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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sonhe cada vez mais!

Está chegando minhas férias, por isso encerro o ano de 2011 agradecendo à todas vocês, pelo aprendizado, pelos 150 nascimentos (em 2 anos) que tive a oportunidade de acompanhar, olha só quantos anjinhos já chegaram!
Quero agradecer à todos os médicos com quem trabalhei este ano, aos hospitais da região, a equipe de enfermagem, que estão começando a entender o quanto é importante a Humanização do ambiente hospitalar,muito obrigado!
Quero pedir desculpas se decepcionei alguém, tenha certeza que não foi intencional. Às vezes criamos muita expectativa e nem sempre conseguimos corresponder, peço perdão.
Desejo que a cada ano eu me torne uma pessoa melhor!
Quero sonhar cada vez mais, preciso sonhar, todos necessitamos sonhar!

Que todos vocês tenham um Natal próspero e que 2012 seja iluminado!

Se precisarem falar comigo, mandem e-mail, que prometo responder à todos.

Um grande beijo,




"Nada lhe pertence mais que seus sonhos."
(Friedrich Nietzsche)


"Sem sonhos, a vida não tem brilho.
Sem metas, os sonhos não têm alicerces.
Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por omitir!"
(Augusto Cury)


"Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas."
(Clarice Lispector)


"Cuidado por onde andas, que é sobre os meus sonhos que caminhas."
(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 3 de dezembro de 2011

Como o marido pode ajudar na hora do parto

Muitas pessoas e especialmente maridos, me perguntam o que eles devem fazer no parto, e eu respondo sempre que eles devem conhecer os próprios limites.

Alguns parceiros querem e conseguem participar ativamente do trabalho de parto e parto, alguns parceiros não querem, outros não conseguem ver a esposa chorando, com contrações, as vezes reclamando da dor, etc. Então quero deixar um recado para vocês, não se sintam obrigados a fazer nada, mas lembrem que o parto também é de vocês, e que esse momento é realmente único.

Como ajudar?
Uma das coisas principais é entender o que sua parceira quer. Como ela quer que o parto aconteça, o que ela quer, quem ela quer no parto, o que ela deseja fazer, o que não deseja  É fundamental que o pai do bebê saiba tudo isso, porque assim ele pode incentiva-la, lembra-la de que ela consegue, de que ela é forte e vai conseguir, para não desistir, etc. E muitas vezes, quando o médico indicar algo que ela não quer, é o marido que pode negar.

Prepare o ambiente:
Veja o que você pode fazer para melhorar o local do trabalho de parto, se estiver com muita luz, apague essas luzes ou feche as cortinas. Se tiver muito barulho, peça por silêncio e isole esse incômodo. Se estiver muito bagunçado, dê uma arrumada no principal e deixe confortável. Faça um chá, um suco natural, acenda algumas velas ou coloque uma música calma que ela goste. Proteja-a.


Massagem:

Muitas pessoas não entendem o valor da massagem, e como ela realmente pode diminuir a dor das contrações, o conforto que ela traz, como relaxa e como ajuda a parturiente. Novamente, o companheiro é a melhor pessoa pra isso, desde que ele mantenha a calma e faça tudo com delicadeza.
Palavras de carinho e apoio são fundamentais. ''Você consegue, você está indo muito bem, perfeito, acredite no seu corpo, etc''

Paciência:É preciso ter paciência, a natureza não tem relógio e o parto pode ser longo. Não adianta correr pra maternidade se o objetivo da mulher é um parto natural, quanto mais cedo ela for, maior as chances dela sofrer intervenções e acabar numa cesárea. Por isso, tenha calma, respeite as escolhas que ela fez, escolham informadas e conscientes.
Não se sinta ofendido:É comum que no trabalho de parto a parturiente fique meio louca, ela não sabe muitas vezes o que quer, então ela pode estar amando a massagem e na próxima contração mandar você tirar a mão. Ela pode amar abraços, dar beijos e depois fechar a cara totalmente. Faz parte do trabalho de parto, da parte primitiva, por isso não leve para o lado pessoal. Apenas fique ao seu lado, muitas vezes é tudo o que ela precisa, que você esteja ali. Assim como agir de modo estranho, ela pode falar coisas sem sentido, pode pedir uma analgesia da boca pra fora, uma cesárea, começar a chorar e 5 minutos depois sorrir, dê apoio mas não leve tudo ao pé da letra.
Respeite:
Ela pode pedir em algum momento para que você a deixe sozinha, pode pedir para que você saia, respeite o pedido dela. É normal que a mulher não se sinta á vontade em fazer certas coisas na presença do companheiro, e é fundamental que ela não tenha vergonha nem medo no trabalho de parto. Dê um passo para trás, e quando ela precisar, ela vai chamar.

Incentive:
Incentivar a parceira a caminhar, comer, beber, ir ao banheiro, descansar ou dormir também é importante. Se ela estiver desconfortável ajude-a a trocar de posição, e veja uma posição em que ela se sinta confortável e que torne o trabalho de parto mais fácil.

Aproveite:O parto também é o seu momento, é o seu momento de conhecer o bebê que vocês fizeram juntos, e que desejam parir e criar juntos. Não tente pensar nas mil coisas que vão acontecer depois, foque apenas no parto, e no momento do nascimento do seu filho. Fotografe e filme apenas o necessário, você não tem que fazer um book, curta este momento.
Conheça seus limites:
Se sentir que estar no parto vai deixá-lo nervoso, que não vai conseguir ajudar, ou até mesmo os pais que acham besteira aquilo tudo, que a cesárea já deveria ter acontecido. Se não se sentir á vontade, explique para sua parceira e deixe que outra pessoa da confiança dela assuma.


Cris De Melo
Téc Enfermagem, Mãe & Doula

O quanto custa uma doula?

Eu sempre falo que a pergunta deve ser outra, quanto custa não ter uma. E custa muito.
Pode custar o desespero nas últimas semanas da gestação, o sentimento da falta de apoio. Lembrem-se, gravidíssimas são emotivas por excelência - e ser taxada de aberração por desejar o natural é cruel.

Pode faltar o apoio simples para trocar o médico cesarista. Pode faltar alguém que didaticamente lhe ajude com os medos específicos do parto, um ombro amigo que não vai tentar lhe convencer que o corpo é defeituoso.

Pode custar uma ida precipitada à maternidade, que invariavelmente recairá numa série de intervenções - dolorosas, humilhantes e desnecessárias.
Pode faltar em TP alguém experiente, e que possibilite ao pai curtir o momento sem se preocupar em ser responsável. Pode faltar alguém com lide suficiente para lhe lembrar de comer e beber. Alguma sugestão de respiração, massagens, posições e exercícios nas contrações e expulsivo. Pode faltar alguém para lhe dar um ânimo de confiança.

Pode faltar alguém com tato e confiança na amamentação.
As doulas tem a inteligência emocional desenvolvida: sabem o que falar e como, no momento mais vulnerável de nossas vidas. Dão a segurança para que os papais possam curtir o momento sem pressões. É um bicho multi-uso: ajuda a vencer os medos da gravidez, serve de ombro amigo, ajuda a compreender os processos próprios do parto, cronometra contrações, atende o celular, prepara algo para comer.

Sugere posições para alívio de dor e também para acelerar algum ponto. Um guia do desconhecido. Diminui estatisticamente as necessidades de analgesia, fórceps e cesáreas - vai menosprezar isso?

E o dinheiro?
É pouco. Com certeza, dá-se sempre um jeito de pagar. Não é absolutamente tão caro quanto você imagina, e valeria a pena mesmo que custasse o quádruplo. Passe nesse meu post sobre enxoval e reveja seus conceitos do que é realmente importante.

Se você colocar no papel quanto custariam os desdobramentos de uma cesárea e uma amamentação falida, dá muito e MUITO mais do que o custo da doula - sem contar no aspecto psicológico de viver a experiência mais marcante de uma mulher com plenitude.
A pergunta é: posso não ter doula e ter um belíssimo parto natural? Claro que pode, é tudo uma questão de respeito e conhecimento.

Ter doula durante o TP é uma escolha - por exemplo numa casa de parto boa com acompanhante carinhoso ou domiciliar com certas parteiras. Agora num hospitalar, ainda mais no Brasil, acho totalmente improvável - não recomendo em hipótese alguma. Sou da opinião que se vc acha que está em 'dúvida' se quererá uma doula, pegue. Nunca vi nenhuma se arrependendo de ter.

Não caia na besteira de achar que acompanhante fará esse papel: o mais normal é tal pessoa não querer que a parturiente 'sofra', ficam com pena, ou simplesmente se apavoram com o parto. Não é por mal, simplesmente é a falta da segurança e experiência.

Dydy, Enfª Obstetra & Doula
Fonte:http://fisiodoula.blogspot.com

Nasceu minha linda afilhada Alice!!

Meninas, peço desculpas pelo meu desaparecimento aqui do blog, mas estava trabalhando muito,envolvida em muitos nascimentos e em especial o nascimento da Alice!
Vou contar um pouquinho da história da pequena...
Alice se desenvolveu normalmente,linda e por volta da 30 semana resolveu "sentar". Sua mamãe Maíra ficou enlouquecida, pois ela já tinha o Francisco nascido de um parto normal e não gostaria de se submeter a uma cesariana.
Então,tudo que indicamos ela fez: exercícios para tentar modificar a posição do bebê, acupuntura, tudo. E deu certo! A pequena virou! Ufa!
Por volta da 36 semana começaram as contrações e a dilatação, e por indicação da Dra Claudia foi indicado repouso. À partir da 37 semana o bebê não é mais considerado prematuro, e a Dra pediu para a Maíra voltar para sua atividades, ioga, caminhada...
E no dia 25/11/11 começaram algumas contrações e quando foram fazer um Ultra som foi detectado 2 circulares do cordão umbilical. Foi um susto! A dra Claudia explicou que poderíamos tentar,mas que não tinha como dar certeza que nasceria de parto normal.
A pediatra do bebê pedia por cesárea, o papai Maurício estava com receio, e agora?
O exame chamado cardiotocografia estava perfeito! Indicava que a bebê estava muito bem e que a Maíra estava com muitas contrações,e a todo momento eu usava o sonar para escutar os batimentos do bebê que nunca se alteravam.
A sala de cesárea estava sendo aberta, a pediatra estava se preparando para entrar no centro obstétrico, quando a dra Claudia chegou e examinou a Má que já estava com 6 cms de dilatação. Ela tinha chegado a pouco tempo com 4 cms.
A dra rompeu a bolsa, a dilatação em minutos já tinha passado para 7 cms e em 40 minutos,após 3 forcinhas nasceu meu presente mais lindo! Alice!!
Ela nasceu no pré parto, na posição em que a Má se sentiu mais confortável, sem correria, em paz!
A dra com calma desenrrolou o cordão e a Alice veio para o colo da mamãe, onde ficou sentindo o quanto ela é amada e foi tão esperada. O papai assistiu e ajudou em tudo, inclusive cortou o cordão umbilical.


Depois que tudo isso passou, pensamos que por um "triz" não aconteceu uma cesárea desnecessária.
Tínhamos conversado bastante com a Maíra e explicamos que poderíamos tentar, mas qualquer alteração que acontecesse mudaríamos de plano. Não podemos ser radicais! Temos que trabalhar com segurança e pensar que não são números e sim vidas!
Como eu agradeci naquela hora por estar pessoas competentes!
Obrigada Dra Claudia Ribas, equipe do CO e do berçario da Beneficiência!
E quero agradecer aos meus queridos amigos Maíra e Maurício pelo presente de estar lá vivendo intensamente este momento e por ser madrinha desta gostosura! Amo vocês!