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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Os antidepressivos são seguros na gravidez?

Você estava toda feliz com a descoberta da gravidez, mas, de repente, se sente triste e esse sentimento começa, inclusive, a atrapalhar o seu dia a dia. Então seu médico acha prudente que você tome um antidepressivo. Antes de se sentir culpada e ficar com medo de prejudicar o bebê, saiba que não é a única e que os riscos não são como você imagina.

A doença atinge de 10% a 20% das mulheres grávidas, e algumas precisam mesmo tomar medicação como forma de tratamento. Um estudo publicado na edição de julho da revista científica Obstetrics & Gynecology revelou que a fluoxetina e paroxetina estão associadas com baixo risco de problemas no bebê.

Os dados para o estudo foram obtidos a partir de um projeto finlandês chamado Drugs and Pregnancy (Drogas e Gravidez, em livre tradução) com 635.583 mães e seus filhos, entre 1996 e 2006. Dessas, entre 3 e 6% das mulheres usavam algum tipo de antidepressivo durante a gestação. O resultado da análise mostrou que a fluoxetina e paroxetina, apesar de trazerem riscos, são considerados baixos. Para o primeiro medicamento, por exemplo, a incidência de problemas pode ficar entre 105 em 10.000 bebês nascidos. Para o segundo, 31 em 10.000 bebês.

Segundo Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), apesar de o risco relativo de o bebê ter problemas aumentar com o remédio, é muito pior a gestante deprimida não se tratar. Mas antes de tomar qualquer medicamento, converse com o seu obstetra. “Há antidepressivos mais seguros que outros. O recado é também para as mulheres que já fazem uso de antidepressivos e estão querendo engravidar”, diz.

Vale reforçar que as mulheres que já sofrem de depressão na gravidez têm mais chance de ter os sintomas no pós-parto. Por isso, o quadro nunca deve ser ignorado. 'O cansaço de cuidar do bebê, a insegurança, a mudança da dinâmica familiar, tudo contribui para que os sintomas piorem no puerpério', diz a ginecologista Sue Yazak Sun.

O uso de remédios para tratar o problema, no entanto, não é necessário em todos os quadros de depressão. Nos casos mais leves, a psicoterapia ajuda bastante. Nessas situações, o melhor são tratamentos alternativos, como relaxamento e produtos fitoterápicos, desde que com acompanhamento médico.

Fonte: Revista Crescer

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