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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Amamentação adotiva: Um vínculo que alimenta

É muito importante para as mulheres que pretendem adotar crianças, oferecer a possibilidade de que elas possam amamentar. Acho que tem benefício pro bebê, de ele poder lidar melhor com a rejeição da mãe e encontrar, através do contato físico com a mãe adotiva um canal de expressão, de afetividade e de qualidade entre essa mulher e esse bebê. Também acho que como não aconteceu a gravidez, não aconteceu o parto, a situação de aleitamento pode ser uma nova possibilidade de estabelecimento desse vínculo.

Acho bastante interessante que a gente possa ajudar a mulheres que adotam crianças pequenas a estabelecer esse vínculo, através da amamentação. Já atendi mulheres que foram bastante disponíveis, e foi maravilhoso. Quando se tem a previsão de quando vai acontecer a adoção, a gente pode trabalhar com preparo de mama, usando calor , massagens na mama, e uma medicação que ajude a induzir produção. Também pode ser utilizado um sistema de alimentação, com uso de reservatório de leite e sonda que, conectada ao peito e ao mamilo, o bebê possa chupar o peito da mãe adotiva e receber leite a través da sonda. Esse estímulo do bebê sugando, pode ser suficiente para haver produção de leite. Chamamos isto de Lactogenese, diz Dr Carlos Eduardo Corrêa.


Não temos como proposta que a criança fique no aleitamento materno exclusivo, estamos propondo uma estratégia de formação de vínculo de mãe-filho, se o aleitamento acontecer, é um plus maravilhoso, mas não é o objetivo. O objetivo é que esse contato físico entre mãe e bebê aconteça. Então, vamos estimular também o uso do sling, para o bebê ficar próximo da mãe, amamentação sem roupa entre mãe-bebê, massagem de bebê, Já tive experiências muito positivas com mulheres que conseguiram uma produção de leite suficiente para aleitamento exclusivo e prazeroso. Tudo é possível, que seja um aleitamento parcial, complementando, pois na verdade a questão é formação de vínculo.

Existem instituições, ONG’s, que são de pais que adotaram crianças que ajudam pais na situação de espera para adoção, e quando a adoção acontece, formar/deixar nascer/ criar vínculo. São pessoas que vivenciaram essa historia, que ajudam outras pessoas, através de orientações e apóio, como é o caso do Projeto Acolher.

Um comentário:

Ministério da saúde disse...

Olá blogueiro,

Dê ao seu filho o que há de melhor. Amamente!

Quando uma mulher fica grávida, ela e todos que estão à sua volta devem se preparar pra oferecer o que há de melhor para o bebê: o leite materno.

O leite materno é o único alimento que o bebê precisa, até os seis meses. Só depois se deve começar a variar a alimentação.

A amamentação pode durar até os dois anos ou mais.



Caso se interesse na divulgação de materiais e informações sobre esse tema, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br

Obrigado pela colaboração!

Ministério da Saúde