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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Praia com bebê

Por Maristela do Valle
Será que praia combina com bebê? Sim, desde que você tome alguns cuidados para proteger seu filho do sol e do calor e se programe para levar certos itens de "sobrevivência" indispensáveis quando se viaja com crianças pequenas.
bebê na praia


Até que horas posso ficar na praia?

Esqueça, por enquanto, daquelas épocas em que passava o dia inteiro na praia. Agora, enquanto seu filho é tão pequeno, aquela boa e velha recomendação dos dermatologistas vale mais do nunca: evite a exposição do bebê ao sol no período entre 10h e 16h (11h e 17h, durante o horário de verão) devido à ação nociva à pele dos raios ultravioleta.

Os médicos aconselham também que bebês com menos de 1 ano não fiquem mais de meia hora expostos diretamente ao sol, mesmo que bem no comecinho da manhã ou no final da tarde. Leve um guarda-sol ou procure a sombra de uma árvore para se acomodar com o carrinho.

Tem de usar maiô?

A moda praia mais chique para um bebê é quase a nudez! Deixe-o só de fralda ou coloque uma camiseta de algodão bem fina se seu filho tiver a pele muito clara. Passe protetor solar por todo o corpo dele, até na cabeça, no pé e nas orelhas, por fora. No couro cabeludo também, já que o cabelo é fininho (se é que existe) e não evita queimaduras. Isso vale para bebês de mais de 6 meses.

Se seu filho for menor que isso, é preciso mantê-lo quase o tempo todo na sombra, com uma roupa leve. Os especialistas não recomendam que crianças de menos de 6 meses usem protetor solar, por causa da sensibilidade da pele.

Deixar o bebê só de maiô é meio arriscado, já que pode haver uma desagradável explosão de cocô. Você pode deixá-lo de maiô por breves períodos, quando ele for entrar na piscininha ou na água. Depois volte para a fralda.

Evite deixar o bebê pelado na areia. Ele ainda é pequenininho e mais suscetível a micoses e infecções por microorganismos.
O que ele pode comer?
Apesar de praia e guloseimas serem quase sinônimos, a pediatra Eloisa Corrêa de Souza, do Hospital Universitário da USP, diz que é melhor evitar dar alimentos de barracas e ambulantes, incluindo picolés, em especial os de marcas desconhecidas.

O mais seguro é levar para a praia, em uma sacolinha térmica com gelo, comidas e bebidas de casa (ou do hotel). Segundo a pediatra, o cuidado vale até para a água de coco natural. "Observe as condições de higiene do local ao abrir a fruta. Mesmo assim, pode ser arriscado devido à chance de uma contaminação (através da faca que corta a fruta)."

Que cuidados mais tenho de tomar? Pode entrar na água?

Na areia, mantenha o olho atento no bebê. Como ele é pequeno, as outras pessoas podem não enxergá-lo, especialmente crianças maiores correndo atrás de bolas ou adultos jogando frescobol.

Muitos bebês adoram água, por isso aproveite para molhar o pezinho do seu filho na beira da água, desde que ela esteja tranquila e não excessivamente gelada. Desista da empreitada se as ondas estiverem fortes (mesmo que só um pouquinho).

Pode até parecer difícil seguir tantos passos, mas não é. Aos poucos você vai se acostumar com a experiência de ir à praia com o bebê e tudo passará a ser praticamente automático.
Veja o que levar
Confira a seguir uma lista com sugestões do que não pode faltar na sua sacola de praia:

• Bolachas de água e sal, maisena ou leite, e biscoitos de polvilho: são comidinhas pouco enjoativas para matar aquela fome básica que a criança tem no meio da manhã ou da tarde.

• Balde, pás e brinquedos de areia: Para os bebês que já sentam, é um passatempo que nunca sai de moda. Se você vai para uma praia movimentada, deixe para comprar os brinquedos lá, em vez de entulhar ainda mais o porta-malas do carro.

• Chapéu ou boné: Indispensável para proteger a cabeça do bebê, mesmo que ele esteja debaixo do guarda-sol e com protetor solar.

• Fraldas: Não dá para o bebê ficar muito tempo sem, já que a areia e a água podem irritar a delicada pele do bumbum. Mesmo que só vá ficar um pouquinho na praia, leve fraldas extras, porque, se ele fizer xixi ou cocô e não for trocado logo, as chances de
assadura debaixo do calor são maiores. E, se for entrar no mar, existem fraldas especiais que não desmancham na água como as outras.

• Frutas: Saudáveis, matam a fome sem que você precise sair correndo na hora do lanche do bebê.

• Água, suco de frutas ou água de coco: É imprescindível que as crianças bebam líquidos para evitar a
desidratação. Também vale a pena levar garrafas com água doce para tirar a areia do bebê ou limpar sujeira de comidinhas.

• Isopor ou sacola térmica: Servem não só para conservar a temperatura de bebidas e alimentos, mas evitam também que se deteriorem (só lembre de colocar junto um saquinho bem vedado com gelo ou uma forma de gelo em barra própria para isso). O melhor é não misturar itens gelados com quentes, pois tendem a neutralizar a temperatura um do outro.

• Lenços umedecidos: Um grande aliado das mães nas trocas de fraldas, podem ser usados também para limpar mãos e pés sujos de areia na hora do lanche ou antes de partir para uma soneca.

• Piscina inflável: Você vai levar o bebê para molhar o pezinho na água do mar de tempos em tempos, só que não tem como protegê-lo do sol. Por isso a piscina inflável quebra o galho e refresca bastante crianças que já conseguem se sentar. Mas é preciso ficar junto o tempo inteiro e ter muito cuidado com a quantidade de água que se coloca (deve ser só um fundinho). Afogamentos de bebês podem ocorrer rápido, mesmo em uns poucos dedinhos de água.

• Filtro solar: Até debaixo do guarda-sol em um dia de mormaço o reflexo solar pode
queimar o bebê. O fator de proteção solar deve ser de no mínimo 30, e o ideal é usar um tipo que não saia na água. Passe a primeira camada meia hora antes de chegar à praia. Protetores solares são recomendados apenas para bebês de mais de 6 meses.

• Toalhas: Leve mais de uma, para que possa secar o bebê e ter uma extra se precisar improvisar um cantinho limpo quando o sono bater (pode ser uma canga também).

• Trocador de plástico impermeável: Ele garante a higiene da troca em locais onde não há uma superfície própria para isso (como banheiros públicos ou de restaurantes). Mas evite trocar a criança na própria praia, para evitar o contato do bebê com as bactérias da areia.

• Repelente: Dependendo do lugar para onde vai, o
repelente pode ser fundamental para conter o "ataque" de insetos ao bebê. A única precaução é não aplicá-lo em crianças com menos de 6 meses, porque algumas substâncias químicas da fórmula podem provocar reações alérgicas na pele do bebê.

• Papete ou sandália de dedo que prenda no pé: Se seu filho já anda, esse tipo de sandália ou chinelo, feitos de materiais que não encharquem (como borracha ou neoprene), pode facilitar explorações e proteger os pezinhos da criança mesmo dentro da água, principalmente se você estiver em praias onde haja piscinas naturais com coral. A dica vale também para os adultos.
 


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Brinquedos para crianças com necessidades especiais

A brincadeira garante desenvolvimento e inclusão para os pequenos. Surgiram dúvidas na hora de escolher o brinquedo? Conheça algumas opções no Brasil e no exterior

Renata Rossi

 Tem coisa mais gostosa que brincar? Para os adultos pode até parecer bobeira, mas as atividades lúdicas são fundamentais, pois possibilitam o desenvolvimento em vários aspectos. Quando se trata de crianças com necessidades especiais, a brincadeira assume papel ainda mais importante. “Brincar complementa a reabilitação, pois propicia a qualidade de vida e também os ganhos funcionais. É uma estimulação fundamental para auxiliar na recuperação ou mesmo na criação de mecanismos adaptativos”, afirma Germana Savoy, coordenadora da Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri).
Escolhas conscientes
Na hora de comprar brinquedos, os pais devem levar em consideração sobretudo as preferências da criança, assim como as habilidades e capacidades funcionais. “Determinar que a criança com necessidade especial só fique com o brinquedo adaptado é uma forma de exclui-la”, defende Germana.
É mais importante selecionar o brinquedo de acordo com o desenvolvimento do que com a faixa etária. O que vai resultar em um largo sorriso não é apenas o jogo – adaptado ou não –, mas a estratégia e a dinâmica da brincadeira.

Estímulos ideais
A criança precisa de desafios para sentir-se estimulada, assim como êxito na exploração do brinquedo. O que vale é que o pequeno sinta-se valorizado pela conquista, seja montar um bloco ou apertar um botão. “À medida do possível, as crianças devem ser expostas às experiências e brincadeiras naturais da idade. O importante é ter pessoas preparadas para facilitar e mediar a interação”, alerta.
Estratégias como texturizar, sonorizar ou iluminar móbiles, chocalhos e demais acessórios possibilitam que o objeto seja melhor percebido. A música, o canto e a representação de histórias são indicados para qualquer criança, inclusive as com limitações graves no leito. Vale abusar de máscaras, fantasias, bonecos e super heróis, uma boa alternativa aos distúrbios comportamentais.
Para estimular a percepção visual, vale lançar mão de lanternas, purpurina e laminados. Os rostos de brinquedos com muitos detalhes e cores contrastantes ajudam a organizar esquemas visuais. Utilizar os demais sentidos na brincadeira como a audição e o tato é fundamental.
As crianças com limitações motoras devem ter seu acesso facilitado a diversos ambientes e posições que possibilitem a exploração. No caso das limitações auditivas, as brincadeiras corporais são as mais indicadas. Jogos de percussão são interessantes, pois possibilitam perceber a vibração do som e ampliar a sensibilidade.
A escolha certa
Com a consultoria de Germana Savoy, da Associação Brasileira de Brinquedotecas, selecionamos algumas opções para ajudar você a se inspirar na hora de comprar o brinquedo para o seu filho. Mas lembre-se: seja qual, a diversão fará toda a diferença se ele tiver o seu estímulo e companhia. Aproveite!


Brinquedos adaptados mundo afora
Fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos, há muitas lojas especializadas em brinquedos para crianças com necessidades especiais. Há de tudo e é uma pena que a maioria não entregue fora do país. Uma das que tem mais opções é a Beyond Play (www.beyondplay.com). Vale a visita virtual. As lojas a seguir fazem entregas internacionais:
Sillyas Toys (www.sillyasstoys.com)
Essa loja virtual, além de brinquedos comuns, mas nada convencionais, tem opções para crianças com necessidades especiais, separadas em uma categoria. Há quebra-cabeças, jogos de memória e até uma inusitada mini-bateria para ser tocada com os dedos.
Fat Brain Toys (www.fatbraintoys.com)
Tem uma infinidade de brinquedos separados por categorias de necessidades especiais como desenvolvimento motor, socialização, linguagem e atividades sensoriais. As opções são separadas também por faixa etária, de bebês a adultos em alguns casos.
PlayAbility Toys (www.playabilitytoys.com)
O site classifica os brinquedos de acordo com as necessidades especiais e fornece informações completas sobre os produtos. Os brinquedos podem ser encontrados por categorias de necessidades especiais: física, sensorial, cognitiva ou de comunicação ou ainda por necessidades específicas como tetraplegia ou paralisia cerebral.
Brinquedos adaptados mundo afora


 

É hora da sopa!
Indicado a partir dos 3 anos
BigStar, (11) 4679-5220


 

Vamos fazer feira?
Indicado a partir dos 4 anos
BigStar, (11) 4679-5220


 
Brincando de montar
Indicado a partir dos 3 anos
BigStar, (11) 4679-5220


 

Primeiras palavras
Indicado a partir dos 6 anos
Simque, (19) 3227-8655


 
Para aprender a contar
Indicado a partir dos 5 anos
Simque, (19) 3227-8655


 

Andador musical
Indicado a partir dos 6 meses de idade
Fisher-Price, SAC: 0800 55 07 80


 

Bongô eletrônico
Indicado a partir dos 3 anos
Fisher-Price, SAC: 0800 55 07 80

 Estojo de pintura
PBKids, SAC (11) 3825-7046

 Massa de Modelar
PBKids, SAC (11) 3825-7046


Cores e formas
Chicco, SAC 11 2246-2129

Fonte: Revista Crescer

Bebês prematuros e com baixo peso têm mais risco de desenvolver autismo, diz estudo

Entre as possíveis causas, estariam as interferências precoces que o cérebro ainda imaturo do bebê sofre fora da barriga da mãe

Ana Paula Pontes

 Shutterstock
Bebês prematuros e que nascem com baixo peso têm cinco vezes mais risco de desenvolver autismo do que aqueles que nascem no tempo certo. Esse foi o resultado de um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicado nesta segunda (17) pela revista científica Pediatrics.

Os cientistas identificaram 1.105 crianças que nasceram com menos de 2 kg entre outubro de 1984 e julho de 1989 em Nova Jersey. Dezesseis anos depois, 623 deles foram analisados para o transtorno do espectro autista. Outra análise realizada quando os participantes do estudo tinham 21 anos de idade revelou que 5% receberam resultado positivo para autismo.

Segundo Jennifer Pinto-Martin, co-autora do estudo, os prematuros têm algo como uma lesão cerebral neonatal. Em alguns casos, é apenas uma contusão, sem consequência, mas em outros pode ter um efeito a longo prazo.

Essa não é a primeira pesquisa a fazer essa relação e alguns especialistas já percebem isso na prática. “Ao observamos bebês de prematuridade extrema, que nascem antes de 32 semanas, e os que pesam menos de 1,5 kg, vemos uma incidência maior de problemas de comportamento. Isso acontece porque o cérebro, que estava se desenvolvendo, é mais vulnerável e exposto precocemente a interferências ambientais, como pequenas variações de pressão, intercorrências na UTI, o que pode levar a microlesões. No entanto, não é possível observá-las em laboratório”, diz Antonio Carlos Farias, neurologista infantil do Hospital Pequeno Príncipe (PR) e pesquisador do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe.

O estudo, no entanto, é apenas um alerta para os pais de prematuros. A grande maioria dos bebês que nasce antes da hora não desenvolve autismo. Segundo Jennifer, a intenção da pesquisa não é ser alarmante. “Não é algo para se preocupar, mas é algo para prestar atenção”, disse à Reuters. Afinal, são pesquisas como essa que podem possibilitar que o autismo tenha um diagnóstico cada vez mais precoce.

Fonte: Revista Crescer

Super Limpeza

Até 1 ano, não basta usar apenas água e sabão. É preciso esterilizar as mamadeiras* depois de utilizá-las para eliminar qualquer tipo de bactéria. Todos esses modelos são para micro-ondas


Produção Letícia Duarte. Fotos Guto Seixas


Guto Seixas
Esteriliza quatro mamadeiras em até seis minutos. Além da pinça, vem com duas escovas para higienização. R$ 96, da Munchkin para Baby Stuff

Supercompacto, acomoda seis mamadeiras. Esteriliza em apenas dois minutos. R$ 99,90, da Philips para Bb Trends

O pacote vem com cinco bolsas individuais. Cada uma comporta duas mamadeiras e pode ser reutilizada 20 vezes. Esteriliza em cinco minutos. Ideal para viagem. R$ 39,90, da Dr Browns para Baby Stuff
Guto Seixas
Compacto, acopla até quatro mamadeiras e esteriliza em oito minutos. Vem com pinça. R$ 66,90, da Kuka para Alô Bebê

Capacidade para seis mamadeiras. Vem com suporte para escorrer a água. Esteriliza em até quatro minutos. Vem com pinça. R$ 130, da MAM
Guto Seixas
Esteriliza seis mamadeiras em até cinco minutos. Vem com pinça. R$ 99, da Lillo

Cabem até quatro mamadeiras. Esteriliza em quatro minutos. Vem com pinça.R$ 98,90, da NUK

Capacidade para cinco mamadeiras. Esteriliza em até cinco minutos. Acompanha uma mamadeira de 150 ml. R$ 99, da Chicco
*as mamadeiras não acompanham os esterilizadores

Fonte: Revista Crescer

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Drenagem Linfática Pós Parto auxilia na redução de medidas

A maioria das pessoas fica perplexa ao ver as celebridades que, após o parto, voltam em poucos meses ao corpo que tinham antes de engravidar. Um exemplo recente é a cantora de axé Cláudia Leitte que, apenas um mês após dar a luz, surpreendeu os fãs ao aparecer sem barriga e com o corpo perfeito. Desde então, foi muito assediada para contar o segredo de voltar à antiga forma tão rápido.
Como isso foi possível? A cantora Cláudia Leitte tem o histórico de uma rotina de vida saudável, que inclui exercícios físicos regulares, alimentação balanceada e sessões de massagem manual para reduzir a retenção de líquidos em determinados períodos do mês. Após o nascimento do filho, como não poderia fazer atividade física pesada, ela fez uma combinação de sessões diárias, duas vezes ao dia, de drenagem linfática e aplicação de ultrassom, associada a uma alimentação especial e caminhada leve.
E isso não é previlégio das celebridades.Todas as mulheres que dedicarem parte do seu tempo no pré e pós-parto para cuidar do corpo terão um resultado satisfatório após a gestação.
A drenagem linfática é muito utilizada no pré e pós-parto, prevenindo e evitando transtornos da circulação, ajudando a eliminar os líquidos e as toxinas retidas no organismo.
O tratamento proporciona bem-estar emocional e os resultados favorecem a auto-estima, o que garante uma gravidez mais saudável e feliz. No pós-parto, a massagem ajuda a reduzir mais rapidamente o líquido retido durante a gestação, contribuindo para a recuperação plena da saúde física e estética.
Durante a gestação há um aumento na produção hormonal, responsável por várias modificações estruturais e musculares. Alguns dos hormônios essenciais na gravidez são responsáveis pela tendência de reabsorver sódio, e isso causa a retenção hídrica. O corpo tem um aumento do volume sanguíneo que varia de 30% a 50%, ou seja, temos a capacidade de reter em nosso organismo um volume de água até 8 litros acima do normal.

Através de manobras suaves e ritmadas, este tratamento tem como objetivo reduzir edema e melhorar a circulação do sistema linfático, auxiliando na circulação sanguínea.
Os benefícios da drenagem linfática no pós-parto:

  • estímulo da circulação venosa e linfática, que reduz a retenção de líquido, diminuindo os inchaços típicos da gravidez, além de estimular a lactação e a dessensibilização das mamas preparando-as para a amamentação;
  • prevenção e combate às varizes, câimbras e sensação de pernas cansadas;
  • combate à celulite  (comum nas gestantes);
  • alívio de tensão e redução de dores musculares;
  • ativa o sistema vegetativo, aumentando a sensação de relaxamento ajudando a combater o estresse
  • proporciona regeneração e aumenta a imunidade do organismo, uma vez que aumenta a eliminação de toxinas e estimula a produção de linfócitos pelos gânglios linfáticos.
No pós-parto a mãe mantém os benefícios da drenagem linfática para auxiliar na redução da retenção hídrica devido alterações hormonais além de sensação de relaxamento para a nova situação de vida com o bebê.
A Drenagem Linfática pode ser realizada antes do parto, durante os dias que a mamãe fica no hospital ou ainda após o parto.
 
Entre em contato, se você não puder vir até nós, vamos até você!
 

Transporte segura para gestante



Não existe nenhuma legislação específica sobre como a gestante deve se portar no trânsito e o que se vê é que algumas futuras mães recusam-se a usar o cinto de segurança, porque pensam que em uma colisão ele poderá machucá-las e ao seu filho. As responsabilidades como condutora de veículos e obediência às leis do tráfego são idênticas em gestantes e não gestantes.
A melhor proteção para a mulher e seu filho é, comprovadamente, o cinto de segurança.


Evitar dirigir nas seguintes situações:

  • episódios freqüentes de vômitos, náuseas e câimbras.
  • ameaça de abortamento
  • após longos períodos de jejum, devido ao risco de hipoglicemia, quando tontura,sonolência, falta de atenção e até desmaios podem ocorrer.
  • em dias muito quentes, pela chance maior, neste período, de pressão baixa.edema (inchaço) importante das pernas, impossibilitando o uso de calçados fixos.
  • da 36ª semana em diante, devido a proximidade do abdome com a direção.
  • se estiver ingerindo algum medicamento, que cause sonolência.
  • se sentir qualquer desconforto ou mal estar.
O ideal é sentar no banco traseiro, utilizando SEMPRE o cinto de 3 pontos:
A faixa diagonal do cinto deve cruzar o meio do ombro, passando entre as mamas, NUNCA sobre o útero e a faixa sub-abdominal deve estar tão baixa e ajustada quanto possível.
Se a gestante não estiver utilizando o cinto de 3 pontos, no momento de uma colisão ou freada brusca, ao ocorrer compressão do abdome pela direção, pode haver rotura uterina e morte do feto.

Recomendações de segurança ao dirigir:


  • afastar o banco para trás, o mais longe possível da direção (sem comprometer a segurança) - a distância entre o abdome e o volante deve ser de 15 cm, pelo menos.
  • o volante deve estar inclinado para cima ou longe do abdome.
  • evitar longas distâncias, jejum, calor ou frio excessivo e estradas ruins.

Atenção:
  • não há estudos conclusivos se o air-bag é perigoso para a gestante.
  • a principal causa de morte de origem não obstétrica na gestante é o trauma.
  • a mortalidade do bebê quando ocorre trauma (acidente) é de cerca de 70%.
  • mais de 50% dos traumas e acidentes ocorrem no último trimestre, o útero já está volumoso e a agilidade física fica comprometida.
  • neste período, pela ansiedade natural da proximidade do nascimento do bebê, a gestante pode apresentar julgamento alterado frente a situações de perigo iminente.
  •  

sábado, 1 de outubro de 2011

Placenta: lixo orgânico ou remédio natural?

Eu não teria coragem, mas há quem tenha...

O consumo e o encapsulmento de placentas estão ganhando força nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, algumas mulheres já aderiram a essa prática, ainda que não existam provas científicas de seus benefícios nem credibilidade dos médicos. Aqui, você vai entender mais sobre o assunto e as razões pelas quais duas mães consumiram sua placenta

Nádia Mariano


 Shutterstock
“Aqueci parte dela e preparei com vinho, champignon e ervas frescas.” A refinada receita de Gabriela Rodriguez* certamente agradaria ao mais exigente dos paladares e não causaria qualquer estranheza, se não fosse pela escolha da carne: a sua própria placenta. Apesar do caráter exótico, para os dias de hoje, a serenidade na fala e a contextualização do ato fazem a declaração da acupunturista paulistana, de 28 anos, soar com naturalidade. Gabriela, vegetariana e afeita a um modo de vida mais natural, não comeu a placenta que “nasceu” com sua filha, Maria*, hoje com 3 anos, por qualquer imposição religiosa ou modismo. Ela acredita que esse ato é benéfico à saúde. “No nível físico, vejo a placenta como um alimento rico em nutrientes, uma carne preparada pelo próprio corpo da mulher. E acho que o consumo também interfere em outros dois níveis: espiritual e energético”, explica Gabriela.

Apesar de ainda não ser um assunto amplamente discutido no Brasil, a placentofagia, prática do consumo da placenta, está crescendo vertiginosamente nos Estados Unidos e vem conquistando adeptas em território nacional. Como também é o caso da doula Caroliny Ribeiro, de Campinas (SP), que comeu a placenta do parto de seu segundo filho, Caetano, de 1 ano e 11 meses. “A parteira preparou para mim. Ela cortou em pedacinhos e eu comi um deles, cru mesmo, sem tempero”, afirma Caroliny, que enterrou o restante do material, como parte do ritual.

Grávida de 20 semanas, Caroliny não tem dúvidas em relação ao destino da placenta do terceiro filho. Com a ajuda da amiga, Gabriela, que também é aprendiz de parteira tradicional, ela pretende criar um prato mais elaborado no aconchego do seu lar, mesmo local onde deu à luz Caetano. Apoiada pelo marido, Caroliny afirma que o consumo da placenta lhe trouxe benefícios. “Estava me sentindo muito fraca depois do parto e, mesmo que tenha sido só um pedaço, senti que ele me deu forças”, afirma.

A comunidade médica discorda da opinião e da atitude dessas mães. Para Mark Kristal, neurocientista americano especialista em placentofagia, talvez o único do mundo, essa prática é infundada. “Não há nenhuma evidência científica de que o consumo de placenta faça bem ou mal para a saúde dos seres humanos”, diz o médico, que estuda o assunto há mais de 20 anos. Em uma de suas pesquisas, o resultado sugeriu possíveis benefícios do consumo da placenta para os animais, como aproximação com o filhote e redução da dor do “parto”, mas nada que possa ser estendido aos seres humanos.

Para Kristal, muitas pessoas se baseiam no comportamento instintivo dos mamíferos – não humanos -, por acreditar que eles têm um bom motivo para se alimentar da própria placenta. Isso, no entanto, não é o bastante para fazer Gabriela mudar de ideia: “Essa visão científica, que busca eleger, classificar, não é capaz de compreender o que está por trás dessa prática”.

Fonte: revista crescer