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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Uma em quatro mulheres relata maus-tratos durante o parto

Chorando em um hospital, agulhada pelas dores das contrações do parto, mulheres brasileiras ainda têm de ouvir maus-tratos verbais como: "Na hora de fazer não chorou, não chamou a mamãe. Por que tá chorando agora?".
A informação é da reportagem de Laura Capriglione publicada na edição desta quinta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
De acordo com o texto, uma em cada quatro mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados relatou algum tipo de agressão no parto, perpretada por profissionais de saúde que deveriam acolhê-la e zelar por seu bem-estar. São agressões que vão da recusa em oferecer algum alívio para a dor e xingamentos até gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório.
Os dados integram o estudo "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado", realizado em agosto de 2010 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc e divulgado agora. A Folha obteve com exclusividade o capítulo "Violência no Parto", que pela primeira vez quantificou à escala nacional, a partir de entrevistas em 25 unidades da Federação e em 176 municípios, a incidência dos maus-tratos contra parturientes.


Mulheres: Escolham bem o obstetra que acompanhará seu pré-natal, busque informações sobre esse profissional, pergunte a outras mulheres, pesquise na INTERNET, até mesmo no ORKUT temos várias comunidades onde mães trocam figurinhas e experiências.
Maridos: Não deixem que elas passem por maus tratos físicos nem psicológicos, vocês podem e devem se impor, são duas vidas nas mãos de um médico(a), e esse atendimento pode criar traumas.
Dica: Sempre, sempre tenham doulas. Se o médico disser que não é a favor da doula, que doula atrapalha etc acredite, ele não é um médico a favor do seu parto. E ele não quer uma doula presente pois ele sabe que ela tem conhecimento suficiente para entender todas as decisões que ele fizer, que ela será sincera com a paciente quanto a necessidade e riscos.





Um comentário:

Roberta Marques disse...

Sabe Ana, ficou revoltada com "médicos" que tratam seus pacientes desta forma. E o juramento lindo que eles fazem? Será que eles pensam estar cuidando daqueles "cadáveres" que eles utilizavam na faculdade? Será que eles esquecem que são seres humanos e que cada um tem um tipo de reação?
O que me deixa mais triste é saber que nesse caso, esses "medicos" estão lá para trazer a vida um ser humano, para realizar sonhos, sonhos estes que muitas vezes serão únicos e por causa de sua ignorancia e falta de compaixão pelo próximo muitas vezes é interrompido e porderá trazer graves consequências psicologicas e fisicas para toda uma família!

Porque pessoas assim resolvem fazer medicina? Porque se especializam em obstetrícia? Porque não se tornam médicos legistas??? Assim é mais fácil e seus pacientes tão frio quando o coração desses "médicos".

Parabens mais uma vez pelo post que além de tudo é de "utilizade pública"

Um abraço,
http://www.estamosjuntoseoqueimporta.blogspot.com/