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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Uma em quatro mulheres relata maus-tratos durante o parto

Chorando em um hospital, agulhada pelas dores das contrações do parto, mulheres brasileiras ainda têm de ouvir maus-tratos verbais como: "Na hora de fazer não chorou, não chamou a mamãe. Por que tá chorando agora?".
A informação é da reportagem de Laura Capriglione publicada na edição desta quinta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
De acordo com o texto, uma em cada quatro mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados relatou algum tipo de agressão no parto, perpretada por profissionais de saúde que deveriam acolhê-la e zelar por seu bem-estar. São agressões que vão da recusa em oferecer algum alívio para a dor e xingamentos até gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório.
Os dados integram o estudo "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado", realizado em agosto de 2010 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc e divulgado agora. A Folha obteve com exclusividade o capítulo "Violência no Parto", que pela primeira vez quantificou à escala nacional, a partir de entrevistas em 25 unidades da Federação e em 176 municípios, a incidência dos maus-tratos contra parturientes.


Mulheres: Escolham bem o obstetra que acompanhará seu pré-natal, busque informações sobre esse profissional, pergunte a outras mulheres, pesquise na INTERNET, até mesmo no ORKUT temos várias comunidades onde mães trocam figurinhas e experiências.
Maridos: Não deixem que elas passem por maus tratos físicos nem psicológicos, vocês podem e devem se impor, são duas vidas nas mãos de um médico(a), e esse atendimento pode criar traumas.
Dica: Sempre, sempre tenham doulas. Se o médico disser que não é a favor da doula, que doula atrapalha etc acredite, ele não é um médico a favor do seu parto. E ele não quer uma doula presente pois ele sabe que ela tem conhecimento suficiente para entender todas as decisões que ele fizer, que ela será sincera com a paciente quanto a necessidade e riscos.





domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Patinho Feio o Pato Obstetra...

A Mamãe Pata vê eclodir nove dos seus dez ovos. O décimo demora a se quebrar. Aflita, Mamãe Pata chama o Pato Obstetra. Com toda sua sabedoria, o Pato Obstetra vem avaliar o ovo. Ele não se preocupa em conversar com a Mamãe Pata para obter informações.

Talvez, se ele tivesse feito algumas perguntas, teria desconfiado de que aquele ovo não era dela e que, não sendo um ovo de pata, demoraria mais para eclodir. Não, o Pato Obstetra é um pato muito ocupado. Ele mede o ovo, escuta o foco e constata que o ovo não está dando nenhum sinal de que irá se quebrar.

Ele terá de marcar uma cesárea.

- Mas, Dr. Pato, não seria melhor aguardar mais um pouco?- indaga

Mamãe Pata, muito triste.

- É muito arriscado, minha senhora- afirma o Pato Obstetra.

Ele ia dizer que o patinho poderia se enrolar no cordão, mas lembrou a tempo que ovo não tem placenta.

- O patinho pode passar da hora de nascer ou fazer cocô dentro do ovo. Isso teria conseqüências terríveis

- Eu poderia ajudar bicando o ovo por fora- tenta Mamãe Pata. - Eu sempre fiz isso.

- Nem pense nisso, minha senhora. A senhora já provou a sua incompetência ao botar um ovo que não se eclode espontaneamente. Não faça mais nenhuma besteira!

E marca a cesárea para o dia seguinte, às 12 horas. E deixa a Mamãe Pata tão triste que ela até se esquece de chocar o ovo, convencida que está de sua ineficiência. O ovo teria eclodido naquela noite, mas sem o calor maternal de Mamãe Pata, isso não ocorre. No dia seguinte, o Pato Obstetra realiza a cesárea. Imagino a cara do infeliz ao dar de bico com aquela criatura pescoçuda e desengonçada!

Uma outra hipótese: a cesárea está marcada às 12 horas do dia seguinte. Mamãe Pata, muito amuada deita-se sobre seu ovo, por puro instinto. Então, ela escuta um "toc toc" muito baixinho - é o ovo que começa a eclodir! Mamãe Pata já conhece aquilo muito bem, afinal é mãe de nove patinhos. Mas o Pato Obstetra a deixou tão convencida de que aquele ovo não iria abrir espontaneamente que ela se apavora. Sai desesperada em busca do Pato Obstetra.

O Pato Obstetra vem, sonolento, lamentando não ter feito a cesárea no dia anterior.

Ele examina o ovo e tira uma triste conclusão (para ele): o ovo está começando a eclosão agora e provavelmente vai levar a noite inteira até que o processo se complete.

Então ele tem uma idéia brilhante, tão brilhante que ele se admira de nunca ter pensado nisso antes: - Mamãe Pata, precisamos fazer a cesárea urgente. O patinho está com o cordão enrolado no pescoço!

- Que cordão? -estranha Mamãe Pata.

- Isso não importa agora- desconversa o Pato Obstetra.

-É caso de vida ou morte! E põe-se a bicar freneticamente o ovo até livrar o patinho de sua casca. E dá de bico com aquela criatura pescoçuda e desengonçada!

Somado à estranheza habitual que seu aspecto causa no galinheiro, o Patinho Feio ainda tem de lidar com a prematuridade a que foi submetido. Frágil, vira alvo ainda mais fácil das aves do galinheiro.

Mamãe Pata, agora inteiramente convencida de que seu corpo é incapaz de gerar um ovo perfeito, dependerá eternamente do Pato Obstetra para abrir todos os ovos de suas próximas ninhadas. Seu sentimento de culpa por não ter pedido a cesárea antes a impede, ainda, de expulsar o Patinho Feio do galinheiro.

Por isso, ele jamais encontrará com sua verdadeira mãe e nunca saberá que é um cisne.

E o Pato Obstetra vive feliz para sempre. Muito famoso e respeitado, afinal todas as patas da região dependem completamente dele para abrir os seus ovos.

Todas temem que seus patinhos demorem a nascer ou que o cordão enrole no pescoço (que cordão? bem, não importa). Ouvem-se histórias terríveis de patinhos que nasceram com o pescoço de 2 metros de comprimento porque suas mães esperaram a eclosão espontânea dos ovos.


Dra. Cristiane Rodrigues, Ginecologista e Obstetra, São Caetano do Sul, SP

O segredo da dilatação

O segredo da dilatação é a contração uterina.
Quando o útero contrai, o colo dilata. Aos poucos.

As contrações são o motor que produz a dilatação...



A pressão da cabeça do bebê sobre o colo ajuda a dilatar, mas nada ocorrerá sem as contrações.

É um processo bem lento. Pode levar muito mais que 12 horas, depende de cada mãe e de cada bebê.

A principal dica para que não ocorra a falta de dilatação é - não internar precocemente.

A dilatação não acontece toda no mesmo tempo. Os primeiros centímetros são mais demorados, depois vai mais rápido. Embora algumas mulheres vivenciem as contrações dos primeiros centímetros como dolorosas, geralmente elas são bem toleráveis...

Fique em casa, tome um banho, caminhe, namore.

Quando a gestante chega no hospital, o taxímetro (geralmente) começa a rodar e o stress vai dominando.... Esses primeiros centímetros são bem seguros em uma gestação de baixo risco. É muito raro que algo ocorra com o bebê, não é necessária uma observação dos batimentos do bebê tão rigorosa.




Fique atenta. Se o bb está se movimentando, ele está bem!

Quanto mais avançada a dilatação, maior será a chance do bb nascer "no tempo esperado" e você conseguir o parto normal.


Dra. Roxana Knobel - Ginecologista e Obstetra
Profª de Medicina na UFSC!
















 






quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A influência da lua na gestação

Mesmo sem nenhuma comprovação científica, obstetras, pais e mães verificam e vivenciam a possível influência da Lua no trabalho de parto. Os apaixonados vêem na luz da Lua um estímulo a mais para a paixão, para o namoro, para o sexo. E nem imaginam que, nove meses depois, esse mesmo luar poderá apresentar mais uma de suas influências: a determinação para o nascimento do bebê.

Mesmo sem haver comprovação científica que afirme a influência das fases lunares com partos, alguns médicos chegam a arriscar um palpite para o nascimento nos dias de mudança de fase e, principalmente, durante a passagem da Lua Cheia. Na tentativa de uma explicação para o fenômeno, a médica diz que, por tradição, os ciclos menstruais da mulher são contados pelo sistema do mês lunar, com apenas 28 dias.

A gestação também obedece ao mesmo ciclo. Em média, são contados nove ciclos da Lua – e não nove meses completos -, desde a fecundação até o momento previsto do parto. Mesmo ainda sem comprovações sobre a influência da Lua sobre o nascimento de bebês, é certo que o satélite é capaz de proporcionar mudanças em elementos da Terra. Os mais visíveis dizem respeito aos elementos fluídos, como a água das marés e os ventos atmosféricos. Para esses casos, a ciência explica. De acordo com o astro-geofísico Leonardo Ferreira, professor do curso de Física da Universidade de Brasília, a pressão gravitacional aumenta quando o satélite está mais próximo da Terra.

Os efeitos, segundo ele, também são comuns nas datas de transição entre fases. ”Tudo que é fluído, como os ventos e as águas, sofrem alterações nessas datas. É uma força capaz de deslocar grandes quantidades de matéria, dependendo da intensidade que vier”, explicou. Essa influência sobre as águas é interpretada pelos esotéricos como um domínio exercido também sobre as emoções humanas. A Lua sempre foi vista como um elemento fascinante. Ela representa os movimentos cíclicos, o mistério, o inconsciente.

Para o astrólogo Carlos Maltz, a energia lunar regula a vida emocional dos seres humanos. Na astrologia, a Lua rege o signo de câncer, ligado às relações familiares e à figura da mãe. Suas influências, segundo Maltz, podem ser percebidas tanto na vida dos homens como na das mulheres. Para o astrólogo, o segredo da relação entre o satélite e a hora do parto pode estar no líquido amniótico. ”O ventre materno torna-se uma bolsa de água, como o nosso planeta.

É natural que a Lua controle esse fluxo também”.

O que eu sei é que quando as minhas pacientes me perguntam sobre a lua, eu aviso que não é comprovado, porém que não custa nada acreditar e esperar!


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Filha de Ana Maria Braga opta por parto domiciliar

Dia 3 de fevereiro foi um dia especial. O dia do nascimento de Joana, filha de Mariana e Paschoal, neta de Ana Maria.
O nascimento de Joana foi motivo de matérias nos mais diversos veículos de comunicação e gerou muita curiosidade, afinal, Mariana decidiu ter o parto em casa.

Mas como é um parto domiciliar e no que ele difere dos outros? Quem estava lá no momento do nascimento de Joana?

Com exclusividade, Mariana contou tudo isso para o site, inclusive sobre a escolha do nome, os cuidados que envolvem o recém-nascido e a preparação para um momento tão importante como o parto.


Site Ana Maria Braga - Como você escolheu o nome ‘Joana'?
Mariana - Joana é um nome que sempre gostei muito, que sempre chamou a minha atenção, mas não tinha um nome que eu falava que daria para minha filha quando tivesse. Durante a gravidez tinha vários nomes em vista, mas coincidentemente comecei a ganhar várias coisas de Joaninha... Minha mãe me deu uma joaninha muito legal e minha avó me deu um timer de geladeira de joaninha, e pousavam várias joaninhas em mim durante a gravidez. Perguntamos um dia pro Davi, meu enteado, como ia chamar a irmãzinha dele e ele, sem saber de nada disso, disse que ia se chamar Joana, que ele tinha contado para um amiguinho da sala dele que a irmã dele se chamaria Joana.

Acho que cada criança tem o nome dela e temos que ter a intuição de perceber qual é este nome. E ela é Joana total. E eu olho pra ela e acho ela com cara de Joana...

Site Ana Maria Braga - Desde o início da gestação sabia que queria um parto domiciliar? Como se preparou para ele?
Mariana - Na realidade não foi desde o início da gestação, porque não tinha idéia dos tipos de parto. Sabia que queria um parto normal, mas não sabia como conseguir isso e não sabia o que era um parto natural, de fato. Através de minha amiga e doula Marcelly descobri o parto natural e comecei a entender e participar dos encontros de gestantes, listas de discussão.

Eu tinha um ginecologista desde adolescente que ia a consultas periódicas, e mesmo ele sendo meu médico resolvi conhecer um outro médico ativista do parto natural e minha identificação foi imediata. Foi assim que o rumo das coisas mudou e continuei as consultas de pré-natal com ele. Mesmo com o pré-natal com este outro médico, decidi que teria duas parteiras. Lia relatos de parto e sentia que queria aquilo pra mim: um parto domiciliar. Por conta da gestação, acabei adquirindo hábitos mais saudáveis. Sempre fui atlética, mas não tinha uma regularidade de exercícios definida. Foi quando comecei a me dedicar a ioga, com a própria doula, que já me preparava para o parto, com exercícios para o períneo, controle da respiração, e uma consciência corporal maior.

Site Ana Maria Braga - A affinidade entre você, as parteiras e a doula foi essencial para que tudo corresse bem?
Mariana - Foi, tanto que foi imediata a afinidade. Assim que fiz minha primeira consulta com as parteiras, sabia que o parto seria realizado com a ajuda delas.

Site Ana Maria Braga - Quais as vantagens que você apontaria no parto domiciliar?
Mariana - A principal delas é paz, eu acho... Poder passar por este ritual na sua morada, na sua cama, estar totalmente segura em relação ao ambiente, cercada das pessoas escolhidas por você. Eu acho que o ambiente hospitalar dificulta o trabalho de parto. O ambiente faz toda a diferença para o trabalho de parto evoluir e em hospitais a probabilidade de se acabar em uma cesárea desnecessária é altíssima, porque os profissionais não tem a vivência do parto normal, e não respeitam o tempo da mulher, querem acelerar o processo com uma série de intervenções desnecessárias que podem também culminar com uma cesárea. Além disso, pesquisei que a analgesia e os outros medicamentos que são administrados num hospital acabam indo para a corrente sanguínea do bebê, interferindo em suas primeiras horas de vida.

Site Ana Maria Braga - Na hora do nascimento, quem estava presente com você, em casa?
Mariana - Desde sempre, meu marido, meu enteado Davi e o irmão dele, a minha doula, Marcelly, e as parteiras Márcia Koiffman e Priscila Colacciopo.

Site Ana Maria Braga - Como é o trabalho das parteiras e da doula?
Mariana - Tanto da doula como das parteiras recebi muita massagem na lombar, indicações de posturas para quando viessem as contrações, além de um acompanhamento emocional e psicológico que era quase de mãe. Além disso, recebi, no final do trabalho de parto, acupuntura e moxabustão para aliviar e transcender as dores.

Site Ana Maria Braga - Como foi a emoção do primeiro contato com a Joana?
Mariana - Nossa, quando nasce é uma explosão de felicidade. Você percebe quanta vida a gente gera dentro da gente. Foi inexplicável e ainda é... É muito indescritível ser mãe.

Site Ana Maria Braga - Para "matar" a curiosidade de todos, como você descreveria a sua filha?
Mariana - Ela é uma anja, né? Às vezes eu olho no olho dela e eu percebo que é uma alma antiga que já sabe das coisas, me dá uma impressão que eu tenho tanto a aprender com ela, é muito mágico. Parece que nasce sabendo das coisas todas e aí que vai esquecendo quando cresce...

Site Ana Maria Braga - Como tem sido os cuidados com a Joana?
Mariana - Eu me descobri uma ótima mãe, sabe, porque tenho achado muito natural tudo. A amamentação é uma coisa fortíssima, que nos mostra o que é cuidar. É o melhor cuidado que a gente pode fazer e esse. Dar o peito pro nosso filho, alimentá-lo, sem restrição, usando a intuição, é uma coisa simples. E o parto natural ajudou muito nesse processo. Imediatamente após o parto eu já estava apta a dedicar todos os cuidados para a minha bebê. Carregar a neném, levantar, sentar... Acho que essa é uma vantagem que outros tipos de parto acabam não dando para a mulher.

Site Ana Maria Braga - Nos cuidados com ela, algo lhe surpreendeu ou foi diferente do que você imaginava que seria?
Mariana - Outra coisa que optei foi usar fraldas de pano. Eu tenho as achado surpreendentes. Ela traz outra dimensão do cuidado, da suavidade, do carinho que é cuidar da fralda do neném, e além da questão ecológica que não precisa nem falar. Em média uma criança de dois anos consumiu até ali 5.500 fraldas. Acho que as pessoas deveriam ter essa consciência dos danos que isso vai fazer para o planeta. Pretendo amamentá-la muito. É muito bom saber que até os seis meses de idade seu filho só precisa do seu peito e mais nada. Isso deve ser visto como uma dádiva, uma benção. A sensação de amamentar é indescritível.

Fonte:http://anamariabraga.globo.com/home/canais/canais-casa.php?id_not=3819


Acho lindo o ato de se parir em casa, mas não podemos esquecer em nenhum momento que imprevistos acontecem.
Antes de decidir pelo parto domiciliar pesquise se na sua região as Maternidades possuem estrutura em caso de você necessitar uma transferência para um hospital.
Percebo que em nossa região muitas vezes faltam vagas para internação e principalmente para UTI neo, dependendo do dia "não damos a sorte de encontrar".
Em 2005, publicaram  um interessante estudo analisando os desfechos de partos domiciliares assistidos por parteiras na América do Norte: "Outcomes of planned home births with certified professional midwives: large prospective study in North America"[http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/330/7505/1416?ehom].
O estudo incluiu 5418 mulheres. A taxa de transferência para hospital foi de 12%, com uma taxa de cesariana de 8, 3% em primíparas e 1,6% em multíparas.
Analisando este estudo percebe-se que mesmo com baixos índices, pode ocorrer a necessidade de um hospital.
Gostaria de deixar bem claro que sou a favor do parto domiciliar, desde que tenhamos como segundo plano hospitais bem estruturados para nos receber em caso de emergência.
Torço muito para que um dia tudo isso mude...



 


























Eu posso me alimentar durante o trabalho de parto?

Alguns médicos ainda são contra as parturientes se alimentarem durante o trabalho de parto, porém sabemos que essa preocupação é caso a parturiente precise de uma cesárea com anestesia geral. As chances disso acontecer são praticamente nulas.

Crença de que mulher deve ficar em jejum para dar à luz não resiste à revisão científica de vários estudos; comida deve ser leve.

Em nome do conforto, vale até comer enquanto o bebê não chega. Uma revisão recente de cinco estudos científicos concluiu não haver provas de que a alimentação durante o parto normal faz mal à mulher.

O trabalho avaliou dados de 3.130 mulheres e foi publicado pela Cochrane, rede internacional de revisão de pesquisas.

A crença de que a mulher deve ficar em jejum vem dos anos 1940, quando foi levantado o alerta de que, durante uma anestesia geral, haveria maior risco de vômito e de o alimento do estômago ser aspirado pelos pulmões, causando problemas à paciente.

Mas a anestesia aplicada na gestante só atinge o abdômen e os membros inferiores, tornando mínimo o risco de reaspiração dos alimentos.

"Muitos médicos têm receio de ser necessária uma anestesia geral, mas isso é raro e atípico", diz o ginecologista Alberto d'Auria, diretor do grupo Santa Joana.

Na verdade, a alimentação pode ajudar a mulher: como ela pode esperar até 16 horas para o bebê nascer, precisa de uma fonte de energia. "Se sente fome, é sinal de que há algum nível de hipoglicemia. É mais saudável oferecer comida do que dar glicose na veia", acrescenta.

A exceção ocorre no caso de uma cesariana agendada. A cirurgia requer oito horas de jejum para alimentos sólidos e seis horas para líquidos.

"Se o parto for normal, mas houver suspeita de que a mulher não vai ter dilatação, também é melhor evitar a alimentação", diz a ginecologista Márcia da Costa, coordenadora médica da maternidade do Hospital São Luiz -unidade Itaim.

Experiência

A fisioterapeuta Luciana Morando, 27, já sabia que poderia se alimentar durante as contrações, caso sentisse fome.

Foi internada às 11h, e seu filho, Guilherme Mendes Morando, nasceu depois das 20h, tempo suficiente para ela almoçar e lanchar. "Achei importante comer. Parto é trabalho mesmo. Tive mais energia para o momento da expulsão."

Os alimentos devem ser leves como grelhados, purê, arroz e vegetais, para não piorar um eventual mal-estar causado pela dor, segundo a ginecologista Márcia da Costa. "Se ela estiver indisposta, pode tomar sopa. Vai do desejo da paciente." Se ela estiver sem apetite, o médico pode manter os níveis de glicemia com soro.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2004201004.htm

Duda nasceu de um maravilhoso parto natural

Carol, o dia do nascimento da Duda foi marcado por vários acontecimentos, mas o momento inesquecível para mim, foi quando colocamos ela em seus braços, ela começou a chorar e você começou a cantar para ela e como num passe de mágica ela se calou...
Indescrítivel!

1- Por que você decidiu ter uma doula?
Porque queria um parto natural.
2- Você já conhecia esta profissão?
Não, só tomei conhecimento na gravidez.

3- A preparação para o parto te auxiliou?
Nossa e como!! Ela nos tranqüiliza para o momento que é repleto de emoções, me deixou mais calma e consciente do meu corpo e de como agir em cada momento para o meu bem estar e da minha filhota.

4- Como foi ter uma doula no parto?
Foi muito confortável saber que tinha alguém me dando suporte "técnico", como optamos por só estar no pré parto eu e meu marido mais a Doula, foi muito tranqüilo, em nenhum momento me senti com vergonha ou incomodada com a Paula(doula) junto de nós.

5- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudessem voltar atrás, fariam algo diferente?
FOI INCRÍVEL,não faria absolutamente nada diferente, tive um parto natural, sem anestesia ou corte, e durou apenas 4 horas depois que a bolsa rompeu.

Minhas contrações começaram no dia do meu aniversário as 14h, continuei minha rotina, fui até me depilar, elas estavam bem espaçadas e pouco doloridas, as 10h começaram a aumentar liguei para a médica que falou pra eu dormir e relaxar e ligasse quando a bolsa rompesse ou as contrações ficassem muuuuito fortes, as 4h da manhã me virei na cama sem conseguir dormir é claro, foi quando escutei um "POC" dentro de mim, a bolsa havia rompido, muita água pela cama toda e um marido com cara de alucinado correndo pela casa pra pegar as malas :) , fui para o hospital com calma e dor é claro, porque dói mesmo rsrsrs. Logo a Paula chegou com sua BOLA, que foi uma benção, pois ajuda muito pular e balançar nela, fiquei de pé, ou na bola todo o trabalho de parto, só sentia muita dor quando tinha que deitar pra examinar, me lembro que entrei no chuveiro para relaxar um pouco entre uma contração e outra, e quando estava na água começando a adorar a sensação, a luz do hospital acabou rsrsrsrs, a água ficou fria e o ar condicionado tb não funcionava, eu nem sei como não fiquei enlouquecida, eu simplesmente voltei pra bola e para os outros exercícios para ajudar no caminho que minha pequena estava percorrendo para nascer, tudo com a ajuda da Paula, e da paciência e estimulo do maridão ...Depois das 4 horas fui ANDANDO pra sala de parto, e ainda tive humor pra tirar sarro de uma enfermeira que duvidou que eu conseguiria, todos rimos muito; na hora do parto meu marido foi incrível, ajudou muito, um suporte emocional e tb de força me ajudando a empurrar a pequena (coisas que ele tinha aprendido nos cursos de parto), foram os minutos mais intensos,e emocionantes da minha vida, sentir ela saído de mim (devo dizer essa parte eu não senti dor pois a emoção, a alegria a adrenalina suprimiram qualquer tipo de sofrimento), ela nasceu as 7h em ponto, foi direto para o meu peito, e cantei pra ela, baixinho, a musica que cantava durante toda a gravidez, ela parou de chorar na hora. respirou fundo como quem já reconhecia em mim sua mãe e protetora, choramos, meu marido agarrou sua mãozinha minúscula e a plenitude e paz foi imensa, ah sempre que lembro fico tomada pela enorme alegria que foi, e pela beleza da natureza perfeita que somos.

Ah, nessa hora a Doula estava fazendo um trabalho duplo, além de me ajudar no parto estava tirando fotos incríveis. Depois que a pequena já tinha saído do meu colo pra pesar e examinar, eu tive uma vontade imensa de gritar e gritei: EU SOU FODA!!! me senti a mulher mais poderosa do mundo, e naquele momento eu fui.

Fico inconformado quando escuto alguém, que nem sequer esta grávida dizer: Quando for ter meu filho já escolhi, vou fazer cesárea, pra que sofrer.

Pelo amor de deus, o natural da vida é ser natural e não passar por uma cirurgia, a dor faz parte da natureza da Mãe, eu acredito que seja assim para mãe se fortalecer, se sentir uma leoa, pois cuidar, proteger e criar um filho é muito difícil, o parto é um momento de mãe com seu filho, é a luta dos dois pela vida, optarei sempre pelo parto natural e morro de vontade de passar por aqueles momentos de novo, quero ter outro filho e vou me preparar para poder ter outro parto assim.

6- No próximo filho, pretende ter outro parto normal? Ou outra cesárea?
Parto NATURAL SEM DÚVIDA NENHUMA.

7- O que você gostaria de dizer aos casais que estão à espera de seus bebês? Dicas, conselhos...
Se preparem, emocionalmente e fisicamente e angariem o máximo de informações que puderem sobre o assunto, isso tranqüiliza muito e na hora você se sente mais seguro e sabe o que esperar e assim a coisas ficam mais naturais. Mulherada acreditem em vocês seus corpos foram feitos pro parto, Homens olhem nos olhos e dem muita força, pois é muuuito difícil.Ah se puderem durmam enquanto ainda podem rsrsrsrs.

8- Como é a vida após a chegada do bebê?
TURBULENTA, de emoções. As 3 primeiras horas de muita ansiedade, os 3 primeiros dias de muitas visitas, os 3 primeiros meses de muito cansaço, os 3 primeiros anos de muitas descobertas as próximas 3 décadas de muito amor e pouco sono.


9- Como foi ou está sendo a amamentação?
Não tive problemas, meu seio rachou na primeira mamada, pois e a pequena e eu ainda não sabíamos como agir, ela como sugar eu como segura-la, foi a primeira coisa que aprendemos juntas, depois foi só alegria ela mamou muuuito bem até os seu 1 ano e 2 meses , largando sozinha o mama pois explorar o mundo ficou muito mais interessante. Não digo que seja fácil pois é muito cansativo, da sono, e etc. mas vale a pena foi a minha pequena parar de mamar ela ficou doente pela primeira vez, é muito carinho e proteção que se dá no ato de mamar.

10- Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto?
MUITO, indico pra todo mundo.

11- Seu marido/parceiro auxiliou no trabalho de parto?
Sim e muuuito.

12- Deixe um recado
Parto normal e amamentação são as primeiras coisas que nós mães podemos dar a nossos filhos pela saúde futura deles, pesquise e encontrará milhões de motivos para batalhar pelos dois.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Quando a cesárea é necessária?

Conheça os motivos alegados pelos médicos – e entenda porque nem todos eles significam que a cesárea seja, de fato, a única opção.



O Brasil é recordista mundial em número de cesarianas. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 15% dos partos sejam feitos desta forma, na rede médica particular brasileira este número chega a 84%, segundo dado da Agência Nacional de Saúde. As razões são muitas: desde remuneração insuficiente por parte dos convênios aos médicos que fazem parto natural até o medo das dores do parto. No entanto, o parto normal tem várias vantagens, como recuperação mais rápida e menos dolorida da mãe, menor risco de infecções e hemorragias e menor risco de dificuldade respiratória no bebê. O mais importante é que a escolha seja feita pela principal personagem desta história: a mãe.

“Como donos da informação, muitos obstetras não admitem questionamentos”, diz a ginecologista e obstetra Melania Amorim.

“É difícil argumentar quando não se tem essas informações. Afinal de contas, quem está dizendo isso é o médico em quem a mulher confia e que acompanhou todo o pré-natal”, completa a obstetra Andrea Campos.

Os argumentos listados abaixo são comumente ouvidos pelas gestantes, mas nem sempre significam que à mãe só resta a opção da cesárea. Use toda informação a seu favor – até para encontrar um obstetra alinhado com seus objetivos. O ideal é que, em cada caso abaixo, o médico seja claro em relação às porcentagens reais de risco e ofereça informações completas para a escolha da mãe.

“O bebê está com o cordão enrolado”
“A ocorrência é muito comum e acomete até 40% dos partos”, conta Melania. Só que o diagnóstico de circular de cordão – quando o cordão umbilical está enrolado em qualquer parte do corpo do bebê – não é determinante, porque ele se mexe dentro da barriga o tempo todo. A ultrassonografia pode mostrar uma circular que irá se desfazer e o bebê nascer sem circular – ou, ao contrário, o bebê pode não apresentar circular no ultrassom e nascer com circular. “O bebê não ‘respira’ como nós, ele está em um meio líquido, seu pulmão é fechado e sua oxigenação é através do cordão umbilical. Ao nascer e observar a presença de circular, apenas retira-se, como um ‘cachecol’, pela cabeça ou corpinho”, explica a obstetra Mariana Simões.

“Você está com a pressão alta” ou “Você está com a pressão baixa”
A pressão baixa é comum na gravidez, não requer nenhuma medida drástica. Já a pressão alta pode levar a uma interrupção da gestação – não necessariamente cirúrgica. “Isso pode ser feito através da indução de um parto normal”, explica a Andrea Campos. Os obstetras podem se utilizar de hormônios ou procedimentos mecânicos, como o rompimento artificial da bolsa ou exames de toque vigorosos.

“O bebê não está encaixado”
O posicionamento correto do bebê pode acontecer só durante o trabalho de parto. São as contrações efetivas que fazem com que ele “desça” e se encaixe.
 
“O bebê passou do tempo”
“Bebês não ‘passam do tempo’, apenas têm um tempo diferente de maturidade. Segundo estudos mais recentes, após 41 semanas e 1 dia deve haver acompanhamento, mas não interrupção com cesárea”, diz Mariana. De qualquer forma, mesmo nestes casos a solução não é só a cesárea – também dá para acelerar ou induzir o trabalho de parto.

“Os batimentos do bebê estão acelerados”
Bebês dormem e se movimentam. Como nós, se dormimos ou estamos em repouso, há uma queda do batimento. Se nos agitamos, os batimentos se aceleram. Agora, se há uma aceleração persistente e foram excluídas causas fisiológicas – como taquicardia ou febre da mãe – pode ser indício de sofrimento fetal. “Neste caso, a cesariana pode ser necessária”, alerta Andrea.

“A cabeça do bebê é muito grande”
A desproporção céfalo-pélvica é um motivo real para escolher pela cesariana, mas o problema está no diagnóstico. “Muitas vezes usa-se esta desculpa antes do trabalho de parto, mas só dá para saber que existe a desproporção durante o trabalho de parto”, conta Melania. O problema acontece quando a cabeça do bebê não consegue passar pela parte mais estreita da bacia da mãe, mesmo quando a dilatação do colo uterino já é total. Por isso, é recomendável que mesmo quem opta pelo parto normal tenha uma estrutura de hospitalar à disposição.

“O bebê é muito grande”
A ultrassonografia não é precisa para determinar o peso do bebê. Mesmo assim, bebês com mais de 4 kg ainda podem nascer de parto normal. “Desde que a mãe não tenha uma diabetes descompensada, isso não é problema. O bebê geralmente tem o tamanho que passaria pela pelve”, conta Andrea.

“Você já fez uma cesárea anteriormente”
Muitas mulheres ficam surpresas e não acreditam que, mesmo depois de terem passado por uma cesárea, podem ter o segundo filho de parto normal. “Com até duas cesáreas anteriores, os riscos reais em trabalho de parto natural (sem indução farmacológica) é de cerca de 0,5%. Já com três cesáreas anteriores, pode-se haver até 5% de riscos de ruptura uterina e esse número para a medicina é considerado um valor alto”, descreve Mariana.

“Você não tem dilatação”
Antes do trabalho de parto, é normal não haver dilatação. Em geral, o colo só se dilata significativamente durante o processo. O que caracteriza o trabalho de parto são as contrações regulares a cada três minutos, com duração de em média três minutos. Antes disso, não há razão para esperar uma dilatação.

“Você está constipada”
“A constipação intestinal não exerce nenhuma influência sobre o parto”, garante Andrea. Nesses casos, complicações da cesárea podem agravar o quadro, já que o intestino pode ficar paralisado por algum tempo.

"O período expulsivo está demorando muito"
O período expulsivo é a segunda fase do parto natural. Ele vai da hora em que a dilatação está completa até o momento em que o bebê efetivamente nasce. Os limites toleráveis para a duração do período expulsivo são muito variáveis. “Há quem indique cesárea depois de 30 ou 40 minutos de período expulsivo. Mas, com analgesia, o ACOG (American College of Obstetricians and Gynecologists) considera segura uma duração de até 3 horas. Sem analgesia, 2 horas”, explica Melania. Antes disso, outras medidas podem ser tomadas, como a prescrição de ocitocina (hormônio que acelera as contrações), vácuo-extração ou fórceps. “Mas eu diria que só chegar a período expulsivo hoje no Brasil é uma vitória. A maioria das cesáreas são eletivas, realizadas antes do trabalho de parto”, lamenta Melania. E, consequentemente, antes de ser possível avaliar a real necessidade da intervenção cirúrgica.

Quando a cesárea necessária:

Existem, sim, muitos casos em que ela pode salvar a vida da mãe e do feto. Mas a maioria das justificativas aparecem só durante o trabalho de parto. E mesmo as cesáreas eletivas – ou seja, marcadas – podem esperar este momento para ter certeza que o bebê está pronto para vir ao mundo. Veja alguns motivos que podem levar à cesariana e entenda porque, nestes casos, a intervenção cirúrgica é melhor:

- Estado Fetal Intranquilizador (sofrimento fetal): quando o bebê não está bem e o nascimento precisa ocorrer prontamente – e a cesárea é a via de parto mais rápida.

- Apresentação córmica: quando o bebê está atravessado no momento do trabalho de parto.

- Hemorragias maternas no final da gravidez: podem ocorrer por descolamento da placenta (quando a placenta descola antes de o bebê nascer) ou placenta prévia (quando a placenta recobre o colo do útero). As duas pedem uma cesárea. Mas sangramentos pequenos podem acontecer também pela dilatação do colo do útero e, neste caso, não há necessidade de cirurgia.

- Mãe portadora do HIV: pesquisadores do International HIV Group analisaram diversos estudos e concluíram que as chances de transmissão do vírus da mãe para o bebê diminui em 50% se feita a cesariana programada. ( Estudos também mostram que a gestante que faz o tratamento corretamente na gravidez pode ter um parto normal,pois o risco de contaminação é próximo a 0%).

- Apresentação pélvica em primigesta (bebê sentado em mulheres que nunca pariram): o bebê pode nascer sentado, mas nestes casos o risco relativo do parto normal é maior que o da cesárea.

- Herpes genital com lesão ativa: há maior chance de o bebê se infectar durante o parto normal do que na cesariana eletiva.

- Prolapso de cordão: o cordão sai antes do bebê. O problema é que quando o bebê passa pelo canal, quando feito o parto normal, provoca uma pressão no cordão, impedindo a passagem de sangue para a criança.

Fonte: http://delas.ig.com.br/filhos/quando+e+necessario+fazer+cesariana/n1237980108366.html







Breno nasceu de uma cesárea super necessária



Esta é a história do pequeno Breno, que mesmo com todas as tentativas escolheu sua forma de nascer!
Mari, Você lutou como poucas! Você foi uma verdadeira guerreira!
No próximo a gente consegue!

1- Por que você decidiu ter uma doula?
Optei pelo acompanhamento de uma doula através da Dra. Cláudia Ribas, pois desde o início da minha gestação, aliás desde sempre tinha uma péssima impressão de parto normal devido as histórias contadas pela minha mãe, e a imaginação de autores de novelas e filmes que sempre retratam o momento do parto com a mãe se esgoelando!Mas depois das primeiras consultas, e alguns esclarecimentos da doutora, resolvi que queria passar por toda a experiência do parto para me sentir uma mãe completa.

2- Você já conhecia esta profissão?
Conhecia somente superficialmente, não tinha maiores informações e nem conhecia ninguém que tinha uma doula.

3- A preparação para o parto te auxiliou?
Se me ajudou? FOI FUNDAMENTAL! Confesso que em alguns momentos do meu trabalho de parto pensei em desistir, em falar para partirmos para a cesárea mesmo, não pela dor, mas sim pelo casaço físico, e se nào fosse por toda a preparação que me foi passada, e o acompanhamento que tive em todos os minutos, realmente eu teria desistido.

4- Como foi ter uma doula no parto?
De extrema importância, como disse anteriormente, eu só encontrei forças por causa de vocês (Você, Dra, e Marcel)

5- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudessem voltar atrás, fariam algo diferente?
Foi tudo maravilhoso! Não mudaria exatamente nada, apesar do cansaço físico, valeu muito a pena!

6- No próximo filho, pretende ter outro parto normal? Ou outra cesárea?
Outro parto NORMAL com certeza! Mesmo depois das 12h eu tendo que partir para cesárea, me senti muito mais conectada e realmente responsável pelo nascimento do Breno devido ao trabalho de parto

7- O que você gostaria de dizer aos casais que estão à espera de seus bebês? Dicas, conselhos...
Que participem integralmente de todos os minutos das 40 semanas! Que façam de tudo o que puderem para aproveitar esse período que é único, não somente na vida da mãe, mas na do pai também! E que de prefeência tenham as Dras. Paula e Cláudia como médicas, ELAS SÃO DEMAIS!

8- Como é a vida após a chegada do bebê?
Uma correria, um turbilhão de emoções, muito trabalho, muito amor, muita alegria, enfim, uma nova e maravilhosa vida!

9- Como foi ou está sendo a amamentação?
Foi tranquila, ou melhor, ainda está sendo. O Breno está com 1 ano e 2 meses e não quer saber de parar de mamar.

10- Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto?
Satisfeitíssima!!!!!!!!!!!! Só ficou a frustração de nos 45min do segundo tempo ter que fazer uma cesárea né!

11- Seu marido/parceiro auxiliou no trabalho de parto?
Ô se auxiliou, rs! Ateé dançar agente dançou!

12- Deixe um recado
Só tenho à agradecer por você ter participado do momento mais importante e feliz da minha vida, e dizer que sem dúvida alguma VOCÊ FEZ A DIFERENÇA!!
Beijos e mais beijos!!
Mariana, Marcel e Breno




sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O pequeno Rocco nasceu de uma cesárea quase eletiva

Mesmo quando a gestante vai nos procurar pedindo uma cesárea eletiva (marcada) explicamos as vantagens de se entrar em trabalho de parto. Muitas não aceitam e já querem deixar a data reservada,outras como minha querida amiga Camila optou por esperar algum sinal.
E quando o Rocco resolveu que era a hora, sua bolsa rompeu ela chegou a sentir algumas contrações, mas como combinado anteriormente foi realizado a cesárea.
Cá, muito obrigada por suas palavras e tenho certeza que todas essas experiências descritas aqui irão ajudar muitas mamães que já passaram ou que estão vivenciando tudo isso.
Você é uma guerreira!



1- Por que você decidiu ter uma doula?
R. Por me sentir mais segura na hora do parto

2- Você já conhecia esta profissão?
R. Não, ouvi pela primeira vez em consulta com a Dra. Claudia

3- A preparação para o parto te auxiliou?
R. Muito.

4- Como foi ter uma doula no parto?
R. Foi muito importante para mim e para minha família que se sentiu mais segura pois sabiam da minha afinidade com a minnha doula que virou amiga "Paulinha".

5- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudessem voltar atrás, fariam algo diferente?
R. Minha cesárea foi ótima tanto na hora como no pos cirurgico. Não faria nada diferente, não trocaria a médica, nem tampouco a doula e faria outra cesárea (a Paula vai me matar agora).

6- No próximo filho, pretende ter outro parto normal? Ou outra cesárea?
R. Já respondi anteriormente. Outra cesárea.

7- O que você gostaria de dizer aos casais que estão à espera de seus bebês? Dicas, conselhos...
R. Relaxem mais, não levem tudo a ferro e fogo e tenham a consciência de que quando um filho chega "não nasce apenas um bebê e sim um pai, uma mãe, uma família".

8- Como é a vida após a chegada do bebê?
R. Já algum tempo digo que é maravilhoso, meu filho tem 1 ano e 6 meses e é a razão do meu sorriso, meu amigo e companheiro de todas as horas mas não foi sempre assim. Quando ele nasceu tive depressão pós parto e levei um tempo para entender e aceitar aquelas mudanças em minha vida e hoje olhando para atrás continuo achando tudo aquilo que senti normal pois filho nos primeiros 3 meses de vida é um terremoto sem fim.

9- Como foi ou está sendo a amamentação?
R. Amamentei muito pouco.

10- Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto?
R. Muito satisfeita com os 2. A Paula foi assaltada na hora em que chegou a Santa Casa para fazer meu parto levaram o carro dela e mesmo assim ela ficou comigo.

11- Seu marido/parceiro auxiliou no trabalho de parto?
R. Meu marido me auxiliou em todos os momentos. É um super companheiro.

12- Deixe um recado
R. Bem, vou falar um pouco da Paulinha que verdadeiramente para mim é muito mais do que uma doula é uma amiga que me ouviu muito nas horas boas e nos momentos ruins. Com sua calma sempre me passou tranquilidade e segurança e é por essa e outras que ela mora no meu coração.

Obrigada por tudo.

Sou sua fã.

Bjs





























quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O pequeno Raul nasceu de um lindo parto natural!


Para todas as mamães que foram acompanhadas eu peço um relato sobre o parto, mas acho que por causa da loucura de ter um bebê tão dependente e frágil, a grande maioria não consegue escrever, por isso resolvi montar este questionário para saber como foi ou está sendo esta nova experiência (parto, amamentação...)


1- Por que você decidiu ter uma doula?
Decidi ter uma doula ao meu lado, pois achava de suma importância a presença da profissional para dar apoio emocional e tratar o meu parto da forma mais natural e humanizado.

2- Você já conhecia esta profissão?
Já conhecia, pois sempre me interessei em ter um parto natural, então buscava todas as informações para isso ocorrer. Esse interesse veio bem antes de eu pensar em ficar grávida.

3- A preparação para o parto te auxiliou?
Muito! Tenho certeza que meu parto foi super tranquilo graças ao suporte emocional e até mesmo por conta dos exercícios dados por você.

4- Como foi ter uma doula no parto?
Me senti amparada, sem medo. Acho que nesse momento o que a gente mais precisa é de alguém calmo e experiente ao nosso lado para nos transmitir tranquilidade.

5- Como foi o trabalho de parto e parto? Se pudessem voltar atrás, fariam algo diferente?
Sinceramente?! rs...meu parto foi lindo e rápido, na verdade só senti as dores duas horas antes do bebê nascer. Sabia que estava preparada e tinha consciência corporal, respeitei o meu tempo e do bebê. Se pudesse voltar atrás faria exatamente a mesma coisa!

6- No próximo filho, pretende ter outro parto normal? Ou outra cesárea?
Não pretendo ter o próximo rs, mas se resolver no meio do caminho ter outro filho quero parto normal

7- O que você gostaria de dizer aos casais que estão à espera de seus bebês? Dicas, conselhos...
Que a gestação não é doença, é para ser tratada como algo natural... sem frescuras. Os bebês não vem com manual então cada um vai ter que achar um jeitinho de entender seu filho e entender que o que funcioa para uns, pode não funcionar para outros, mas se houver muito amor e carinho essa relação será um mágico e doce aprendizado.

8 - Como é a vida após a chegada do bebê?
Uma deliciosa bagunça, recheada de amor e carinho. Mas vejo que hoje tenho que respeitar limites e saber administrar muito bem o tempo, pois com a chegada do Raul meu tempo é totalmente dele.

9- Como foi ou está sendo a amamentação?
Amamentei exclusivamente até o 5° mês, mas tive que complementar (contrariada) com leite artificial e parei de amamentar totalmente no 8° mês, pois os dentinhos do Raul estavam nascendo e toda vez ele me mordia. A amamentação no meu caso foi alo que me deixou plena,era um momento só nosso e o vículo entre mãe-bebê foi fortalecido a cada momento em que eu o aconchegava em meus braços para amamentá-lo.

10- Você ficou satisfeita com o trabalho da doula e com o parto?
Fiquei muito satiseita, acho que toda cidadã deveria ter o direito de ter uma pessoa, como a doula, ao seu lado nesse momento. Como é uma pessoa preparada, sua presença faz diferença na hora do parto.

11- Seu marido/parceiro auxiliou no trabalho de parto?
Sim

 

Paulinha, continue fazendo esse trabalho lindo...Saiba que você foi a pessoa que me deu tranquilidade dias antes do parto, apesar de ser calma e saber o que queria, fatores externos estavam me deixando quase louca rs, e você com toda a sabedoria oriental rs, me deu paz no momento que mais precisava. Beijoconasss no seu coração!

Rapha, agradeço as doces palavras e espero que seu depoimento incentive muitas mamães a tentarem ter um parto tão lindo quanto o seu!

























terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Como escolher a doula ideal?


Hoje em dia o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo. E isso é muito vantajoso para quem vai contratar um serviço, mas é importante ter cautela!
Só em nossa região, na cidade de Santos há cerca de 10 doulas cadastradas (que estão ativas e inativas) e algumas outras que são voluntárias em maternidades públicas da região.

A formação de Doula,por enquanto, não requer que o interessado seja da área da saúde, mas mesmo assim muitos profissionais tais como: psicólogas,educadores físicos, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, fazem o curso para ter um diferencial nos seus atendimentos. Isso é vantajoso, pois são profissões que já obtiveram noções básicas de anatomia, fisiologia para entender o mecanismo do parto.

Cada doula tem seus preceitos, sua forma de trabalhar. Por isso é importante que você saiba exatamente o que você deseja para procurar uma.

É importante saber se você e seu parceiro querem somente um acompanhamento pré- natal (para saber os sinais de trabalho de parto, o que fazer na fase de expulsão, como se preparar para o parto...) ou além disso ter uma doula apoiando vocês na Hora H! Uma dúvida que encontro frequentemente é se a doula fica o tempo todo com a gestante e explico que é o momento do casal então deixamos o casal à vontade!

Se você deseja ter uma doula para o acompanhamento do parto, pesquise para saber se ela tem outra atividade além de doula, pois dependendo do dia e da hora ela não conseguirá ir e você que planejou tanto este momento e que contratou uma doula para se sentir mais segura, irá se estressar!

Pergunte a ela sobre suas experiências, pois na teoria tudo é fácil!
Pergunte a seu médico, sobre o trabalho de doula.
Faça perguntas a quem já teve esse acompanhamento, pergunte como foi, em que ela te ajudou...
Se ela possue algum material que irá te ajudar na hora do parto: bola, banco de parto, sonar...
Se ela possui material para te auxiliar no preparo.
É importante diferenciar bem: exercício físico  X acompanhamento de doula, pois vai muito de trabalhar somente o físico. Quanto mais ansiosa, mais a musculatura fica tensa, mais difícil de dilatar!


Ser Doula é amar o que faz!
Ser Doula é doular em primeiro plano, vc sempre tem que estar preparada para quando te ligarem rsrsr!
Ser Doula é ser uma das responsáveis pela chegada humanizada do seu bebê!

Faça a escolha certa!






Ecaaa!!

Um dia desses estava conversando com uma gestante que é professora de crianças de 8 anos. Ela estava me contando sobre o primeiro dia de aula daquela classe e seu medo de certas perguntas indiscretas, tais como:
- Como o bebê foi parar aí?
- Como ele vai sair?
E é lógico que em alguma hora da aula surgiu: Professora, seu bebê vai nascer pelo corte na barriga ou por baixo? e em seguida aquele som, como se fosse um coral Eeeeca!!!

Tudo é uma questão cultural! Se estas crianças tivessem pais que explicassem como o ato de nascer de um parto normal é lindo, que isso sim é o normal, que o corte na barriga (cesárea) é feita quando por algum motivo não se conseguiu o parto normal, com certeza teríamos adultos mais conscientes.
Acredito que todos os nossos alicerces são erguidos na infância, são formas de pensar e agir que levamos para o resto da vida!
Quem sabe um dia voltaremos àquela época em que o normal era o parto normal!
E sobre as crianças... eu ri muito quando ela me contou sobre as perguntas!