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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mariah Carey bebeu cerveja escura para aumentar a produção do leite

A notícia de que a recente mãe de gêmeos Mariah Carey estava tomando cerveja no hospital para estimular a produção de leite agitou os tabloides no exterior na última semana. Inclusive, uma assistente social havia sido chamada ao local depois de uma denúncia de que havia pacientes ingerindo bebidas. Em entrevista ao programa da CNN Showbiz Tonight, na última quinta (12), o marido da cantora, Nick Cannon, acredita que a confusão toda aconteceu depois que alguém ouviu a sugestão de uma enfermeira à esposa para que ela tomasse cerveja escura. Como ela tomou uma pequena quantidade, o fato, segundo Cannon, foi usado contra eles. Mas, afinal, esse conselho que Mariah recebeu faz algum sentido?

Tomar cerveja escura é apenas um dos mitos populares que escutamos por aí de como seria possível aumentar a produção de leite. E vale reforçar que bebidas alcóolicas durante o aleitamento – assim como na gravidez – oferecem risco ao bebê. “Tudo o que a mãe come ou bebe pode passar pelo leite e chegar até o filho, em maior ou menor quantidade”, diz Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês (SP). Mães que ingerem muito álcool enquanto amamentam prejudicam o desenvolvimento da criança, desde a estatura até atraso do desenvolvimento neuropsicomotor.

Na lista de sugestões milagrosas entram a canjica e canja de galinha. “O que acontece é que a produção de leite demanda uma energia grande e esses alimentos são muito calóricos, com um tipo de carboidrato de absorção rápida pelo corpo. Isso aumentaria a energia corporal e também poderia ajudar na produção do leite. Mas nada disso é preciso”, afirma Alexandre. O que faz diferença é manter uma alimentação balanceada e ingerir caloria de maneira equilibrada ao longo do dia e não em picos como nos casos acima. E, principalmente, beber muito líquido.

Vale reforçar que o principal estímulo para a produção de leite materno é a sucção que o bebê faz no mamilo da mãe - processo que estimula a produção da prolactina e, assim, o leite. O bem-estar da mulher também é item fundamental. Segundo o especialista, uma das principais causas de não produção do leite é o estresse. Por isso, lembre-se de que o leite não vai aparecer assim que o bebê nascer.

Durante os primeiros dias, quando o que sai do seio é o colostro (riquíssimo em anticorpos, que serve como uma vacina para proteger o seu filho), o bebê vai consumir a reserva de gordura que acumulou dentro do útero, porque esse alimento inicial não nutre. Por isso, é normal ele perder peso nesse começo e recuperar aquele que nasceu por volta do 10o dia. Não tem nada de leite fraco aí! Fique tranquila. Só por volta do terceiro ou quinto dia é que você vai notar a mama mais pesada, dura, que pode até dar uma sensação de calafrio. É o momento em que a produção de leite começa – e a partir de quando o bebê começa a ganhar uns quilinhos também. Confira aqui mais dicas de como garantir que a amamentação dê certo e como enfrentar os contratempos que podem surgir nos primeiros dias. E aproveite esse momento especial e de cumplicidade – só seu e do bebê!


Fonte: Revista Crescer

Os antidepressivos são seguros na gravidez?

Você estava toda feliz com a descoberta da gravidez, mas, de repente, se sente triste e esse sentimento começa, inclusive, a atrapalhar o seu dia a dia. Então seu médico acha prudente que você tome um antidepressivo. Antes de se sentir culpada e ficar com medo de prejudicar o bebê, saiba que não é a única e que os riscos não são como você imagina.

A doença atinge de 10% a 20% das mulheres grávidas, e algumas precisam mesmo tomar medicação como forma de tratamento. Um estudo publicado na edição de julho da revista científica Obstetrics & Gynecology revelou que a fluoxetina e paroxetina estão associadas com baixo risco de problemas no bebê.

Os dados para o estudo foram obtidos a partir de um projeto finlandês chamado Drugs and Pregnancy (Drogas e Gravidez, em livre tradução) com 635.583 mães e seus filhos, entre 1996 e 2006. Dessas, entre 3 e 6% das mulheres usavam algum tipo de antidepressivo durante a gestação. O resultado da análise mostrou que a fluoxetina e paroxetina, apesar de trazerem riscos, são considerados baixos. Para o primeiro medicamento, por exemplo, a incidência de problemas pode ficar entre 105 em 10.000 bebês nascidos. Para o segundo, 31 em 10.000 bebês.

Segundo Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), apesar de o risco relativo de o bebê ter problemas aumentar com o remédio, é muito pior a gestante deprimida não se tratar. Mas antes de tomar qualquer medicamento, converse com o seu obstetra. “Há antidepressivos mais seguros que outros. O recado é também para as mulheres que já fazem uso de antidepressivos e estão querendo engravidar”, diz.

Vale reforçar que as mulheres que já sofrem de depressão na gravidez têm mais chance de ter os sintomas no pós-parto. Por isso, o quadro nunca deve ser ignorado. 'O cansaço de cuidar do bebê, a insegurança, a mudança da dinâmica familiar, tudo contribui para que os sintomas piorem no puerpério', diz a ginecologista Sue Yazak Sun.

O uso de remédios para tratar o problema, no entanto, não é necessário em todos os quadros de depressão. Nos casos mais leves, a psicoterapia ajuda bastante. Nessas situações, o melhor são tratamentos alternativos, como relaxamento e produtos fitoterápicos, desde que com acompanhamento médico.

Fonte: Revista Crescer