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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Uso do sling sob alerta acaba em recall nos EUA e Canadá

Comissão de segurança do consumidor americana põe em xeque a segurança do acessório e alerta acaba em recall de dois modelos vendidos em grandes redes da América do Norte

Aline Ridolfi

 
Sling Wendy Bellissimo da Infantino O sling, em alta nos últimos anos, é uma opção que facilita a vida da mãe, proporciona contato físico com o filho - podendo até acalmá-lo - e , até agora, era considerado seguro para crianças de 0 a 4 anos. Feito a partir da simples fórmula que combina uma faixa de tecido que se ajusta ao corpo do adulto por meio de duas argolas, essa espécie de “canguru” possibilita à criança permanecer em diversas posições e aos pais, braços e mãos livres. Mas a segurança do produto foi colocada em xeque.

Esta semana, a U.S. Consumer Product Safety Commission (CPSC), uma comissão americana especializada em segurança de produtos, obrigou a empresa Infantino a chamar dois modelos para recall nos Estados Unidos e no Canadá: o SlingRider e o Wendy Bellissimo, chamados estilos baby bags. Eles não são comercializados em lojas no Brasil. Na semana passada, essa mesma comissão já tinha divulgado um alerta que explicava a importância correta utilização do sling – independente do modelo utilizado - e de ser usado a partir de quatro meses do bebê.

Os modelos SlingRider e Wendy Bellissimo, da Infantino, que sofreram recallA CPSC afirma que, no último ano, cerca de três bebês, todos abaixo dos quatro meses de vida, tiveram a morte associada ao modo ao qual foram carregados dentro do sling. Com esses dados, a comissão contabiliza 14 mortes nos últimos 20 anos. Isso deixa claro que os casos são raros, mas que é preciso ter cuidado. Para garantir a segurança de mães e filhos, eles recomendam então que o acessório seja usado a partir dos quatro meses de idade, ou, caso os pais desejem utilizar o produto antes deste período, atentem para que o cuidado seja redobrado. Outra dica é que você sempre possa ver a cabeça e o rosto de seu bebê.

Para carregar o seu bebê com segurança no sling, o rosto dele deve estar sempre visível, com nariz e boca livres (figura 1).





De acordo com Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio Libanês (SP), não existem estudos específicos a respeito do uso e dos possíveis riscos que o sling oferece. “Costumo recomendar o uso do sling depois dos primeiros três meses porque aó o tônus muscular do pescoço já está melhor. Bebês fixam cabeça e pernas ao redor dos três meses de idade”, afirma. É exatamente esse o argumento usado pela comissão, que atribui as mortes por sufocamento pela dificuldade de crianças muito pequenas em manter o controle do pescoço quando inclinam a cabeça para baixo, dentro do sling, e pela falta de atenção dos pais que as carregavam. A CPSC também não recomenda o uso para crianças que estejam doentes, fracas, abaixo do peso ou que tenham algum tipo de limitação física.


A Infantino, através do seu site, reforça que o alerta havia sido dado para todos os tipos de carregadores sling, e aceita o novo comunicado, pedindo o recall de dois de seus modelos. Eles prometem a troca imediata dos produtos vendidos oficialmente nos Estados Unidos e Canadá. “A Infantino tem trabalhado juntamente com a CPSC e outras agências internacionais para desenvolver padrões de segurança para os slings, assegurando que estes produtos são seguros e que possam ser usados de forma segura também. Continuaremos a cooperar com a CPSC para que todos os tipos de slings sejam investigados”, declaram. Se você adquiriu esse produto por um site, entre em contato com o importador.

Vários modelos de carregadores

Apesar de serem todos chamados de sling, existem algumas variações de modelos, cada um exigindo dos pais uma atenção especial.

Slings com anéis, que são ajustáveis de acordo com o corpo da pessoa que está carregando o bebê, são considerados mais seguros por alguns, mas exigem que sejam de uma marca de confiança. O peso do bebê estará todo apoiado no tecido e, principalmente, na argola que sustenta e amarra esse tecido, devem ser feitos com materiais 100% seguros.

Com os chamados baby bags, que lembram uma cesta, e que são, justamente os modelos pedidos no recall, é necessário atenção redobrada com a ventilação do bebê, pois seu rosto pode acabar encoberto, afinal, ele não é tão anatômico quando o anterior.

Existem slings feitos sob medida que são feitos de pano, porém não levam a argola. Além de assegurar que ele foi feito por uma empresa responsável e de confiança, lembre-se de checar as costuras e nunca se esqueça de que o sling, qualquer que seja o modelo, nunca deve ficar abaixo ou até mesmo na linha do quadril.

*Fonte: Revista Crescer

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