo.
"O período expulsivo está demorando muito"
O período expulsivo é a segunda fase do parto natural. Ele vai da hora em que a dilatação está completa até o momento em que o bebê efetivamente nasce. Os limites toleráveis para a duração do período expulsivo são muito variáveis. “Há quem indique cesárea depois de 30 ou 40 minutos de período expulsivo. Mas, com analgesia, o ACOG (American College of Obstetricians and Gynecologists) considera segura uma duração de até 3 horas. Sem analgesia, 2 horas”, explica Melania. Antes disso, outras medidas podem ser tomadas, como a prescrição de ocitocina (hormônio que acelera as contrações), vácuo-extração ou fórceps. “Mas eu diria que só chegar a período expulsivo hoje no Brasil é uma vitória. A maioria das cesáreas são eletivas, realizadas antes do trabalho de parto”, lamenta Melania. E, consequentemente, antes de ser possível avaliar a real necessidade da intervenção cirúrgica.
Quando a cesárea necessária
Existem, sim, muitos casos em que ela pode salvar a vida da mãe e do feto. Mas a maioria das justificativas aparecem só durante o trabalho de parto. E mesmo as cesáreas eletivas – ou seja, marcadas – podem esperar este momento para ter certeza que o bebê está pronto para vir ao mundo. Veja alguns motivos que podem levar à cesariana e entenda porque, nestes casos, a intervenção cirúrgica é melhor:
- Estado Fetal Intranquilizador (sofrimento fetal): quando o bebê não está bem e o nascimento precisa ocorrer prontamente – e a cesárea é a via de parto mais rápida.
- Apresentação córmica: quando o bebê está atravessado no momento do trabalho de parto.
- Hemorragias maternas no final da gravidez: podem ocorrer por descolamento da placenta (quando a placenta descola antes de o bebê nascer) ou placenta prévia (quando a placenta recobre o colo do útero). As duas pedem uma cesárea. Mas sangramentos pequenos podem acontecer também pela dilatação do colo do útero e, neste caso, não há necessidade de cirurgia.
- Mãe portadora do HIV: pesquisadores do International HIV Group analisaram diversos estudos e concluíram que as chances de transmissão do vírus da mãe para o bebê diminui em 50% se feita a cesariana programada.
- Apresentação pélvica em primigesta (bebê sentado em mulheres que nunca pariram): o bebê pode nascer sentado, mas nestes casos o risco relativo do parto normal é maior que o da cesárea.
- Herpes genital com lesão ativa: há maior chance de o bebê se infectar durante o parto normal do que na cesariana eletiva.
- Prolapso de cordão: o cordão sai antes do bebê. O problema é que quando o bebê passa pelo canal, quando feito o parto normal, provoca uma pressão no cordão, impedindo a passagem de sangue para a criança.