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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Acupuntura pode ajudar no tratamento da depressão em grávidas

Em estudo inédito, 63% das gestantes apresentaram melhora nos sintomas

 
Tratamento com agulhas pode diminuir dosagens de medicamentos; depressão na gestação atinge mais de 10% das mulheres grávidas

IARA BIDERMAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A acupuntura é uma opção de tratamento viável para a depressão durante a gravidez, de acordo com um trabalho apresentado no 30º encontro anual da Sociedade de Medicina Materno-Fetal dos Estados Unidos, realizado na primeira semana de fevereiro.

O estudo foi feito pelo departamento de psicologia da Universidade do Arizona e incluiu 150 gestantes com diagnóstico de depressão segundo os critérios do "Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais 4". A publicação é a referência padrão para estudos, diagnósticos e tratamento de distúrbios psiquiátricos.

As gestantes foram divididas aleatoriamente em três grupos: um tratado com acupuntura específica para a depressão, um com acupuntura "controle" (pontos inespecíficos) e um com sessões de massagem.

Nos grupos de acupuntura específica e "controle", o estudo foi duplo-cego -nem os acupunturistas nem as gestantes sabiam se os pontos onde as agulhas estavam sendo aplicadas eram de fato os recomendados para tratar depressão.

Para isso, as aplicações foram feitas por acupunturistas iniciantes, que receberam prescrições dos pontos onde colocar as agulhas preparadas por acupunturistas veteranos. Obviamente, o grupo que recebeu a massagem não foi "cego".

Foram realizadas 12 sessões dos tratamentos, durante oito semanas. Os sintomas de depressão nas pacientes foram medidos após quatro semanas e no final do tratamento segundo a escala de Hamilton -é também um dos critérios mais usados na psiquiatria para avaliação de depressão.

Os resultados mostraram que 63% das gestantes tratadas com acupuntura específica apresentaram melhora dos sintomas depressivos, contra uma média de 42% nos grupos de controle. Segundo os autores do trabalho, um grupo formado por psiquiatras, psicólogos e acupunturistas, o estudo indica que a acupuntura é um tratamento viável para a depressão durante a gravidez.

Para o psiquiatra Joel Rennó Jr., diretor do grupo de saúde mental da mulher do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, esse tipo de estudo sobre acupuntura e depressão em grávidas é inédito. "Há várias outras pesquisas sobre a acupuntura e a depressão em geral, mas os resultados não são definitivos. Esse [em gestantes] também não é, mas desperta interesse. Embora o grupo pesquisado não seja muito grande, o trabalho é metodologicamente bem realizado, com grupo de controle, duplo-cego etc.", afirma.

Riscos e benefícios

A depressão na gravidez não é tão estudada quanto a pós-parto, mas não é incomum. Segundo Nilson Roberto de Melo, presidente da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a doença atinge mais de 10% das grávidas. Nos casos moderados e graves, é indicado o uso de algumas classes de remédios antidepressivos, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina.

Embora haja temores que os fármacos possam causar efeitos no feto, Rennó diz que estudos recentes mostram que os benefícios são maiores do que os riscos. "A depressão não tratada tem efeitos deletérios não apenas para mãe. Ela também aumenta a chance de partos prematuros, abortos espontâneos e de o bebê nascer com baixo peso", afirma.

Ele acredita que o trabalho sobre o uso de acupuntura para a depressão na gravidez traz boas perspectivas para o tratamento do problema. Segundo Rennó, os resultados mostraram que, embora não tenha havido remissão completa da depressão, a acupuntura realmente diminuiu os sintomas nas gestantes.

"Mesmo que o tratamento com acupuntura não substitua os medicamentos, ele pode ser uma forma de diminuir as dosagens durante a gestação. Isso já é uma vitória, já que o aumento dos riscos [dos medicamentos] tem relação direta com as doses", diz.



http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd1102201001.htm



Entrevista sobre ioga na gestação, parto e pós parto

Meninas, tenho novidades!!!!
Eu e a Prof de ioga Adriana Vieira demos uma entrevista  sobre Ioga na gestação para o Programa Viver Bem que passa na TV Tribuna aos sábados as 8 hs da manhã.
Vale a pena assistir!

Depoimento de uma mamãe sobre amamentação

Olá barrigudinhas ou ex barrigudas!
Recebi este depoimento de uma querida amiga, mãe da Kamilinha de 3 meses.
Achei que seria legal postar, pois sei que muitas mães irão se ver na mesma situação relatada abaixo, mas com o coração repleto de culpa.
Gostaria de deixar claro que somos à favor da amamentação exclusiva, mas nem tudo que dá certo para mim, dará certo para você!


MEU DEPOIMENTO

Minha filha Kamila em seu primeiro mês de vida demorava para fazer a pega correta do bico do seio, isso a deixava irritada. Eu me preocupava, ela chorava muito, dificultando ainda mais a mamada. Eu tinha bastante leite e usava absorvente para seios. Ela mordia meu seio e o bico foi ficando insuportavelmente dolorido. Para não desmamar, comecei a usar o bico de silicone. Ela adorou, pegou com muita facilidade e o seio parou de doer e sangrar. Com dois meses, minha filha começou a chorar mais do que de costume, gritar até ficar vermelhinha e perder o ar, se contorcer, se agitar muito, chutando com força e arranhando a si mesma e o colchão, não dormia mais de dia e a noite caia no sono de cansada, mas seu sono era irregular e inquieto, ela se assustava do nada, seu sistema nervoso estava abalado. Eu e meu marido achávamos que ela tinha muita cólica e excesso de gases. Fazíamos tudo o que é indicado para tratamento de cólica e gases, inclusive remédios pediátricos, mas nada parecia acalmá-la. Sua pediatra porem, não acredita em cólicas e reforçava que a bebê precisava criar uma rotina de hábitos e horários e tudo que saísse dessa rotina a deixava nesse estado. Também salientava que o meu estado psicológico e emocional influenciava muito o dela. Através das dicas maravilhosas da pediatra, o que a acalmou um pouco foi a chupeta (não desmama) e deitá-la de bruços para dormir (isso a deixou menos assustada e mais relaxada). Eu também uso o som do secador de cabelo (indicado no DVD da Dra Paula), pois imita o barulho dentro do útero e o bebê se acalma. Mesmo assim, minha filha começou a querer mamar de hora em hora como se estivesse com muita fome, depois dormia em meus braços. Só conseguia se aquietar no peito, depois a colocava no berço. Sua pediatra falava que ela estava fazendo meu peito de chupeta e que não poderia estar mamando tanto se seu estômago era muito pequeno. Dizia também que ela tinha muita necessidade de segurança e de mãe, mas que eu não podia deixá-la adormecer em quanto a amamentava (para não associar peito a dormir) e que eu deveria oferecer o peito em intervalos de 3 a 4 horas. Mas a Kamila continuava com seu desespero. Foram noites e noites sem dormir. Eu chorava de ver minha filha naquele estado, que nem os livros de cuidados com bebês pareciam explicar sua inquietação. Com tudo isso a Kamila cresceu e engordou o suficiente para que sua pediatra não indicasse uma complementação alimentar. Após uma consulta, a doutora receitou para que eu desse em um único dia antes da Kamila dormir o NAN 1 (60 ml), para que eu e minha filha pudéssemos descansar e retomar com mais calma a situação. Na primeira vez que dei o complemento (apenas 60 ml) ela dormiu 6 horas e meia direto. A partir disso, eu e meu marido resolvemos por conta própria (não indico que façam o mesmo) dar o complemento mais vezes ao dia e em maior quantidade (conforme o indicado na lata). Como mágica, a Kamila parou de berrar, começou a dormir durante várias horas por dia e a noite ficou muito mais tranqüila (dormia 4 ou 5 hs, depois mais 3 hs, depois mais 2 hs). Não deixei de dar o peito. Sua inquietação na mamada continua, pois o fluxo de leite não a satisfaz. Às vezes tiro o leite com bomba manual e ofereço na chuquinha para que ela não desmame e tenha anticorpos que só o leite materno pode dar.



Obrigada Ali, por sua coragem e determinação!
Bjs