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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sonhe cada vez mais!

Está chegando minhas férias, por isso encerro o ano de 2011 agradecendo à todas vocês, pelo aprendizado, pelos 150 nascimentos (em 2 anos) que tive a oportunidade de acompanhar, olha só quantos anjinhos já chegaram!
Quero agradecer à todos os médicos com quem trabalhei este ano, aos hospitais da região, a equipe de enfermagem, que estão começando a entender o quanto é importante a Humanização do ambiente hospitalar,muito obrigado!
Quero pedir desculpas se decepcionei alguém, tenha certeza que não foi intencional. Às vezes criamos muita expectativa e nem sempre conseguimos corresponder, peço perdão.
Desejo que a cada ano eu me torne uma pessoa melhor!
Quero sonhar cada vez mais, preciso sonhar, todos necessitamos sonhar!

Que todos vocês tenham um Natal próspero e que 2012 seja iluminado!

Se precisarem falar comigo, mandem e-mail, que prometo responder à todos.

Um grande beijo,




"Nada lhe pertence mais que seus sonhos."
(Friedrich Nietzsche)


"Sem sonhos, a vida não tem brilho.
Sem metas, os sonhos não têm alicerces.
Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por omitir!"
(Augusto Cury)


"Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas."
(Clarice Lispector)


"Cuidado por onde andas, que é sobre os meus sonhos que caminhas."
(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 3 de dezembro de 2011

Como o marido pode ajudar na hora do parto

Muitas pessoas e especialmente maridos, me perguntam o que eles devem fazer no parto, e eu respondo sempre que eles devem conhecer os próprios limites.

Alguns parceiros querem e conseguem participar ativamente do trabalho de parto e parto, alguns parceiros não querem, outros não conseguem ver a esposa chorando, com contrações, as vezes reclamando da dor, etc. Então quero deixar um recado para vocês, não se sintam obrigados a fazer nada, mas lembrem que o parto também é de vocês, e que esse momento é realmente único.

Como ajudar?
Uma das coisas principais é entender o que sua parceira quer. Como ela quer que o parto aconteça, o que ela quer, quem ela quer no parto, o que ela deseja fazer, o que não deseja  É fundamental que o pai do bebê saiba tudo isso, porque assim ele pode incentiva-la, lembra-la de que ela consegue, de que ela é forte e vai conseguir, para não desistir, etc. E muitas vezes, quando o médico indicar algo que ela não quer, é o marido que pode negar.

Prepare o ambiente:
Veja o que você pode fazer para melhorar o local do trabalho de parto, se estiver com muita luz, apague essas luzes ou feche as cortinas. Se tiver muito barulho, peça por silêncio e isole esse incômodo. Se estiver muito bagunçado, dê uma arrumada no principal e deixe confortável. Faça um chá, um suco natural, acenda algumas velas ou coloque uma música calma que ela goste. Proteja-a.


Massagem:

Muitas pessoas não entendem o valor da massagem, e como ela realmente pode diminuir a dor das contrações, o conforto que ela traz, como relaxa e como ajuda a parturiente. Novamente, o companheiro é a melhor pessoa pra isso, desde que ele mantenha a calma e faça tudo com delicadeza.
Palavras de carinho e apoio são fundamentais. ''Você consegue, você está indo muito bem, perfeito, acredite no seu corpo, etc''

Paciência:É preciso ter paciência, a natureza não tem relógio e o parto pode ser longo. Não adianta correr pra maternidade se o objetivo da mulher é um parto natural, quanto mais cedo ela for, maior as chances dela sofrer intervenções e acabar numa cesárea. Por isso, tenha calma, respeite as escolhas que ela fez, escolham informadas e conscientes.
Não se sinta ofendido:É comum que no trabalho de parto a parturiente fique meio louca, ela não sabe muitas vezes o que quer, então ela pode estar amando a massagem e na próxima contração mandar você tirar a mão. Ela pode amar abraços, dar beijos e depois fechar a cara totalmente. Faz parte do trabalho de parto, da parte primitiva, por isso não leve para o lado pessoal. Apenas fique ao seu lado, muitas vezes é tudo o que ela precisa, que você esteja ali. Assim como agir de modo estranho, ela pode falar coisas sem sentido, pode pedir uma analgesia da boca pra fora, uma cesárea, começar a chorar e 5 minutos depois sorrir, dê apoio mas não leve tudo ao pé da letra.
Respeite:
Ela pode pedir em algum momento para que você a deixe sozinha, pode pedir para que você saia, respeite o pedido dela. É normal que a mulher não se sinta á vontade em fazer certas coisas na presença do companheiro, e é fundamental que ela não tenha vergonha nem medo no trabalho de parto. Dê um passo para trás, e quando ela precisar, ela vai chamar.

Incentive:
Incentivar a parceira a caminhar, comer, beber, ir ao banheiro, descansar ou dormir também é importante. Se ela estiver desconfortável ajude-a a trocar de posição, e veja uma posição em que ela se sinta confortável e que torne o trabalho de parto mais fácil.

Aproveite:O parto também é o seu momento, é o seu momento de conhecer o bebê que vocês fizeram juntos, e que desejam parir e criar juntos. Não tente pensar nas mil coisas que vão acontecer depois, foque apenas no parto, e no momento do nascimento do seu filho. Fotografe e filme apenas o necessário, você não tem que fazer um book, curta este momento.
Conheça seus limites:
Se sentir que estar no parto vai deixá-lo nervoso, que não vai conseguir ajudar, ou até mesmo os pais que acham besteira aquilo tudo, que a cesárea já deveria ter acontecido. Se não se sentir á vontade, explique para sua parceira e deixe que outra pessoa da confiança dela assuma.


Cris De Melo
Téc Enfermagem, Mãe & Doula

O quanto custa uma doula?

Eu sempre falo que a pergunta deve ser outra, quanto custa não ter uma. E custa muito.
Pode custar o desespero nas últimas semanas da gestação, o sentimento da falta de apoio. Lembrem-se, gravidíssimas são emotivas por excelência - e ser taxada de aberração por desejar o natural é cruel.

Pode faltar o apoio simples para trocar o médico cesarista. Pode faltar alguém que didaticamente lhe ajude com os medos específicos do parto, um ombro amigo que não vai tentar lhe convencer que o corpo é defeituoso.

Pode custar uma ida precipitada à maternidade, que invariavelmente recairá numa série de intervenções - dolorosas, humilhantes e desnecessárias.
Pode faltar em TP alguém experiente, e que possibilite ao pai curtir o momento sem se preocupar em ser responsável. Pode faltar alguém com lide suficiente para lhe lembrar de comer e beber. Alguma sugestão de respiração, massagens, posições e exercícios nas contrações e expulsivo. Pode faltar alguém para lhe dar um ânimo de confiança.

Pode faltar alguém com tato e confiança na amamentação.
As doulas tem a inteligência emocional desenvolvida: sabem o que falar e como, no momento mais vulnerável de nossas vidas. Dão a segurança para que os papais possam curtir o momento sem pressões. É um bicho multi-uso: ajuda a vencer os medos da gravidez, serve de ombro amigo, ajuda a compreender os processos próprios do parto, cronometra contrações, atende o celular, prepara algo para comer.

Sugere posições para alívio de dor e também para acelerar algum ponto. Um guia do desconhecido. Diminui estatisticamente as necessidades de analgesia, fórceps e cesáreas - vai menosprezar isso?

E o dinheiro?
É pouco. Com certeza, dá-se sempre um jeito de pagar. Não é absolutamente tão caro quanto você imagina, e valeria a pena mesmo que custasse o quádruplo. Passe nesse meu post sobre enxoval e reveja seus conceitos do que é realmente importante.

Se você colocar no papel quanto custariam os desdobramentos de uma cesárea e uma amamentação falida, dá muito e MUITO mais do que o custo da doula - sem contar no aspecto psicológico de viver a experiência mais marcante de uma mulher com plenitude.
A pergunta é: posso não ter doula e ter um belíssimo parto natural? Claro que pode, é tudo uma questão de respeito e conhecimento.

Ter doula durante o TP é uma escolha - por exemplo numa casa de parto boa com acompanhante carinhoso ou domiciliar com certas parteiras. Agora num hospitalar, ainda mais no Brasil, acho totalmente improvável - não recomendo em hipótese alguma. Sou da opinião que se vc acha que está em 'dúvida' se quererá uma doula, pegue. Nunca vi nenhuma se arrependendo de ter.

Não caia na besteira de achar que acompanhante fará esse papel: o mais normal é tal pessoa não querer que a parturiente 'sofra', ficam com pena, ou simplesmente se apavoram com o parto. Não é por mal, simplesmente é a falta da segurança e experiência.

Dydy, Enfª Obstetra & Doula
Fonte:http://fisiodoula.blogspot.com

Nasceu minha linda afilhada Alice!!

Meninas, peço desculpas pelo meu desaparecimento aqui do blog, mas estava trabalhando muito,envolvida em muitos nascimentos e em especial o nascimento da Alice!
Vou contar um pouquinho da história da pequena...
Alice se desenvolveu normalmente,linda e por volta da 30 semana resolveu "sentar". Sua mamãe Maíra ficou enlouquecida, pois ela já tinha o Francisco nascido de um parto normal e não gostaria de se submeter a uma cesariana.
Então,tudo que indicamos ela fez: exercícios para tentar modificar a posição do bebê, acupuntura, tudo. E deu certo! A pequena virou! Ufa!
Por volta da 36 semana começaram as contrações e a dilatação, e por indicação da Dra Claudia foi indicado repouso. À partir da 37 semana o bebê não é mais considerado prematuro, e a Dra pediu para a Maíra voltar para sua atividades, ioga, caminhada...
E no dia 25/11/11 começaram algumas contrações e quando foram fazer um Ultra som foi detectado 2 circulares do cordão umbilical. Foi um susto! A dra Claudia explicou que poderíamos tentar,mas que não tinha como dar certeza que nasceria de parto normal.
A pediatra do bebê pedia por cesárea, o papai Maurício estava com receio, e agora?
O exame chamado cardiotocografia estava perfeito! Indicava que a bebê estava muito bem e que a Maíra estava com muitas contrações,e a todo momento eu usava o sonar para escutar os batimentos do bebê que nunca se alteravam.
A sala de cesárea estava sendo aberta, a pediatra estava se preparando para entrar no centro obstétrico, quando a dra Claudia chegou e examinou a Má que já estava com 6 cms de dilatação. Ela tinha chegado a pouco tempo com 4 cms.
A dra rompeu a bolsa, a dilatação em minutos já tinha passado para 7 cms e em 40 minutos,após 3 forcinhas nasceu meu presente mais lindo! Alice!!
Ela nasceu no pré parto, na posição em que a Má se sentiu mais confortável, sem correria, em paz!
A dra com calma desenrrolou o cordão e a Alice veio para o colo da mamãe, onde ficou sentindo o quanto ela é amada e foi tão esperada. O papai assistiu e ajudou em tudo, inclusive cortou o cordão umbilical.


Depois que tudo isso passou, pensamos que por um "triz" não aconteceu uma cesárea desnecessária.
Tínhamos conversado bastante com a Maíra e explicamos que poderíamos tentar, mas qualquer alteração que acontecesse mudaríamos de plano. Não podemos ser radicais! Temos que trabalhar com segurança e pensar que não são números e sim vidas!
Como eu agradeci naquela hora por estar pessoas competentes!
Obrigada Dra Claudia Ribas, equipe do CO e do berçario da Beneficiência!
E quero agradecer aos meus queridos amigos Maíra e Maurício pelo presente de estar lá vivendo intensamente este momento e por ser madrinha desta gostosura! Amo vocês!


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ácido fólico

Ácido fólico na gravidez: seu nenê precisa

Toda mulher que deseja ter um filho precisa redobrar a atenção para a sua alimentação e hábitos. Os cuidados com a gravidez devem ser tomados antes mesmo da mamãe estar grávida. Um bom planejamento para os próximos nove meses diminui, e muito, as chances de alguma alteração congênita no bebê.
Portanto, saber o que comer neste período é fundamental. Digo isso porque toda futura mamãe precisa guardar esse nome na agenda: Ácido Fólico, que é uma vitamina do complexo B presente no espinafre, aspargo, brócolis, vegetais de folhas verde-escuras, fígado, frutas cítricas e gema de ovo.

A deficiência de ácido fólico na alimentação da mamãe pode causar uma má-formação do tubo neural do bebê que está começando o seu crescimento e desenvolvimento dentro da barriga.

O tubo neural é formado logo no primeiro mês da gestação e é o sistema nervoso primitivo do feto. Ele se desenvolverá para a formação do cérebro e da medula espinhal do bebê.
Pois bem. Sem o ácido fólico o tubo neural pode não se fechar completamente, causando alterações como anencefalia, quando o bebê nasce com uma pequena parte ou mesmo com ausência de cérebro levando a morte poucos dias depois do nascimento, ou espinha bífida, que é a exposição da medula espinhal e que deixa seqüelas de graus variados.

Estudos mostram que a ingestão de ácido fólico três meses antes de a mulher engravidar e três meses depois da fecundação previne em mais da metade as chances do bebê vir a apresentar alterações do tubo neural.
Essa deficiência é um dos problemas que podem ser evitados antes mesmo do início da gravidez.

Lembrete -Não adiante ingerir a vitamina quando a mamãe descobre que está grávida. Normalmente quando se descobre a gestação, o tubo neural já se formou e não há mais tempo do ácido fólico agir.
Uma mamãe bem atenta e cuidadosa, que consulta seu médico antes de engravidar e recebe todas as orientações do pré-natal, pode reduzir os riscos do seu bebê nascer com algum tipo de problema.

Reforço de ácido fólico -Por vezes, só a alimentação não oferece a quantidade suficiente de ácido fólico que a mulher precisa ingerir diariamente, pois o cozimento dos alimentos diminui a ação da vitamina. Os médicos recomendam uma suplementação para que a dose recomendada de ácido fólico seja ingerida pela futura mamãe.
A quantidade indicada pela Organização Mundial da Saúde e defendida pelos médicos é de 0,4 miligrama por dia de ácido fólico para a prevenção de ocorrência dos defeitos do tubo neural. As mamães que já tiveram um filho com algum tipo de alteração do tubo neural merecem dose extra de ingestão dessa vitamina.
O ácido fólico previne outras alterações também como doenças do coração, do trato urinário e fissura lábio-palatina. Para a mamãe, a vitamina traz benefícios como prevenir doenças cardíacas, certos tipos de câncer e anemia.
A prevenção é o melhor caminho. Planejar uma gravidez é um ato de amor que você, futura mamãe, faz para que o seu “quase” bebê possa crescer e se desenvolver de forma adequada.

Dicas
Antes de tomar qualquer medicação consulte seu médico.
Se já tem histórico na família de defeito no tubo neural, além do ácido fólico, é recomendado o aconselhamento genético antes da gravidez.
Uma alimentação saudável e balanceada é sempre um bom começo para qualquer gestação.

Bruno Rodrigues

Entenda o aborto espontâneo

Aborto espontâneo é o termo usado para a gestação que termina acidentalmente antes de completar 20 semanas. E isso é bastante comum. Estima-se que quase 20% das gestações não cheguem até o fim.

Geralmente, o aborto espontâneo acontece até a 12ª semana de gestação, quando os principais órgãos do bebê estão se desenvolvendo. Muitas vezes é tão precoce que ocorre antes mesmo da mulher descobrir que está grávida, sendo o único sintoma o atraso na menstruação.

A causa mais comum é a má formação do feto, ou seja, quando um defeito cromossômico impede o desenvolvimento do bebê. O aborto é a forma do corpo "decidir" por não levar adiante essa gravidez que não se desenvolve como "esperado".
A má formação do embrião pode acontecer devido à idade materna avançada, diabetes, disfunções da tireóide e do útero, uso de medicamentos, doenças infecciosas ou excesso de cigarro, álcool ou droga. Outra causa comum do aborto é a gravidez ectópica, quando o embrião se desenvolve fora do útero.

Muitas vezes a mãe se culpa por ter feito atividade física no início da gestação, por ter levado algum tombo ou por ter tido relações sexuais, porém, em princípio nada disso é considerado causa de aborto espontâneo.
O principal sintoma do aborto é o sangramento vaginal, que pode vir acompanhado de fortes dores abdominais e contrações uterinas. Em alguns casos, ao invés de sangue, a mulher elimina uma secreção, que indica que a bolsa se rompeu. Se expelir algum material sólido após esses sintomas, é importante colher o material para que o médico possa examinar. É possível ainda que o aborto aconteça sem sangramento ou dor e a mulher irá descobrir que a gravidez não está se desenvolvendo ao realizar os exames de pré-natal.

Ao observar qualquer sintoma é importante procurar um médico imediatamente (não adianta fazer buscas na internet e tentar consultas virtuais). Ele irá realizar exames para confirmar o aborto e verificar se há necessidade de realizar uma curetagem, caso o feto ou a placenta não tenha sido inteiramente eliminada. Muitas vezes, os sintomas podem ser apenas uma ameaça de aborto e se o médico agir rapidamente a gravidez poderá continuar.

A dúvida de muitas mulheres é se após sofrer um aborto espontâneo irão conseguir engravidar normalmente. Provavelmente sim. Sofrer um aborto não significa que as futuras gestações não vão se desenvolver até o fim. A única orientação é que esperem de três a seis meses até engravidar novamente para que o corpo possa se restabelecer.
Se o aborto espontâneo se repetir por três vezes consecutivas ele é considerado um aborto habitual e é indicado que se investigue a causa para poder tratar o problema.

Um cuidado que a gestante pode tomar para evitar um aborto espontâneo é fazer exames antes da gravidez. O ginecologista poderá detectar problemas hormonais e infecções virais que podem impedir que a gravidez se desenvolva normalmente. Se a mulher estiver saudável, o medico irá prescrever ácido fólico, que ajuda a evitar a malformação do feto.

Do ponto de vista psicológico, o aborto espontâneo deve ser encarado pela mulher com naturalidade e ela deve confiar que as chances da próxima gravidez ocorrer normalmente são grandes. Antes de fazer novas tentativas, é importante se recuperar emocionalmente da perda do bebê. Conversar com outras mães que passaram por isso e hoje têm filhos pode ajudar a mulher a ganhar confiança, esquecer o episódio e perder o medo de encarar outra gravidez.

Paula R. F. Dabus

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Por que muitas mães querem que seus bebês nasçam no dia 11/11/11?

Segundo uma astróloga as pessoas que nascerão no dia 11/11/11 poderão ter um destino marcado pela repetição do algarismo 1 em sua data. Tantos algarismos 1 caracterizarão uma personalidade poderosa, o número 1 representa uma significativa força pessoal e com a repetição dele, esse poder aumenta.

Outro número com estilo semelhante é o número 8 que é encontrado na soma da data de nascimento de quem vir aomundo neste dia 11/11/11 ( 11+11+4=26; 2+6=8) o caminho existencial dela terá todo esse potencial afirmativo.

O número 8 é um número da matéria associado à riqueza. E de acordo com a numerologia o número 1 significa independência, pioneirsmo e originalidade. O número ligado a começo e recomeços.

Quando o algarismo 1 é repetido, formando o 11, é considerado um número mestre e representa um poder acentuado de construção ou destruição.

Parece muito legal esse estudo, mas o melhor é deixar seu bebê escolher a data em que ele deseja nascer!!


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Praia com bebê

Por Maristela do Valle
Será que praia combina com bebê? Sim, desde que você tome alguns cuidados para proteger seu filho do sol e do calor e se programe para levar certos itens de "sobrevivência" indispensáveis quando se viaja com crianças pequenas.
bebê na praia


Até que horas posso ficar na praia?

Esqueça, por enquanto, daquelas épocas em que passava o dia inteiro na praia. Agora, enquanto seu filho é tão pequeno, aquela boa e velha recomendação dos dermatologistas vale mais do nunca: evite a exposição do bebê ao sol no período entre 10h e 16h (11h e 17h, durante o horário de verão) devido à ação nociva à pele dos raios ultravioleta.

Os médicos aconselham também que bebês com menos de 1 ano não fiquem mais de meia hora expostos diretamente ao sol, mesmo que bem no comecinho da manhã ou no final da tarde. Leve um guarda-sol ou procure a sombra de uma árvore para se acomodar com o carrinho.

Tem de usar maiô?

A moda praia mais chique para um bebê é quase a nudez! Deixe-o só de fralda ou coloque uma camiseta de algodão bem fina se seu filho tiver a pele muito clara. Passe protetor solar por todo o corpo dele, até na cabeça, no pé e nas orelhas, por fora. No couro cabeludo também, já que o cabelo é fininho (se é que existe) e não evita queimaduras. Isso vale para bebês de mais de 6 meses.

Se seu filho for menor que isso, é preciso mantê-lo quase o tempo todo na sombra, com uma roupa leve. Os especialistas não recomendam que crianças de menos de 6 meses usem protetor solar, por causa da sensibilidade da pele.

Deixar o bebê só de maiô é meio arriscado, já que pode haver uma desagradável explosão de cocô. Você pode deixá-lo de maiô por breves períodos, quando ele for entrar na piscininha ou na água. Depois volte para a fralda.

Evite deixar o bebê pelado na areia. Ele ainda é pequenininho e mais suscetível a micoses e infecções por microorganismos.
O que ele pode comer?
Apesar de praia e guloseimas serem quase sinônimos, a pediatra Eloisa Corrêa de Souza, do Hospital Universitário da USP, diz que é melhor evitar dar alimentos de barracas e ambulantes, incluindo picolés, em especial os de marcas desconhecidas.

O mais seguro é levar para a praia, em uma sacolinha térmica com gelo, comidas e bebidas de casa (ou do hotel). Segundo a pediatra, o cuidado vale até para a água de coco natural. "Observe as condições de higiene do local ao abrir a fruta. Mesmo assim, pode ser arriscado devido à chance de uma contaminação (através da faca que corta a fruta)."

Que cuidados mais tenho de tomar? Pode entrar na água?

Na areia, mantenha o olho atento no bebê. Como ele é pequeno, as outras pessoas podem não enxergá-lo, especialmente crianças maiores correndo atrás de bolas ou adultos jogando frescobol.

Muitos bebês adoram água, por isso aproveite para molhar o pezinho do seu filho na beira da água, desde que ela esteja tranquila e não excessivamente gelada. Desista da empreitada se as ondas estiverem fortes (mesmo que só um pouquinho).

Pode até parecer difícil seguir tantos passos, mas não é. Aos poucos você vai se acostumar com a experiência de ir à praia com o bebê e tudo passará a ser praticamente automático.
Veja o que levar
Confira a seguir uma lista com sugestões do que não pode faltar na sua sacola de praia:

• Bolachas de água e sal, maisena ou leite, e biscoitos de polvilho: são comidinhas pouco enjoativas para matar aquela fome básica que a criança tem no meio da manhã ou da tarde.

• Balde, pás e brinquedos de areia: Para os bebês que já sentam, é um passatempo que nunca sai de moda. Se você vai para uma praia movimentada, deixe para comprar os brinquedos lá, em vez de entulhar ainda mais o porta-malas do carro.

• Chapéu ou boné: Indispensável para proteger a cabeça do bebê, mesmo que ele esteja debaixo do guarda-sol e com protetor solar.

• Fraldas: Não dá para o bebê ficar muito tempo sem, já que a areia e a água podem irritar a delicada pele do bumbum. Mesmo que só vá ficar um pouquinho na praia, leve fraldas extras, porque, se ele fizer xixi ou cocô e não for trocado logo, as chances de
assadura debaixo do calor são maiores. E, se for entrar no mar, existem fraldas especiais que não desmancham na água como as outras.

• Frutas: Saudáveis, matam a fome sem que você precise sair correndo na hora do lanche do bebê.

• Água, suco de frutas ou água de coco: É imprescindível que as crianças bebam líquidos para evitar a
desidratação. Também vale a pena levar garrafas com água doce para tirar a areia do bebê ou limpar sujeira de comidinhas.

• Isopor ou sacola térmica: Servem não só para conservar a temperatura de bebidas e alimentos, mas evitam também que se deteriorem (só lembre de colocar junto um saquinho bem vedado com gelo ou uma forma de gelo em barra própria para isso). O melhor é não misturar itens gelados com quentes, pois tendem a neutralizar a temperatura um do outro.

• Lenços umedecidos: Um grande aliado das mães nas trocas de fraldas, podem ser usados também para limpar mãos e pés sujos de areia na hora do lanche ou antes de partir para uma soneca.

• Piscina inflável: Você vai levar o bebê para molhar o pezinho na água do mar de tempos em tempos, só que não tem como protegê-lo do sol. Por isso a piscina inflável quebra o galho e refresca bastante crianças que já conseguem se sentar. Mas é preciso ficar junto o tempo inteiro e ter muito cuidado com a quantidade de água que se coloca (deve ser só um fundinho). Afogamentos de bebês podem ocorrer rápido, mesmo em uns poucos dedinhos de água.

• Filtro solar: Até debaixo do guarda-sol em um dia de mormaço o reflexo solar pode
queimar o bebê. O fator de proteção solar deve ser de no mínimo 30, e o ideal é usar um tipo que não saia na água. Passe a primeira camada meia hora antes de chegar à praia. Protetores solares são recomendados apenas para bebês de mais de 6 meses.

• Toalhas: Leve mais de uma, para que possa secar o bebê e ter uma extra se precisar improvisar um cantinho limpo quando o sono bater (pode ser uma canga também).

• Trocador de plástico impermeável: Ele garante a higiene da troca em locais onde não há uma superfície própria para isso (como banheiros públicos ou de restaurantes). Mas evite trocar a criança na própria praia, para evitar o contato do bebê com as bactérias da areia.

• Repelente: Dependendo do lugar para onde vai, o
repelente pode ser fundamental para conter o "ataque" de insetos ao bebê. A única precaução é não aplicá-lo em crianças com menos de 6 meses, porque algumas substâncias químicas da fórmula podem provocar reações alérgicas na pele do bebê.

• Papete ou sandália de dedo que prenda no pé: Se seu filho já anda, esse tipo de sandália ou chinelo, feitos de materiais que não encharquem (como borracha ou neoprene), pode facilitar explorações e proteger os pezinhos da criança mesmo dentro da água, principalmente se você estiver em praias onde haja piscinas naturais com coral. A dica vale também para os adultos.
 


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Brinquedos para crianças com necessidades especiais

A brincadeira garante desenvolvimento e inclusão para os pequenos. Surgiram dúvidas na hora de escolher o brinquedo? Conheça algumas opções no Brasil e no exterior

Renata Rossi

 Tem coisa mais gostosa que brincar? Para os adultos pode até parecer bobeira, mas as atividades lúdicas são fundamentais, pois possibilitam o desenvolvimento em vários aspectos. Quando se trata de crianças com necessidades especiais, a brincadeira assume papel ainda mais importante. “Brincar complementa a reabilitação, pois propicia a qualidade de vida e também os ganhos funcionais. É uma estimulação fundamental para auxiliar na recuperação ou mesmo na criação de mecanismos adaptativos”, afirma Germana Savoy, coordenadora da Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri).
Escolhas conscientes
Na hora de comprar brinquedos, os pais devem levar em consideração sobretudo as preferências da criança, assim como as habilidades e capacidades funcionais. “Determinar que a criança com necessidade especial só fique com o brinquedo adaptado é uma forma de exclui-la”, defende Germana.
É mais importante selecionar o brinquedo de acordo com o desenvolvimento do que com a faixa etária. O que vai resultar em um largo sorriso não é apenas o jogo – adaptado ou não –, mas a estratégia e a dinâmica da brincadeira.

Estímulos ideais
A criança precisa de desafios para sentir-se estimulada, assim como êxito na exploração do brinquedo. O que vale é que o pequeno sinta-se valorizado pela conquista, seja montar um bloco ou apertar um botão. “À medida do possível, as crianças devem ser expostas às experiências e brincadeiras naturais da idade. O importante é ter pessoas preparadas para facilitar e mediar a interação”, alerta.
Estratégias como texturizar, sonorizar ou iluminar móbiles, chocalhos e demais acessórios possibilitam que o objeto seja melhor percebido. A música, o canto e a representação de histórias são indicados para qualquer criança, inclusive as com limitações graves no leito. Vale abusar de máscaras, fantasias, bonecos e super heróis, uma boa alternativa aos distúrbios comportamentais.
Para estimular a percepção visual, vale lançar mão de lanternas, purpurina e laminados. Os rostos de brinquedos com muitos detalhes e cores contrastantes ajudam a organizar esquemas visuais. Utilizar os demais sentidos na brincadeira como a audição e o tato é fundamental.
As crianças com limitações motoras devem ter seu acesso facilitado a diversos ambientes e posições que possibilitem a exploração. No caso das limitações auditivas, as brincadeiras corporais são as mais indicadas. Jogos de percussão são interessantes, pois possibilitam perceber a vibração do som e ampliar a sensibilidade.
A escolha certa
Com a consultoria de Germana Savoy, da Associação Brasileira de Brinquedotecas, selecionamos algumas opções para ajudar você a se inspirar na hora de comprar o brinquedo para o seu filho. Mas lembre-se: seja qual, a diversão fará toda a diferença se ele tiver o seu estímulo e companhia. Aproveite!


Brinquedos adaptados mundo afora
Fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos, há muitas lojas especializadas em brinquedos para crianças com necessidades especiais. Há de tudo e é uma pena que a maioria não entregue fora do país. Uma das que tem mais opções é a Beyond Play (www.beyondplay.com). Vale a visita virtual. As lojas a seguir fazem entregas internacionais:
Sillyas Toys (www.sillyasstoys.com)
Essa loja virtual, além de brinquedos comuns, mas nada convencionais, tem opções para crianças com necessidades especiais, separadas em uma categoria. Há quebra-cabeças, jogos de memória e até uma inusitada mini-bateria para ser tocada com os dedos.
Fat Brain Toys (www.fatbraintoys.com)
Tem uma infinidade de brinquedos separados por categorias de necessidades especiais como desenvolvimento motor, socialização, linguagem e atividades sensoriais. As opções são separadas também por faixa etária, de bebês a adultos em alguns casos.
PlayAbility Toys (www.playabilitytoys.com)
O site classifica os brinquedos de acordo com as necessidades especiais e fornece informações completas sobre os produtos. Os brinquedos podem ser encontrados por categorias de necessidades especiais: física, sensorial, cognitiva ou de comunicação ou ainda por necessidades específicas como tetraplegia ou paralisia cerebral.
Brinquedos adaptados mundo afora


 

É hora da sopa!
Indicado a partir dos 3 anos
BigStar, (11) 4679-5220


 

Vamos fazer feira?
Indicado a partir dos 4 anos
BigStar, (11) 4679-5220


 
Brincando de montar
Indicado a partir dos 3 anos
BigStar, (11) 4679-5220


 

Primeiras palavras
Indicado a partir dos 6 anos
Simque, (19) 3227-8655


 
Para aprender a contar
Indicado a partir dos 5 anos
Simque, (19) 3227-8655


 

Andador musical
Indicado a partir dos 6 meses de idade
Fisher-Price, SAC: 0800 55 07 80


 

Bongô eletrônico
Indicado a partir dos 3 anos
Fisher-Price, SAC: 0800 55 07 80

 Estojo de pintura
PBKids, SAC (11) 3825-7046

 Massa de Modelar
PBKids, SAC (11) 3825-7046


Cores e formas
Chicco, SAC 11 2246-2129

Fonte: Revista Crescer

Bebês prematuros e com baixo peso têm mais risco de desenvolver autismo, diz estudo

Entre as possíveis causas, estariam as interferências precoces que o cérebro ainda imaturo do bebê sofre fora da barriga da mãe

Ana Paula Pontes

 Shutterstock
Bebês prematuros e que nascem com baixo peso têm cinco vezes mais risco de desenvolver autismo do que aqueles que nascem no tempo certo. Esse foi o resultado de um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicado nesta segunda (17) pela revista científica Pediatrics.

Os cientistas identificaram 1.105 crianças que nasceram com menos de 2 kg entre outubro de 1984 e julho de 1989 em Nova Jersey. Dezesseis anos depois, 623 deles foram analisados para o transtorno do espectro autista. Outra análise realizada quando os participantes do estudo tinham 21 anos de idade revelou que 5% receberam resultado positivo para autismo.

Segundo Jennifer Pinto-Martin, co-autora do estudo, os prematuros têm algo como uma lesão cerebral neonatal. Em alguns casos, é apenas uma contusão, sem consequência, mas em outros pode ter um efeito a longo prazo.

Essa não é a primeira pesquisa a fazer essa relação e alguns especialistas já percebem isso na prática. “Ao observamos bebês de prematuridade extrema, que nascem antes de 32 semanas, e os que pesam menos de 1,5 kg, vemos uma incidência maior de problemas de comportamento. Isso acontece porque o cérebro, que estava se desenvolvendo, é mais vulnerável e exposto precocemente a interferências ambientais, como pequenas variações de pressão, intercorrências na UTI, o que pode levar a microlesões. No entanto, não é possível observá-las em laboratório”, diz Antonio Carlos Farias, neurologista infantil do Hospital Pequeno Príncipe (PR) e pesquisador do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe.

O estudo, no entanto, é apenas um alerta para os pais de prematuros. A grande maioria dos bebês que nasce antes da hora não desenvolve autismo. Segundo Jennifer, a intenção da pesquisa não é ser alarmante. “Não é algo para se preocupar, mas é algo para prestar atenção”, disse à Reuters. Afinal, são pesquisas como essa que podem possibilitar que o autismo tenha um diagnóstico cada vez mais precoce.

Fonte: Revista Crescer

Super Limpeza

Até 1 ano, não basta usar apenas água e sabão. É preciso esterilizar as mamadeiras* depois de utilizá-las para eliminar qualquer tipo de bactéria. Todos esses modelos são para micro-ondas


Produção Letícia Duarte. Fotos Guto Seixas


Guto Seixas
Esteriliza quatro mamadeiras em até seis minutos. Além da pinça, vem com duas escovas para higienização. R$ 96, da Munchkin para Baby Stuff

Supercompacto, acomoda seis mamadeiras. Esteriliza em apenas dois minutos. R$ 99,90, da Philips para Bb Trends

O pacote vem com cinco bolsas individuais. Cada uma comporta duas mamadeiras e pode ser reutilizada 20 vezes. Esteriliza em cinco minutos. Ideal para viagem. R$ 39,90, da Dr Browns para Baby Stuff
Guto Seixas
Compacto, acopla até quatro mamadeiras e esteriliza em oito minutos. Vem com pinça. R$ 66,90, da Kuka para Alô Bebê

Capacidade para seis mamadeiras. Vem com suporte para escorrer a água. Esteriliza em até quatro minutos. Vem com pinça. R$ 130, da MAM
Guto Seixas
Esteriliza seis mamadeiras em até cinco minutos. Vem com pinça. R$ 99, da Lillo

Cabem até quatro mamadeiras. Esteriliza em quatro minutos. Vem com pinça.R$ 98,90, da NUK

Capacidade para cinco mamadeiras. Esteriliza em até cinco minutos. Acompanha uma mamadeira de 150 ml. R$ 99, da Chicco
*as mamadeiras não acompanham os esterilizadores

Fonte: Revista Crescer

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Drenagem Linfática Pós Parto auxilia na redução de medidas

A maioria das pessoas fica perplexa ao ver as celebridades que, após o parto, voltam em poucos meses ao corpo que tinham antes de engravidar. Um exemplo recente é a cantora de axé Cláudia Leitte que, apenas um mês após dar a luz, surpreendeu os fãs ao aparecer sem barriga e com o corpo perfeito. Desde então, foi muito assediada para contar o segredo de voltar à antiga forma tão rápido.
Como isso foi possível? A cantora Cláudia Leitte tem o histórico de uma rotina de vida saudável, que inclui exercícios físicos regulares, alimentação balanceada e sessões de massagem manual para reduzir a retenção de líquidos em determinados períodos do mês. Após o nascimento do filho, como não poderia fazer atividade física pesada, ela fez uma combinação de sessões diárias, duas vezes ao dia, de drenagem linfática e aplicação de ultrassom, associada a uma alimentação especial e caminhada leve.
E isso não é previlégio das celebridades.Todas as mulheres que dedicarem parte do seu tempo no pré e pós-parto para cuidar do corpo terão um resultado satisfatório após a gestação.
A drenagem linfática é muito utilizada no pré e pós-parto, prevenindo e evitando transtornos da circulação, ajudando a eliminar os líquidos e as toxinas retidas no organismo.
O tratamento proporciona bem-estar emocional e os resultados favorecem a auto-estima, o que garante uma gravidez mais saudável e feliz. No pós-parto, a massagem ajuda a reduzir mais rapidamente o líquido retido durante a gestação, contribuindo para a recuperação plena da saúde física e estética.
Durante a gestação há um aumento na produção hormonal, responsável por várias modificações estruturais e musculares. Alguns dos hormônios essenciais na gravidez são responsáveis pela tendência de reabsorver sódio, e isso causa a retenção hídrica. O corpo tem um aumento do volume sanguíneo que varia de 30% a 50%, ou seja, temos a capacidade de reter em nosso organismo um volume de água até 8 litros acima do normal.

Através de manobras suaves e ritmadas, este tratamento tem como objetivo reduzir edema e melhorar a circulação do sistema linfático, auxiliando na circulação sanguínea.
Os benefícios da drenagem linfática no pós-parto:

  • estímulo da circulação venosa e linfática, que reduz a retenção de líquido, diminuindo os inchaços típicos da gravidez, além de estimular a lactação e a dessensibilização das mamas preparando-as para a amamentação;
  • prevenção e combate às varizes, câimbras e sensação de pernas cansadas;
  • combate à celulite  (comum nas gestantes);
  • alívio de tensão e redução de dores musculares;
  • ativa o sistema vegetativo, aumentando a sensação de relaxamento ajudando a combater o estresse
  • proporciona regeneração e aumenta a imunidade do organismo, uma vez que aumenta a eliminação de toxinas e estimula a produção de linfócitos pelos gânglios linfáticos.
No pós-parto a mãe mantém os benefícios da drenagem linfática para auxiliar na redução da retenção hídrica devido alterações hormonais além de sensação de relaxamento para a nova situação de vida com o bebê.
A Drenagem Linfática pode ser realizada antes do parto, durante os dias que a mamãe fica no hospital ou ainda após o parto.
 
Entre em contato, se você não puder vir até nós, vamos até você!
 

Transporte segura para gestante



Não existe nenhuma legislação específica sobre como a gestante deve se portar no trânsito e o que se vê é que algumas futuras mães recusam-se a usar o cinto de segurança, porque pensam que em uma colisão ele poderá machucá-las e ao seu filho. As responsabilidades como condutora de veículos e obediência às leis do tráfego são idênticas em gestantes e não gestantes.
A melhor proteção para a mulher e seu filho é, comprovadamente, o cinto de segurança.


Evitar dirigir nas seguintes situações:

  • episódios freqüentes de vômitos, náuseas e câimbras.
  • ameaça de abortamento
  • após longos períodos de jejum, devido ao risco de hipoglicemia, quando tontura,sonolência, falta de atenção e até desmaios podem ocorrer.
  • em dias muito quentes, pela chance maior, neste período, de pressão baixa.edema (inchaço) importante das pernas, impossibilitando o uso de calçados fixos.
  • da 36ª semana em diante, devido a proximidade do abdome com a direção.
  • se estiver ingerindo algum medicamento, que cause sonolência.
  • se sentir qualquer desconforto ou mal estar.
O ideal é sentar no banco traseiro, utilizando SEMPRE o cinto de 3 pontos:
A faixa diagonal do cinto deve cruzar o meio do ombro, passando entre as mamas, NUNCA sobre o útero e a faixa sub-abdominal deve estar tão baixa e ajustada quanto possível.
Se a gestante não estiver utilizando o cinto de 3 pontos, no momento de uma colisão ou freada brusca, ao ocorrer compressão do abdome pela direção, pode haver rotura uterina e morte do feto.

Recomendações de segurança ao dirigir:


  • afastar o banco para trás, o mais longe possível da direção (sem comprometer a segurança) - a distância entre o abdome e o volante deve ser de 15 cm, pelo menos.
  • o volante deve estar inclinado para cima ou longe do abdome.
  • evitar longas distâncias, jejum, calor ou frio excessivo e estradas ruins.

Atenção:
  • não há estudos conclusivos se o air-bag é perigoso para a gestante.
  • a principal causa de morte de origem não obstétrica na gestante é o trauma.
  • a mortalidade do bebê quando ocorre trauma (acidente) é de cerca de 70%.
  • mais de 50% dos traumas e acidentes ocorrem no último trimestre, o útero já está volumoso e a agilidade física fica comprometida.
  • neste período, pela ansiedade natural da proximidade do nascimento do bebê, a gestante pode apresentar julgamento alterado frente a situações de perigo iminente.
  •  

sábado, 1 de outubro de 2011

Placenta: lixo orgânico ou remédio natural?

Eu não teria coragem, mas há quem tenha...

O consumo e o encapsulmento de placentas estão ganhando força nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, algumas mulheres já aderiram a essa prática, ainda que não existam provas científicas de seus benefícios nem credibilidade dos médicos. Aqui, você vai entender mais sobre o assunto e as razões pelas quais duas mães consumiram sua placenta

Nádia Mariano


 Shutterstock
“Aqueci parte dela e preparei com vinho, champignon e ervas frescas.” A refinada receita de Gabriela Rodriguez* certamente agradaria ao mais exigente dos paladares e não causaria qualquer estranheza, se não fosse pela escolha da carne: a sua própria placenta. Apesar do caráter exótico, para os dias de hoje, a serenidade na fala e a contextualização do ato fazem a declaração da acupunturista paulistana, de 28 anos, soar com naturalidade. Gabriela, vegetariana e afeita a um modo de vida mais natural, não comeu a placenta que “nasceu” com sua filha, Maria*, hoje com 3 anos, por qualquer imposição religiosa ou modismo. Ela acredita que esse ato é benéfico à saúde. “No nível físico, vejo a placenta como um alimento rico em nutrientes, uma carne preparada pelo próprio corpo da mulher. E acho que o consumo também interfere em outros dois níveis: espiritual e energético”, explica Gabriela.

Apesar de ainda não ser um assunto amplamente discutido no Brasil, a placentofagia, prática do consumo da placenta, está crescendo vertiginosamente nos Estados Unidos e vem conquistando adeptas em território nacional. Como também é o caso da doula Caroliny Ribeiro, de Campinas (SP), que comeu a placenta do parto de seu segundo filho, Caetano, de 1 ano e 11 meses. “A parteira preparou para mim. Ela cortou em pedacinhos e eu comi um deles, cru mesmo, sem tempero”, afirma Caroliny, que enterrou o restante do material, como parte do ritual.

Grávida de 20 semanas, Caroliny não tem dúvidas em relação ao destino da placenta do terceiro filho. Com a ajuda da amiga, Gabriela, que também é aprendiz de parteira tradicional, ela pretende criar um prato mais elaborado no aconchego do seu lar, mesmo local onde deu à luz Caetano. Apoiada pelo marido, Caroliny afirma que o consumo da placenta lhe trouxe benefícios. “Estava me sentindo muito fraca depois do parto e, mesmo que tenha sido só um pedaço, senti que ele me deu forças”, afirma.

A comunidade médica discorda da opinião e da atitude dessas mães. Para Mark Kristal, neurocientista americano especialista em placentofagia, talvez o único do mundo, essa prática é infundada. “Não há nenhuma evidência científica de que o consumo de placenta faça bem ou mal para a saúde dos seres humanos”, diz o médico, que estuda o assunto há mais de 20 anos. Em uma de suas pesquisas, o resultado sugeriu possíveis benefícios do consumo da placenta para os animais, como aproximação com o filhote e redução da dor do “parto”, mas nada que possa ser estendido aos seres humanos.

Para Kristal, muitas pessoas se baseiam no comportamento instintivo dos mamíferos – não humanos -, por acreditar que eles têm um bom motivo para se alimentar da própria placenta. Isso, no entanto, não é o bastante para fazer Gabriela mudar de ideia: “Essa visão científica, que busca eleger, classificar, não é capaz de compreender o que está por trás dessa prática”.

Fonte: revista crescer

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Parto domiciliar : refletindo sobre paradigmas por Dra. Melania Maria Ramos de Amorim

Como falei anteriormente, postei uma matéria sobre os riscos do parto domiciliar e agora uma sobre as vantagens. Esse assunto é muito polêmico, por isso leia tire suas próprias conclusões!

Parto domiciliar: refletindo sobre paradigmas

Quando começamos a escrever esta coluna para o Guia do Bebê, em 2010, nosso primeiro artigo abordou um assunto que começava então a despertar o interesse da mídia brasileira: o parto domiciliar (1). Na oportunidade, revisamos as evidências científicas disponíveis e concluímos que o parto domiciliar, uma realidade frequente em outros países, como Holanda, Inglaterra e Canadá, representava uma alternativa segura para as gestantes de baixo risco, resultando em menor taxa de intervenções como episiotomia, analgesia, operação cesariana e parto instrumental (fórceps e vácuo-extrator), sem aumento do risco de complicações para mães e bebês (2-4). Destacamos a publicação, em 2009, de um grande estudo de coorte comparando mais de 500.000 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo risco, no qual não se verificou diferença significativa no risco de morte fetal intraparto, morte neonatal precoce e admissão em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal (4).


Interrompendo temporariamente nossa série de artigos sobre Parto Normal vs. Cesárea (5-7), voltamos agora a abordar este tema, que recentemente retoma a atenção da mídia despertando intensa polêmica, depois da publicação de matéria online no site da maior revista de atualidades brasileira, com o título sensacionalista “Parto domiciliar: quando o risco não é necessário” (8). Depois de publicar uma controvertida matéria sobre os milagrosos efeitos de uma medicação antiobesidade (9) que não é aceita pela comunidade científica com esta finalidade (10,11) a revista volta a fazer incursões na área de saúde, mas desta vez em paz com os “conselhos de medicina”, ao alertar que o parto domiciliar estaria expondo mulheres e crianças a “complicações que podem ser graves” (8).

À parte considerações puramente semânticas às quais não iremos nos ater, a matéria presta um desserviço à população com suas afirmações categóricas e sem embasamento científico, em que se confundem mau jornalismo e julgamentos apressados, além de um amontoado de lugares-comuns, como exemplificado no seguinte trecho do primeiro parágrafo: “Depois da revolução pela qual a medicina passou no século 20, hospitais tornaram-se lugares mais seguros e indicados não só para tratamento de doentes, como para o nascimento de crianças. É regra que, dadas as condições, não faz mais sentido realizar um parto dentro casa, sujeito a problemas com consequências potencialmente desastrosas que poderiam ser resolvidas em um hospital. Regra, no entanto, que algumas mulheres moradoras de grandes centros urbanos, com todas as condições de usufruir desses avanços da medicina, questionam e ignoram. Essas mulheres defendem o parto à moda antiga, dentro de casa.”(8)

Ora, quem ditou essa regra que as transgressoras “moradoras de grandes centros urbanos” resolvem agora “questionar e ignorar”, defendendo o “parto à moda antiga”? Por que a revista afirma que hospitais são os “lugares mais seguros e indicados não só para tratamento de doentes, como para o nascimento de crianças”? Por que os representantes de conselhos e sociedades batem tanto na tecla de “riscos eminentes”? Seriam os riscos tão importantes assim ou foi somente um erro de grafia? E finalmente, quais são as reais implicações do artigo publicado por Joseph Wax (12) no “conceituado periódico médico internacional”, o American Journal of Obstetrics and Gynecology (AJOG)?

Vamos por partes. Primeiro, é fato que houve grandes avanços na Medicina durante o século XX e que, por conta destes avanços, verificou-se notável queda da mortalidade materna e perinatal. Em decorrência da antissepsia e da descoberta de antibióticos, a par da introdução das modernas técnicas anestésicas, tornou-se mais seguro realizar uma cesariana, e é fato inconteste que uma cesariana bem indicada é salvadora (13,14). Transfusão sanguínea, uso de antibióticos, prevenção e tratamento das convulsões com sulfato de magnésio, todas essas tecnologias bem empregadas levaram à redução das mortes maternas por hemorragia, infecção e hipertensão e são estratégias que devem estar facilmente disponíveis nos serviços de saúde para as situações de alto risco (15). No entanto, taxas de cesariana superiores a 15%-20% não resultam em redução das complicações e da mortalidade materna e neonatal e, ao contrário, podem estar associadas a resultados prejudiciais tanto para a mãe como para o concepto (16-18).

Por outro lado, o processo de hospitalização do parto, coincidindo com esses avanços, gerou infelizmente uma elaborada proliferação de ritos e rituais em torno deste evento fisiológico, como alerta Robbie Davis-Floyd em seu instigante livro “Birth as an American Rite of Passage”(19). Esses ritos e rituais adotados pelo modelo tecnocrático de assistência ao parto vigente no mundo ocidental foram introduzidos sem evidências científicas corroborando sua efetividade e vieram como “respostas ao medo exagerado deste processo natural do qual depende a continuidade de nossa existência” (19). Como resultado, intervenções e procedimentos desnecessários como episiotomia (corte no períneo), raspagem dos pelos, lavagem intestinal, uso rotineiro de ocitocina para acelerar o trabalho de parto e cesarianas sem indicação foram progressivamente incorporados à prática médica e ainda seguem sendo realizados como rotina em muitos hospitais brasileiros. De fato, cada parturiente internada em hospital passa a ser vista como “paciente” e submetida, portanto, às “regras” desse hospital para todos os “doentes”(20) .

Foi contra essa medicalização excessiva de um processo fisiológico que os movimentos de contracultura se voltaram nos anos 1960 e 1970, e foi como consequência da pressão desses movimentos que se começou a estudar a real necessidade, segurança e efetividade de muitos dos procedimentos estabelecidos como rotina na prática obstétrica diária (21). O novo paradigma da “Saúde Baseada em Evidências” , iniciando-se na Medicina e avançando progressivamente para outras áreas que passam a se integrar em uma perspectiva transdisciplinar, tem seus pilares na década de 1970 e 1980 exatamente na Saúde Materno-Infantil (22), como resposta aos questionamentos sobre o complexo emaranhado de rituais desnecessários permeando a assistência obstétrica e neonatal (19-22).

O movimento de retorno ao que se chama “parto à moda antiga” não é novo nem representa um modismo, e tampouco pretende abdicar do que a tecnologia tem de positivo e atraente, uma vez que intervenções necessárias são bem vindas. Todos os sistemas de saúde que facultam a opção de partos domiciliares como alternativa para as mulheres que assim o desejam contam com sistemas de classificação de risco e disponibilizam não apenas parteiras treinadas como um bom sistema de transferência e transporte, embora não seja verdade que uma ambulância ou UTI móvel fique à porta desses domicílios (2-4). A Organização Mundial de Saúde reconhece como profissionais habilitados para prestar assistência ao parto tanto médicos como enfermeiras-obstetras e parteiras (23) e recomenda que as mulheres podem escolher ter seus partos em casa se elas têm gestações de baixo-risco, recebem o nível apropriado de cuidado e formulam planos de contingência para transferência para uma unidade de saúde devidamente equipada se surgem problemas durante o parto (24,25). Por sua vez, a Federação Internacional de Ginecologistas e Obstetras (FIGO) recomenda que "uma mulher deve dar à luz num local onde se sinta segura, e no nível mais periférico onde a assistência adequada for viável e segura” (26). Tanto o American College of Nurse Midwives(27) como a American Public Health Association(28), o Royal College of Midwives (RCM) e o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG) apoiam o parto domiciliar para mulheres com gestações não complicadas. De acordo com a diretriz do RCM e do RCOG, “não há motivos para que o parto domiciliar não seja oferecido a mulheres de baixo risco, uma vez que pode conferir consideráveis benefícios para estas e suas famílias” (29).

O que há de novo nos últimos anos é que o tema passou a ter maior visibilidade no Brasil, não somente com a divulgação dos partos domiciliares de algumas celebridades, mas principalmente com o constante debate nas redes sociais, permitindo que as mulheres compartilhassem suas experiências de parto, domiciliar ou hospitalar, e pudessem compará-las. Tornou-se bastante evidente que havia uma parcela crescente de mulheres insatisfeitas com o atual modelo de assistência obstétrica em nosso país, excessivamente tecnocrático e caracterizado por um lado pelas taxas de cesárea inaceitavelmente elevadas no setor privado e, por outro, pelos partos traumáticos e com excesso de intervenções no Sistema Público de Saúde. Apesar da política de Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento preconizada pelo Ministério da Saúde no Brasil (30), é fato que o modelo atual, hospitalocêntrico e medicalocêntrico, não permite ainda à maior parte das usuárias ter uma assistência ao parto humanizada e segura. Vivemos ainda em um país onde, "quando não se corta por cima, se corta por baixo", como bem definem Diniz e Chachan, referindo-se às cesáreas e episiotomias desnecessárias (31).

Para completar, uma em cada quatro mulheres brasileiras internadas para assistência ao parto em hospitais públicos ou privados relata ter sofrido violência institucional, traduzida por qualquer forma de agressão perpetrada pelos profissionais de saúde que lhe prestam atendimento. Essas agressões não envolvem apenas o uso de procedimentos, técnicas e exames dolorosos e desnecessários, mas até “ironias, gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório quanto a classe social ou cor da pele” (32). A violência institucional durante o parto pode assumir múltiplas facetas e representa um problema internacionalmente reconhecido (33). Em diversos hospitais ainda não se permite a presença do acompanhante, mesmo com a Lei 11.108 estabelecendo a obrigatoriedade de tanto hospitais públicos como privados permitirem a presença, junto à parturiente, de um acompanhante durante todo o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato (34).
Em contrapartida, com o crescente acesso à informação e a divulgação da realidade nua e crua do modelo de assistência obstétrica vigente no Brasil, diversas mulheres desejando uma assistência humanizada e segura para os seus partos puderam identificar outros modelos possíveis, já implementados e funcionando a contento em outros países, além de tomar conhecimento das evidências científicas comprovando efetividade e segurança dessas alternativas. Um exemplo é o modelo de assistência obstétrica conduzida por obstetrizes ou parteiras, cujos benefícios foram amplamente demonstrados em uma revisão sistemática da Biblioteca Cochrane: aqui nos referimos àquelas profissionais que fazem curso superior de Obstetrícia, as midwives em língua inglesa, sage-femmes na literatura francesa ou ainda comadronas em espanhol (35).

Essas mulheres, empoderadas e confiantes, não apenas no Brasil, mas também nos Estados Unidos e outros países em que ainda predomina o modelo tecnocrático de assistência ao parto, começaram a buscar profissionais, médicos, enfermeiras-obstetras ou parteiras, que se dispusessem a auxiliá-las nesta jornada rumo a um parto respeitoso, humanizado e seguro. Essas mulheres se deram conta de que parir em suas residências era uma alternativa possível e não apenas luxo, modismo ou excentricidade de famosas. Essas mulheres pesquisaram, leram e estudaram as evidências, e conseguiram encontrar como parceiros os profissionais que também vinham trilhando sua própria jornada transformadora(36), profissionais que se respaldavam no novo e desafiante paradigma da Saúde Baseada em Evidências e buscavam, portanto, modelos de assistência ao parto que funcionassem sob esta perspectiva ecológica e sustentável (37).

Desta forma, verificou-se um aumento do número de partos domiciliares assistidos no Brasil e nos EUA (38-40) e, embora não disponhamos ainda de estatísticas confiáveis sobre o percentual de partos domiciliares planejados em nosso país, sabe-se que nas grandes cidades equipes transdisciplinares vêm se formando e atuando para prestar assistência a esses partos. Depoimentos de mulheres até então anônimas estão disponíveis em blogs e redes sociais. Grupos e comunidades sobre Parto Domiciliar discutem abertamente este tema. Twitter, Orkut e Facebook permitiram a milhares de mulheres trocar informações e partilhar experiências. O tema é palpitante, a discussão está no ar e, como se trata de remar contra a corrente, não é de se admirar que o establishment médico reaja e conselhos e entidades de classe comecem a se manifestar, em geral com posição contrária à prática.

Esta reação era previsível, assim transcorrem as revoluções científicas, assim se procedem as mudanças de paradigma: o modelo atual, embora falido e não sustentável em longo prazo, permite ainda a muitos profissionais soluções cômodas a que estes se aferram, de dentro de sua zona de conforto, como a praticidade e a conveniência de programar cesarianas eletivas sem indicação médica definida. Curiosamente, são estes os mesmos profissionais que defendem o "direito" da mulher de escolher sua via de parto, embora aparentemente este direito tenha mão única, só valha para a minoria de mulheres que desejam uma cesariana (6) e não inclua aquelas que desejam um parto normal nem tampouco se estenda para a decisão sobre o local de parto. A voz das mulheres e o seu direito de escolha têm sido grandemente ignorados (39,41).

Não é, portanto, surpreendente a publicação de uma matéria sobre este tema na citada revista de atualidades. Infelizmente, como sói acontecer com as matérias de interesse à saúde publicadas na referida revista, esta é tendenciosa, parcial e não considera ou interpreta equivocadamente as evidências científicas pertinentes. O próprio posicionamento do American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) é apresentado de forma incorreta, porque em sua última diretriz esta sociedade, conquanto explicite que considera hospitais e centros de parto normal mais seguros, reconhece o DIREITO das mulheres de escolher o local do parto. Citando literalmente o resumo da diretriz, publicada em fevereiro de 2011: “Embora o Comitê de Prática Obstétrica acredite que os hospitais e centros de parto normal sejam os locais mais seguros para o nascimento, ele respeita o direito de uma mulher de tomar uma decisão medicamente informada sobre o parto. Mulheres questionando sobre o parto domiciliar planejado deveriam ser informadas sobre os seus riscos e benefícios baseados nas recentes evidências. Especificamente, elas deveriam ser informadas que embora o risco absoluto possa ser baixo, o parto domiciliar planejado está associado com um risco duas a três vezes maior de morte neonatal quando comparado com o parto hospitalar planejado. É importante que as mulheres devam ser informadas que a adequada seleção de candidatas para o parto domiciliar; a disponibilidade de enfermeiras-obstetras ou parteiras certificadas, ou médicos atuando dentro de um sistema de saúde integrado e regulado; o pronto acesso à consulta; e a garantia de transporte seguro e rápido para os hospitais mais próximos são críticos para reduzir as taxas de mortalidade perinatal e obter desfechos favoráveis do parto domiciliar.” (42)

Interessante é que há cerca de seis meses, outra revista de atualidades, esta internacional, publicou matéria sobre o parto domiciliar: no número de 31 de março de 2011, “The Economist” aborda o tema em uma bela reportagem, exemplo de bom jornalismo. Com o título “Não há nenhum lugar como o lar?” e o subtítulo “O lugar onde as mulheres dão à luz é um assunto controverso no mundo rico”, a matéria prima pelo senso crítico, pelo rigor investigativo e pela isenção, apresentando prós e contras e discutindo o mesmo estudo citado pela revista brasileira, porém com destaque às críticas que este suscitou na comunidade científica. Ao final, em vez de fazer terrorismo contra o parto domiciliar e decretar qual o melhor local de parto para todas as mulheres, uma reflexão importante: “Como em muitos outros aspectos da criação dos filhos, o nascimento ao final irá depender da escolha dos pais – se preferem as luzes brilhantes e a abundância de métodos analgésicos de um hospital ou os confortos familiares do lar.”(43)

Em relação ao estudo citado como evidência dos riscos dos partos domiciliares, no qual o ACOG se apoia para desaconselhar o parto domiciliar, trata-se de uma revisão sistemática com metanálise (12) que tem sido extremamente criticada dentro da comunidade científica, por diversos vieses e erros metodológicos e estatísticos (44-49). Não se trata de um estudo original nem tampouco inclui ensaios clínicos randomizados, apenas estudos observacionais que foram mal interpretados e incluídos ou excluídos arbitrariamente pelos autores nas análises dos desfechos considerados de interesse (49). Esta metanálise tem sido amplamente divulgada como "prova" dos riscos perinatais decorrentes de partos domiciliares e constitui a base para as recomendações do ACOG em relação às informações que devem ser apresentadas como o “estado da arte” das atuais pesquisas sobre parto domiciliar (50). Portanto, iremos discuti-la com maiores detalhes, apresentando uma síntese dos seus resultados e das críticas já publicadas nas revistas científicas internacionais, motivando até mesmo a publicação de uma errata reconhecendo erros na análise estatística(51).

A revisão sistemática de Wax e colaboradores foi apresentada inicialmente no 30º. Encontro Anual da Sociedade de Medicina Materno-Infantil de Chicago em fevereiro de 2010, publicada online no American Journal of Obstetrics and Gynecology em julho de 2010 e na versão impressa em setembro do mesmo ano (12). A metanálise incluiu 12 estudos originais e um total de 342.056 partos domiciliares e 207.551 partos hospitalares planejados. No resumo do artigo, os autores concluem que os partos domiciliares planejados se associam com menor risco de intervenções maternas, incluindo analgesia peridural, monitoração eletrônica fetal, episiotomia, parto operatório, além de menor frequência de lacerações, hemorragia e infecções. Dentre os desfechos neonatais dos partos domiciliares planejados, verificou-se menor taxa de prematuridade, baixo peso ao nascer e necessidade de ventilação assistida. No entanto, apesar de as taxas de mortalidade perinatal serem semelhantes entre partos domiciliares e partos hospitalares, os partos domiciliares se associaram com aumento de cerca de três vezes das taxas de mortalidade neonatal.

O artigo em questão gerou intensa polêmica na comunidade científica internacional, seguindo-se diversas cartas publicadas em sequência no próprio AJOG (44,46,47,52), das quais uma tem o provocativo título “Parto domiciliar triplica a taxa de morte neonatal: comunicação pública ou má ciência?” (45). Diante de todas as críticas, o AJOG resolveu investigar o estudo em questão, e a revisão pós-publicação de fato encontrou erros na análise original, embora não tenha alterado suas conclusões (51). A própria Nature se interessou pela questão, porém mesmo solicitando diversas vezes que tanto Wax como o ACOG comentassem os problemas apontados por vários especialistas, estes declinaram o convite (53). A Elsevier, editora que publica a revista, reconhece os erros, mas não acredita que estes possam motivar uma retratação (54).

Tentando resumir a enorme quantidade de críticas feitas à metanálise de Wax, podemos afirmar que, à diferença das revisões sistemáticas da Cochrane, esta não seguiu as diretrizes estabelecidas internacionalmente para condução e publicação de metanálise, como o PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) (55) ou o MOOSE (Meta-Analyses and Systematic Reviews of Observational Studies)(56). Diversos erros estatísticos foram cometidos, até porque os autores utilizaram uma calculadora para a metanálise que apresenta vários problemas, resultando em Odds Ratio e intervalos de confiança incorretos, o que foi reconhecido pelo próprio autor do programa (49). No entanto, o principal erro enviesando a análise não foi estatístico, e sim um viés de seleção dos estudos, porque os autores da metanálise excluíram o grande estudo de coorte holandês (4) do cálculo do risco de morte neonatal, embora o tenham incluído no cálculo do risco de morte perinatal. Na verdade, os dados da metanálise são contraditórios em relação à morte neonatal e perinatal basicamente porque os autores definiram morte perinatal como morte fetal depois de 20 semanas ou a morte de um recém-nascido vivo nos primeiros 28 dias de vida, em vez de nos primeiros sete dias de vida, como é a recomendação internacional! (57) Por outro lado, outros estudos usados para calcular o risco de morte neonatal foram incorretamente incluídos e outros que poderiam ter sido incluídos para o cálculo de morte perinatal foram excluídos, por razões que não ficam bem claras. Os dados utilizados para o cálculo de morte neonatal incluíram partos que não tinham sido assistidos por parteiras ou enfermeiras-obstetras certificadas, o que já se demonstrou ser fator importante para redução dos riscos (49). Mesmo revisando os dados e apresentando os gráficos em uma publicação ulterior na revista com os novos números calculados corretamente (51), isto não resolve os sérios problemas metodológicos pertinentes à definição de termos e critérios de inclusão e exclusão (49).

Em suma, como refere Keirse em seu brilhante artigo publicado na Birth em Dezembro de 2010 (“Home Birth: Gone Away, Gone Astray, and Here To Stay”) “combinar estudos de parto domiciliar e hospitalar, sem diferenciar o que está dentro deles, onde eles estão e o que os circunda, é semelhante a produzir uma salada de frutas com batatas, abacaxi e salsão”. (48)

O debate em torno do parto domiciliar, não apenas no Brasil mas em todo o mundo, tem se tornado extremamente polarizado e politizado (48), de forma que nós não esperamos que essas críticas resolvam a polêmica. De fato, pode ser difícil gerar recomendações fortes com base em evidências fracas, oriundas de estudos observacionais, mas o mínimo que profissionais e sociedades deveriam reconhecer é que também não dispomos de evidências fortes corroborando a segurança do parto hospitalar para parturientes de baixo risco e seus neonatos. O desenho de estudo ideal para avaliar uma prática ou intervenção é um ensaio clínico randomizado, e metanálises de estudos observacionais, mesmo quando bem conduzidas e sem erros grosseiros como os encontrados na metanálise de Wax e colaboradores, não têm o mesmo poder das revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, como aquelas incluídas na Biblioteca Cochrane.

No entanto, randomizar mulheres para parto domiciliar ou hospitalar é virtualmente impossível: de acordo com Keirse, essas mulheres para quem “tanto faz” parir em casa como no hospital seriam tão raras quanto elefantes brancos (48), mas mesmo que estas mulheres fossem encontradas, dificilmente as conclusões de um ensaio clínico randomizado com esta amostra poderiam ser extrapoladas para mulheres diferentes em situações e contextos clínicos diferentes. Mulheres que DESEJAM ter seus bebês em casa diferem substancialmente daquelas que escolhem um parto hospitalar, da mesma forma que os profissionais que prestam assistência a partos domiciliares ou exclusivamente a partos hospitalares também são bastante diferentes entre si (48).

Dentro do novo paradigma da Pesquisa Translacional, entretanto, em se considerando a implementação de soluções na “vida real”, dentro de uma perspectiva de sustentabilidade e em um modelo de atenção centrado no usuário, é forçoso reconhecer que outros estudos além dos ensaios clínicos randomizados são necessários, o que desafia a hierarquia tradicional da qualidade dos estudos (58). Em um ambiente acadêmico tradicionalmente dominado pelos ensaios clínicos randomizados, desponta a importância de outras abordagens tipológicas não hierárquicas (59). Identificar necessidades, aceitabilidade, efetividade e desenvolver soluções sustentáveis, eis o desafio da pesquisa em Saúde para o século XXI.

Na prática, devemos considerar que tanto gestantes como profissionais de saúde têm sempre o mesmo e primaz objetivo de garantir uma experiência de parto satisfatória, com mãe e bebê saudáveis. Por outro lado, é um direito reprodutivo básico para as mulheres poder escolher como e onde irão dar à luz (60,61). Essa escolha deve ser informada pelas melhores evidências correntemente disponíveis, e essas evidências sugerem, sem se considerar a metanálise equivocada de Wax, que o parto domiciliar é uma opção segura para as parturientes de baixo risco atendidas por profissionais qualificados. Como vantagens em relação ao parto hospitalar se destacam a menor frequência de intervenções para a mãe e o conforto e a satisfação das usuárias, que vivenciam uma experiência única e transformadora em seu próprio lar (37,39,40) As taxas de mortalidade perinatal e neonatal são semelhantes àquelas observadas em partos hospitalares de baixo risco (2-4). No entanto, a decisão final deve se basear tanto nas evidências como nas características e expectativas das gestantes, bem como na experiência e qualificação dos prestadores e nas facilidades de acesso aos serviços de saúde (25,26,28,29).

Mais importante do que criticar as mulheres que escolhem ter um parto domiciliar e condená-las por estarem transgredindo uma “regra” imaginária é discutir e implementar estratégias para aumentar a segurança e a satisfação das usuárias em TODOS os partos (48). Isto inclui tanto melhorar e humanizar a atenção hospitalar no sentido de que os partos assistidos em maternidades ou centros de parto normal possam representar uma experiência gratificante para as mulheres, como estabelecer diretrizes para a seleção adequada das candidatas ao parto domiciliar.

Fonte: Site Guia do bebê