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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Tudo tem o seu tempo...

Tenho pensado muito sobre este assunto. Por que estamos cada vez mais ansiosos, querendo adiantar muitas coisas que não dependem de nós?

Sempre falo para minhas doulandas que as coisas na gravidez vão acontecendo gradualmente, que é importante se preparar sim, mas com cautela! Pois principalmente para aquelas mamães que desejam o parto normal não adianta ficarem ¨bitoladas¨ somente pensando no parto e esquecerem do depois. Que tipo de educação você vai querer dar para o seu filho?

Leia muito sobre o momento que você está vivendo, as fases, os tipos de partos, mas não esqueça de ler livros sobre bebês.

Você já reparou a quantidade de bebês que estão nascendo antes do tempo? O que será que está acontecendo?

Nós mulheres queremos cuidar de casa, cuidar das coisinhas do bebê e trabalhar até o último dia para adiantar os afazeres. Você reparou que sempre queremos as coisas para ontem?

Acho que o importante é entender que seu útero é a casinha do seu bebê e por isso você tem que cuidar dele!

Existem exercícios específicos para cada fase da gestação, por isso a gravidez é dividida em trê trimestres.  Cada coisa no seu tempo...

O que vai mudar na sua vida treinar expulsão antes mesmo de saber se você terá condições clínicas para tentar um parto normal? (se o seu bebê estará posicionado corretamente, se sua pressão arterial estará estável...) O pior é que antes do tempo você poderá desencadear um trabalho de parto prematuro. Para que tanta ansiedade?

Respire fundo e tenha calma!

Cada passo de uma vez! Trabalhe sua cabeça que com certeza você irá conseguir!

Me desculpem o desabafo,

Beijos
Paula

sábado, 16 de outubro de 2010

Epi-no promete reduzir índices de episiotomias

É que um instrumento à pressão usado para trabalhar o períneo de grávidas. Ele tem um visor e uma sonda que é inflada após a sua introdução na vagina da gestante, trabalhando e alongando assim a musculatura perineal.
Esta é a minha mais nova aquisição! Estou aguardando ansiosamente...

Campanha para parto natural Coren SP

Como instalar o bebê conforto com segurança

Bebês Tranverso- Pélvico: o que fazer para mudar?

Ano passado fui no workshop da parteira mexicana Naoli. E lá ela nos explicou o que fazer para tentarmos fazer com que o bebê vire para a posição correta (cabeça para baixo).

Vamos convidar o bebê a virar??

- Converse com seu bebê, compactue a mudança de posição e através do carinho em sua barriga, mostre o caminho e ele pode fazer. Saiba direitinho a posição do bebê e pergunte ao seu obstetra ou enfermeira qual é a melhor direção para o bebê virar para que você estimule sempre no mesmo sentido;

- Peça para que seu companheiro, amigos e parentes chamem pelo bebê ao pé da barriga, sempre com carinho;

- Use lanterna, lâmpada, fone de música ou guizo próximo a vagina, ao pé da barriga de forma a chamar a atenção do bebê;

- Se você tiver uma piscina disponível, nade e dê cambalhotas dentro da água. Com calma, suave, para as mulheres com tal habilidade;

- Faça uma sessão de moxabustão

- Consulte um Homeopata, também há medicamentos homeopáticos que auxiliam na mudança de apresentação do bebê (Pulsatilla);

- Faça os seguintes exercícios (20 minutos cada posição, todos os dias):





- Faça uma carta para o bebê! Escreva como está sendo sua gestação, explique como ele está sendo esperando e como é importante a mudança da posição dele para ele conseguir nascer do jeito que você planejou. A carta é um modo de você aliviar tensões, ansiedade, bloqueios que podem interferir no processo de mudança de posição! Afinal, mãe mais relaxada, útero mais relaxado, e mais facilidade pra mudar de posição!


Ainda, se tiver problemas para virar o bebê safadinho, pode-se tentar a versão externa, que é o reposicionamento manual do bebê feito pelo médico. Deve ser realizado somente por profissionais bem treinados e capacitados. A OMS recomenda que se tente a versão externa das crianças antes do parto, e se isso não resolver a posição errada , a cesárea é uma recomendação aceita universalmente.


E se nem assim o bebê virar, é acalmar o coração, se conformar em saber que você fez de tudo antes de ir para uma cesárea... Há coisas que não controlamos, e a vontade do bebê é uma delas!
 

Violência em maternidades revela problemas na saúde pública‏

Violência em maternidades revela problemas na saúde pública

Por Rafaela Carvalho - rafaela.souza.carvalho@usp.brPublicado em 8/outubro/2010


 Uma pesquisa apresentada à Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) revela que grávidas em trabalho de parto sofrem diversos maus tratos e desrespeitos por parte dos profissionais de saúde nas maternidades públicas.

Segundo a análise, esse tipo de violência, além de apontar para os problemas estruturais da saúde pública, revela a “erosão” da qualidade ética das interações entre profissionais e pacientes, a banalização do sofrimento e uma cultura institucional marcada por estereótipos de classe e gênero.

Autora do trabalho, a psicóloga Janaína Marques de Aguiar explica que essa violência acontece de diversas formas: negligência na assistência, discriminação social e racial, gritos, ameaças, repreensão, piadas jocosas, a não permissão de um acompanhante à escolha da paciente – direito que é garantido por lei – e até mesmo a não utilização de medicação para alívio da dor, quando for tecnicamente indicada. Muitas vezes, esse tipo de violência acontece quando as pacientes manifestam o seu sofrimento. “Elas já chegam ao atendimento público alertadas por mães, irmãs ou vizinhas que quem grita sofre mais: é deixada para ser atendida por último ou é maltratada.”

Para a realização desse trabalho, a psicóloga entrevistou 21 mulheres que estavam no período de até três meses após o parto em três Unidades Básicas de Saúde (UBS) de São Paulo, além de 18 profissionais da saúde pública. A partir das entrevistas, Janaína constatou que a violência institucional é banalizada e, portanto, invisibilizada por grande parte dos profissionais, que nem sempre identificam esses desrespeitos e maus tratos como uma forma de violência. “Muitas vezes, essas atitudes são vistas como uma brincadeira ou como uma tentativa do médico de fazer com que a paciente o escute.”

A pesquisadora relata que é frequente o uso de ameaças para que a paciente não grite e não faça escândalo. “São comuns frases do tipo: ‘Está chorando/gritando por quê? Na hora de fazer não chorou/gritou.’ Esse jargão é bastante comum e aponta para a crença, ainda frequente nos dias de hoje, de que a dor do parto é o preço a ser pago pelo prazer sexual”, diz a pesquisadora.Além disso, muitos dos profissionais entrevistados ressaltam a falta de anestesistas de plantão para analgesias de parto normal.

A situação também é um flagrante da precariedade do sistema e de uma cultura institucional que ainda negligencia a humanização da assistência. Janaína ressalta que a violência acontece porque o outro é tomado como um objeto de intervenção e não como um sujeito. “A complexidade desse tema envolve desde a precarização do sistema público de saúde até a própria formação dos profissionais, que muitas vezes não é voltada para uma humanização da assistência”, explica.

Como pano de fundo da violência institucional está a ruptura na comunicação, no diálogo entre profissionais e pacientes. Omitir informações, não informar sobre os procedimentos realizados, não negociar com a paciente a realização desses procedimentos, viola os seus direitos e nega sua autonomia. Isso pode gerar maior estresse para a mulher que está sendo atendida, dificultando uma comunicação eficaz. Janaína ressalta ainda que mesmo em um contexto de dificuldades estruturais, com falta de recursos humanos e materiais, com alta demanda de atendimentos em pouco tempo, muitos profissionais conseguem dar uma assistência humanizada para suas pacientes. “Há, portanto, possibilidades de uma assistência sem violência. Mas é preciso reconhecer que essa violência existe, saber como e por que ela acontece para que se possa combatê-la.”

A tese de doutorado Violência institucional em maternidades públicas: hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero, financiada por bolsa Fapesp, foi apresentada ao Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP e orientada pela professora Ana Flavia Pires Lucas D’Oliveira. Mais informações: email jamaragui@usp.brLink: http://www.usp.br/agen/?p=36706

Lei do acompanhante no parto: Nosso direito não está à venda

A partir de uma denúncia que relatou a cobrança de taxa em um hospital em Cuiabá-MT, o Ministério Público Federal no Mato Grosso firmou um Termo de Ajuste de Conduta com os hospitais particulares locais. Agora, todos eles terão de permitir a permanência do acompanhante de livre escolha da parturiente gratuitamente no acolhimento, pré-parto, parto e pós-parto imediato e afixar cartazes informando os direitos das gestantes. (http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/dest_sup/mpf-mt-move-acao-contra-hospitais-por-cobranca-ilegal-de-taxa)

Se você foi impedida de ter seu acompanhante nesse momento tão delicado que é o nascimento de um filho, DENUNCIE.

Se cobraram uma taxa para a entrada do seu acompanhante no parto, para a roupa (taxa de paramentação), para ele pernoitar, para a alimentação do acompanhante, DENUNCIE.

Se impediram a entrada do seu acompanhante por ser homem, ou por ser mulher, ou por não ser o pai, DENUNCIE.

Toda mulher tem direito de ter um acompanhante de sua livre escolha no acolhimento, pré-parto, parto e pós-parto imediato.

Todo plano de saúde é obrigado a cobrir as despesas de um acompanhante por esse período. É obrigado a cobrir a taxa de paramentação, a alimentação e a acomodação adequada para pernoite.

Se você se sentir mais a vontade, peça "sigilo de dados pessoais" em sua denúncia.

Acesse: http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=lei_denuncie&ext=html



sábado, 9 de outubro de 2010

Aula-Curso de Shantala dia 16 de outubro

Aula-curso direcionada para todos os cuidadores de bebês: pais, mães, avós, tios, professores, babás, enfermeiras, etc

Participe e aprenda essa técnica milenar, desenvolvida na Índia, conhecida aqui por Shantala: massagem para bebês.

Técnica simples, mas requer uma ordem correta para ser aplicada.

De acordo com Frederick Leboyer, obstetra francês que trouxe a técnica para o nosso continente: “a massagem nos bebês é tão antiga quanto profunda. Quando a fizer, só pense naquilo que está fazendo”.

A shantala pode ser feita no bebê a partir de um mês, mas os pais e cuidadores podem aprender mesmo antes do bebê nascer!

Benefícios da massagem para o bebê:

- Aproxima o vínculo entre o bebê e quem aplica a massagem

- Melhora as cólicas e prisão de ventre

- Estimula a produção de endorfinas, trazendo maior bem-estar

- Melhora a respiração, promovendo maior abertura torácia

- Equilibra o sistema nervoso e hormonal do bebê

- Desenvolve a amorosidade, segurança e sentimento de proteção

“Criança tocada é crianças amada”

O bebê precisa do alimento para o corpo (leite materno) e o alimento para a alma ( o toque)


Material para o curso:


Para os casais grávidos e cuidadores:

- óleo vegetal e uma boneca bebê ( media ou grande )



Para os casais com bebê:

- óleo vegetal, trocador e toalha ( para apoiar o bebê )



Reserva de vaga e outras informações, através do e-mail:yoga@adrianavieira.com.br



Data: 16 de outubro

Horário: das 10 'as 11h30

Preço: R$ 100 por casal / R$ 70,00 por pessoa

*** 20% desconto para alunas do Namaskar Yoga



sábado, 2 de outubro de 2010

Amamentação parcial não traz imunidade igual à integral, diz estudo

DA BBC BRASIL

Bebês alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade ganham proteção extra contra infecções, dizem cientistas gregos.


O efeito observado independe de fatores como acesso à saúde e programas de vacinação, eles explicam.

Segundo os especialistas da Universidade de Creta, o segredo estaria na composição do leite materno.

As conclusões do estudo, que envolveu pouco mais de 900 bebês vacinados, foram publicadas na revista científica Archives of Diseases in Childhood.

A equipe ressalta, no entanto, que o benefício só ocorre quando o bebê é alimentado com leite da mãe apenas. Ou seja, acrescentar fórmulas ao leite materno não produz o mesmo efeito.

Especialistas em todo o mundo já recomendam que bebês sejam alimentados somente com leite materno pelo menos durante os seis primeiros meses de vida.

ESTUDO

Os pesquisadores gregos monitoraram a saúde de 926 bebês durante 12 meses, registrando quaisquer infecções ocorridas em seu primeiro ano de vida.

Entre as infecções registradas estavam doenças respiratórias, do ouvido e candidíase oral (sapinho).

Os recém-nascidos receberam todas as vacinas de rotina e tinham acesso a tratamentos de saúde de alto nível.

Quase dois terços das mães amamentaram seus filhos durante o primeiro mês, mas o número caiu para menos de um quinto (menos de 20%) seis meses depois.

Apenas 91 bebês foram alimentados exclusivamente com o leite da mãe durante os seis primeiros meses.

Os pesquisadores constataram que esse grupo apresentou menos infecções comuns durante seu primeiro ano de vida do que os bebês que foram parcialmente amamentados ou não amamentados.

E as infecções que os bebês contraíram foram menos severas, mesmo levando-se em conta outros fatores que podem influenciar os riscos de infecção, como número de irmãos e exposição à fumaça de cigarro.

O pesquisador Emmanouil Galanakis e sua equipe disseram que a composição do leite materno explica os resultados do estudo.

O leite materno contém anticorpos recebidos da mãe, assim como outros fatores imunológicos e nutricionais que ajudam o bebê a se defender de infecções.

"As mães deveriam ser avisadas pelos profissionais de saúde de que, em adição a outros benefícios, a amamentação exclusiva ajuda a prevenir infrecções em bebês e diminui a frequência e severidade das infecções", os especialistas dizem.

Gravidez até seis meses após aborto é segura, afirma estudo



Pesquisa contraria recomendação de esperar para tentar de novo

GABRIELA CUPANI DE SÃO PAULO

Mulheres que sofrem um aborto espontâneo não precisam esperar muito para tentar uma nova gravidez.

Segundo um novo estudo, quem engravida num período de seis meses após a perda do primeiro bebê tem menos risco de sofrer outro aborto ou de ter gravidez fora do útero (ectópica), em relação às mulheres que esperam entre seis e doze meses.

Quando o intervalo é mais curto, os riscos de cesariana ou de nascimento prematuro também são menores.

O estudo, feito na Universidade de Aberdeen, na Escócia, avaliou os dados de mais de 30 mil pacientes entre 1981 e 2000 e foi publicado no "British Medical Journal".

"Isso já se observa na prática. Quando o aborto acontece muito cedo, não há necessidade de esperar", afirma Nilson de Melo, presidente da Febrasgo (Federação das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia).

No entanto, se a mulher chega a dar à luz, é preciso esperar cerca de 12 meses para que haja uma recuperação completa do organismo.

Para chegar ao intervalo entre as duas tentativas, os autores calcularam o tempo entre a primeira e a segunda internação e subtraíram o número de semanas de gestação no segundo momento.

De acordo com o tempo que levaram para engravidar novamente, as mulheres foram divididas em cinco grupos. Quem esperou mais de 24 meses para tentar uma nova gravidez teve mais chance de sofrer um outro aborto.

INTERROMPIDAS

Cerca de uma em cada cinco gestações terminam em aborto espontâneo antes de completar 24 semanas.

Sabe-se que mulheres que sofrem uma perda gestacional têm mais risco de sofrer abortos ou outras complicações no futuro, como ameaça de aborto, parto prematuro ou induzido e hemorragias.

Os especialistas ainda não chegaram a um consenso sobre o prazo ideal para tentar uma nova gravidez.

A Organização Mundial da Saúde recomenda um período de pelo menos seis meses para que a mãe esteja totalmente recuperada, física e mentalmente. Alguns especialistas sugerem esperar pelo menos 18 meses.

No entanto, alguns médicos acreditam que não há motivos para esperar, considerando que o aumento desse intervalo não aumenta a probabilidade de dar à luz sem problemas.

Além disso, hoje, a espera maior pode ser um complicador: muitas mulheres estão adiando a primeira gestação para depois dos 35 anos, quando as chances de engravidar diminuem e os riscos de o bebê nascer com algum tipo de problema começam a aumentar.

Por isso, elas tendem a não querer esperar muito para tentar novamente.

Perda de peso pós-parto reduz risco de incontinência urinária, diz estudo


27 de setembro de 2010 (Bibliomed). Muitas pessoas acreditam que os quilinhos adquiridos durante a gravidez - particularmente na região do abdome - podem aumentar os riscos de incontinência urinária da mulher após o parto. Porém um novo estudo sugere que o que realmente influencia as chances de a nova mamãe ter vazamentos involuntários de urina é o peso perdido após o nascimento do bebê.



Segundo os pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega, a incontinência urinária é associada à gravidez por si só, com muitas mulheres tendo o problema durante a gestação e, em algum momento da vida após o nascimento, principalmente quando tiver sido por parto normal. Entretanto, a análise de 13 mil mulheres durante sua primeira gravidez mostrou uma fraca relação entre o ganho de peso na gestação e o risco de incontinência urinária nesse período, e não foi observada nenhuma relação entre esse ganho de peso na gravidez e os riscos de incontinência seis meses após o nascimento.



Por outro lado, o peso após a gestação pareceu ter influência no risco. Aquelas que perderam mais peso após o parto apresentaram menor risco de ter incontinência urinária: entre as mulheres que tiveram incontinência na gestação, cada quilograma perdido após o parto reduzia em 2% o risco de permanecer com o problema seis meses após o nascimento. E as que engordaram após a gravidez pareciam ter maior probabilidade de ter o problema de vazamento involuntário de urina seis meses mais tarde.




Os especialistas destacam que os resultados são surpreendentes. “Por décadas, os obstetras assumiam que o ganho de peso durante a gestação, em grande medida, poderia explicar o pico de incontinência urinária durante a gravidez, mas faltam as provas científicas da hipótese”, destacou o pesquisador Stian Langeland Wesnes, acrescentando que outros fatores devem desencadear o incontinência nesse período da vida da mulher.



No entanto, os autores não sabem explicar as razões de o peso adquirido apenas após a gravidez ter influência nesse risco. Uma possível razão seria o fato de que, entre as mulheres não grávidas, o maior contribuinte para o ganho de peso seja a gordura corporal, enquanto as gestantes ganham peso principalmente por causa do feto, da placenta e de fluidos corporais. Por isso, eles especulam que esse aumento no risco das mulheres não grávidas se deve a algum fator associado à gordura, como possíveis alterações hormonais.



Fonte: American Journal of Epidemiology. 20 de agosto de 2010.



Comprovada presença de anticorpos contra o rotavírus no leite materno

É extensa a lista dos benefícios à saúde proporcionados pela amamentação o leite materno é rico em nutrientes, vitaminas e agentes imunológicos e contribui para o desenvolvimento intelectual, psíquico e emocional do bebê. A prática é tão importante que o Ministério da Saúde preconiza o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e a manutenção da amamentação até os dois anos de idade. Confirmando a importância da amamentação para a formação do sistema imunológico dos bebês, estudo desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Instituto Butantã identificou a presença de anticorpos contra o rotavírus no leite humano. Os resultados inéditos serão apresentados no 5º Congresso Brasileiro / 1º Congresso Iberoamericano de Bancos de Leite Humano, que ocorrerá de 28 a 30 de setembro, em Brasília.


A análise do leite humano de mulheres não vacinadas contra o rotavírus identificou a presença de anticorpos no leite materno que podem proteger os bebês contra as doenças diarréicas provocadas pelo vírus" , resume a pediatra Virgínia Spinola Quintal, coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário da USP. Virgínia informa que o sorotipo do vírus estudado o rotavírus g9p é um dos sorotipos presentes na atual vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde e tem prevalência emergente no Brasil.

A quantificação dos níveis de anticorpos presentes no leite humano mostrou que a concentração de agentes imunoprotetores contra o rotavírus varia de mãe para mãe aspecto que ainda será esclarecido pelos pesquisadores. Virgínia explica que, como as mulheres têm concentrações diferentes de anticorpos, não é possível assegurar que, em todos os casos, a mãe transmitirá quantidade suficiente de anticorpos para proteger a criança. Por isso, a vacinação deve permanecer.

"O estudo sugere uma avaliação mais profunda do efeito protetor do aleitamento materno sobre a infecção pelo rotavírus, considerando a possibilidade de interferência da amamentação na resposta da criança à vacina. Os resultados desta investigação podem colaborar para a revisão da atual estratégia de vacinação contra o rotavírus" , a pesquisadora apresenta.

Atualmente, a vacina contra o rotavírus é administrada por via oral em duas doses, aos dois e aos quatro meses de vida. Não há associação com a amamentação porque o efeito protetor do leite humano contra o rotavírus ainda não era conhecido. "É preciso entender como os anticorpos do leite humano e os componentes da vacina interagem, para verificar se a proteção transmitida pela mãe pode neutralizar o efeito da vacina. O objetivo é propor novas estratégias de imunização contra o rotavírus, combinando amamentação e vacinação" , Virgínia adianta.

Os resultados comprovam a eficácia do aleitamento materno como estratégia para a redução da mortalidade infantil uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). As doenças diarréicas estão entre as principais causas de óbito entre crianças menores de cinco anos e a amamentação é internacionalmente reconhecida como estratégia eficaz para redução do problema.

O 5º Congresso Brasileiro / 1º Congresso Iberoamericano de Bancos de Leite Humano reunirá em Brasília representantes dos 23 países que compõem o Programa Iberoamericano da Bancos de Leite Humano (IberBLH), coordenado pela Fiocruz. O Brasil é pioneiro na área e concentra, em todo o país, 200 bancos de leite humano, que compõem a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RedeBLH). O impacto da iniciativa sobre a saúde pública é tão significativo que, em 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a RedeBLH como a ação que mais contribuiu para a redução da mortalidade infantil no mundo, na década de 1990.