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terça-feira, 23 de agosto de 2011

13 coisas sobre cesárea que ninguém contou para você

Algumas sensações e desconfortos são comuns para quem passa pela cirurgia. Confira


Fernanda Carpegiani


 Shutterstock
Apesar de o parto normal ser a melhor opção para o bebê nascer, há mulheres que, pelo bem da sua saúde e a do filho, têm de fazer uma cesárea. Por ser uma cirurgia, esse tipo de parto tem algumas particularidades. Saiba quais são elas para não se assustar na hora – e nem depois.

1. De olhos bem abertos
Se você acha que vai dormir por causa da anestesia, está enganada! Não são usados sedativos durante o parto cesárea, porque, se a mãe é sedada, o bebê também é. Você estará consciente o tempo todo (até para ver o rostinho do seu filho pela primeira vez), mas não vai sentir dor.

2. Vão colocar uma sonda em você...
...mas não se preocupe! É logo depois da anestesia, então não vai sentir nada. Ela é necessária para esvaziar a bexiga, já que você vai passar algum tempo deitada durante e após a cirurgia.

3. Puxa-empurra durante o parto
A anestesia vai fazer com que você não sinta dor, mas, como ela não é geral e não tem sedativos, você pode ter algumas sensações. Na hora em que o bebê vai nascer, o médico faz força para posicioná-lo e ajudá-lo a sair e você pode sentir umas mexidas. Mas nada de dor!

4. Você pode ficar enjoada
Como você vai ficar deitada, a barriga pode comprimir a veia cava e causar náuseas e queda de pressão. Os analgésicos também podem ter esses efeitos. Sentiu-se mal? Avise o anestesista. Ele vai pegar uma veia sua antes da cirurgia e é por ali que vão entrar os medicamentos necessários para corrigir qualquer alteração no seu metabolismo. O mal-estar pode surgir também depois do parto.

5. Tem algo queimando aqui?
Se você sentir um cheiro de queimado, não se assuste: é o bisturi elétrico. Ele é usado em quase todas as cirurgias e o odor é por conta da cauterização dos tecidos.

6. Será que fiquei com as pernas abertas?
Antes da anestesia, você fica com as pernas abertas para que logo depois seja colocada a sonda. Como o cérebro decora a última sensação antes da anestesia, pode parecer que as suas pernas continuam abertas durante a cirurgia. Mas é só uma impressão, porque assim que a sonda está no lugar certo, os auxiliares fecham as pernas da paciente.

7. Leve tremedeira
Pode ser nervoso, frio ou até efeito da anestesia (que causa perda de calor), mas o fato é que você pode tremer quando sair da sala de cirurgia. Os médicos sabem disso e, por isso, sempre colocam uma coberta antes da paciente ir para sala de recuperação. Fique tranquila, porque passa rápido!

9. Coceira no nariz A morfina usada na anestesia pode provocar uma coceira no corpo e no rosto, mas isso é normal e passa em 24h. Se for muito intensa, o seu médico pode receitar medicações adequadas para cessar o desconforto.

10. Inchaço nos pés e nas mãos
Com o acúmulo de líquidos que acontece no seu organismo durante a gestação, é normal que você fique inchada nos primeiros dias depois do parto, principalmente nos pés e nas mãos. Apesar de ocorrer também em quem teve parto normal, é mais frequente nas mulheres que tiveram parto cesárea, porque a grávida fica mais imobilizada depois da cirurgia. Depois de uma semana, você começa a desinchar, mas repouso e drenagem linfática podem ajudar.

11. Sua pressão pode cair ao se levantar
O jejum, as horas deitadas e os efeitos dos medicamentos podem fazer você ficar tonta na primeira vez que se levantar depois do parto. O ideal é ficar sentada na cama de 10 a 15 minutos antes e ter a ajuda de uma enfermeira nesse momento.

12. Mais remédios
Para controlar a dor e melhorar a sua recuperação, você vai continuar tomando alguns medicamentos em casa, como analgésicos e antiinflamatórios, por até sete dias. Mesmo assim, durante um mês, é normal sentir fisgadas ou dores no local da cirurgia de vez em quando.

13. Um passo de cada vez Lembre-se de que você acabou de passar por uma cirurgia, então é preciso tomar cuidado com movimentos bruscos. Não há problema em fazer caminhadas e atividades normais da casa, mas nem pense em abaixar e pegar peso. E dirigir... somente após 20 dias do parto. Se você pratica exercícios mais localizados, volte aos poucos e só depois de dois meses.

Fontes: Fernanda Couto Fernandes, obstetra da Unifesp; Roseli Canegusuco, enfermeira obstétrica do Hospital Albert Einstein e Daniela Maeyama, ginecologista do Hospital São Luiz
Revista Crescer

Senado aprova licença-maternidade maior para mães de prematuros

Projeto segue agora para a Câmara dos Deputados


Bruna Menegueço e Malu Echeverria


 Shutterstock
"Que bom! Eu também fui mãe de um prematuro, hoje com quase 3 anos, e, na época, tive de pedir a conta para cuidar do meu bebê", comenta a leitora Thati Teixeira, na página da CRESCER no Facebook. Foi com esse entusiasmo que as mães de prematuros receberam, nesta quarta-feira (17), a notícia da aprovação do aumento da licença-maternidade para além dos 120 dias já garantidos pela Constituição.

O objetivo é ampliar pelo tempo que for necessário o pagamento do salário-maternidade para as mães que tiverem filhos prematuros extremos, além dos quatro meses já assegurados pela Constituição Federal. De acordo com o documento, de autoria da ex-senadora Marisa Serrano, o benefício deve ser concedido por "todo o período necessário ao acompanhamento hospitalar do recém-nascido, sem prejuízo do período da licença à gestante". No relatório, são considerados prematuros extremos as crianças que nasceram com exigências redobradas de cuidados e sem condições de deixar o hospital.

Em entrevista à CRESCER, o relator do projeto, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirma que essa conquista foi importante tanto para as mães quanto para a juventude brasileira, afinal, "a criança de hoje é o jovem de amanhã". Ele explica que, com a nova lei, as mães de prematuros vão ter garantido o tempo que for necessário para que o bebê se desenvolva antes da mãe voltar ao trabalho. "Se a criança nasceu no sétimo mês da gestação, por exemplo, ela ainda vai precisar de mais dois meses só para completar o tempo que deveria ter ficado na barriga da mãe", diz. "Por isso, a licença vai contemplar esse período, além dos 120 já previstos.”

O senador completa dizendo que esse intervalo pode ser estendido ainda mais, se a perícia médica realizada pelo pediatra da criança verificar que ela precisa de mais tempo com a mãe. Como o projeto foi aprovado por unanimidade e tem um forte apelo social, segundo o senador, é possível que ocorra o mesmo, em breve, na Câmara dos Deputados.

Os benefícios dos cuidados e do contato entre a mãe e o bebê prematuro são inúmeros. O primeiro deles é poder amamentar essa criança pelo maior tempo possível. “É o leite materno que vai aumentar as defesas do sistema imunológico e prevenir doenças, além de fortalecer o desenvolvimento neurológico”, diz a pediatra Clery Bernadi Gallacci, do Hospital Santa Joana, em São Paulo.

Além disso, quando são cuidados por suas mães, os bebês apresentam uma melhora significativa no desenvolvimento cognitivo. Começam a sorrir e interagir e, não raro, têm alta mais rápido. “Apesar de todo o carinho dos profissionais, ser cuidado pela mãe é totalmente diferente. Nós temos outros bebês para olhar, enquanto a mãe está toda voltada para seu filho”, diz a neonatologista Célia Di Giovanni, da Maternidade Pro Matre, em São Paulo.
A leitora Ana Maria Melo, do Distrito Federal, que já foi "mãe de UTI" duas vezes, lembra que retornar para casa com um prematuro também é complicado."Quanto mais tempo para os dois se recuperarem física e psicologicamente, melhor", diz. Sem contar que, não raro, dos quatro meses da licença-maternidade, o bebê passa dois ou três no hospital. "Fico na torcida para que 'saia do papel'", conclui. Nós também!
Fonte: Revista Crescer

Quem precisa de aconselhamento genético?

Descubra se você e seu marido deveriam passar por uma consulta com um geneticista – e saiba em que casos é importante procurar esse especialista antes de engravidar


Thais Lazzeri • Foto: Tetra Images/Getty Images

Tetra Images/Getty Images
O QUE É ACONSELHAMENTO GENÉTICO?
É uma conversa, um aconselhamento mesmo, onde o geneticista avalia as chances de o paciente (ou seus filhos) ter uma doença genética. Na primeira consulta, você não vai fazer nenhum exame. O médico quer conhecer a sua história e a da sua família para fazer a árvore genealógica de vocês. O objetivo é descobrir se há possíveis riscos e verificar se é necessário algum exame para fechar um diagnóstico.

O QUE SÃO DOENÇAS GENÉTICAS?
São problemas que estão na “programação” do nosso DNA. Podem estar nos cromossomos (como a síndrome de Down, na qual a pessoa tem um cromossomo a mais no par 21), nos genes (como a acondroplasia, o tipo mais comum de nanismo) ou ser definidos por vários fatores, como genéticos e ambientais (o uso de álcool ou drogas etc.). Vale lembrar que nem todas têm sua causa completamente desvendada. A boa notícia é que existem mais exames disponíveis para a investigação e o custo para realizá-los é menor.

QUEM PRECISA PASSAR POR UMA CONSULTA?
Se você tem um filho com alguma doença genética ou má-formação (ou se tiver casos na família), sofreu abortos repetitivos, está com mais de 35 anos ou tem alguma doença genética, o indicado é que converse com um geneticista. Qualquer casal possui cerca de 5% de chance de ter uma criança com um problema genético, mas, se os pais apresentarem alguma alteração, esse risco passa para 25%, no geral. Algumas doenças genéticas podem, ainda, ter afetado o seu pai ou a sua mãe, pular uma geração e seu filho apresentá-la, mas esses casos são mais raros. “Estudamos o problema específico do casal, mas não dá para fazer um rastreamento para 100% das doenças”, lembra Mayana Zatz, geneticista, uma das mais respeitadas na área no país, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo. Se os pais tiveram um bebê que nasceu e não sobreviveu sem uma causa aparente, é preciso investigar também. “Só com o material genético do bebê você pode dizer se isso irá se repetir”, diz Dafne Horovitz, geneticista há 20 anos, coordenadora clínica do Departamento de Genética do Instituto Fernandes Figueira/Fundação Oswaldo Cruz (RJ).
Fonte: Revista Crescer

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Tenho medo do meu bebê passar da hora...

È importante comentar que o bebê nao passa da hora, porque ele não vem com uma etiqueta de prazo de validade grudada nele. Uma gestação ''normal'' é quando a mulher completa 40 semanas, sendo que o bebê pode nascer até 15 dias antes ou 15 dias depois. Portanto é muito COMUM que os bebês decidam vir ao mundo após a 40ª semana de vida. Alguns estudos mostram que existem benefícios em induzir o parto com 41 semanas, porém uma gestação saudável pode seguir até 42 semanas, e em raros casos até mais. Inclusive na internet você encontra relatos de partos em inglês onde mulheres pariram seus filhos com 43 e 44 semanas de gestação. O que no Brasil é impossível!

Mas como saber se o bebê está bem? Com 40 semanas geralmente a gestante faz mais um ultrason, mais detalhado para ver o peso estimado do bebê, o fluxo da placenta, a quantidade de líquido amniótico, entre outros. Se tudo estiver normal ela pode seguir com a gestação, mas com um pré-natal adequado. Após as 41 semanas as consultas geralmente são a cada 2/3 dias e com 42 semanas geralmente é realizada a indução.

Lembrando que o pós-datismo ( bebês que passam de 40 semanas) não é indicação de cesárea, se for realmente necessário interromper uma gestação, a preferência deve ser pela indução. Se o colo do útero estiver fechado, grosso, posterior, provavelmente ( espero eu) que o seu médico vai começar com comprimidos chamados de ''misoprostol'' no colo do útero, para que ele afine e fique favorável. Após o amadurecimento do colo entra-se com a ocitocina
( se necessário.)

Portanto saibam que vocês tem outras opções além da cesárea, e que o bebê não é bomba relógio que precisa ser desativado do útero quando completa 40 semanas de gestação.

Conselho, perguntem para o médico de vocês qual a conduta dele para uma gestação após 40 semanas, se ele disser que espera no máximo esse prazo ( que geralmente é a sua DPP = Data provável do parto), procure outro médico.

E a todas, respeitem o tempo do bebê, quem for fazer cesárea POR FAVOR esperem pelo menos 39 ou 40 semanas, e melhor ainda, esperem pelo início do trabalho de parto.

Fonte: Cris de Melo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dia dos pais!

Está chegando o dia dos pais!! E hoje uma grande amiga minha perdeu seu pai... e então percebemos como a vida é frágil!
E nos veio à mente lembranças antigas de quanto éramos mais jovens,  de quando o pai dela nos levava para os bailinhos, dele na minha festa de casamento, ele aproveitou tanto que saiu com um óculos de grau que não era o dele e só percebeu no dia seguinte!
Viva cada momento ao lado de quem você ama intensamente! Defeitos? Todos temos! Mas o amor é maior que tudo!
Cuide bem dos seus amores!
Desejo à todos um feliz dia dos pais!


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Em busca de parceiros...

Hey você! Quer ser nosso parceiro?

Entre em contato com a gente!

paulaylsampa@hotmail.com

Blog Dermodex

Saimos em uma reportagem sobre o trabalho da Doula. Muito legal!!

Acesse :http://www.dermodex.com.br/blog/?p=777

Você sabe o que é o Parto Ativo?

O conceito de Parto Ativo foi desenvolvido pela educadora perinatal Janet Balaskas, na Inglaterra. Parto Ativo significa que a mulher é quem faz o seu bebê nascer. Não é o médico quem faz o parto. Não é a parteira quem faz o parto. É a mulher, seu corpo, sua mente e sua alma. Claro que não existe Parto Ativo sem uma equipe que aceite neutralizar sua participação em favor do protagonismo da gestante.

Portanto para um parto verdadeiramente ativo é necessário uma mulher ativa, um acompanhante ativo (o pai do bebê ou outro por ela escolhido) e alguém que fique ao lado apenas verificando se tudo está bem, sem intervir no processo natural do nascimento.

O corpo da mulher já vem preparado para o parto, e até mesmo mulheres em coma conseguem ter partos normais. Sedentárias, ginastas, ativas, magras, gordas, altas ou magras, todas as mulheres têm a capacidade inata de permitir que o bebê viva, se desenvolva e nasça através de seu corpo.

No entanto o parto é um processo dinâmico, no qual o bebê faz uma série de movimentos através da pelve, até que possa sair para a luz. Ele desce, insinua seu crânio pela bacia pélvica, dobra o pescoço, gira, colabora. Enquanto isso a mãe se move, anda, muda de posição, pende apoiada pelo companheiro, acocora, deita. Como quando tentamos tirar um anel justo do dedo, só o movimento é que permite que um deslize ao redor do outro.

Se permitimos que a mulher adote todas as posições que lhe parecem confortáveis, se possibilitamos a liberdade de movimento e ações, se o ambiente do parto for propício para essa liberdade, mãe e bebê encontrarão a fórmula para a travessia que eles têm que fazer.

Por isso é fundamental que no ambiente do parto sejam oferecidos os elementos fundamentais para um parto ativo:

- Privacidade: se a mulher não tiver privacidade, ela fica tolhida em sua liberdade e deixa de se movimentar de acordo com sua vontade.

- Opções à cama: deitar é em geral a última coisa que uma mulher quer fazer em trabalho de parto, de forma que ela precisa ter opções como a bola suíça, cavalinho, banqueta de parto, almofadas, cadeira, poltrona, etc...

- Equipe Humanizada: é importante que as mulheres sejam acompanhadas por pessoas que estejam acostumadas ao conceito de parto ativo, como as doulas, enfermeiras obstetras e médicos obstetras motivados e seguros em relação ao parto natural.

- Recursos não farmacológicos para a dor do parto: sendo o parto um processo lento e muitas vezes doloroso (especialmente no pico das contrações), é fundamental que a mulher possa ter à mão os recursos para lidar com essa dor, como chuveiro, banheira, bolsa de água quente, chás e o que mais for possível dentro do contexto.

- Prioridade para o parto natural: para que a mulher se sinta no controle da situação, ela precisa vivenciar o processo da forma como a natureza propôs, ou seja, sem o artifício do jejum, da ruptura artificial da bolsa das águas, do uso de soro com hormônio (ocitocina), forças dirigidas, etc...

Dentro dessa filosofia de atenção ao parto, os procedimentos médicos são destinados apenas às situações especiais, que não deveriam superar uma pequena porcentagem do total de mulheres saudáveis.

O parto sempre será um processo normal e natural, para o qual as mulheres continuam estando preparadas, independente de não lavarem mais roupas à beira do rio acocoradas. Basta que deixemos as grávidas em paz e que lhes ofereçamos o mínimo necessário para o conforto, e elas saberão o que fazer.

Se você está grávida e deseja ter um Parto Ativo, leia, pesquise, pergunte, questione seu médico, questione a maternidade onde vai ter seu bebê, faça um plano de parto, procure um grupo de apoio, faça seu acompanhante entender a importância desse processo para você e seu bebê.

Não entregue o seu corpo, seu bebê e seu parto nas mãos de outros. Eles lhe pertencem.

Ana Cristina Duarte







Doula e Educadora Perinatal


Parto do Princípio – Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa


www.partodoprincipio.com.br

Exercícios na hora do parto reduzem chances de cesárea e aumentam a tolerância a dor.

Praticar exercícios fisioterápicos durante o parto aumenta a tolerância à dor, reduz o uso de fármacos e diminui o tempo até o nascimento do bebê, conclui um estudo feito no Hospital Universitário da USP. Entre as grávidas que fizeram as atividades, o índice de cesarianas ficou em 11%. A média, na instituição, é de 20%.


Praticar exercícios fisioterápicos durante o parto aumenta a tolerância à dor, reduz o uso de fármacos e diminui o tempo até o nascimento do bebê, conclui um estudo feito no Hospital Universitário da USP. Entre as grávidas que fizeram as atividades, o índice de cesarianas ficou em 11%. A média, na instituição, é de 20%.

No SUS, a taxa de cesáreas é de 28% e na rede privada e suplementar chega a 90%. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o índice seja de, no máximo, 15%.

Na pesquisa, foram avaliadas 132 gestantes do primeiro filho, com gravidez a termo: 70 foram acompanhadas por fisioterapeuta e fizeram os exercícios preconizados no trabalho de parto e outras 62 tiveram acompanhamento obstétrico normal, sem os exercícios. As gestantes do estudo foram orientadas a ficar em várias posições, fazer movimentos articulares e pélvicos, relaxamento do períneo e coordenação do diafragma.

A fisioterapeuta Eliane Bio, autora do estudo, diz que, além da redução do número de cesáreas, os exercícios diminuíram a dor e a duração do trabalho de parto -de 11 para 5 horas. “Nenhuma parturiente do nosso grupo precisou de analgésico.” No grupo controle, 62% usaram drogas de analgesia.

No Brasil, exercícios no trabalho de parto estão restritos aos poucos centros médicos que incentivam o parto normal, mas, em países como a Inglaterra e a Alemanha, vigoram há mais de 40 anos. Na França, toda grávida é orientada a fazer ao menos 12 consultas com o fisioterapeuta no pré-natal.

Segundo Bio, os exercícios remetem à livre movimentação que, no passado, a mulher tinha em casa durante o parto. “Temos que estimular as habilidades do corpo da mulher para o parto, prevenindo traumas no períneo, levando a uma vivência menos dolorosa, resgatando a poesia do nascimento.”

Segundo ela, os procedimentos fisioterápicos preconizam a participação da mulher em todo o processo de parto, com a livre escolha de posições durante as contrações.

O obstetra Artur Dzik, diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, diz que o estudo é benfeito (prospectivo, randomizado e com um número significativo de voluntárias). “Tudo o que estimula responsavelmente o parto normal é bem-vindo num país com altíssima incidência de cesárea.”

Para ele, o ponto principal do trabalho foi ter mostrado que o acompanhamento fisioterápico retarda a necessidade de analgesia, diminuindo o tempo do trabalho de parto.

Na opinião de Renato Kalil, ginecologista e obstetra da Maternidade São Luiz, o mérito do trabalho de Bio é ter “colocado no papel” a eficácia dos exercícios. “Minhas pacientes fazem isso há 22 anos, mas ainda são exceções. Na maioria dos hospitais, a grávida fica deitada esperando a hora da cesárea.”

Ele pondera que o trabalho não consegue demonstrar de que forma ocorre o relaxamento provocado pelos exercícios. “Um médico adepto da cesárea diria que seria preciso medir os impulsos elétricos do músculo para comprovar o relaxamento. Mas, na prática, sabemos que a movimentação funciona.”



Fonte: Eliane Bio, Fisioterapeuta.

http://doulanatural.blogspot.com/2011/08/exercicios-na-hora-do-parto-reduzem.html

























 

Nosso Blog completa 2 aninhos!!!


Nesses 2 anos de existência  passamos por muitas experiências e aprendemos muito.
Fico muito feliz em saber que mesmo à distância estamos conseguindo fazer nosso papel: que é de informar, auxiliar,dar dicas, descontrair para que essas 40 semanas de gestação sejam vividas mais suavemente.
Muito obrigado à todas que nos acompanham!

Paula Yuri Sampa
Fisioterapeuta e Doula