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sábado, 19 de junho de 2010

Banheira Flex Bath

Desenhada e Fabricada em Dinamarca.


- Desenvolvida depois de quase 3 anos de investigação.

- Ganhadora do Premio a Inovação na categoria “Cuidados do bebê” durante sua apresentação na feria internacional Kind+Juggend 2008.

- Distinguida com o importante reconhecimento escandinavo de Desenho “The Formland Design Award” na primavera de 2009.

CARACTERÍSTICAS

A única banheira de plástico resistente que se dobra totalmente com um movimento simples das mãos. Após um relaxante banho, só dobre e guarde-a...simples assim!

a Flexi Bath™ não é mais pequena

Uma maneira muito gráfica de demonstrá-lo é tomar uma banheira comum e girá-la para baixo colocando-a sobre o solo. Depois de isto tome a Flexi Bath™ e gire-la igualmente para baixo, caberá perfeitamente sobre a outra banheira, provando que não somente NÃO é menor senão incluso, mais grande.





Recomendada para crianças de 0-4 anos

Flexi Bath™ é a banheira para crianças mais confortável e pratica do mercado. Por sua forma e tamanho é muito fácil de levar onde quer que o precise... mesmo nas viagens! Ademais, seu desenho e suas cores combinam com tudo!

Tamanho da Flexi Bath™

Comprimento: 66,5 cm

Largura: 38,9 cm

Altura: 23,8 cm

Volume: 39 litros (cheia)

Peso: 1300 gramas aprox.


Materiais

Fabricada com Polipropileno (PP) na base e as laterais que proporcionam a resistência e a estabilidade e com Elastômero Termoplástico (TPE) usado em suas finas linhas de “detalhe” as quais permitem que a banheira possa dobrar-se completamente e a fazem flexível.

Dedo e mordedor são mais indicados do que a chupeta

Problemas ortodônticos, de fala e infecções são relacionados ao uso do acessório

No quesito desenvolvimento infantil, chupeta é sinônimo de polêmica. Muitas crenças estão envolvidas no uso deste acessório: ela poderia reforçar a musculatura da boca do neném, acalmá-lo e até "ensinar" a sugar melhor o peito da mãe. Ela tornou-se algo cultural: as bonecas vêm com chupetas e algumas só param de chorar se o pedaço de plástico for encaixado em sua boca.

O pediatra Luciano Borges, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), desaconselha absolutamente esse acessório. "Durante séculos os bebês viveram sem chupetas e viveram bem. Algo que não é natural, não pode fazer bem às crianças", afirma o médico. Um dos grandes problemas se dá para a mãe: o movimento de sucção necessário para pegar a chupeta é diferente do movimento para sugar o peito. Isso pode causar uma "confusão de bico", na qual o bebê acaba sugando o seio de forma errada, podendo causar até fissuras no seio e correndo o risco de retirar menos leite do que necessita. "Muitas mães chegam aos consultórios dizendo que acham que seu leite está fraco e que o bebê vive faminto quando, na verdade, ele está sugando o leite inadequadamente", diz o especialista.

Além disso, o ato de chupar a chupeta pode fazer a criança engolir mais ar, causando gases e cólicas, ou uma infecção devido a germes na chupeta, que estão lá mesmo que ela seja limpa. "Há inclusive estudos que mostram que o plástico das chupetas poderia aumentar as chances de câncer", completa o médico. Outro fator negativo são os problemas ortodônticos que a chupeta pode causar: a arcada dentária se fecha, devido à subida do palato (empurrado pelo bico), ou os dentes ficam abertos, a boca seca, por conta da entrada constante de ar, facilitando o surgimento de cáries e o ar que entra pela boca contém mais impurezas, pois não é filtrado como aquele que entra pelo nariz, o que pode causar laringite, rinite ou sinusite. E esses deslocamentos dos dentes podem ainda causar problemas na fala.

Existe a crença de que a chupeta acalma o bebê. Isso também é mito, segundo o pediatra. "O bebê para de chorar, porque está entretido com a sucção, mas muitas outras coisas acalmam, como por exemplo, os doces, e não é por isso que os pais possam oferecer aos bebês chocolates e balas a todo o momento", afirma Luciano Borges.

Mas, afinal, o que fazer?

Qual é a saída prática para a hora do choro ou birra incontroláveis? Não existe solução prática, bebês exigem máxima atenção e não uma padronização de cuidados do tipo: "está chorando? Dá a chupeta que melhora!", diz o pediatra. Nos complicados casos de cólicas, vale tentar mudar a posição em que o bebê está deitado ou fazer o exercício de mexer suas perninhas em movimento de bicicleta. A mamadeira pode trazer os mesmos prejuízos, sendo assim, logo após parar de amamentar a criança (idealmente por volta dos dois anos) os pais devem oferecer o copo, no lugar das mamadeiras.

Muitos pais dão a chupeta quando o bebê está viciado em chupar o dedo. "Entre o dedo e a chupeta, de imediato, é melhor deixar a criança com o dedo, pois pelo menos não traz tantas complicações ortodônticas e infecções", afirma o especialista da SBP. Caso a criança não queira largar o dedo, ofereça mordedores, pois eles não viciam, por não envolver o mecanismo de sucção.

*Fonte: Minha vida

Estudo: Cordão curto permite parto normal

Repassando um abstract enviado pela Dra. Melania Amorim pra derrubar mais um mito gestacional...




OBJETIVO: Determinar se o menor comprimento do cordão umbilical irá permitir o parto vaginal espontâneo.

MÉTODOS: Este estudo prospectivo, observacional incluídas 166 mulheres escolhidas aleatoriamente, sem complicações anteparto aparente que entregaram espontaneamente ou além de 37 semanas. O cordão foi preso no intróito materno logo após o parto. O segmento do cordão foi mensurada a partir de intróito à inserção placentária. Revisamos uma varredura recente fetal para identificar o local de implantação da placenta (uterina ou lateral).

RESULTADOS: A média do segmento de cabo de inserção na placenta materna intróito para medir 22,4 centímetros (95% CI 11-32). O segmento foi de 2,1 cm maior (95% CI 0,4-3,7) quando a placenta foi implantado no fundo da cavidade uterina, em vez de lateral (p <0,01, teste t de um lado). Um segmento de cordão excessivamente curtos (<13 cm) esteve presente em dois casos (1,2%) com a implantação da placenta lateral. Não houve casos de implantação uterina com um cabo excessivamente curtos.

CONCLUSÃO: O eixo uterino e o canal de parto não são longos o suficiente para impedir o parto vaginal espontâneo na presença de um cordão curto. A localização placentária não impede o parto, exceto talvez quando é fúndica na presença de um cordão excessivamente curto.

Original: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18441729

Doulas


Na hora do parto, a equipe especializada faz o seu trabalho: o obstetra está preocupado com os aspectos técnicos do procedimento, as enfermeiras cuidam para que nada falte ao médico, o pediatra se envolve com o bebê. Apesar de uma equipe multidisciplinar com vários membros, ninguém está ali especificamente para cuidar do bem estar da mãe que está dando à luz. Aí entra em cena um anjo que pode preencher essa lacuna: a doula.

O ginecologista e obstetra Ricardo Herbert Jones define as doulas de maneira lúdica. "Doulas são amortecedores afetivos. Funcionam para proteger as pacientes das inúmeras provas, dúvidas, angústias às quais ela é submetida durante o nascimento de uma criança. As doulas, como as parturientes, são abençoadas com a dádiva da cumplicidade".

As doulas são acompanhantes de parto. Elas fazem o trabalho de apoio, acolhimento, incentivo e carinho com a parturiente. "Realizam técnicas para ajudar a mulher a lidar com a dor, incentivá-la a assumir as posições que facilitem o parto e fazê-lo o mais próximo possível daquele que ela deseja", explica a doula Priscila Cavalcanti, do Barriga Boa.

Cada profissional pode ter suas especializações. Umas são formadas na área de saúde, outras carregam na bagagem a experiência com filhos e sobrinhos. Algumas utilizam técnicas de massagem e acupuntura ou holísticas como reiki, cromoterapia, musicoterapia. Outras usam conhecimento técnico em fisioterapia, psicologia. Cabe à paciente saber qual delas se encaixa melhor no perfil que procura.

É importante lembrar que, apesar de todo o seu treinamento, a doula não está habilitada a fazer exames ou prescrição de medicamentos. Um alerta: ela não é parteira, médica obstetra, obstetriz ou enfermeira obstetra. "Não realizamos partos, não temos licença profissional para atuar assim, mesmo em partos domiciliares. O foco é o bem-estar da mulher. Acompanhar o nascimento, realizar procedimentos, aparar o bebê, isso é com a equipe obstétrica", esclarece Priscila.

Em diversos países as doulas são imprescindíveis e sua atuação já vem de longa data. Estima-se que só na América do Norte existam 12 mil acompanhantes. No Brasil, a demanda de mulheres e instituições que solicitam esse serviço, ainda que bem menor, vem crescendo. Com a adesão das instituições de saúde aos projetos de parto humanizado, um bom espaço foi aberto. Já não era sem tempo: essa função na assistência ao parto está completando quase uma década no país.


MATÉRIA COMPLETA: http://www.bolsademulher.com/familia/doulas-101467-1.html

Nascer sem violência

Este texto retirei do blog da Gisele Bundchen, achei bem legal!

O nascimento pode ser a experiência mais maravilhosa e engrandecedora da vida. Mas também pode ser uma experiência traumática, tanto para mãe como para o bebê. Vamos visualizar o início da vida: duas células se unem, se subdividem milhares de vezes e se transformam em um Ser completo e sensível. Ele cresce dentro de um lugar aconchegante, quentinho, escurinho, onde escuta a batida do coração de sua mãe, sua respiração, sua voz. Está tudo em paz, em harmonia e em sincronia.


O tempo passa, o espaço vai ficando menor e as contrações mais frequentes. Até que chega o momento tão esperado, mãe e bebê estão prontos e inicia-se então o processo de nascimento. Como será que esse Serzinho gostaria de fazer essa transição para o mundo? Como você gostaria de nascer? De uma forma brusca ou tranquila? Com ambiente barulhento ou silencioso? Com luzes ofuscantes ou meia luz? Gostaria de ir para o colo de sua mãe ou de alguém desconhecido? Gostaria de amor e beijos ou um tapinha no bumbum? Essas são apenas algumas das questões, que já levam a algumas reflexões.

Frederick Leboyer, médico francês, foi o primeiro a descrever o nascimento sob o olhar do bebê em seu livro “Nascer sorrindo” ou “Birth without violence”, publicado em 1975 e revolucionário para a época. Em sua obra, o autor descreve os sentimentos e percepções do bebê durante o processo de nascimento, mostrando como o parto pode ser traumático para o recém nascido e como podemos ajudar para que essa transição aconteça de forma mais amorosa e suave.

O parto cercado de intervenções e “violento” já está tão enraizado na nossa sociedade, que um parto humanizado, sem intervenções desnecessárias e realizado em casa, na água, de cócoras é visto como um parto de pessoas alternativas, hippies ou até coisa de índio. Infelizmente a maioria das pessoas desconhece as grandes vantagens de um nascimento sem violência para mãe, bebê, pai e para sociedade.

Muitas maternidades são uma produção em massa de bebês. Alguns profissionais não têm paciência e sensibilidade para esperar e respeitar o tempo de cada mãe e bebê. A fila tem que andar, mais bebês estão chegando, vamos apressar as coisas por aí! Conseqüência: Mulheres em trabalho de parto sem apoio, carinho e amor. Deitadas nas camas, sem liberdade de movimento e muito menos liberdade de escolher a posição mais confortável para ter seu bebê. Partos cercados de intervenções e traumáticos para as mulheres e para os bebês. As salas de parto deveriam ser voltadas para acolher o recém nascido, de forma que ele se sentisse amado, respeitado. Mas a realidade não é bem essa.

Quando o trabalho de parto é iniciado, muitas vezes é colocado um “sorinho” com ocitocina, o que faz as contrações ficarem mais intensas e duradouras. Com isso o bebê fica muito mais apertado, o que pode dificultar a sua oxigenação e ele ter momentos mais difíceis dentro do útero. Para a mulher a dor pode intensificar bastante com a ocitocina, por isso que muitas vezes acaba-se usando uma analgesia.

Quando chega a hora do nascimento, a mulher vai para sala de parto. A posição tradicional é deitada ou semi-sentada, com as pernas para cima, muitas vezes amarradas. Essa posição diminui a pélvis, age contra a força da gravidade, dificulta a passagem do bebê, além de diminuir sua oxigenação. O ambiente é barulhento, os profissionais conversam, às vezes falam com alguém fora da sala de parto, como se fosse apenas mais um parto. As luzes ofuscam, com um foco bem em cima do bebê, que não consegue nem abrir os olhinhos de tão claro. Ele sai de um espaço apertadinho e agora se sente desprotegido com todo esse mundo. Corta-se o cordão umbilical imediatamente e o bebê é obrigado a respirar bruscamente. Os pulmões nunca antes usados expandem-se e o bebê chora. Todos ficam felizes com esse choro estridente, mas é um choro de dor. Cadê minha mãe? Para onde estão me levando? O bebê é levado para o pediatra e muitas vezes passam-se horas até que ele possa ficar juntinho de sua mãe, sendo que o que eles mais precisam nesse momento é um do outro.

O sentimento gerado: Medo. Medo de sofrer, medo do desconhecido, medo da dor, medo do abandono, medo do parto. A geração que estamos é cercada por esse medo, que fica evidente pelas altas taxas de cesárea do Brasil e em grande parte dos países. Leboyer diz: “Nossos olhos precisam se abrir, nossa cegueira tem que parar”. Sim. Existe outra maneira. Com a informação correta, o medo é dissolvido e vemos que há uma luz, existe uma forma de trazer os bebês ao mundo com muito mais aconchego, tranquilidade, segurança e amor.

Como descreveu a própria Gisele, em entrevista a um programa de televisão: “Eu queria estar muito consciente e presente na hora do parto. Eu me preparei bastante, fazia yoga, meditação. Consegui ter um parto super tranquilo, em casa. Ele nasceu e ficou o tempo todo no meu colo, nunca saiu de perto de mim. (…) A cada contração ele estava mais perto de mim, eu transformei aquela sensação intensa em uma esperança de ver ele mais perto de mim”.

Vamos voltar ao início do trabalho de parto. As contrações iniciam-se. O ambiente está aconchegante, aquecido, calmo, com música e meia luz. A mãe está entregue e preparada para esse grande momento e tem o apoio de pessoas próximas. Ela escolhe o lugar e a posição que lhe são mais confortáveis. Quando o túnel se abre completamente, a mulher dá à luz um Serzinho de luz. O bebê nasce e já é aconchegado no seu colo, em contato pele a pele. Ele sente-se seguro, amado, protegido. Inspira seu primeiro ar, enquanto ainda recebe oxigênio pela placenta. Consegue abrir seu olhinho e ver a sua mãe, pois não há luzes ofuscantes. Reconhece a sua voz e seu cheiro. A nova família fica nesse processo de reconhecimento, envoltos de amor. Os profissionais estão presentes para assegurar que está tudo bem, sem interferir no processo natural do nascimento. Percebem diferença? Wilhelm Reich dizia: “A Civilização começará no dia em que o bem estar dos recém-nascidos prevalecer sobre qualquer outra consideração”.

Perguntas e resposta sobre a Lei do acompanhante

Esta seção é destinada a responder algumas perguntas freqüentes sobre a Lei do Acompanhante no Parto.

Se você tiver alguma outra pergunta, entre em contato conosco no e-mail leidoacompanhante@partodoprincipio.com.br

Perguntas Frequentes

01) Meu marido pode ser meu acompanhante?
O seu marido pode ser seu acompanhante. A mulher pode indicar uma pessoa de sua livre escolha. Por exemplo: marido, namorado, noivo, mãe, irmã, vizinha, sobrinha, irmão, etc.

02) O hospital nos cobrou uma taxa para a entrada de meu acompanhante. Disseram que foi para a roupa esterilizada. O plano de saúde não cobre isso?
De acordo com a ANS, os planos de saúde devem cobrir as despesas inclusive da roupa esterilizada.
Os Planos Hospitalares com Obstetrícia incluem a cobertura da entrada do acompanhante, o que inclui roupas esterilizadas (caso sejam necessárias), fornecimento das principais refeições e da acomodação adequada.
Se o hospital insistir na cobrança da taxa, peça para que emitam um recibo detalhando quanto foi pago pela roupa esterilizada e peça reembolso ao seu Plano de Saúde. Você também pode denunciar no PROCON de sua cidade e no Ministério Público Federal e Estadual.

03) Eu queria que meu marido estivesse comigo, mas a maternidade só aceita mulheres como acompanhante. Disseram que o quarto é coletivo e a presença do homem pode tirar a privacidade das outras mulheres. O hospital pode alegar isso?
Os hospitais e maternidades tiveram 6 meses para se adequarem ao acolhimento das gestantes e seus acompanhantes desde a publicação da lei. O prazo terminou em junho de 2006. Se a maternidade não está adequada ainda, denuncie.

10 passos para um parto normal saudável

1. TENHA UMA BOA NUTRIÇÃO DURANTE A GRAVIDEZ

Quando você e seu bebê estão saudáveis, suas probabilidades de gravidez de alto risco caem significativamente. E quando você tem uma gravidez de “baixo risco”, você tem mais opções, em termos de intervenções, para evitar durante o trabalho de parto, reduzindo seu risco de Cesárea. Coma bastante carboidrato saudável, especialmente nas últimas semanas, assim você terá de onde tirar energia durante o trabalho de parto. Informe-se sobre dietas que podem prevenir pré-eclâmpsia e a toxemia gravídica (doença hipertensiva específica da gravidez), problemas que implicam gravidez de alto risco.


2. SAIA DA CAMA!

Você está em trabalho de parto, não doente. Mulheres que ficam ativas durante o trabalho de parto demonstram ter trabalhos de parto mais rápidos, partos mais confortáveis, menos uso de fórceps, melhores habilidades para lidar com a situação (quando verificada pela quantidade de medicamento para dor administrada), e geralmente se sentem mais em controle do que mulheres que permanecem na cama durante o trabalho de parto. Certifique-se de que a política interna do seu hospital não impossibilitará que você caminhe, se sente ou fique de cócoras. Muitos hospitais tentarão fazer com que você consinta um constante Monitoramento Fetal Eletrônico, o que dificulta sua livre movimentação. A administração de rotina de fluidos intravenosos, outra intervenção comum em muitos hospitais, também pode impedir a mobilidade de uma mulher. Discuta, com antecipação, estes pontos com seu médico, assim você saberá o que esperar e terá como garantir sua cooperação.

3. PERMANEÇA EM CASA O MÁXIMO POSSÍVEL DURANTE O TRABALHO DE PARTO

A primeira fase do trabalho de parto é a mais longa, especialmente para as primigestas. Você se sentirá mais confortável e menos estressada no ambiente da sua casa e o nível da sua dor será mais baixo em casa do que no hospital. Permanecer em casa durante a primeira fase do trabalho de parto também a ajuda a evitar intervenções desnecessárias como jejum forçado, fluidos intravenosos de rotina e constante Monitoramento Fetal Eletrônico, os quais aumentam suas chances de parto cesariano.

4. SE POSSÍVEL, EVITE INDUÇÃO

Estudos provam que, na média, a mãe de primeira viagem tem um período gestacional de 41 semanas e um dia. De acordo com a pesquisa, você não está pós-data até que você complete 42 semanas. Verifique com seu médico se uma indução que possa estar em vista é absolutamente necessária. Muitas induções falham pela simples razão de que o bebê ainda não estava pronto. Na verdade, os trabalhos de parto medicamente induzidos estão associados a um aumento na taxa de Cesáreas três vezes maior do que aqueles iniciados naturalmente.

5. COMA E BEBA À VONTADE DURANTE O TRABALHO DE PARTO

Esta é uma área na qual a política interna de muitos hospitais “batem de frente” com o que as pesquisas afirmam ser a verdade. Estudos recentes demonstram que mulheres que têm a liberdade de comer e beber à vontade durante o trabalho de parto (a maioria das mulheres pediram comida durante a primeira fase do trabalho de parto e todas pediram líquidos durante todo o processo) tiveram trabalhos de parto mais rápidos, demandaram menos Ocitocina (o aumento da dose de Ocitocina eleva significantemente o risco de Cesariana), tiveram bebês com Apgar mais alto e menos problemas metabólicos ou de glicose elevada, sentiram-se mais em controle e requereram menos medicações para a dor (as quais aumentam o risco de Cesariana também). Não houve diferença no número de mães que sentiram náuseas durante o trabalho de parto.

6. REQUEIRA MONITORAMENTO FETAL INTERMITENTE

Evite constante Monitoramento Fetal Eletrônico, uma vez que seu uso tem demonstrado aumentar drasticamente a taxa de cesáreas e não contribuir em nada para o bebê, até agora. Contrariamente ao esperado, quando o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas terminou sua análise sobre o uso do Monitoramento Fetal Eletrônico durante trabalhos de parto, constatou que não apenas não beneficiava o bebê, como, na verdade, causava um maior índice de partos com intervenção (tanto vaginais - com o uso de fórceps e vácuo-extrator -, como cesáreas). Em resposta a essa evidência, eles alteraram sua recomendação para monitoramento intermitente a cada 15 minutos durante o trabalho de parto ativo e a cada 5 minutos durante o segundo estágio (expulsivo). Isto significa que, em vez de estar constantemente amarrada a uma máquina, eles recomendaram que uma enfermeira venha, a cada 15 minutos, checar os batimentos cardíacos do bebê e seus sinais vitais. Isso reduz dramaticamente o risco de nascimentos cirúrgicos.

7. SE NECESSÁRIO, ESTIMULE O TRABALHO DE PARTO NATURALMENTE

Se seu médico crê que suas contrações não estão fortes o suficiente, há muitas maneiras de estimular o trabalho de parto naturalmente. Muitos médicos, para estimular contrações mais fortes, automaticamente usam Ocitocina, uma forma sintética do hormônio ocitocina, que seu corpo produz naturalmente. Contudo, os riscos associados à Ocitocina são muitos. Dentre eles: contrações mais fortes, mais longas e mais dolorosas, o que implica um aumento do uso de medicamento contra a dor, sofrimento fetal e distocia (dificuldades encontradas na evolução do trabalho de parto), que aumenta o risco de parto cesáreo. Se você precisa estimular seu trabalho de parto, tente usar o banheiro, caminhar ou estimular os mamilos. A estimulação dos mamilos naturalmente liberará ocitocina no seu corpo, não somente fazendo com que as contrações fiquem mais fortes, mas também provendo endorfinas naturais que aliviam a dor, um benefício que a Ocitocina sintética não oferece.


8. FAÇA USO DE MEIOS NATURAIS PARA LIDAR COM A DOR

Não há qualquer droga usada para alívio da dor durante o trabalho de parto que não traga consigo riscos de, adversamente, afetar o bebê. Muitas, inclusive a peridural, também acarretam um aumento no número de Cesáreas. Há muitas formas de alívio natural da dor que podem ser utilizadas no trabalho de parto, as quais serão brevemente listadas a seguir. Lidar de maneira bem sucedida com o trabalho de parto sem o uso de drogas pode ser conseguido através da presença de uma doula, massagem, água, terapia de calor, mudança de posições, música, luz suave, micção frequente, vocalização, visualização, hipnose e encorajamento verbal dos que estão por perto.

9. ESCOLHA CUIDADOSAMENTE O SEU MÉDICO

Assim como em qualquer outra área, há bons e maus profissionais. Se você soubesse que seu amigo levou o carro a um determinado mecânico que o desestruturou financeiramente com uma conta absurda, e a mesma coisa aconteceu com um colega de trabalho, você fica “com um pé atrás”, e com razão! Então, faça perguntas. Discuta suas opiniões, desejos e preocupações com seu médico. Descubra qual a sua taxa pessoal de cesáreas, uma vez que esta pode variar dramaticamente de profissional para profissional. Descubra quais intervenções ele considera “de rotina” e quão flexível ele está para atender aos seus desejos. Lembre-se, é o seu corpo e sua responsabilidade, portanto, não se sinta constrangida de perguntar o que quiser. Tradicionalmente, parteiras tendem a ser mais holísticas em sua conduta do que um médico obstetra, contudo, isso não é regra. Informe-se e não tenha medo de trocar de médico, caso, em algum momento, não se sinta confortável.

10. CONSIDERE VBAC (PARTO NORMAL DEPOIS DE CESÁREA) SE VOCÊ TIVER TIDO UMA CESÁREA ANTERIOR

De novo, muitos hospitais adotam uma política contra VBAC, contudo, a Organização Mundial da Saúde recomenda permitir o Parto Normal Após Cesárea para se evitar uma segunda cesárea que seria desnecessária. Mais de 75% das tentativas de VBAC são bem-sucedidas. Então, certamente isso pode ser feito.

Anatomia de um Cesarista

Benefícios de se movimentar durante o trabalho de parto

Movimentar-se antes de dar à luz pode ajudar - e muito - o processo. Foi o que concluíram pesquisadores australianos após avaliar 21 estudos produzidos ao redor do mundo com mais de 3 mil mulheres. Aqui no Brasil, Eliane Bio, fisioterapeuta, chegou às mesmas conclusões ao acompanhar 132 gestantes em trabalho de parto.

O estudo australiano, publicado na biblioteca The Cochrane Collaboration, diz que andar, sentar e ficar de pé pode ajudar que o parto aconteça mais rápido. As mulheres avaliadas que se movimentaram conseguiram reduzir o tempo do primeiro estágio do trabalho de parto e precisaram menos de anestesia epidural.

Os pesquisadores concluíram ainda que a movimentação não traz riscos à saúde da mãe ou do bebê.

Exercícios acompanhados por um fisioterapeuta

A pesquisadora brasileira Eliane Bio, fisioterapeuta, coordenou um estudo sobre o tema com 132 mulheres no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo.

Eliane Bio dividiu o grupo em duas partes: 62 gestantes foram acompanhadas por ela durante o trabalho de parto, e o restante não contou com a presença de um fisioterapeuta. As mulheres selecionadas tinham um feto único, estavam na primeira gravidez e não apresentavam nenhuma patologia.

As gestantes que fizeram exercícios não precisaram de analgésicos e diminuíram em média 6 horas o tempo de trabalho de parto. Ainda dentro do grupo acompanhado por Eliane, as mulheres que necessitaram de anestesia o fizeram bem perto do nascimento. "Isso facilita a percepção do períneo e como fazer a força correta para o bebê nascer, evitando o uso de fórceps", explica a fisioterapeuta.

De acordo com Eliane, a intervenção do fisioterapeuta já é tida como benéfica à gestante. "A pesquisa surgiu da necessidade de se demonstrar cientificamente uma experiência clínica de 30 anos, acompanhando grávidas na clínica particular, junto com obstetras que preconizam o parto normal", diz. O objetivo do acompanhamento, diz, é tornar o processo mais confortável, resgatando o prazer do parto.

Mesmo sem a companhia de um fisioterapeuta, a gestante pode e deve se movimentar. "A Organização Mundial da Saúde preconiza desde 1996, que a parturiente (gestante) não fique deitada, imóvel no leito e que seja estimulada a andar ou ter a liberdade de adotar a posição que preferir", diz Eliane.

Aléssio Calil Mathias, ginecologista e obstetra, concorda que a movimentação durante o trabalho de parto ajude o processo. Além de "trabalhar o colo do útero" e diminuir a dor, o médico diz que os exercícios aumentam a sensação de prazer e ajudam o fator psicológico. "Ao se concentrar nos gestos, a mulher desvia a atenção da dor", diz Aléssio.

O obstetra ainda recomenda que as gestantes que estejam se sentindo bem durante o trabalho de parto se movimentem mesmo sem a orientação de um fisioterapeuta.


Fonte: Revista Crescer