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domingo, 23 de agosto de 2009

Paralisia Cerebral acontece antes do parto, indica estudo...

Paralisia cerebral acontece antes do parto, indica novo estudo Por Jane E. Brody :: 11:22 26/02
Apesar de uma crença comum entre médicos e leigos de que a paralisia cerebral resulta da falta de oxigênio no cérebro do bebê durante o parto, um novo relatório diz que a asfixia durante o nascimento corresponde a apenas 10% dos casos, no máximo. O estudo descobriu que a grande maioria das crianças que desenvolve paralisia cerebral passa por problemas pré-natais, incluindo infecções maternas, doenças de coagulação e derrames, que danificam o cérebro muito antes do parto começar. As descobertas foram descritas na última terça-feira em uma coletiva de imprensa em Albany, Nova York, realizada pela divisão do estado da Faculdade Americana de Obstetrícia e Ginecologia, que estava preocupada com a crescente indisposição dos médicos em praticarem a obstetrícia por causa dos riscos de processos e indenizações. As descobertas, baseadas em centenas de estudos científicos, foram reunidas por um conselho de especialistas da Faculdade Americana de Obstetras e Ginecologistas e a Academia Americana de Pediatria. O relatório representa a primeira vez em que o país analisou todas as variáveis e estudos de uma só vez, e "mostra claramente que não há uma causa de paralisia cerebral", afirmou David Clark, médico de neonatal na Faculdade Médica de Albany. O relatório, revisado por 100 especialistas independentes, foi apoiado por um amplo grupo de organizações, incluindo a Fundação March of Dimes de Deficiências do Nascimento, o Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano e o Centers for Disease Control and Prevention (CDC). A paralisia cerebral é uma doença relativamente rara que se torna aparente no segundo ou terceiro ano de vida da criança e afeta aproximadamente meio milhão de americanos. Há diversas formas diferentes de paralisia, todas elas envolvendo a falta de postura e controle dos movimentos. Apenas uma forma é relacionada à falta de oxigênio no cérebro durante o nascimento. Os bebês que desenvolvem paralisia cerebral geralmente têm sintomas de encefalopatia neonatal, caracterizada pela falta de força muscular e reflexos, problemas de respiração e convulsões. A encefalopatia neonatal pode ou não resultar em danos cerebrais permanentes. Os processos com altas indenizações estão fazendo ginecologistas e obstetras em diversos estados a deixarem a profissão, se aposentarem mais cedo ou se recusarem a tratar de gravidezes de alto-risco.

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