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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Homens produzem mais hormônios com nascimento do filho, diz estudo

Cientistas não entendem por que homens produzem mais hormônios

Uma pesquisa de uma universidade em Israel afirma que os homens, ao se tornarem pais, passam por um processo de aumento de produção de hormônios semelhantes ao das mulheres que viram mães.

Assim como acontece com as mulheres que se tornam mães, os pais também passam a produzir mais neuroquímicos que ajudam a torná-los mais afetuosos, o que auxilia no processo de paternidade.

Os hormônios oxitocina e prolactina são produzidos em maior quantidade na mulher do que nos homens devido a processos físicos, ligados à gravidez. A oxitocina ajuda as mulheres a fazerem as contrações durante o trabalho de parto. Já a prolactina ajuda na amamentação.

Cientistas acreditavam que os homens não produziam mais hormônios, por não estarem fisicamente envolvidos no parto da criança, mas a nova pesquisa indica que processo masculino é semelhante ao que acontece com as mães.


Tempo com os filhos

Os pesquisadores da universidade de Bar-Ilan, em Israel, analisaram os níveis hormonais de 43 pais, seis meses depois do nascimento de seus filhos.

Os homens também foram filmados na presença dos seus filhos, para que se avaliasse como cada um se adaptou ao novo papel de pai.

Os cientistas acharam um padrão entre o nível de hormônio e a habilidade dos pais de se relacionarem bem com seus bebês. Quanto mais hormônios cada homem produzia, melhores eram suas habilidades paternas, na hora de brincar e se comunicar com a criança.

"Esta parece ser uma forma que a evolução [das espécies] encontrou para ajudar a transformar os homens em bons pais assim que eles têm filhos", disse a pesquisadora Ruth Feldman, da universidade de Bar-Ilan, em Israel.

"Estes hormônios parecem ter um papel importante na forma como os homens se relacionam com seus filhos recém-nascidos."

A pesquisa foi publicada na revista científica Hormones and Behavior.

"É possível, na medida em que o contato com o filho aumenta diariamente, em par com o crescimento das habilidades sociais do filho entre os dois e seis meses de nascimento, que os níveis de prolactina e oxitocina se reorganizem, criando novas conexões", afirma o artigo publicado na revista.

Outro experimento realizado pelos cientistas com 80 casais revelou que o aumento do hormônio oxitocina aconteceu da mesma forma em homens e mulheres.

Agora, os cientistas buscam hipóteses para descobrir o que faz os homens produzirem mais hormônios, já que eles não dão à luz nem amamentam.

Para Feldman, o simples contato dos pais com os filhos pode ser a resposta.

"Isso ressalta a importância de se dar oportunidades de interação entre pais e filhos logo após o nascimento, para desencadear as mudanças no sistema neuro-hormonal."

O poder protetor do leite materno

Por NICHOLAS WADE

Uma grande parte do leite humano não pode ser digerida pelos bebês e parece ter um objetivo muito diferente da nutrição infantil -o de influenciar a composição das bactérias no trato digestivo do bebê.

Os detalhes desse relacionamento triplo entre mãe, filho e micróbios do estômago estão sendo esclarecidos por três pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis, Bruce German, Carlito Lebrilla e David Mills. Eles e outros colegas descobriram que uma determinada variedade de bactéria, uma subespécie da Bifidobacterium longum, possui diversos genes que permitem que ela prospere no componente indigesto do leite.

"Ficamos surpresos ao ver que o leite tinha tanto material que o bebê não consegue digerir", disse German. "Descobrir que ele estimula seletivamente o crescimento de bactérias específicas, que por sua vez protegem o bebê, nos permite ver a genialidade da estratégia -as mães recrutam outra forma de vida para cuidar de seu filho."

Os bebês supostamente adquirem essa variedade especial de bifidobactéria de suas mães, mas estranhamente ela não foi detectada em adultos. A substância indigesta que favorece a bifidobactéria é uma série de açúcares complexos derivados da lactose, o principal componente do leite. Os açúcares complexos consistem em uma molécula de lactose à qual foram acrescentadas cadeias de outras unidades de açúcar.

O genoma humano não contém os genes necessários para decompor os açúcares complexos, mas a subespécie bifidobactéria sim, dizem os pesquisadores em uma revisão de seu estudo na edição de 3 de agosto de "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Os açúcares complexos foram considerados por muito tempo sem importância biológica, embora eles constituam até 21% do leite. Além de promover o crescimento da variedade bifidobactéria, eles servem como isca para bactérias nocivas que poderiam atacar os intestinos dos bebês.

Os açúcares são muito semelhantes aos encontrados na superfície das células humanas e são formados no seio pelas mesmas enzimas. Muitas bactérias e vírus tóxicos se ligam a células humanas através dos açúcares da superfície. Mas, em vez disso, eles se ligarão aos açúcares do leite. "Pensamos que as mães evoluíram para permitir que essa coisa flua ao bebê", disse Mills.

German vê o leite como "um produto incrível da evolução", que foi moldado pela seleção natural porque é tão crítico para a sobrevivência tanto da mãe quanto da criança. "Tudo no leite tem um preço para a mãe -ela literalmente dissolve seus próprios tecidos para fabricá-lo", disse.

O bebê nasce em um mundo cheio de micróbios hostis, com um sistema imunológico destreinado e sem o ácido cáustico do estômago que nos adultos mata a maior parte das bactérias.

German e seus colegas estão tentando "desconstruir" o leite, baseados na teoria de que o fluido foi moldado por 200 milhões de anos de evolução mamífera e contém uma riqueza de informações sobre a melhor maneira de alimentar e proteger o corpo humano.

Embora o leite em si seja destinado a bebês, suas lições podem se aplicar aos adultos. Os açúcares complexos, por exemplo, são uma forma de influenciar a microflora do estômago para que ela possa em princípio ser usada para ajudar bebês prematuros, ou nascidos de cesariana, que não adquirem imediatamente a variedade bifidobactéria.

As proteínas do leite também têm funções especiais. Uma delas, chamada alfa-lactalbumina, pode atacar células de tumor e as infectadas por vírus, restaurando sua capacidade perdida de cometer o suicídio celular. A proteína, que se acumula quando um bebê é desmamado, também é o sinal para que o seio volte a sua forma normal.
 
Essas descobertas deram aos três pesquisadores uma aguda consciência de que cada componente do leite provavelmente tem uma função especial. "Tudo está lá por um objetivo, embora ainda estejamos tentando descobrir qual é esse objetivo", diz Mills. "Então, por favor, amamentem."






quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O exercício da escolha - uma preparação para o parto consciente

por Sandra Ebisawa em 13/07/2008

O controle emocional e mental é uma excelente ferramenta em determinadas situações. Ficaria ridículo se começássemos a chorar ao verificar que na conta bancaria não está o depósito tão necessário e esperado para garantir comida na mesa até o final do mês. Mas se estivéssemos diante do caixa do banco nesse momento, nos “controlaríamos” e respiraríamos profundamente para permitir que a onda emocional passasse para podermos pensar na melhor solução. Ainda assim, se você estiver grávida e engolir “esse sapo” sem ter bons resultados com a racionalização, o mais saudável é que chore profusamente se essa for sua necessidade mais intima. No caso da gravidez especificamente, a melhor opção é “perder o controle”, aprender que existe em você “uma voz”, que alguns chamam de intuição e outros de instinto, que guia toda mulher gestante, seguramente, até ao primeiro abraço com seu rebento logo após o parto. É um fenômeno que acontece com o gênero feminino durante o período da gestação. Perder o controle, nesse caso, não é virar uma idiota histérica, mesmo porque uma inteligência especial está disponível para que você exercite sua possibilidade de “escolha” baseada naquilo que você realmente necessita.



Acredito que a gravidez é muito mais do que aquele período em que você espera a chegada de um filho. É muito mais que as visitas mensais ao médico e todos os exames que você sequer sabia da existência. É mais do que um longo momento de risos e lágrimas genuínas. Mais que preparar um enxoval e decorar um quarto de criança.



No período gestacional você torna-se um cálice sagrado, a mensageira do milagre da vida, a bendita entre as mulheres, e muito há para ser vivenciado como ponto crucial de seu processo evolutivo como ser humano. A gravidez é um rito sagrado que pode desencadear um crescimento emocional e espiritual sem comparação.A nossa amada mãe natureza nos oferece esse tempo, os 280 dias da gestação, para que possamos maturar e estar prontas para a chegada de nosso filho. Não importa o quanto você esteja se achando uma tonta, que vive chorando pelos cantos ou tendo verdadeiros êxtases de alegria. Não importa se o cheiro do perfume de seu companheiro passou a te desagradar de um jeito que você nem consegue ficar perto dele quando ele o usa. É tempo de observar e obedecer a seus instintos…Coma melancias inteiras se isso te apetecer. Tenha quantas relações sexuais te satisfizer. Coma pitangas, pêssegos, uvas, bananas… uma boa relação com o paladar será uma ferramenta e tanto quando seus instintos começarem a te mover.



Os sentidos de uma forma geral são muito importantes na conscientização corporal, emocional e mental no período “De Graça” (um apelido para gravidez). A mulher tem tudo para atravessar o ciclo mais interessante de sua vida. O fato é que está havendo uma grande mudança em sua vida. Tudo te convida a MUDAR. Pronto, agora, já não há necessidade de longos processos terapêuticos, custo da terapia, etc. A realidade te chama e te diz: “Oi, é tempo de mudança, aproveite! Mude… reveja, recorde, agilize, descanse, caminhe, dance, nade. Seja o que há de sagrado aqui e agora!”. Não existe nada mais importante que você nesse ciclo. Sua gestação é também a gestação de uma nova mulher em você. Essa história tem um começo, um meio e um fim. Tem um tempo também… 280 dias. Aproveite!



Sabe aquelas coisas que você sempre adiou fazer? Faça, o tempo é esse! Sabe aquela dieta para a boa saúde que você sabe que deve fazer, mas com o automático ativo você quase não consegue tomar uma decisão consciente por dia? .Pois decida agora! Leia tudo sobre alimentação, culinária, visite um bom restaurante com comida saudável e orgânica. Crie uma rotina que priorize o seu bem estar. E não estou falando somente do lado físico, mas também e principalmente do emocional e mental. Afaste-se das burrices, informações de origens não idôneas. Prime pela qualidade em tudo. Ao que ouve, vê, saboreia, cheira…a tudo aquilo que entra e sai de você. Só converse com pessoas que possam expressar idéias e pensamentos.



Afaste-se daqueles que só sabem falar de outras pessoas…Amenidades têm seu momento, mas definitivamente nesse momento, acredite, você não precisa de amenidades, mesmo porque todo o seu SER está em revolução, gestando um ser humano. É um momento de magia. Você saberá quando estiver fazendo a “dieta da boa qualidade” que é escolhendo conscientemente tudo que entra e sai de você que atrairá para si tudo aquilo que necessita.



Você é a protagonista desse espetáculo. Escolha e deixe-se guiar pelos seus instintos e pela sua intuição. Mas preste bem atenção para não confundir seu medo com instinto e intuição. Isso é muito importante. A maioria de nossos medos é infundada. Mas somos condicionadas e estamos adormecidas, por isso às vezes podemos confundir nosso medo com nosso instinto e intuição. Preste atenção às coincidências, observe seu pensamento. Ele é criativo e te produz serenidade? Não anseie por nada diferente daquilo que seja o melhor para você. Siga procurando com confiança de que nada te faltará e que, quem cria a sua realidade é você. Portanto, crie um ambiente de amor para você. Se não souber que atitude tomar, pergunte-se: Como o amor agiria nessas circunstâncias? Escolha! Conheça suas opções! Escolha o tipo de assistência de que você precisa. Escolha o lugar de seu parto, a cor da roupa de sua “equipe”,a roupa que quer usar ou não usar, sua mãe de parto (ultimamente também conhecida como doula). Escolha seu obstetra (palavra derivada do grego cujo significado é: aquele que observa). Escolha quem vai estar no seu parto. Entreviste pediatras e anestesistas, tanto faz se sua opção for um parto hospitalar ou domiciliar.



O evento do nascimento do seu filho é muito importante, não é propicio que você seja manipulada nem pelos seus medos e muito menos pelo medo de outras pessoas. Esteja cercada de pessoas de qualidade. Sua sexualidade é o medidor da qualidade da sua vida. Escolha viver seu esplendor sexual. Sua sexualidade sagrada. Escolha estar em parceria com um homem que possa se deixar guiar pelas suas marés. Se o progenitor não atende a esse requisito, eu sugiro que se afaste dele o quanto antes. Sei que é absolutamente anti-institucional e que todas sonhamos com o exemplar Jose, Maria e Jesus, mas, o fato é que um homem insensível pode atrapalhar e muito. Se ele quiser tentar conscientizar-se, é bom para ele, posto que também está grávido e precisa de suporte para essa grande mudança. Mas jamais permita que ninguém se interponha entre você e seu bem estar. Nem mesmo a sua mãe, se esta se mostrar despreparada. Se você deseja uma mãe de parto, converse com essas mulheres, e escolha-as como quem escolhe um namorado. Seu corpo saberá que mulher será a eleita para ser sua mãe de parto. Leia palavras edificantes e nutritivas, para alegrar a sua alma. Pense, pois o pensamento é um evento. Pensar é raro. Nós vivemos sob uma tempestade de sensações, de elucubrações mentais, devaneios. Isso não é pensar. Pensar é bom, é do Bem.



Registre essa fase de sua vida, mesmo que você não goste de escrever. Dê uma chance á sua livre expressão própria. Não se julgue, você não tem esse tempo a perder. Vá direto ao assunto. Escreva as memórias desse período, escreva que leu este artigo e lembre-se que, se este pequeno artigo te tocou, é porque você faz parte de uma irmandade de mulheres, que dedicam a sua vida a exercitar os preceitos expostos aqui. Nunca mais você estará sozinha, pois, se você busca a sua integralidade, você é parte da Irmandade das Mulheres da Terra. Mulheres que se preparam silenciosamente para mudar o mundo, para gerar um mundo mais harmonioso e uma humanidade mais consciente e pacífica.



E embora este artigo esteja falando do período gestacional, como um tempo de transformações e maturação; todas as mulheres que pensam na gravidez ou que estão “grávidas” de um novo ciclo na sua evolução podem beber dessas palavras e experimentar sua vida como quem está “em graça!” Pois a Mulher está sempre concebendo e gestando algo dentro de si.



De modo que desejo a todas as mulheres grávidas e não grávidas, que não temam seus corpos, seus instintos e intuição! Vivam a sua sexualidade sagrada! Assumam o controle de suas vidas e a responsabilidade pelas suas escolhas.



Existe a hora certa para ter filhos?

por Eugenio Mussak em 09/07/2009 http://www.maternidadeconsciente.com/artigos/hora-certa-para-ter-filhos/

Há como saber qual é o momento mais apropriado de ter filhos? O que é preciso levar em conta para tomar essa decisão com responsabilidade?
 
Essa é uma grande questão da pós-modernidade. Hoje em dia, vivemos mais tempo e melhor, temos a ciência, a informação e o conhecimento a nosso favor. Há liberdade na maior parte do mundo. Em compensação, surgiu um fato novo para o qual não estávamos preparados: temos que fazer muitas escolhas, e isso nos angustia. Ter filhos, por exemplo, antes era destino, agora é escolha.

Veja a Natália e o Eduardo, um casal típico da atualidade. São belos, cultos, profissionais, se dão muito bem, têm amigos, praticam esportes, viajam bastante, moram em um lindo apartamento recheado de conforto, arte e tecnologia. Têm um negócio próprio, trabalham juntos porque suas competências são complementares e são muito admirados por isso. Não dá para dizer que falte alguma coisa para esse casal. Mas falta. Eles não têm filhos.

Enquanto estavam ocupados construindo a vida que têm, a questão filhos não estava na pauta, até que o assunto começou a ganhar relevância. Como não sabiam como lidar com ele, fizeram o que os casais pós-modernos fazem: terapia. Mas, claro, a terapeuta não disse o que eles deveriam fazer, só os ajudou a pensar, a considerar todas as variáveis, as perdas e os ganhos.

Natália já vai fazer 35 anos e sabe que está chegando ao limite da idade ideal para ser mãe – do ponto de vista biológico. A natureza é cruel. O homem pode procriar sem problema até depois dos 70, a mulher mal passa da metade disso. A natureza tem lá suas explicações, mas não convence muito os pós-modernos, que se acostumaram a mantê-la sob controle e nesse assunto sentem-se meio impotentes. Para piorar, o Eduardo, que é mais velho, apesar de não aparentar, já tem filhos de uma relação anterior. Ele está, digamos, realizado nessa área, mas, como ele ama Natália, considera ter um filho com ela, até para dar continuidade ao amor deles. Ambos têm consciência de que a vida deles vai sofrer uma mudança radical, mas a hora da decisão chegou, não dá mais para esperar.
 
Então como decidir com propriedade se este é o melhor momento?

A decisão de ter um filho obedece aos princípios clássicos da tomada de decisões. Quanto mais variáveis forem consideradas, maior a chance de a decisão ser acertada. Nesse caso, há três áreas que devem ser consultadas: a idade reprodutiva, a estabilidade da relação e o equilíbrio profissional e financeiro. Em síntese, dessa decisão tão importante participam os três elementos que constroem nosso ser: a biologia, a emoção e a razão.

Quanto à biologia, sabemos que a mulher tem uma idade reprodutiva ideal, que vai dos 18 aos 35 anos, com alguma variação de mulher para mulher. Antes ou após essa faixa aumentam os casos de infertilidade e de distúrbios genéticos. Ainda que haja inúmeros casos de mulheres que se tornaram mães após os 40, tiveram gravidez tranquila e filhos saudáveis, os especialistas recomendam engravidar antes, para ter a estatística a seu favor.

No que diz respeito ao lado emocional, é necessário dizer uma coisa dura: provavelmente, o maior dos erros que um casal pode cometer é o de achar que um filho vai trazer felicidade. O certo é trazer um filho para compartilhar a felicidade que já se tem. Até porque seria muito cruel e egoísta dar essa responsabilidade para o pequeno ser.

Concordo que um filho dá a sensação de plenitude, de continuidade, de imortalidade. Mas é necessário que ele encontre um mundo pronto para recebê- lo, estruturado o suficiente para lhe dar a chance de crescer de modo saudável. E disso faz parte uma estrutura emocional equilibrada. O melhor que um pai pode fazer por seu filho é amar a mãe dele. Crescer em um ambiente de amorosidade, em que a paz é parte da família, com pais que conversam e trocam carinhos, em que o beijo é democrático e a preocupação de um com o outro é genuína, acredite, é o melhor substrato para a construção de uma personalidade estruturada.

Quanto à lógica, esta se refere ao lado prático da vida. Um filho dá despesa, exige espaço, tempo, atenção. A questão financeira talvez seja a mais relevante, há muitos estudos sobre o assunto. Um dos últimos mostra que, quanto mais os pais ganham, mais gastam, e que o investimento em um filho até que ele complete a faculdade pode chegar à casa de 1,5 milhão de reais. Não pensar no aspecto financeiro seria irresponsável, pois seu filho precisa frequentar locais que colaborem com seu desenvolvimento, estudar línguas, viajar, praticar esportes, ter saúde, acesso a livros, comprar roupas. A lista não tem fim.

Planejamento familiar pode parecer diferente de outros planejamentos porque tem um fortíssimo componente emocional. Sim, tem amor envolvido na questão, mas continua sendo um planejamento.

Apesar do trabalho e da despesa, um filho é motivo de felicidade para o casal

Sem dúvida é a maior felicidade que se pode experimentar, mas estamos diante de duas questões bem diferentes: a maternidade e a tomada de decisões. São dois assuntos que pertencem, em parte, a áreas diferentes da mente humana. A maternidade é uma força própria da condição de ser mulher, e a ela concorrem o instinto e a emoção, com a mesma força. O instinto da perpetuação, com o qual não dá para discutir. E a emoção de ser mãe, de amar da forma mais intensa possível, de se sentir amada, de ver nos olhinhos do filho o verdadeiro sentido da vida. A maternidade está, sim, entre as maravilhas de uma existência. Trata-se de uma experiência que nem sequer pode ser explicada, só pode ser vivenciada.

Como pai que foi meio mãe, posso afirmar que vale a pena experimentar a sensação de gerar, de sentir o sabor da continuidade, da perpetuidade; de participar, através de um ato extremamente amoroso, do enriquecimento deste mundo. A emoção é imensa, sem dúvida. Ter um filho, vê-lo crescer, sorrir, aprender, errar, dar os primeiros passos em direção ao controle de sua vida. Eu experimentei tudo isso e posso afirmar que meus filhos me tornaram melhor. Ensinaram-me mais do que aprenderam de mim. Deram significado a meu trabalho, aos cuidados com minha saúde e até ao amor que sentia pela mãe deles. Sim, é maravilhoso ter um filho, mas…

Mas há a decisão, e esta pertence ao círculo da lógica, ainda que faça parte das funções dela consultar as emoções, sem as quais as decisões se tornariam frias e estéreis. Decidimos o tempo todo, em praticamente todas as nossas atividades, e é possível que seja exatamente nessa obrigação diária que se esconda a grande causa da ansiedade humana. Sim, pois a escolha pressupõe, em geral, várias renúncias, o que nos leva a crer que a escolha nos dá menos do que o que perdemos, e isso gera um desconforto interno chamado ansiedade.

Começamos o dia fazendo escolhas, e continuamos assim pela vida afora. Decisões, decisões. Ansiedade constante. Pense um pouco: se decidir qual sapato comprar já causa uma revoada de borboletas no estômago, imagine o borboletário ao ter que decidir se está, ou não, na hora de ter um filho. Trata-se de uma decisão que irá mudar sua vida, não duvide disso. Aquele pequeno ser assume o comando de tudo à sua volta. Os horários da casa, a estrutura do quarto, os móveis da sala, tudo passa a girar em torno das necessidades e dos desejos do pequeno.

Não que ele não faça sua parte. Quando resolve brincar às 4 da manhã, tira você da cama de mau humor, mas este se desvanece na primeira risadinha que faz aparecer aquelas covinhas na bochecha. Ele tem tudo sob controle. Suas armas são a alegria, o riso, os pequenos movimentos, a descoberta de que tem mãozinhas, o aperto que dá em seu polegar demonstrando dependência e confiança.

Não basta o desejo de ter filhos? O que mais é preciso? É maravilhoso ter um filho, e será tão mais quanto mais agregar valor a nossa vida. A questão é que ele também tira algo, pois é um sugador insaciável de atenção, cuidados, tempo, dinheiro. Há um preço a pagar, e temos que estar preparados para isso. Se assim não for, a maravilha da maternidade, ou da paternidade, perde pontos para a aridez da vida prática. Duas publicações recentes me disseram muito a respeito deste tema.

A psicóloga Vera Maluf, que apoia casais que enfrentam alguma dificuldade nessa área, publicou o livro Fertilidade & Maternidade – O Desejo de um Filho (Atheneu), no qual aborda, principalmente, as possibilidades da reprodução assistida e suas consequências psicológicas. No capítulo chamado “O desejo em nossas vidas”, ela diz que o desejo de ter um filho não é tudo, que precisamos também ter vontade. E explica: “O desejo é dado pela psique, libido, biologia – é um fato natural. A vontade é construída pela consciência, disciplina, interação – é um fato social. Educação é a arte de construir vontades”. Uma visão cristalina.

Orquestra harmônica do parto por Mayra Calvette

Podemos comparar o processo de nascimento a uma orquestra, onde há um maestro (cérebro), que conduz a melodia (trabalho de parto) e regula o tempo, o pulso, a amplitude e a textura da música (a secreção hormonal, o ritmo e intensidade das contrações). O maestro rege o conjunto em busca da harmonia da melodia. A plateia aprecia vislumbrada tamanha perfeição. Aprecia e não interfere. A plateia, se comparada aos profissionais que atendem o parto, deveria apreciar a mulher em trabalho de parto, sem interferir na perfeição que é esse processo. Imaginem se cada um da plateia quisesse mudar algo durante um concerto? Com certeza a perfeição da melodia seria perturbada e é isso o que acontece com a grande parte das mulheres durante o trabalho de parto.

A maioria das mulheres dá à luz em condições que interferem no equilíbrio da melodia. Durante a relação sexual, o parto a e amamentação, que são momentos de trocas e amor, estão envolvidos hormônios que fazem parte de um todo, como a ocitonina, conhecido como hormônio do amor, e as endorfinas, que são hormônios do prazer e analgésicos naturais.

O nosso maestro é nosso cérebro, que regula nosso sistema conforme a necessidade. Nós, seres humanos, possuímos um cérebro primitivo e um cérebro racional, o neocórtex. O cérebro primitivo, que dividimos com os demais mamíferos, coordena nossas funções vitais, instintivas e é maestro da orquestra hormonal. O neocórtex é o cérebro que nos diferencia dos demais animais pela capacidade racional e intelectual. Quando este cérebro racional está super ativo, ele tende a inibir o cérebro primitivo.

As circunstâncias em que o parto acontece são muito importantes para que aconteça essa orquestra hormonal. Muitas intervenções que acontecem durante o parto acabam interferindo no processo natural do nascimento, reduzindo a liberação desses hormônios e dificultando a vivência plena, o êxtase, a sensualidade e o prazer do parto. Estímulos externos, como luzes fortes, linguagem racional, insegurança e medo dificultam a entrega, o desligar-se do mundo externo e a entrada em outro nível de consciência, ou como dizemos durante o trabalho de parto, na “partolândia”.

O parto é de natureza sexual. Uma mulher em trabalho de parto emite sons muito semelhantes aos sons emitidos durante uma relação sexual. Imaginem se nesse momento há alguém observando, pressionando e inibindo o casal? Nessas circunstâncias torna-se muito difícil conseguir relaxar e o mesmo acontece com uma mulher em trabalho de parto, pois os mesmos hormônios e órgãos estão envolvidos, o bebê é gerado e nascerá por mecanismos muito semelhantes.

Durante a relação sexual, a ocitocina chega a seu pico no momento do orgasmo e tem como função a ejeção do esperma e provocar as contrações interinas na mulher, no sentido de trazer o esperma para dentro do útero para haver a fecundação. As relações também liberam altos níveis de endorfinas, que são similares à morfina, e promovem a sensação de prazer e dependência, como se fosse uma recompensa para a sobrevivência e perpetuação da espécie.

No trabalho de parto, a ocitocina tem como função provocar as contrações uterinas que dilatarão o colo do útero e permitirão a saída do bebê. A ocitocina está em alta logo após o parto, sendo que esse hormônio induz o comportamento maternal, sendo conhecido como o hormônio do amor. Ele também gera contrações uterinas quem previnem hemorragia. Já a ocitocina sintética, comumente utilizada durante o trabalho de parto, inibe a produção da ocitocina natural e age localmente no útero para aumentar as contrações. Ela não possui os outros benefícios da ocitocina produzida pelo corpo e não respeita o tempo e a necessidade de cada mãe e bebê.

As endorfinas, durante o trabalho de parto, servem como analgésicos naturais e ajudam a mulher a entrar em estados alterados de consciência. Logo após o parto, ela gera um estado de relaxamento, prazer e também de dependência mútua entre mãe e bebê. Esse momento é reconhecido por ter extrema importância para o estabelecimento da relação entre mãe e filho.

A adrenalina é somente liberada nos estágios finais do trabalho de parto, como uma injeção de energia. É por isso que as mulheres têm a necessidade de se agarrar em algo, ficar na posição vertical, gemer, empurrar o bebê. Elas estão alertas para, logo após o parto, proteger seu bebê de eventuais predadores (necessário para os demais mamíferos). A adrenalina também deixa o bebê alerta, com os olhos abertos para reconhecimento mútuo entre mãe e filho. Muitas mulheres têm dificuldade de descansar após o parto, por estarem super alertas e super protetoras, acordando de hora em hora para ver se seu bebê está bem e seguro.

Se a adrenalina, que é secretada em condições de estresses, é liberada durante o trabalho de parto, ela pode desacelerar ou parar o trabalho de parto, diminuir a ação das endorfinas (aumentando a sensação dolorosa) e diminuir o fluxo sanguíneo para o útero, o que consequentemente diminui a oxigenação do bebê. Se um mamífero em trabalho de parto se sente ameaçado, ele dificilmente dará à luz. Por isso que muitos animais mamíferos vão ter seus filhotes em lugares escondidos, onde se sintam seguros e ninguém possa observar ou interferir. Somente depois de dias encontramos a mamãe com seus filhotinhos.

A amamentação é também um processo natural e primitivo. A prolactina é o principal hormônio para a produção do leite e a ocitonina atua na saída do mesmo. Quando o bebê suga, os níveis de ocitocina estão em alta. O nível de endorfinas chega ao máximo em vinte minutos de amamentação, gerando prazer e relaxamento para mãe e bebê, pois são liberados no leite materno.

Nossa sociedade precisa apreciar mais e interferir menos na perfeição da orquestra, que é o processo de parir. Quem quiser saber mais sobre o hormônio do amor, sugiro a leitura do livro “A Cientificação do Amor”, do autor Michel Odent e o filme “Parto Orgásmico”.

Os 3 Hots - Indução natural para o parto

Encontrei esse texto no blog materna japão e achei bem interessante, pois indico no consultório na fase final da gestação, mas pergunte ao seu médico antes de fazer uso de qualquer uma dessas técnicas.

Os 3 hots são um método natural que existe de se tentar induzir o parto.

É bom pra quando a gente não se aguenta mais de ansiedade ou quando o (maledeto) médico coloca uma data limite bem próxima.

Eles são:

- Hot Bath - Banho quente. Aí no Japão, um ofurô é uma boa pedida. Bem quentinho, porque relaxa e ajuda a gente a deixar a coisa rolar. Mas para o parto, o ideal é uma água morninha, viu? Senão a pressão cai e aí, já viu....



- Hot Food - Comida picante. Dizem que a pimenta aumenta as contrações. Eu lembro que comia muita pimenta e aí começava a sentir contração. Mas elas paravam em uma hora, mais ou menos. É legal, porque vai trabalhando o colo do útero e vai ensinando como são as contrações. Só tomem cuidado por causa da hemorróida...



- Hot Sex - é o melhor. Huahuahaua. Bom, no final da gravidez, é liberado pra todo mundo. E faz bem, viu? As prostaglandinas (têm no sêmen) funcionam como um ótimo indutor. A ocitocina que a gente libera na hora também ajuda no trabalho de parto. E o bebê fica felizinho com os hormônios que a gente secreta na hora. Fora que, depois que o bebê nascer, vai demorar um pouquinho pra conseguir voltar a ativa.....


Além desses, outras coisas legais que eu testei são:

- Chá de canela com gengibre. Gente, é uma delícia!!!!! Mas só funciona se o trabalho de parto já tiver começado. Aí toma um monte pra coisa ir logo. (mas meus partos foram rapidinhos... tipo 25 horas, 19 horas... hauhaua)


- Massagem no pé. Tem um ponto, cinco dedos acima do calcanhar, bem acima da fibula, que induz contrações. É muito engraçado! O marido apertava e a barriga contraía. Mas também só façam se já estiver na hora de nascer. hehehehe.

- Roupas quentes durante o TP também ajudam. Manter o coccix e a barriga bem aquecidos com bolsa de agua quente ou cobertor aquecido ajuda muito também.

As Doulas no programa mais você...

Mais Você apresenta o lindo trabalho das doulas

O maior desejo de uma grávida é que tudo corra bem na hora do parto, não é mesmo Isso costuma gerar muita ansiedade, principalmente nas mães de primeira viagem. Antigamente, as mulheres viviam mais próximas de suas famílias. A maioria delas fazia parto normal e esse conhecimento era passado de mãe para filha.

Como isso acontece cada vez menos, muitas mulheres que optam pelo parto normal se sentem inseguras e somente a orientação médica não acalma a ansiedade delas. É aí que entra o trabalho da doula. Você já ouviu falar? Doula é a acompanhante que ajuda a mulher na hora do parto. Dá apoio, orienta e fica ali do lado principalmente quando o parto é normal.

O acompanhamento de uma doula particular custa em média R$ 600 e existem cursos que formam estas profissionais. Nas aulas, as futuras doulas não recebem nenhuma formação específica, seja em medicina, ou psicologia. Elas simplesmente são preparadas pra identificar as dificuldades mais comuns na hora do parto e proporcionar conforto e segurança às mulheres.

Marcele Ribeiro é professora de ioga e descobriu há dois anos a atividade de doula, por experiência própria. Contratou uma para ajudá-la na primeira gravidez e gostou tanto que resolveu se tornar uma também.

O que essas mamães de hoje estão descobrindo, na verdade não é nenhuma novidade. O papel da doula existe há milênios. Em grego, a palavra quer dizer: mulher que serve. Mas não precisa nem ir tão longe. Na nossa história mesmo, até algumas décadas atrás, a maioria das mulheres dava a luz em casa e eram as mães ou parentes das gestantes que faziam o trabalho de doula, junto com as parteiras.

Hoje, o valor desse apoio é reconhecido pelo Ministério da Saúde, que incentiva a presença de doulas voluntárias nas maternidades públicas.

Para falar mais sobre o assunto, Ana Maria conversou com a doula Maria de Lourdes Teixeira, mais conhecida como Fadynha. Ela também recebeu mães que contaram com a ajuda da doula em seus partos. “Sou uma das doulas mais antigas do Brasil. Comecei quando as grávidas começaram a pedir que eu as acompanhasse nos partos, na época em que dava aula de ioga. Foi espontâneo”, disse.

Por sua vez, a mãe Viviane Varela contou que cresceu com a ideia de que o parto normal era difícil. “Mas acabei optando por esse tipo de parto. Vi o nome da Fadynha, tive todas as informações dela e foi ótimo. Fiquei muito surpresa com a minha ignorância sobre o assunto. Havia muita coisa bonita do parto que eu não sabia. Sou grata a ela primeiramente pelas informações que recebi. O parto pode, sim, ser prazeroso”, contou.

Fadynha explicou que existem dois tipos de doula. “Existe a doula de parto e a que faz o acompanhamento somente após o parto. É bom lembrar que a doula não pode interferir no nascimento. Ela se incorpora à equipe e acompanha o processo”, explicou.

http://maisvoce.globo.com/videos/v/conheca-o-lindo-trabalho-das-doulas/1316603/

Código de Ética da Doula

I.Regras de Conduta

A. Atitude: A doula deve manter padrões elevados de conduta pessoal na capacidade ou identidade como provedora de apoio ao trabalho de parto.

B. Competência e Desenvolvimento Profissional: A doula deve buscar se manter competente na prática profissional e na sua performance das funções profissionais através de educação continuada, afiliação em organizações relacionadas e associação com outros provedores de cuidados para o trabalho de parto e parto.

C. Integridade: a doula deve agir de acordo com os mais elevados padrões de integridade profissional.



II. Responsabilidade Ética com as Clientes

A. Prioridade dos Interesses da Cliente: A responsabilidade primeira da doula é com as clientes

B. Direitos e Pregorrativas das Clientes: A doula deve fazer todo o esforço para formentar o máximo de autodeterminação por parte das clientes.

C. Confidencialidade e Privacidade: A doula deve respeitar a privacidade das clientes e guardar em confiança toda informação obtida durante o período de serviço profissional.

D. Dever de servir: A doula deve dar assistência a cada cliente que busque apoio no trabalho de parto, seja oferecendo serviços ou indicando referências apropriadas.

E. Confiabilidade: Quando a doula concorda em trabalhar com uma cliente em particular, sua obrigação é fazê-lo em confiança, sem falhar, pelo termo de acordo.

F. Honorários: Ao estabelecer o preço dos honorários, a doula deve assegurar que seu preço seja justo, razoável, considerando os serviços realizados e a habilidade da cliente em poder pagar. A doula deve claramente estabelecer seu preço para a cliente, descrevendo os serviços, termos de pagamento e políticas de reembolso.


III. Responsabilidade Ética com seus Colegas

A. Respeito, Justiça e Cortesia: A doula deve tratar seus colegas com respeito, cortesia, justiça e bondade.

B. Lidando com as clientes dos colegas: A doula tem responsabilidade para se relacionar com as clientes dos colegas com consideração profissional integral.


IV. Responsabilidade ética com a Profissão de Suporte no Trabalho de Parto

A. Manter a Integridade da profissão: A doula deve preservar e aumentar os valores éticos, conhecimento e missão de profissão.

B. Serviços Comunitários: A doula é encorajada a dar assistência na visão da ANDO de “uma doula para cada mulher que queira” reduzindo os custos ou não cobrando os serviços de suporte no trabalho de parto sempre que possível.

 
V. Responsabilidade ética com a Sociedade

A. Promovendo Bem-estar Materno Infantil: A doula deve promover a saúde geral de mulheres e seus bebês, sempre que possível, assim como de sua família e seus amigos.



*Fonte: ANDO (Associação Nacional de Doulas)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

1 ano de blog!!!!



Nosso blog faz 1 aninho!!!

Gostaria de agradecer a todos por nos acompanhar e  fazer deste blog um canal recheado de informações construtivas.
Obrigada queridos amigos!

domingo, 8 de agosto de 2010

Para onde vão o cocô e o xixi do bebê intra-útero?

Embora o embrião produza uma meleca escura no intestino, não dá para dizer que isso é cocô, afinal o embrião não come, portanto, não produz fezes. Já o xixi é solto livremente na bolsa amniótica (que envolve o embrião). Na verdade, essa urina fetal é o que compõe a maior parte do líquido amniótico e, portanto, é fundamental para o crescimento saudável do bebê. Mas não pense que ela é parecida com a nossa urina: quase 100% da urina fetal é água. O motivo é simples: o embrião não tem muita sujeira para excretar, primeiro porque não se alimenta como nós e segundo porque os metabólitos (principalmente uréia, sódio e creatinina, que também fazem parte do nosso xixi) são enviados para a mãe, via cordão umbilical, e excretados por ela. O embrião só consegue urinar a partir da 16ª semana, quando seus rins ficam maduros para filtrar o sangue enviado pela mãe - separando oxigênio, glicose, sais minerais e vitaminas dos tais metabólitos (que não servem para nada). Um pouco mais tarde, por volta da 25ª semana, as células do intestino produzem uma secreção escura, chamada mecônico, que cobre as paredes do intestino para evitar que elas se colem. Algumas vezes, no final da gravidez, o embrião pode soltar esse mecônio no líquido amniótico, o que pode ser perigoso quando o bebê nascer e der a primeira respirada (na barriga da mãe, todo o oxigênio vem pelo cordão umbilical): se o bebê aspirar o líquido com mecônio, pode contaminar seus pulmões e desenvolver uma pneumonia. Por isso, antes de cortar o cordão, os médicos aspiram o líquido que cobre o nariz e a boca do recém-nascido*. "Além disso, soltar o mecônio é sinal de que o intestino do embrião está mais vascularizado do que o normal e, por isso, ele pode estar sofrendo*", diz a obstetra e ginecologista Carolina Carvalho, da Unifesp. Se, durante o pré-natal, os médicos constatam que o líquido amniótico está escuro, o parto pode ser antecipado. Nesse caso, eles podem dizer aos pais que "o bebê fez cocô dentro da barriga da mamãe" para facilitar a explicação, mas, que fique claro, isso não é cocô!



*Fonte: Mundo Estranho





*Nota 1: a aspiração de vias aéras não é necessária em todo parto e nem em todo bebê. Geralmente, no parto normal, ao passar pelo canal vaginal, o bebê já tem seu corpinho todo comprimido e aí os líquidos são expelidos. Já na cesárea, como não existe essa compressão, a aspiração é realizada.

*Nota 2: a presença do mecônio nem sempre significa sofrimento fetal. Pode indicar amadurecimento também! Por isso é necessário monitorar mãe e bebê para verificar como estão os batimentos cardíacos do bebê durante o trabalho de parto.

Consumo de alimentos diet pode estar ligado a risco de parto prematuro

Repassando matéria quentinha da Folha Online


Uma nova pesquisa sugere que o hábito beber bebidas adoçadas artificialmente em excesso pode estar ligado a um risco maior de parto prematuro em mulheres grávidas.

"Pode ser não opcional para as grávidas o consumo elevado destes tipos de produtos", disse Thorhallur I. Halldorsson do Statens Serum Institut de Copenhagen, um dos pesquisadores do estudo.

As bebidas diet são amplamente promovidas como uma alternativa saudável a refrigerantes e sucos com açúcar, mas Halldorsson e seus colegas observam que há pouca pesquisa sobre a segurança do consumo regular de adoçantes artificiais em seres humanos.

Refrigerantes -tanto adoçados artificialmente como com açúcar- foram recentemente ligados a pressão arterial elevada, acrescentaram os investigadores, o que aumenta o risco de parto prematuro. Para investigar se poderia haver uma ligação direta, os investigadores avaliaram a dieta de cerca de 60.000 mulheres dinamarquesas, incluindo quantos refrigerantes consumiam a cada dia, em torno da 25ª semana de gravidez.

Cerca de 5% das mulheres deram à luz antes da 37ª semana.

As mulheres que tiveram pelo menos uma unidade de refrigerante adoçado artificialmente ao dia quando estavam grávidas tinham 38% de chance de ter parto prematuro em relação às mulheres que não beberam refrigerante diet, relataram os investigadores em um jornal americano da nutrição clínica.

As mulheres que tiveram pelo menos quatro por dia tiveram 80% mais chance de ter um bebê prematuro. A associação foi a mesma em mulheres com peso normal e acima do peso.

Os investigadores não relataram o risco real de bebês prematuros em cada grupo. No entanto, um em cada oito bebês -ou cerca de 13%- nasce muito cedo. Isto significa que, se beber refrigerante diet, de fato, aumenta o risco -que primeiro deve ser confirmado por outras equipes de investigação-, uma mulher que bebe pelo menos um refrigerante diet por dia teria um risco de 17%, e cerca de 22% se bebesse quatro ou mais.

Em comunicado, o Conselho de Controle de Calorias, um grupo de empresas que produzem e distribuem alimentos de baixa caloria, chamou a pesquisa de "enganosa".

"Este estudo pode alarmar indevidamente as mulheres grávidas. Embora seja contra o peso das evidências científicas que demonstram que os adoçantes de baixas calorias são seguros para uso durante a gravidez, a pesquisa mostrou que o sobrepeso e a obesidade podem afetar negativamente os resultados da gravidez", afirmou em comunicado Beth Hubrich, nutricionista do conselho.

"Além disso, adoçantes de baixa caloria podem ajudar mulheres grávidas a apreciar o gosto de doces, sem excesso de calorias, deixando espaço para alimentos e bebidas nutritivas -algo que pode ser prejudicial tanto para a mãe quanto para o bebê em desenvolvimento."

Como apenas o refrigerante diet foi ligado ao parto prematuro, não as bebidas com açúcar, os resultados sugerem que o adoçante artificial em si poderia explicar a relação, de acordo com os pesquisadores. No entanto, eles acrescentam que outras causas possíveis para a ligação não podem ser descartadas.

Os investigadores não avaliaram adoçantes artificiais específicos e Halldorsson notou que muitas bebidas contêm mais de uma dessas substâncias químicas. Apesar disso, ele e seus colegas dizem que há evidências indiretas que liga o aspartame ao parto prematuro em animais.

O aspartame se decompõe em metanol e outras substâncias no corpo, que por sua vez podem ser convertidas em substâncias tóxicas, como formaldeído e ácido fórmico, explicaram os pesquisadores. Estudos em primatas ligaram a baixa exposição ao metanol à gravidez e complicações do parto prematuro.

Enquanto as grávidas que consomem refrigerante não devem ficar alarmadas com as conclusões, Halldorsson disse, "o que estamos avaliando merece uma atenção maior".

Segundo o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, as mulheres que normalmente utilizam a sacarina ou o aspartame podem continuar a fazê-lo "com moderação", durante a gravidez.


Feliz dia dos Pais!!


Tô chegando, Pai !

Pai, desde que fui semeado aqui, minha Vida não tem sido ruim.
No começo eu fui tomando forma, fui crescendo, crescendo e,
agora, eu já pareço uma cópia (meio achatadinha) de você.
Pai, como tem água aqui!
Antes de sair, quero lhe dizer que não estou com medo.
Alguns anjinhos me contaram que vou morar num lugar
apelidado de " Planeta Água ".
Então, creio que não vou estranhar muito.
Quero avisar-lhe que na hora em que eu sair, vou abrir
um berreiro daqueles, tá?
Afinal, vou dar de cara com um baita espaço e muita
gente estranha em volta de mim !
No começo vou dar um pouquinho de trabalho, viu?
Até eu me habituar, muitas vezes vou acordá-lo
por causa de dorzinhas de barriga, de ouvido, resfriadinhos
e aquelas coisas próprias de gente muito pequena.
Ah! ... não fique com ciúme da mãe, viu?
Por algum tempo ela deixará você meio em segundo plano,
pois estará por demais ocupada com a grande
novidade chamada EU.
Isso não quer dizer que o Amor dela por você terá diminuído.
Na continuação, tudo irá se ajeitando, o Amor que teremos
um pelo outro aumentará cada vez mais e, um belo dia,
você se verá encomendando uma correntinha com um
pingente de ouro incrustado com meu primeiro dente de leite.
Isso sem falar nas minhas botinhas, que você levará
penduradas no espelho retrovisor do carro!
Mais adiante irei para a escola, nos finais de semana brincaremos
juntos e, finalmente, um dia estarei crescido, talvez do seu
tamanho ou até maior.
Lembrarei com saudade dos maravilhosos momentos que
teremos passado juntos e, em todos os meus aniversários,
eu lhe darei mais um daqueles emocionados abraços, dizendo:
" Segura mais esse, Pai!
Filho criado é trabalho dobrado! "




Silvia Schmidt

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Milas Daydreams

Recebi essa dica de uma querida amiga que encontrou nesse blog, fotos tiradas por uma mãe de várias situações que se assemelham a sonhos. Parece que a pequena Mila está sonhando mesmo!