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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O papel da doula no atendimento ao parto é discutido em Brasília

Repassando notícias da III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento!

O papel da doula no atendimento ao parto é discutido em Brasília

Centenas de mulheres do Brasil e do mundo participaram ontem, dia 26, da III Conferência Internacional sobre a Humanização do Parto e Nascimento, em Brasília. Apesar da abertura oficial ser hoje, dia 27, às 19h30, com a presença do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, os debates e cursos já começaram.

Durante a manhã as participantes tiveram a oportunidade de entrar em contato com vivências de auto cuidado, como o self healing, a biodança, o pilates, os florais e a visualização do parto. O espaço das rodas de convivência foi dedicado a reflexão sobre a atuação da doula, a dor no parto e o luto no parto.

O trabalho do Hospital Sofia Feldman, de Belo Horizonte, pioneiro na implantação do trabalho da doula no Sistema Único de Saúde (SUS),foi um dos destaques das mesas redondas. Desde 1997 o Hospital desenvolve o projeto doula comunitária, que proporciona suporte físico e mental a parturiente e seus familiares antes, durante e após o nascimento. O objetivo é resgatar o processo natural do parto e do nascimento e, dessa forma, diminuir a alta taxa de cesarianas feitas no Brasil, 15% acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para Maria de Lourdes, conhecida como Fadynha, presidente da Associação Nacional de Doulas e doula há 32 anos, o primeiro dia foi emocionante e surpreendente pela quantidade de gente e intensa de troca de saberes. “Nessa pré-conferência eu achei importante o fortalecimento do papel da doula, fundamental no processo do parto. Aqui é o início de um longo caminho”, ressaltou.

A preocupação com capacitação de parteiras profissionais foi o tema central dos debates do I Encontro Internacional da Relacahupan – Rede Latino Americana e do Caribe pela Humanização do Parto e Nascimento, que acontece dentro da Conferência. Doulas, parteiras, indígenas, profissionais da saúde de diversos países da América do Sul vieram à Brasília para mostrar os esforços realizados em suas comunidades na integração das práticas científicas com os costumes ancestrais.

“Muitas parteiras indígenas já foram perseguidas e não queriam mais fazer partos, só se fosse de extrema necessidade”, disse a palestrante mexicana Cristina Galante do Centro de Iniciacíon a Partería de Oaxaca. Segundo ela essa foi uma das razões para a criação do Centro, além da preocupação com o aprofundamento dos conhecimentos que já tinham. Sonia Calva, parteira argentina e coordenadora da escola de Córdoba destacou que a formação das parteiras não está centrada apenas como agente de saúde, mas também como ativista dos direitos humanos.

Outras temáticas serão discutidas durante a Conferência, que segue até o dia 30 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Graziela Sant’Anna

Assessoria de Imprensa

III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento

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