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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Mãe que amamenta pode tomar remédio?

Neste ano, o Ministério da Saúde lançou a segunda edição do manual de “Amamentação e o uso de drogas”. O objetivo é auxiliar, principalmente, os médicos na hora de receitar remédios para mulheres que estão amamentando. Por sua vez, as mães que ingeriram um analgésico, por exemplo, podem falar com o obstetra e pedir para que ele consulte o manual, uma vez que a linguagem utilizada é cheia de jargões próprios da área, e veja quais são as possíveis reações no bebê. O compilado está disponível para consulta no site da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano.

Enquanto há médicos que indicam a espera de um tempo entre a ingestão de um remédio e a amamentação para a "desintoxicação" do leite, outros, como a pediatra do hospital Santa Joana, Dra. Clery Gallacci, não vêem problemas no consumo de analgésicos e antiinflamatórios. O alerta fica por conta de quimioterápicos, usados no tratamento contra câncer, e alguns antidepressivos. “A medida é sempre o bom senso. Tanto para café, que pode excitar demais o bebê, quanto para remédios que combatem a dor de cabeça, o ideal é não cometer excesso”, alega a pediatra.

Saber o que, exatamente, o leite materno passa para o bebê ainda é um assunto que gera controvérsias. Segundo Regina Guedes, responsável pelo banco de leite do hospital São Luiz, não há pesquisas que indiquem que tudo aquilo que a mãe ingere vai, de fato, para a criança. “O que temos de concreto é que cigarro e álcool, principalmente em grandes quantidades, podem passar para o leite. O resto, ainda não se sabe com certeza”.

Entretanto, Regina explica que a mãe precisa, sim, tomar cuidados com a alimentação. Para ela, o mais adequado é manter a mesma dieta equilibrada da gravidez, principalmente porque o organismo da mulher precisa trabalhar mais para produzir o leite - o que explica porque muitas emagrecem durante esse período. A hidratação também é importante. “O neném, por meio da sucção, estimula a produção do hormônio ocitocina, responsável, entre outras coisas, por aumentar a sede da mãe. Recomendo que elas sempre tenham por perto uma garrafinha de água ou suco”, comenta.

Saber a quantidade certa ou se a mulher pode ou não ingerir determinado medicamento quando necessário são decisões muito específicas e que variam de mãe para mãe. Não há uma fórmula pronta para todas. Por isso especialistas insistem que o melhor mesmo é sempre consultar o seu médico, afinal ele tem conhecimento do seu caso e pode auxiliar de maneira correta.

Fonte: Revista Crescer

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