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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Anvisa proíbe a comercialização de mamadeiras com bisfenol A no Brasil

Mamadeiras que contenham bisfenol A não poderão mais ser fabricadas e comercializadas no Brasil. As empresas terão 90 dias, a partir da publicação no Diário Oficial da União, para paralisar a fabricação e até o dia 31 de dezembro de 2011 para vender os produtos que estão estocados.

Essa determinação foi baseada em estudos recentes que indicam que o BPA, substância presente no policarbonato e material mais utilizado na fabricação de mamadeiras, oferece diversos riscos à saúde. Crianças de 0 a 12 meses são as maiores vítimas potenciais, porque, no primeiro ano de vida, o organismo delas ainda não é capaz de eliminar a substância.

E são as crianças que ficam mais expostas a ela do que os adultos. “O aumento do calor facilita a liberação do BPA. Ou seja, quando a mamadeira é aquecida ou quando colocamos algo quente dentro delas, a substância é liberada em maior quantidade”, diz Adriana Pimentel, doutora em química e professora da Universidade Pequeno Príncipe (PR). Além disso, a estrutura química dessa substância, quando ingerida, se assemelha ao estrógeno, hormônio feminino, o que é prejudicial. “A fase da puberdade pode ser adiantada por esse tipo de substância”, acrescenta Adriana.

Enquanto o mercado brasileiro não se adequa à determinação, você tem como opções as mamadeiras de vidro ou de polipropileno. Hoje em dia, muitas marcas oferecem produtos com BPA free. Então fique atenta ao escolher a mamadeira de seu filho. Se a informação não estiver destacada na embalagem, leia a composição do produto.

Embora ainda não existam resultados conclusivos a respeito dos riscos oferecidos pelo BPA, diversos países já proibiram seu uso, entre eles Canadá, Costa Rica, alguns estados americanos e toda a União Europeia. “Os estudos com seres humanos não são conclusivos, mas já sabemos que ele pode fazer mal, então essa é uma precaução válida”, afirma Adriana. De acordo com a Anvisa, os países do Mercosul devem adotar a mesma medida em breve.

Fonte: Revista Crescer

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