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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Excesso de higiene na infância debilita saúde de adulto, diz estudo

O ESTUDO COMPROVOU QUE AS CRIANÇAS QUE SE SUJAM TORNAM-SE MAIS RESISTENTES A DOENÇAS INFECCIOSAS NA IDADE ADULTA

Se você não suporta ver seu filho com aquelas mãozinhas lambusadas de terra que corre ir lavar, talvez seja hora de rever os conceitos e resistir a tanta limpeza. Sujar-se faz bem até pra saúde. Um estudo da Universidade Northwestern de Chicago, nos EUA, constatou que as crianças que se sujam na infância acabam se tornando adultos mais saudáveis e resistentes a doenças.

A equipe de pesquisadores quis compreender melhor em que medida o ambiente afeta a produção de proteína C-reativa (ou CRP), cuja concentração aumenta quando o corpo reage a uma infecção. Para tanto, foram analisados os dados de um estudo realizado nas Filipinas com filhos de 3.327 mulheres, desde seu nascimento na década de 80 até a idade adulta. As crianças foram submetidas a controles a cada dois meses durante os primeiros dois anos de sua vida e, depois, a cada quatro ou cinco anos. Questões de higiene da casa e da família, como a convivência com animais domésticos (como porcos ou cachorros) faziam parte da análise dos pesquisadores.

A retirada de mostras de sangue comprovaram que essas crianças filipinas haviam sofrido mais enfermidades infecciosas do que as americanas. Porém, quando atingiram a idade adulta (a partir dos 22 anos de idade), seu sangue apresentava concentração de CRP muito menor que a dos americanos, mostrando que sofriam menos inflamações. A concentração média de CRP era de 0,2 mg por litro de sangue entre os filipinos contra 1 a 1,5 mg entre os americanos. O estudo comprovou que a criança que se suja, mesmo que pegue doenças, se torna um adulto mais saudável.

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