Páginas

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Programa Tudo a Ver na TV Record

A matéria sobre o trabalho da Doula irá para o ar na quarta-feira dia 04 de Agosto de 2010 às 14:00!
Programa Tudo a Ver na TV Record

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cólica, o que fazer??

Esta matéria eu encontrei no site http://www.papodemae.com.br/, onde a Dra. Bárbara B. Matera A. Sampaio, pediatra e neonatologista do Hospital M Boi Mirim/SP, formada pela Faculdade de Medicina da Santa Casa/SP e pós-graduada pela FMUSP, dá dicas para ajudar as mães de primeira viagem a lidar com as cólicas.

Você precisa saber que o choro em recém-nascidos nem sempre significa sofrimento. É a maneira que o bebê expressa se está com frio, com calor, com fome, se quer colo, se quer mamar... Na verdade, é muito difícil ter cólica antes do primeiro mês de vida.

A cólica geralmente tem um choro pós mamadas, porque estimula o transito intestinal. Ela vai e volta, não é continua. É preciso ver também se o bebê está com refluxo (quando volta o leite) porque junto com o leite volta também o ácido do estômago e isto provoca muita dor. O refluxo pode ser fisiológico (normal) até os 3 meses ou pode precisar de tratamento.

Geralmente, os 3 meses são um divisor de águas. Você vai perceber a diferença porque a cólica melhora, o refluxo melhora e o bebê fica bem mais calmo...

Para a cólica pode ser feita massagem na barriga no sentido horário; deixar o bebê de barriga para cima e dobrar as pernas, comprimindo os joelhos na barriga; e ainda funchicória (produto natural vendido na farmácia) que pode ser usado na chupeta. Raramente uso outras medicações nos meus pacientes.

Quanto à sua alimentação, os alimentos que devem ser evitados são: pimenta, repolho, cafeína, chocolate em excesso e derivados de leite em excesso.

E como eu disse antes, o problema pode não ser cólica. Por isto, você pode tentar as seguintes maneiras de acalmar o seu bebê:

• TAPINHAS RITMADOS : levinhos, nas costas ou nádegas

• SOM REPETIDO: tic tac do relógio, água corrente, batidas do coração, música calma.

• MASSAGEM / SHANTALA : há vários livros sobre este assunto (Arte e Pratica de Massagem em bebês de Peter Walker/ Massagem do bebê de Peter Walker/ e Shantala- massagem, saúde e carinho para seu bebê de Píer Campadello, dentre outros.)

• ACONCHEGO: acomode o rosto do bebê entre a sua bochecha e seu ombro aninhando-o, balance de um lado para o outro, cante também.

• CONTATO CORPORAL: coloque seu bebê com o peito nu sobre sua pele cobrindo-o.

• MOVIMENTO RITMADO.

• DISTRAIR: chame a atenção com brinquedos, luzes.

• ENROLAR: enrole o bebê em um pano de algodão ou flanela, deixando o com seus braços para dentro ou fora (experimente ambos). Quando quiser sair ele se movimentará e se desenrolará.

Vide os links: http://www.youtube.com/watch?v=vMBn-hdA3e8 e

http://www.youtube.com/watch?v=ohroLseTwVs&NR=1

E preste atenção nas razões para o choro do seu bebê:

• Fome: após 1h 30 ou 2 hs da mamada seu bebê pode estar com fome.

• Fralda molhada ou suja.

• Sono: alguns bebês choram antes de dormir. Sinais de sono: inquietação, pálpebras caídas e coceira nos olhos.

• Solidão: alguns sentem a falta do contato físico. Acalanto, enrolá-lo no cueiro ou passeio no colo podem acalmá-lo.

• Calor ou Frio: sinta as costas e a barriga do bebê, o vista como você está se vestindo e com uma camada a mais no frio.

• Sem roupa: muitos não gostam de ficar nus. Enquanto estiver trocando, cubra-o com um pano leve (barriga e peito).

• Hora errada: às vezes não é a melhor hora para mexer com ele; dar banho quando pode estar com fome, tirá-lo do peito para arrotar; brincar.

• Muito estímulo: barulho alto, movimentos bruscos, pessoas pegando/ mexendo com ele. Leve-o para local sereno com pouca luz e procure acalmá-lo.

• Sobressalto: alguns recém nascidos fazem movimentos abruptos quando caindo no sono. Enrolar-lhe pode evitar o choro.

• Dor: etiqueta pinicando ou algum outro desconforto.

• Cólica: alguns bebês choram por longo tempo ou em horários previsíveis. Às vezes você consegue confortá-los, e às vezes são necessárias medicações.

• Doença: febre, infecções. Se você não consegue acalmá-lo com seus métodos usuais, ligue para seu pediatra.

MAS ATENÇÃO: estas são dicas e NÃO REGRAS!!! PROCURE CONHECER SEU BEBÊ! Ninguém melhor do que você para identificar as causas do choro..."

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Gravamos para a TV Record - Matéria sobre doulas

Elaine e Luiz ( grávida de 38 semanas )
Maíra e Francisco (relato sobre seu parto natural)




Obrigada à todas pela participação e pelo carinho!
Bjs

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Dra Claudia Ribas dá dicas para um parto sem dor

OPÇÃO PELO PARTO SEM DOR

As mães devem ter à sua disposição uma equipe multidisciplinar que inclui obstetra, doula e anestesista pronta para auxiliá-las no desenvolvimento de um parto normal com a mãe lúcida, participativa e sem dor. O parto sem dor é feito por meio da analgesia de parto ou peridural contínua, em que estão associadas baixas concentrações de anestésicos. A Maternidade onde é realizada o parto deve ter equipe adequada para proporcionar às parturientes o oferecimento da analgesia de parto quando se verifica que a dor está interferindo no trabalho de parto sendo realizado pelo anestesista do hospital.

Isso não significa que o parto cesárea ou com intervenção médica não possa ser humanizado. O parto cesárea existe para salvar vidas, mas não deve ser a grande maioria dos partos como acontece hoje e sim realizado sempre com indicação. Isso também deveria acontecer com as intervenções médicas que somente devem ser aplicadas quando necessárias ou quando de escolha da mulher se bem orientada quanto a essas intervenções.

Foi publicado em 12/04/2010, pela Prefeitura de Santos, que a Maternidade Silvério Fontes é o hospital de Santos que apresenta a maior proporção de partos normais, importante indicador de qualidade no atendimento. No ano passado, dos 1.050 nascimentos ocorridos na unidade, 652, ou seja, 62,1%, foram de parto normal. O Silvério Fontes realizou também o maior número de partos SUS de mulheres residentes em Santos: 35,6% e foi responsável ainda por 22% dos nascimentos de todos os bebês santistas.

O Parto Humanizado significa direcionar toda atenção às necessidades da mulher e dar-lhe o controle da situação na hora do nascimento, mostrando as opções de escolha baseados na ciência e nos direitos que tem.

Finalmente, e com muita importância, nós prestadores de saúde devemos ter paciência e empatia necessárias para dar apoio à parturiente e à sua família. Sempre que possível, devemos procurar fornecer a continuidade da assistência no puerpério, isto é, pós parto.

O nascimento é um momento Divino que fica registrado para sempre na memória da parturiente e dos seus familiares. Assim como a oportunidade de dividir essa alegria, temos também a responsabilidade de contribuir para que esse momento seja realmente pleno e feliz.

Matéria para o Blog Namaskar Yoga

Matéria que escrevi para o  Blog Namaskar Yoga da querida Adriana Vieira.

 
Doular é uma arte, por Paula Yuri (doula em Santos)


Não há dúvida de que a violência e o desrespeito à vida humana aumentaram nas últimas décadas.

Para que essa situação seja diferente, é preciso que cada um faça sua parte. São os pais que possuem a chave para curar nosso planeta! Quando cada mãe e cada pai entrar em sintonia com seu bebê, o mundo inteiro se transformará.

Por isso enfatizo tanto sobre a humanização do nascimento. É essencial que o primeiro instante de vida de um bebê seja repleto de amor, e nada melhor que esse encontro aconteça de forma natural, sem forçarmos nada.
As vantagens do parto normal são muitas, mas entre elas se destacam:
- Permite a liberação de "coquetel do amor", conjunto de hormônios que conduzem o parto ao seu apogeu, o período expulsivo, atingindo o pique máximo de ocitocina.
- A ocitocina no parto encontra-se em doses tais que nunca mais serão atingidas na vida da mulher, e proporciona as condições fisiológicas para a realização do vínculo mãe-bebê, que fundamenta a maternidade.
- Propicia à mãe e ao bebê uma experiência de engrandecimento porque eles literalmente vivenciaram o parto.
- O bebê está física e psicologicamente pronto para nascer, tem seus órgãos internos prontos para se adaptarem ao mundo externo, de alguma forma sabe que está nascendo, e, após o parto, está atento e alerta, pronto para reconhecer e se relacionar com sua mãe. Seu batimento cardíaco e sua respiração vão se acomodando à nova condição terrestre, sem violência ou pressa.
- A amamentação encontra-se favorecida e estimulada, uma vez que ela também depende da liberação de ocitocina.
- A mãe está ativa, participativa, atenta, pronta e confiante, tendo melhores condições para desenvolver o vínculo com seu bebê.

A Doula pode ajudar esses papais desde o início da gestação orientando sobre diferentes tipos de partos, maneiras de se preparar para um parto normal, amamentação, treino de expulsão ...

No parto a Doula utiliza métodos para alívio da dor, tais como: massagem, banhos, posicionamento, acupuntura, técnicas de respiração e eletroestimulação.

É importante salientar que a Doula não substitui o papel do pai do bebê! Ela possibilita que o pai curta o momento sem ter que se preocupar o tempo inteiro em ser responsável.

Muitas pessoas me perguntam como você se sente sendo uma Doula? Ser Doula é estar ao lado, mas sem ultrapassar o espaço do outro; é ter consciência do importante momento que os pais estão vivendo e dividindo comigo; é direcionar o pai fazendo com que ele se sinta útil diante de um momento em que a única coisa que podemos fazer é esperar, é dar informação aos familiares, acalmando-os e explicando cada etapa do trabalho de parto; é acreditar que o momento do nascimento é sagrado e que temos que receber esse bebê com todo amor e respeito para que com isso, o nascimento não se torne um evento mecanizado e frio, enfim é acreditar que somente mudaremos o mundo quando mudarmos a forma de nascer!

Paula Yuri Sampa, Fisioterapeuta e Doula (Crefito 3/ 69291-F)

Fones: (13) 9785 0126 / 3224 4127





quarta-feira, 14 de julho de 2010

Promoção de Slings

Se você se gostou da idéia de deixar seu bebê mais pertinho do seu coração, aproveite a promoção de inverno!!
R$ 65,00

Aguardamos seu e-mail:

Amamentação adotiva: Um vínculo que alimenta

É muito importante para as mulheres que pretendem adotar crianças, oferecer a possibilidade de que elas possam amamentar. Acho que tem benefício pro bebê, de ele poder lidar melhor com a rejeição da mãe e encontrar, através do contato físico com a mãe adotiva um canal de expressão, de afetividade e de qualidade entre essa mulher e esse bebê. Também acho que como não aconteceu a gravidez, não aconteceu o parto, a situação de aleitamento pode ser uma nova possibilidade de estabelecimento desse vínculo.

Acho bastante interessante que a gente possa ajudar a mulheres que adotam crianças pequenas a estabelecer esse vínculo, através da amamentação. Já atendi mulheres que foram bastante disponíveis, e foi maravilhoso. Quando se tem a previsão de quando vai acontecer a adoção, a gente pode trabalhar com preparo de mama, usando calor , massagens na mama, e uma medicação que ajude a induzir produção. Também pode ser utilizado um sistema de alimentação, com uso de reservatório de leite e sonda que, conectada ao peito e ao mamilo, o bebê possa chupar o peito da mãe adotiva e receber leite a través da sonda. Esse estímulo do bebê sugando, pode ser suficiente para haver produção de leite. Chamamos isto de Lactogenese, diz Dr Carlos Eduardo Corrêa.


Não temos como proposta que a criança fique no aleitamento materno exclusivo, estamos propondo uma estratégia de formação de vínculo de mãe-filho, se o aleitamento acontecer, é um plus maravilhoso, mas não é o objetivo. O objetivo é que esse contato físico entre mãe e bebê aconteça. Então, vamos estimular também o uso do sling, para o bebê ficar próximo da mãe, amamentação sem roupa entre mãe-bebê, massagem de bebê, Já tive experiências muito positivas com mulheres que conseguiram uma produção de leite suficiente para aleitamento exclusivo e prazeroso. Tudo é possível, que seja um aleitamento parcial, complementando, pois na verdade a questão é formação de vínculo.

Existem instituições, ONG’s, que são de pais que adotaram crianças que ajudam pais na situação de espera para adoção, e quando a adoção acontece, formar/deixar nascer/ criar vínculo. São pessoas que vivenciaram essa historia, que ajudam outras pessoas, através de orientações e apóio, como é o caso do Projeto Acolher.

Bebê: Um mundo que muda nosso mundo


A impressão que o nascimento causa às mães e aos bebês pode variar bastante conforme as condições em que o parto aconteceu.

O nascimento é um ritual de passagem sagrado. Ao mesmo tempo, garantiu que continuássemos existindo como sociedade e se manteve como uma das vivências humanas mais primitivas e animais.

Como pediatra, tenho a oportunidade rara de acompanhar o nascimento e o início do crescimento e desenvolvimento de muitas crianças. Fico pensando que elas chegam ao mundo com características das suas famílias. Mas também com uma infinidade de possibilidades e diferenças que, quando bem exploradas, poderão possibilitar o surgimento de um novo ser com uma forma particular de ver a vida.

E de viver de modo diferente o dia-a-dia, o que tanto já contribuiu para que a sociedade mudasse e se desenvolvesse. Nós nos unimos pelas nossas semelhanças, e as nossas diferenças compartilhadas formam o universo que torna tão rico viver em grupo. Meu trabalho como pediatra se baseia nesse princípio.

Começamos a nossa trajetória completamente diferentes – e a maior lição de humanidade que vamos ter talvez seja esta: nos entregarmos aos cuidados das nossas mães.

Mães que tiveram em algum momento a generosidade de nos permitir habitar seus corpos, tomar seu leite, tirar seu sono e tantas outras coisas. Pode acontecer que os bebês sejam responsabilidade do grupo, mas são as mães que vão levar a vida diária com seus filhos. Devemos valorizar o conhecimento interior – chamado animal, intuitivo ou seja lá o que for – para entender como as mães vêem e percebem as necessidades do seu bebê, por mais diversas e sofisticadas que sejam. O que significa também valorizar a mulher nas suas diferenças, que poderão ser reconhecidas nos seus filhos sem que eles se sintam estranhos por pensarem ou sentirem coisas diferentes. Estou falando do indivíduo sério no seu jeito de ser e coletivo na forma de viver seus sentimentos.

Não há monotonia nesta humanidade que se identifique nos sentimentos grupais e se respeita na forma individual de expressá-los.

Atingir a maturidade é pura arte. É criar, concluir uma obra, transformar. Conviver com as dúvidas, os medos sagrados, procurar a libertação, o distanciamento crítico e tantas outras questões.

Quando vejo um bebê, me pergunto o que ele estará vendo, sentindo, cheirando, percebendo, saboreando?

Sempre imagino como um ser extremamente sensorial, perspicaz, capaz de encantar ou se apavorar com um pequeno detalhe.

Um bebê é tão forte no grito quanto delicado nas emoções. Cheio de inúmeras possibilidades.

Queria tanto poder garantir a possibilidade de ele ser livre e escolher amorosamente como vai viver, respeitando a si mesmo e respeitando os outros, amando a si mesmo e amando os outros.

(O respeito por si próprio se revela e se completa no respeito pelos outros; o amor pode ser dirigido a alguém ou a si mesmo.)

Acho que o mundo se transforma a partir de casos simples.

Facilitar a aproximação incondicional das mães com seus bebês é resgatar o vínculo mais importante e prematuro da humanidade.

Não permitir nem considerar natural o afastamento entre mãe e o bebê é lutar por uma ordem social que respeita as nossas necessidades de seres humanos.

Reconheço nos pais um conhecimento oculto a respeito de seus filhos, que pode se expressar desta forma: garantindo que o nosso mundo possa ser vivido e aceito como correto quando se baseia em um sentimento de amor construtivo. É exatamente esse o mundo que eu busco.


Postado por Carlos Eduardo Corrêa

Colo Mágico...

Carregar o filho junto ao corpo voltou à moda. Descubra a importância do colo e a origem do sling

Por Deborah Trevizan, mãe da Isadora e do Pietro




Nascer deve ser um tremendo susto. Dentro do útero, aconchegado e embalado 24 horas por dia, o bebê não precisa fazer nada para conseguir o que quer: comer, dormir... Está tudo lá. Do lado de fora, começa uma verdadeira batalha. Daí, só chorando mesmo.

Qual a mãe que nunca ouviu, em forma de conselho, que seu filho está ficando muito no colo, que vai ficar mal acostumado e manhoso? Às vezes, até os próprios médicos aconselham a não atender nossas crias assim tão prontamente, tirando do berço ao primeiro sinal de desconforto, com o perigo de torná-los dependentes demais.

No livro o Bebê mais Feliz do Pedaço, o pediatra norte americano Dr. Harvey Karp conta a história de uma tribo no deserto de Kalahari, na África. Na tribo Kung, as mães carregam seus filhos por quase 24 horas, diariamente. Isto mesmo: andam, trabalham, comem, dormem sempre com os filhos grudadinhos, amarrados ao corpo por meio de uma tira de couro. Cientistas passaram algum tempo observando os hábitos da tribo e em relação aos bebês fizeram uma interessante observação: eles nunca choram ou, pelo menos, não choram desesperadamente como muitos bebês. Será que é uma coincidência ou eles são mais calmos por continuarem a ter seus desejos e necessidades satisfeitos imediatamente após o nascimento?

Mães asiáticas, africanas e da América do Sul sempre privilegiaram o contato com o bebê e carregam suas crias para cima e para baixo em cangurus e carregadores (vale até lenços amarrados). Estas mães serviram de modelo para que diversos tipos de carregadores de bebês surgissem. A idéia se espalhou pela Europa, EUA e chegou ao Brasil: cada vez mais mulheres usam slings, wraps, fast wraps, mei tais e cangurus. Há até um termo usado nos EUA para estes carregadores: babywearing, criado pela família do Dr. Sears, renomado médico que comprou a idéia do carregador de bebês moderno, com a incorporação de um par de argolas no lugar do tradicional nó. Segundo o conceito do Dr. Sears, o sling é o instrumento, mas o objetivo principal é o colo.

Este costume chegou ao Brasil por meio de mulheres que tiveram contato com carregadores estrangeiros e o sling tem sido o preferido entre as brasileiras.

Naquela época, as pessoas estranhavam ao ver o menino pendurado junto ao corpo da mãe. Três anos depois, quando a segunda filha nasceu, as coisas foram diferentes. “Existe uma desconfiança inicial, mas depois passa. O bebê quer colo mesmo e a mãe precisa usar os braços.

Movimento mundial

A onda virou um movimento mundial: no ano passado, aconteceu a primeira Semana Mundial do Babywearing. Mães de todo o mundo se reuniram com seus bebês a tiracolo. Em São Paulo, um grupo de mulheres também se organizou em um evento no Parque da Água Branca, zona oeste da cidade, com o nome de “Me amarro num colo”.

A educadora Elly Chagas, mãe de Caetano, foi umas das organizadoras e esteve à frente do evento em São Paulo. “Procuramos destacar uma postura mais humanizada na relação entre mãe e bebê”. Ela conta que o evento teve a pretensão de ser apenas simbólico, mas se mostrou bem efetivo. Mães que não conheciam o babywearing apareceram e as mulheres presentes conversaram sobre a relação mãe-bebê e a importância do colo. “Quem participou saiu diferente”, afirma.

A teoria de que os bebês ficam mimados ou dependentes do colo é rebatida no livro O Bebê mais Feliz do Pedaço. Segundo o autor, mesmo se um bebê ficasse no colo por 12 horas ao dia, não poderia ser considerado um excesso, pois já seria uma redução de 50% do que ele desfrutava no útero, 24 horas.

O carrinho é um lugar confortável e prático para mães e bebês, mas nem sempre é a melhor opção. Uma pesquisa feita pela Universidade de Dundee, na Escócia, analisou mais de 2.700 grupos de pais e filhos: os pais que empurravam seus filhos no carrinho em posição de costas conversavam menos com a criança, que geralmente ficava estressada. Por outro lado, bebês e crianças levadas de frente para quem as conduziam ficaram mais propensas a falar, rir e interagir. Ou seja, a atenção não faz mal e o colo é a forma mais natural de dar conforto e amor ao bebê, do mesmo jeitinho que era dentro do útero.

Para o pediatra Carlos Eduardo Corrêa, filho de Victor e Sylma, não existe mimo em relação à criança com menos de um ano. “Carente fica quem não tem”, diz ele. “É incoerente pensar que o certo é afastar o bebê da mãe, como acontecia desde o nascimento nos hospitais. Hoje, a maioria das instituições já adota o alojamento conjunto”, explica. Segundo o médico, seguimos uma tendência européia de evitar o contato físico. Ele ainda explica que estas regras impostas pela puericultura, divisão da medicina que trata de bebês, é algo que vem em um “pacote” de regras, aprendido pelos médicos em sua formação. Colocar hora e tempo para mamar, por exemplo, sugere uma rotina que não há razão para ser seguida por todos, pois cada família tem seu ritmo.

A psicóloga e psicopedagoga Eliana de Barros Santos, mãe da Mariana, da Rebeca e Laerte, concorda que dar colo é se entregar. “A mãe que não está disponível não exerce a maternidade em sua plenitude”, afirma. Foi esta entrega à maternidade que motivou a professora de dança Tatiana Tardioli (na foto de abertura, usando carregador indígena), mãe de Nina, a carregar sua filha para o trabalho, auxiliando outras mães neste período. Ela dá aulas de dança para mães e bebês na Casa Materna, em São Paulo, utilizando carregadores. “Eu dancei e dei aulas de dança durante toda a gravidez da minha filha. A doula que acompanhou meu parto sugeriu que eu lecionasse para mães e bebês ao mesmo tempo, mostrou como funciona este tipo de aula fora do Brasil. Aí criei a proposta do curso, somando minha experiência, conhecimentos sobre o corpo e cuidados com o bebê.”

Afinal, qual é o problema em relação ao excesso de colo? “O colo deixa de ser saudável quando impede o desenvolvimento físico”, diz Eliana. Em outras palavras, só não vale sufocar a criança e impedir seus movimentos. A pediatra Elga Castanheira, mãe do Rodrigo, do Ricardo, da Renata e do Rafael, afirma que qualquer excesso não é bom. “Houve uma época em que o colo e outras atitudes de cuidado com os bebês foram consideradas cuidados extremos e desnecessários. Isto felizmente já mudou e atualmente sabe-se que o carinho é fundamental para o desenvolvimento da criança. A amamentação não é feita no colo?”, completa.

Mãe canguru

Outra prova de que colo faz bem é o método conhecido com Mãe Canguru, muito utilizado com bebês prematuros. O Método Mãe Canguru foi inicialmente desenvolvido em maternidades da Guatemala onde a falta de incubadoras fez com que pusessem os bebês dentro das roupas das mães para mantê-los aquecidos. Desde então tem demonstrado beneficiar muito recém-nascidos permitindo que eles regulem melhor seu ritmo cardíaco e sua respiração, melhorem o sono, cresçam mais depressa e com menos choro e recebam alta antes dos prematuros que não usaram o método.



Tipos de carregadores

Sling: “Slingar” um bebê é transportá-lo junto ao corpo, sustentado por meio de uma faixa. Há slings que funcionam como uma “rede”, inteiros, onde os bebês se acomodam. Outros têm argolas e podem ser ajustados.

Wrap: É um pano que tem de 4 a 6 metros de comprimento e é amarrado dependendo da forma em que o bebê é colocado. Ele pode ser carregado na frente ou de costas, com uma boa distribuição de peso.

Fast Wrap: Uma variação do wrap. Prático para passeios ou uso domiciliar. Não tem fivelas, zíperes, nenhum ajuste e vem em 5 tamanhos. Dá para carregar o bebê em várias posições: na frente, nas costas ou de lado, dependendo da idade e do desenvolvimento. Quando a criança dorme, é só puxar o tecido para apoiar a cabeça.

Canguru: é o mais tradicional. É como se fosse uma cadeirinha com fivelas reguláveis. Pode ser usado na frente ou nas costas de quem o leva. A posição do bebê também pode variar entre virado para quem o carrega ou de costas.

Mei Tai: Com origem na Ásia, seu formato pode ser quadrado ou retangular e tem alças em cada canto, que são amarradas na cintura e passam pelos ombros e costas. A professora de inglês Heather Allan da Silva, mãe de Emily, Anna Elisa, Luca, Logan e grávida do Leo, usa muito o Mei Tai. “A vantagem é poder colocar bebês maiores com apoio nos dois ombros, mas mantendo as pernas em uma posição que não sobrecarrega a coluna da mãe.”



Banho de Balde - Ofuroterapia


Essa entrevista achei no blog do Cacá um médico neonatologista que luta pela humanização. Com certeza ajudará muitas mamães na hora do banho!




DB: Já que antes de nascer, no útero da mãe, o bebê estava imerso em água, o banho pode ser uma forma de fazer com que a criança se sinta próxima do ambiente ao qual estava habituada?

Sim, a experiência de um banho pode assemelhar-se ao ambiente uterino em vários aspectos. Quando a criança é imersa no banho de balde a sensação do peso do seu corpo é semelhante a sensação que a criança tem dentro do útero, porque ela flutua . Mesmo não se tratando de banho de balde pode-se reproduzir sensações uterinas fazendo enrolamento do bebê com um cueiro, gerando uma contenção semelhante a que o útero proporciona. Se adicionarmos a isso uma luz fraca e silêncio conseguiremos referências sensoriais semelhantes ao ambiente uterino.

DB: Qual a temperatura ideal da água para o banho? Existe uma variação de acordo com a temperatura ambiente e estações do ano como verão e inverno?

A temperatura ideal para relaxamento da criança pode se assemelhar a temperatura do ofurô, em torno de 36 e 42 ° C. Quando o objetivo é alivio de calor pode se usar temperaturas próximas a 32° C , o que possibilita fazer mais de um banho por dia.


DB: Explique como a mãe pode tornar este momento ainda mais aconchegante para o bebê e a importância da aproximação entre mãe e filho neste momento:

Costumo sugerir o enrolamento dos bebês recém-nascidos, através de cueiros de algodão, de malha ou flanela. Isto oferece uma sensação tátil de contenção semelhante a do útero materno. O silêncio ou sons reduzidos, pouca luz , calor e água (ambiente úmido) são todas referências semelhantes a do útero. Portanto, podemos tentar oferecer todas essas sensações.

DB: O momento do banho pode também servir como estimulação psicomotora aquática, isto só acontece na natação?

Pode, sim. O banho, além de fornecer a sensação de contato da pele com a água, minimiza a sensação de peso corporal. Os pais ou quem estiver dando banho pode balançar a criança, isto servindo como estimulação do sistema vestibular (responsável pelo equilíbrio e consciência da posição do corpo).


DB: Os brinquedos de banho só divertem o bebê ou contribuem para desenvolver as percepções sensoriais, táteis, auditivas e outras? Brinquedos de banho de quais materiais são recomendáveis para não causar nenhum tipo de malefício a criança?

Contribuem para desenvolver suas percepções, além de dar a sensação que o ambiente aquático é seguro. Transforma o banho numa gostosura. Os brinquedos devem ser de borracha adequada e sem tinta que possa se soltar na água, e não devem ser pequenos para não serem engolidos de um material que possa ser levado a boca.


Para um banho seguro, Também deve-se sempre verificar a temperatura da água com a própria mão antes de imergir o bebê. Assegure-se que a banheira ou balde estejam bem apoiados.












segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sobreviver não é o bastante!

"Muitas vezes, quando converso sobre criação de filhos, escolhas, caminhos, ouço argumentos do tipo: “ah, meus três filhos nasceram de cesárea e sobreviveram!”, “ah, meu filho não mamou nem um mês e taí, firme e forte!!”, “ah, eu apanhei dos meus pais quando criança e sobrevivi, não tenho traumas!!”, “ah, meus filhos comiam bala, pirulito, refrigerante à vontade e estão aí, vivinhos da silva!!”. Perco a vontade de discutir diante de um argumento desses, juro. Tão descabido, tão raso, tão simplório.

Fico me perguntando: sobreviver é o bastante? Na nossa vida diária de escolhas e decisões como pais e mães, nosso parâmetro deve ser apenas optar pelo que não causará lesões óbvias, permanentes e irreversíveis em nossos filhos? Devemos nos contentar em garantir que eles ’sobrevivam’ às nossas escolhas e aos caminhos pelos quais os conduzimos?

Sim, bebés nascem de cesáreas desnecessárias e não morrem por isso. Bebés deixam de ser amamentados, vivem à base de chupeta e mamadeira, são afastados do colo e do carinho de suas mães desde muito cedo, e sobrevivem. Crianças são agredidas física e verbalmente por seus pais e cuidadores, e seguem vivendo. Crianças comem porcarias a torto e a direito, adquirem péssimos hábitos alimentares que os perseguirão pela vida toda, e seguem aí, vivinhos da silva. Crianças são desrespeitadas, negligenciadas, desconsideradas a todo momento, e sobrevivem a tudo isso. Sim, é assim mesmo. Crianças são seres muito resilientes. Eles sobrevivem a quase tudo.

Mas e daí? Isso é o bastante? Para mim, não. Eu não quero fazer escolhas às quais minhas filhas possam simplesmente ’sobreviver’. Não, isso não me basta, eu desejo mais para elas. Eu quero fazer o meu melhor, e não me contento com nada menos do que isso. E não porque elas corram riscos seríssimos de traumatizar-se para o resto da vida ao meu menor deslize ou descaminho, mas porque elas merecem mais do que o mínimo necessário à simples ’sobrevivência’. Elas merecem que eu busque sempre as melhores opções, escolha os caminhos com critério, com consciência, com responsabilidade. Elas merecem que eu opte, questione, reflita, e não siga agindo automaticamente, sem pensar, apenas porque, afinal, ‘ninguém morre por isso’.

Acho fundamental que tenhamos em mente que nossos filhos seguirão vivendo, crescendo, se desenvolvendo, saudáveis e felizes, mesmo que a gente não consiga fazer o ideal 100% do tempo (e alguém consegue??). Mas acho igualmente importante que a gente não transforme essa ideia em muleta, para se acomodar e deixar de dar o melhor de si a cada momento, porque afinal, seja como for, ‘eles vão sobreviver’.

Eu não quero ser uma mãe perfeita, sei que erro, já errei e ainda vou errar muito, porque faz parte da caminhada. Mas meu coração está tranquilo, porque sei que todas as vezes que cometi um erro, foi procurando acertar. Sei que errei tentando fazer o melhor, e não por omissão, por desistência ou por achar que encontrar a melhor opção não fosse assim tão importante.

E não me permito esquecer, nem por um instante, que todas as atitudes que eu tomo terão consequências, sim. Porque todas as pequenas vivências do dia a dia vão fazendo da criança o indivíduo que ela será, no futuro. Isso não significa neurotizar a convivência e viver medindo palavras e atitudes a cada segundo, nem fazer da vida diária um ambiente milimetricamente planeado e controlado para evitar traumas futuros. Significa apenas estar consciente da responsabilidade que o papel de pais nos traz, a todo momento.

Eu não abdico dessa responsabilidade. Porque para mim, sobreviver não é o bastante, nem nunca será. E pra você?"

Fonte: blog as mamíferas

Estreptococus - A infecção silenciosa...

Por que muitas mulheres estão optando a dar à luz sem anestesia?


Quando passou a ser usada para aliviar as dores do parto, no século 19, a anestesia foi comemorada como uma conquista feminina. Hoje, mais e mais mulheres optam por dar à luz sem ela. A gente foi investigar por quê



No mundo todo cresce o número de mulheres que optam pelo parto sem anestesia. No Brasil, um dos campeões mundiais em cesariana, os índices ainda são pequenos, visto que, óbvio, a anestesia só pode ser dispensada no parto vaginal. Ainda assim, cada vez mais mães que buscam o parto natural, com o mínimo de intervenção médica, dispensam a dor da picada e enfrentam a das contrações, da dilatação e da expulsão do bebê. Onde quem opta pela cesariana, temendo o parto normal, vê dor, as mães que evitam a anestesia enxergam prazer. Segundo elas, sentir o nascimento do filho é uma delícia. Para algumas, comparável a um orgasmo.



No livro As 500 Melhores Coisas de Ser Mãe, das publicitárias Juliana Sampaio e Laura Guimarães, autoras do blog que virou programa de TV Mothern, a 29ª melhor descoberta da maternidade é “reconhecer o valor de ter nascido após a invenção da anestesia”; e a 30ª, “ou encarar um parto natural sem isso e descobrir-se mais forte e poderosa do que você jamais se imaginou”. Ou seja, questão de opção. Ninguém é mais mãe por sentir dor, claaaaro. Nem precisava dizer, mas a gente faz questão.



Na primeira vez que a anestesia foi usada com esse fim, corria o século 19. A rainha Vitória deu à luz seu oitavo filho sob efeito do clorofórmio. A peridural, usada até hoje, surgiria só no século 20. No Brasil, o governo passou a pagar ao SUS pela anestesia dada no parto normal apenas a partir de 1998. Na Europa, em geral, as anestesias continuam sendo evitadas. Em outros países, como Espanha, Portugal e nos Estados Unidos, são usadas de forma liberada, mas também cresce o movimento por menos intervenções.



Entre as razões citadas pelas mães para evitar a anestesia estão o desejo de perceber o momento em que os bebês nascem, sentir prazer durante o parto, evitar que os bebês tenham contato com os anestésicos e ter maior mobilidade para amamentar.



Segundo o neonatologista Carlos Eduardo de Carvalho Corrêa, filho de Victor e Silma, um procedimento sem anestesia estabelece rapidamente o vínculo materno. Ele cita estudos que mostram que bebês nascidos de partos sem a necessidade de anestesia, ao serem colocados sobre o ventre da mãe, logo após o nascimento, fazem um movimento em direção ao peito materno, o que não acontece com bebês nascidos sob intervenções anestésicas.







Diminuindo a dor



Mas como conseguir tudo isso? Uma das respostas é recorrendo ao apoio de uma doula, acompanhante de parto que, além de dar apoio e incentivo na hora mais dolorida, ensina técnicas de respiração que ajudam a diminuir o desconforto. A presença dessa profissional, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), diminui em cerca de 60% os pedidos de anestesia. Claro que fica muito complicado não fazer nenhuma preparação prévia e querer ter o filho a seco na hora...



Segundo a doula Cristina Balzano, mãe de Mônica, Miguel e João Pedro, o ideal é que a mulher não prenda o ar durante as contrações. “A respiração tranqüila, pelo abdômen, oxigena também melhor o bebê”, explica. Outras dicas são a escolha da melhor posição, que é individual para cada mulher, massagens e o contato com a água, seja numa banheira, ducha ou com compressas, já que, diz Cristina, a água é um excelente analgésico natural.



Foi a água que auxiliou Mariana Betioli, mãe de André. Compressas feitas nas costas ajudaram no trabalho de parto. “Queria sentir cada momento lúcida, à vontade e segura”. Já Daniela Aragão, mãe de Pedro, Bernardo e Julia, teve os três filhos em partos normais: o primeiro com anestesia; os outros dois, sem. Para ela, não há comparação. “Prefiro quando tenho controle e sei a hora em que tenho de fazer força. Trabalhar em sintonia com o bebê foi a melhor sensação que já vivenciei”.



O próprio organismo se encarrega de produzir substâncias que contribuem para aliviar a dor. “O trabalho de parto oferece as ferramentas para diminuir as sensações dolorosas, produzindo um incremento fantástico nas endorfinas (substâncias conhecidas como “analgésicos do cérebro”)”, diz o obstetra e homeopata Ricardo Herbert Jones, pai de Lucas e Isabel, que relata, no livro Memórias do Homem de Vidro, sua opinião sobre o tema. A incidência das anestesias nos partos que acompanha é de quase zero.



O cérebro tem um poder tão fantástico que basta a gente acreditar que não vai mais sentir dor para ter algum alívio. Segundo um estudo feito na Universidade de Michigan, nos EUA, a simples menção de que iriam receber um anestésico fez com que pacientes que tinham tomado uma substância causadora de dor registrassem um aumento na produção de endorfinas. Acontece que a substância não passava de um placebo, sem efeito nenhum.







O direito de optar



Mas é claro que você não precisa ser radical. É sempre muito bom saber que a gente pode optar pela anestesia se, na hora H, a dor for demais. Heather, mãe de Emily, Lucas, Logan e Anna Elisa, durante sua gravidez mais recente, não queria anestesia de jeito nenhum. Mas, na hora, a dor ficou forte demais. “Estava além do meu limite. Com certeza, a anestesia ajudou.”



O obstetra e acupunturista Marcos José Pires, pai de Leonardo e Nathalia, acredita que a analgesia de parto, se aplicada no momento certo, isto é, quando as contrações ficam mais fortes entre 6 cm e 8 cm de dilatação (o total é de 10 cm de dilatação do colo do útero, quando o bebê nasce), pode garantir que a gestante tenha um parto normal. “Já no início do pré-natal, a mulher se preocupa com a dor. Sabendo da possibilidade de um procedimento que melhore bem essa dor, elas ficam mais estimuladas a tentar o parto normal”.



E, acredite: depois da picada, você realmente não sente nada. É um alívio e tanto quando a coisa começa a ficar insuportável para os padrões de algumas mulheres. Nada de bancar a heroína, não é essa a idéia.



Segundo o obstetra, que também usa a acupuntura para aliviar a dor, a analgesia atua melhorando a evolução do parto normal, facilitando a descida do bebê e a dilatação. Mas o médico alerta que isso só acontece se for feita no momento adequado, com acompanhamento do obstetra e com anestesista experiente. Caso contrário, ela pode favorecer uma parada das contrações uterinas e dificultar a dilatação, aumentando o risco de cesariana.



A Dra. Daphne Rattner, filha de Heinrich e Miriam, técnica da área de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, acredita que mulheres que, sentindo-se bem acolhidas, acompanhadas por pessoas de suas relações e profissionais que lhe inspiram confiança conseguem, muitas vezes, controlar as contrações e até não sentir a dor. Porém, quando essas condições não ocorrem, aumenta a tensão e, conseqüentemente, a dor. Daí a importância da anestesia. O melhor é não fazer nada contra a vontade. A sua, óbvio. Se achar que não precisa, tente sem. Se achar que precisa, peça e pronto. Doa a quem doer. Só não pode doer mais do que você consegue (e quer) suportar.



Conheça os tipos de anestesia:



Local: a anestesia local serve, basicamente, para permitir a episiotomia – corte na vulva ou vagina na hora do parto.



Raquidiana baixa: realizada no período expulsivo, tem ação somente na região perineal e não tira a dor das contrações.



Analgesia de parto: feita durante o trabalho de parto, serve para diminuir ou tirar a dor da contração uterina e provocar anestesia na região perineal. Via cateter, vai sendo injetado anestésico de acordo com a necessidade de cada mulher. Existem duas técnicas, uma com bloqueio simples, peridural, e outra técnica de duplo bloqueio que associa a raquianestesia com a anestesia peridural.

* Fonte: Expresso MT

A dor do parto é o problema?

Este reflexivo texto é de uma colega de profissão chamada Renata Olah.

Você diz que o grande problema do PN é a dor, certo?

Uma dor que não é contínua (e sim cíclica, que vem em ondas, começa devagar, atinge um ápice e depois diminui desaparecendo até o próximo ciclo).

Uma dor que tem hora para começar e hora para acabar.

Uma dor que existe justamente para você saber que algo natural, normal e bonito está acontecendo com você e seu corpo (ou seja, não é uma dor "ruim", dor de doença, de patologia, que você não sabe quando irá acabar)

Uma dor que além de trazer consigo um bebê, te traz também muitas reflexões sobre o passado, presente e futuro. Uma dor que te faz crescer e nascer junto com seu bebê.

Uma dor forte, intensa sim.... como um grande abraço de despedida que seu corpo dá ao seu bebê, afinal depois de 9 meses juntos eles irão se separar para sempre.... e uma separação tão intensa como essa, realmente merece muitos abraços apertados.

Uma dor que te prepara para todo seu futuro, pois superando-a a sensação que fica é a de missão cumprida, de orgulho, de força, de bater no peito e dizer "pqp, eu sou foda mesmo!".... rs.... e acredite, depois disso a mulherada tem a sensação que elas podem tudooo!

Será que essa dor é tão ruim assim?????

Será que é preferível abdicar dessa dor natural para ter uma dor pós-operatória? Uma dor de tecido cortado, mutilado, costurado? Uma dor controlada com analgésicos (que passam para o leite!)? Uma dor que te faz ficar com gases, com medo de tossir, de andar, de erguer o corpo e que muitas vezes, dificulta os cuidados com seu próprio bebê? Uma dor que você não sabe quando vai acabar? E que pode vir acompanhada de várias outras coisinhas como infecção, ponto que abre, etc?

Será que é medo da dor ou medo de si mesma? Medo de seus instintos que você não conhece? Medo do comportamento que vai ter? Medo de gritar, de gemer, de estressar? Medo das dores emocionais que vai causar? Medo do que vão pensar? Ou é medo de falhar?

E porque tanto medo? Porque se importar tanto? Parto não é um momento de se conter, de se fechar e sim de abrir, de gemer, de gritar, de ser você mesma pura e simplesmente. Só você. E não há nenhum mal nisso!!!!

Sabe, minha intenção não é ser xiita, radical, pensar só em PN e blá blá blá..... E sim tentar fazer as mulheres olharem a situação sob outro ponto de vista!!

Nós oferecemos nosso corpo, nossa gestação, nosso parto, nosso filho para a Medicina. Não seria ela que teria que se oferecer para gente? Porque não confiamos mais em nós mesmas, em nosso corpo e nos processos fisiológicos que nos regem há milhares de anos? Porque preferimos aceitar as tecnologias que tentam simular a ação de Deus, que tentam consertar processos que não necessitam de consertos? E porque valorizamos tanto essas tecnologias?

Parir é um processo fisiológico! Como respirar, comer, andar, fazer cocô, fazer sexo............ porque não deixamos os outros interferirem nesses processos, mas deixamos que interfiram no nosso parir?

É realmente algo que temos que pensar!

A dor existe. É fato. Então, deixe ela vir. Consinta e sinta. Se abra. Relaxe! E deixe a natureza agir!!!!



Workshop com Michel Odent em São Paulo

Michel Odent é um renomado obstetra e pesquisador francês que foi encarregado do Centro Cirúrgico e da maternidade estadual em Pithiviers, Paris (1962-1985) e é o fundador do Primal Health Research Centre (Londres). Na década de 70 ele introduziu o home-birth (parto caseiro) e os quartos com pequenas piscinas aquecidas nas maternidades.



É o autor do primeiro artigo na literatura médica sobre o uso das piscinas de parto (Lancet 1983), do primeiro artigo sobre o início da lactação durante a hora após o nascimento, e do primeiro artigo a aplicação do "Teoria do portão para o controle da dor” na obstetrícia. Ele criou o banco de dados do Primal Health Research (www.primalhealthresearch.com ) e o www.wombecology.com . É autor de 12 livros publicados em 22 idiomas.

Inscrições e Vagas limitadas!

Não deixe para fazer a inscrição de última hora, pois temos um número de participantes limitado.

*O curso será certificado pelo Primal Health Research (Londres) para as pessoas que estiverem presentes integralmente na vivência.

DIA 10 DE JULHO DE 2010 (Sábado) - Horário: 10:00 às 17:00

Investimento: R$ 80,00 – (estudantes) até dia 03/07 / R$100,00 – após dia 03/07

R$120,00 – (não estudantes) até dia 03/07 / R$140,00 – após dia 03/07

Local: CASA JAYA – www.casajaya.com.br - Rua Capote Valente, 305 – Pinheiros (5 minutos do metro Clinicas) – São Paulo /SP